30 de setembro de 2008

Jane Eyre, outra vez

Sou uma choramingas. Facto.

Choro pouco. Facto.

Ontem chorei. Facto.

Choramingo muito, mas choro pouco. Ainda bem? Pois não sei. Sei que ontem chorei. Ontem, vi o último episódio de Jane Eyre e chorei. Mas chorei a sério. Um rio de lágrimas que só parou com o genérico. Lágrimas a sério, que brotavam dos olhos à dezena de cada vez. Lágrimas que lavam a alma. Lágrimas de catarse, de libertação.
Não me lembro de chorar ao pé da TV. Choramingar sim. Choramingo a ver a Anatomia de Grey. Uma ou outra ocasional lágrima, sim. Mas chorar... chorar não. É o que o Romantismo me faz.... O Romantismo de que tanto gosto e que ficou encerrado no meu passado.... e nas prateleiras do meu quarto, do hall, da sala...
Não leio o Monte dos Vendavais desde os meus 15 anos. Embora tenha 3 edições do livro. Comprei o DVD, nunca o vi.
Não leio o Jane Eyre desde os meus 15 anos. Tenho duas edições: uma em português e uma em inglês.
Camilo? Adoro. Desde a Faculdade que não leio nada, embora me tenha dedicado a coleccionar as obras dele que já ocupam duas prateleiras lá em casa. O Amor de perdição? Desde os meus 15 anos que não leio...
O que aconteceu nos meus 15 anos? Ontem reflecti sobre isso... Por que é que desde os meus 15 anos que não leio nada do Romantismo? Acho que foi nos meus 15 anos que me apaixonei pela 1ª vez. Mas daquelas paixões do Romantismo: muito platónicas e daquelas à primeira vista. Diria um daqueles psicólogos que vai à TV que larguei o meu mundo dos livros e entrei no mundo a sério. Será?
Percebi ontem que me faz falta. Faz-me falta entrar no Romantismo dos livros. Sorrir e chorar com os livros e lavar a alma. Qual Eça, qual Milan, qual Umberto... Preciso de Camilo como de ar para viver. Preciso de Heathcliffs e de Rochesters e de Joaninhas e de Pedros e Inês...
Decidi ontem que vou procurar as minhas edições antigas, tirar-lhes o pó e ler, ler, ler, ler e ler.... e pode ser que encontre uma razão para deixar de ler.
Sou um bocadinho parva? Facto. :)

28 de setembro de 2008

A trança de Inês

"Ah, Inês! Como não passou nada? Passou tudo, Inês, tudo o que pelos séculos além o amor inventou, as suas artes e subterfúgios, as sua agonias e misérias, os embustes esfarrapados com que presume esconder-se do mundo, a palpitação do desejo que faz tremer o chão, crescer o trigo, eclodir as rosas, convocar as tempestades. E, por fim, desdobra a mais perversa de todas as armadilhas, a que nos faz, na hora alucinada da paixão, corpo contra corpo, boca contra boca, alma contra alma, desejar e bendizer a morte.
Morrer por este amor. Morrer contigo"
Há três Pedros, três Inês, três histórias de amor, três tragédias. Cada ser humano tem o direito a três vidas e de escolher a palavra que regerá essas três vidas. Pedro escolheu Paixão.







“O que me afastou do meu amor foi precisamente o meu amor. A paixão, esse desvio do comportamento, esse desequilíbrio da mente. Não posso amar-te porque te amo. Não posso possuir-te porque quero possuir-te. Não posso ser teu porque sou teu.”







A Paixão é o fio condutor de estas três histórias de amor. A primeira história todos conhecemos, corresponde à primeira vida de Pedro, no século XIV. A segunda vida, no século XX, conta a história de um Pedro Santa Clara que ama Inês Castro. São de igual condição social, mas as famílias são rivais e a tragédia adivinha-se logo na primeira linha. É este Pedro que, pela sua loucura, nos relata as suas outras vidas. A do futuro, a terceira e última vida de Pedro, não terá melhor destino que as anteriores. Desta feita, Inês faz parte de uma classe social superior, mas o seu amor continua a não ser possível porque não pode haver mistura de classes. Só quem é superior pode reproduzir-se e com alguém do seu nível. O castigo é a morte.









Neste romance de Rosa Lobato de Faria, a figura de Inês aparece envolta numa névoa de incerteza. A mesma névoa que a envolve há mais de seiscentos anos. Não sabemos, como não saberemos nunca, se ela foi a seduzida ou a sedutora. Esta nuvem de mistério que envolve a figura de Inês contribui também para a construção do mito. A autora mantém estas características de incerteza, de amor e morte, mas acrescenta a certeza de que fosse qual fosse o tempo, fosse qual fosse a condição social, fosse qual fosse a vida, Pedro e Inês haveriam de se amar. E antes como agora, este amor está condenado à tragédia. Antes como agora e sempre, vence a razão do Estado, morre a do Amor.
Esqueçam os preconceitos e descubram esta fantástica escritora. Há muitos outros livros dela que valem muito a pena. Escolhi este, porque não poderia ter escolhido nenhum outro, sendo eu a romântica incurável que sou. Adoro Alcobaça e vibro com a história de Pedro e Inês. Por isso... :)

26 de setembro de 2008

Palavras bonitas para mulher ouvir

Coisas bonitas. Palavras bonitas. Gestos bonitos. Intenções...





Do mais bonito que foi dito a uma mulher...






.



Ode a uma amiga noiva








Igual aos deuses me parece






o homem que pode contemplar-te frente a frente






e ouvir de perto a tua doce voz






deliciosa,




e o riso teu ouvir, cheio de encanto,



que no meu peito move o coração;



falta-me a voz se apenas te contemplo,



só por te ver;



foge-me a fala e logo sob a pele



queima-me as carnes um fogo incessante.



Já nada vêem os meus olhos;



surdos tenho os ouvidos.






Corre o suor pelo meu corpo todo;






sinto tremores, nada me alivia;






fico mais verde que a viçosa relva:







penso que morro.








(...)














À amada



Ventura, que iguala aos deuses,



Em meu conceito, desfruta



Quem, junto de ti sentada,




As doces falas te escuta,




Goza teu mago sorrir.






Quando imagino em tal gosto






É minha alma um labirinto;





Expira-me a voz nos lábios;






Nas veias um fogo sinto;



Sinto os ouvidos zunir.



Gelado suor me inunda;



O corpo se me arrepia;



Fogem-me as cores do rosto,




Como ao vir da quadra fria




Entra a folha a desmaiar.





Respiro a custo, e já cuido






Que se esvai a doce vida!



Arrisquemo-nos a tudo...



Contra uma angústia insofrida




Tudo se deve tentar.










"Arrisquemo-nos a tudo"? Nem a tudo... A verdade é que, estando a História tão cheia (demais?) de homens, é estranho que sejam de uma mulher estas mais bonitas palavras jamais dedicadas a uma mulher. Safo.

25 de setembro de 2008


Depois de um dia mau, saberia bem voltar para casa e ter um abraço amigo.

24 de setembro de 2008

Another walk down Memory Lane...

Ora... infância sem playstation e sem computador e com apenas dois canais de TV é igual a desenhos animados, muitos desenhos animados! :)

A propósito dos "Amigos de Gaspar"e da música do Sérgio Godinho que faz despertar tantas memórias, aqui ficam os genéricos daqueles desenhos animados que marcaram a minha geração. Não havia mais o que ver, pois assim toda a gente tem as mesmas memórias, dos mesmos desenhos. Cada um terá os seus favoritos...
Quais? Porquê? Pessoal mais novo, olhando para estes genéricos, de qual gostariam mais? Qual o menos decadente? Ai o tempo em que não havia comando para a TV e que aparecia um sinal no canto superior esquerdo da Tv a avisar que ia começar um programa no outro canal...
Há mais de vinte anos, uma manhã de desenhos animados fazia-se assim:

Ana dos Cabelos Ruivos

Marretas
Panda TaoTao
Danger Mouse
Bia, a Feiticeira
Verão Azul
Dartacão e os três Moscãoteiros
Tom Sawyer
Era uma vez a vida
Eram umas manhãs bem passadas, não eram? :)

Amigos do Gaspar

Desenhos animados antigos. Tão antigos que quase não me lembrava deles. Ao rever, parece que me recordo do Guarda Serôdio e do cabelo do Gaspar...
Lembrava-me da música. Mais um argumento a dar-me razão, os desenhos animados de hoje são uma treta. Antigamente, há muito muito tempo, era eu uma criança, em plenos anos 80, havia desenhos animados com música do Sérgio Godinho. Um dos maiores letristas e intérpretes da música portuguesa. Vamos cantar? É tão bom... uma canção assim :)



Vale a pena ver castelos no mar alto

Vale a pena dar o salto

pra dentro do barco rumo à maravilha

e pé ante pé desembarcar na ilha

Pássaros de cores que nunca vi

que o arco-íris queria para si

eu vi o que quis ver afinal




É tão bom uma amizade assim


Ai, faz tão bem saber com quem contar

Eu quero ir ver quem me quer assim

É bom pra mim e é bom pra quem tão bem me
quer



Vale a pena ver o mundo aqui do alto

vale a pena dar o salto

Daqui vê-se tudo às mil maravilhas

na terra as montanhas e o mar as ilhas

Queremos ir à lua mas voltar

convém dar a curva sem se derrapar

na avenida do luar





23 de setembro de 2008

Jane Eyre

Este é um dos livros da minha infância. Menciono o "Monte dos Vendavais" da Emily Bronte como um dos meus livros preferidos. "Jane Eyre", escrito pela irmã Charlote, é menos denso, mas igualmente inebriante. Eu sou tola por histórias românticas e estas irmãs escreviam livros com todos os ingredientes para prenderem uma romântica como eu a cada página. Gosto mais do Monte dos Vendavais, talvez porque é mais trágico. O Heathcliff coitadito... Snif!

Jane Eyre, uma história de amor. Uma novela em que tudo acaba mais ou menos bem. Com mistérios, com emoção, com suspense, com verdade, com romantismo. A verdade é que a ler coisas destas aos 11 anos... eu não poderia ter saído menos que isto :)
Fica a apresentação da mini-série que começou ontem na rtp2 e o trailer. Embora se dê mais realce à vida da Jane em adulta e se passe muito ao lado tudo o que ela viveu com a família do tio e depois no lar, a verdade é que esta adaptação está muito bem conseguida. Ou não fosse da BBC. Para quem goste de histórias bonitas e românticas com um bocadinho de tragédia, o segundo episódio é 2ªfeira às 22h40m.

"Jane Eyre, é uma série de dois episódios baseada no célebre romance de Charlotte Bronte, com a assinatura da BBC.Jane Eyre vive uma vida miserável com a sua tia. A órfã de mãe e pai é enviada pela tia para uma escola onde conhece os primeiros momentos de felicidade. Aqui aceita os conselhos das suas amigas e estuda empenhadamente chegando a ser professora. Mas as suas aspirações levam-na a procurar uma melhor posição. Encontra-a em Thornfield Hall, como perceptora da jovem Adèle, a pupila de Edward Rochester. Quando finalmente conhece Rochester, apaixona-se por ele, e ele por ela, mas Rochester esconde muito do seu passado..."

22 de setembro de 2008

Amizade

A vida é daquelas coisas esquisitas. Dá voltas e mais voltas e ainda mais voltas até nos deixar mal-dispostos, com azia, mal do estômago, mal da cabeça e a querer desesperadamente que alguém nos salve da agonia.



E esperamos por príncipes encantados que nunca chegam. Esperamos por um trabalho que nos realize. Esperamos pela concretização dos nossos sonhos. E vemos que, mais dia menos dia, vamos mesmo ter de tirar a lentes cor-de-rosa.



Alguém disse uma vez que a felicidade não está em se ter o que se quer, mas sim em querer o que se tem. Sempre achei isto um bocado parvo, mas... A verdade é que tantas vezes estamos tão concentrados no que queremos ter que não damos valor ao que já temos.



É verdade que não tenho príncipe encantado, nem um bom trabalho, nem os meus sonhos estão realizados, mas tenho os meus amigos. Daqueles únicos, que se contam pelos dedos e que são meus. Os namorados vão e vêm e os amigos ficam, sempre, para sempre.



Sou uma pessoa simpática, mas não sou pessoa de fazer amizades com facilidade. Falo muito, rio, converso, mas não digo muito de mim. Demora muito tempo conhecer-me. Além disso sou exigente. Muito. Dou tudo e exijo nada menos que tudo.



Muitas vezes dou murros em pontas de facas. Espero por um acto de amizade de alguém que não sabe o que é a amizade. Mas há aquelas pessoas, meia dúzia delas, que não me deixam tirar as lentes cor-de-rosa.



Porque para mim, a amizade é uma palavra no momento certo, um gesto, um abraço, um sorriso aberto a cada visita, um abre-olhos ou simplesmente um desviozito de 200 km só para nos virem trazer a casa. Pequenas coisas que me fazem continuar a querer as minhas lentes cor de rosa :)

19 de setembro de 2008

Covilhã rules!!

Só tenho pena de não se conseguir reunir a comandita toda... Mas lá vamos repetir as mesmas histórias de sempre... as de Coimbra, das festas, das bebedeiras, da falta de juízo... tantas histórias. E é tão bom revivê-las com quem as viveu connosco! São tão boas as conversas que começam com um "lembram-se quando..."! É tão bom... Que saudades!
E sabiam que esta história da ianita começou com o Tojó? Pois foi ele quem me baptizou. Como bom beirão, põe um "i" antes de todos os "a". Por isso, iágua, iárvore e, claro está, iana. :)
Lembram-se daquela vez quando a Ana... (shiu! Não é para contar a ninguém!) ;)

17 de setembro de 2008

Póvoa de Varzim

Compensa as horas infinitas extraordinárias que nunca vão ser pagas. Compensa as chatices. Compensa os tropeções. Compensa tudo.
Nunca o "vá para fora cá dentro" esteve tão em voga na minha vida... Qualidade de vida? Sim. Mas basicamente é não ter dinheiro para ir para fora! :) Há que aproveitar o que o nosso rectangulozinho tem para oferecer. Temos um país bonito e pronto(s)! :) Mai nada!!

16 de setembro de 2008

Lugares

Ao Porto nunca tinha ido... Mas estas férias também são feitas de (re)visitas. Vim aqui há 14 anos, com os papás, era ainda uma teenager... Snif! Snif!




Vai ser muito bom rever estes lugares, redescobri-los, revivê-los. Povoá-los de novas experiências, de novas histórias, de novas gargalhadas, para juntar às antigas. :)







Lá enjoei outra vez a subir ao alto de Santa Luzia... E sim, eu sei que sou pior que os cachopos! Mas que hei-de fazer? Aquilo tem uma escada de caracol muito apertada! É impossível não enjoar!! Mas vale a pena... :) Ficámos numa casa do Pato em Afife. O nome desta terra só me pede pra dizer isto: afinfa-lhe!!! :)

Dos locais novos, para não voltar a falar no Porto, destaco Esposende. Terra do fantabulástico e hospitaleiro Patinho. :)

(Castro de S. Lourenço)


(Igreja Nova de S. Bartolomeu do Mar - a verdadeira terra)

Os locais são fantásticos, mas a companhia faz tudo parecer muito melhor e mais bonito. O Pato foi o melhor dos anfitriões. Foi muito bom revê-lo. Foram (e serão) dias de recontar velhas histórias e de as reviver pelos relatos, mas num cenário diferente. Não acho mau, uma vez que também nós estamos diferentes... Aliás... Estamos a enriquecer o passado. Ao homem estupendo, o meu obrigada. Por tudo. :)

15 de setembro de 2008

Porto

Primeiro dia de férias...

Hoje vou passar aqui o dia... a passear, a ver as vistas, a divertir-me muito! Por incrível que pareça, é a minha primeira visita à cidade invicta... espero que valha muito a pena...



(E não, não vou ao Estádio do Dragão! Nem que me paguem! Bem... se pagarem muito bem... Talvez considere... Quer dizer... Não! Não vou nem amarrada!)

13 de setembro de 2008

Home alone

Os meus pais estão de viagem. Ontem começaram as minhas férias e tirei o dia para estar em casa, comigo.
Foi um dia de preguiça, dia de tv, de ler...

Saí à rua sem maquilhagem. Fui às compras no popó dos papás, para poupar gasolina, mas também para ouvir o cd do David Fonseca que comprei no mês passado e que ainda não tinha ouvido bem. Pois só parei quando acabou o cd... podia ter ido ao supermercado ali ao lado, mas não, fui devagar devagarinho até S.Jorge... O cd é mesmo muito bom.
Hoje poderia ficar na cama até à hora que me apetecesse, mas ouvi um barulho esquisito e acordei. Tenho consciência que há-de ter sido o vento ou um gatito. Mas... Não consigo dormir mais. Vim-me refugiar na sala, deitada debaixo do edredon, com a tv ligada (falando nisso, os desenhos animados de agora são uma bela treta!) e o computador no colo. Ainda eu digo que quero ir viver sozinha...
Bem, hoje já não tenho de dormir sozinha. :) e amanhã já vou de férias!
Entretanto tenho de ganhar coragem de sair daqui e ir tomar o pequeno-almoço...

12 de setembro de 2008

Ora...


Eu vejo estrada, caminho. Vejo horizonte. Vejo velocidade. Vejo férias...
Vejo um homem subjugado. Vejo uma mão na guitarra. Vejo garras. Vejo...
O que vêem vocês?



11 de setembro de 2008

O dia em que o Mundo parou de girar

Ontem falava da minha comfort zone.

Este foi o momento que destruiu as minhas lentes cor-de-rosa e fez eplodir a minha comfort zone.
A História está recheada de barbáries. Há relatos, fotos, videos. Mas isto eu vi em directo.
Estava em Coimbra. No Zau. Ia ter exame de Latim III uns dias depois. Estava a acordar (já depois da hora de almoço) e vou à cozinha. Ligo a Tv. Acho que estava alguém lá... Não me lembro se o Pato ou o Tico... Sei que fiquei vidrada. De pé, em frente à Tv... Ainda quando não se sabia o que tinha acontecido... Se tinha sido um avião ou não... Se tinha sido acidente ou não. Até que...
... até que vem o 2º avião... E todas as dúvidas acabam. Ainda esperei que alguém viesse dizer que era brincadeira e que aquilo era um trailer de um filme... Mas não. Era a realidade a entrar-me olhos adentro...

10 de setembro de 2008

O Mundo acaba hoje

Diz que sim, que o Mundo acaba hoje... Porquê? Eu gosto de pensar em mim como uma pessoa inteligente, com alguma cultura, mas a Física é algo que me faz mesmo muita dor de cabeça. Até a Fórmula de Deus do Zézinho me fez dor de cabeça, por isso, já vêem...

Ao que entendi, uns senhores vão fazer explodir uma coisa na Suíça e essa explosão vai ser parecida ao Big Bang que deu início ao Mundo, o que, por sua vez, pode acabar com o Mundo. Perceberam? Pois eu também não.

Mas tenho a dizer que o Mundo não vai acabar hoje. Descansem. Ainda me falta fazer muitas coisas, ainda me falta ir a muitos sítios, ainda me falta dizer muitas coisas. Ainda me falta rir muito e chorar muito. Ainda me falta viver muito. O caminho é longo ainda...





Há muitas teorias do fim do Mundo. A mim custa-me pensar que, a haver um ser inteligente que decide estas coisas, tenham decidido acabar o Mundo a uma 4ª feira...

9 de setembro de 2008

O passado

É estranho... É estranho eu olhar para o espelho e ver-me a mesma de há 15 anos. É preciso algum esforço, muita concentração, para me ver como sou agora... mais velha, mais gorda, com uma ou outra ruga de expressão... mas a mesma...
Não deveria eu ter mudado? Não devia ser diferente do que era?

A verdade é que muitos anos passaram, a vida mudou, eu mudei, mas continuo a mesma.

Isto vem de uma mensagem que recebi ontem, da Gabriela (olá Gabriela!). Ela que me relembrava as tardes que passávamos a ver precisamente o Dirty Dancing. Nos tempos em que a Rute comia meia cenoura por dia... E comecei a pensar... Se calhar este filme já não me deveria entusiasmar. Se calhar não deveria pôr o rádio mais alto sempre que passa o Living on a prayer dos Bon Jovi. Se calhar não deveria sorrir quando ouço a Lambada. Se calhar...
As coisas têm o seu tempo. E eu se calhar deveria revê-las hoje e achá-las parvas. E não acho.
Quando revejo o Braveheart, já sei que a pedra vai bater na cara da gaja, mas rio na mesma. Já sei que ele a vai ver, no meio da multidão, mesmo antes de lhe cortarem o pescoço, mas choro na mesma. Quando revejo o A vida é bela, já sei que o miúdo vai dizer, ao ver o tanque, "E vero! E vero!", mas choro na mesma...
A verdade é que os anos passam, a vida é vivida e, no que importa, nós continuamos os mesmos. Por isso é que os amigos se mantêm pela vida. Porque nos une a história, um pedaço de história, a nossa história, e porque, no essencial, somos os mesmos. (Pior é quando vemos que pessoas que julgávamos amigos não nos conhecem, mas isso é outra história...)Por isso aquelas coisas de que gostava mesmo muito não me são indiferentes por parvas e disparatadas que sejam. Porque se fizeram parte da minha vida, vão fazer sempre.
Feliz ou infelizmente, não há como fugirmos da nossa história. Não há como fugirmos de nós mesmos. Eu acho que ainda bem... E, pode parecer parvo, mas eu gosto de ser assim. :) E eu não esqueço.

8 de setembro de 2008

Dirty Dancing

O filme da minha juventude. O primeiro filme a sério que eu vi, já com olhos daqueles sem ser de menina... Um gigante crush que eu tinha pelo Patrick Swayze... Ui! Nem há palavras!


Estas são duas das minhas cenas preferidas... a primeira, quando a tímida Babe vai ao quarto do Johny que nem maluca... Uma das melhores cenas de amor de sempre! E eis que foi ela quem tomou a bela da iniciativa... I wonder...


"Johny: You're not scared of anything!


Babe: I'm scared of everything!
I'm scared of what I saw. I'm scared of what I did, of who I am... And most of all, I'm scared of walking out of this room and never feeling for the rest of my life, the way I feel when I'm with you!


Dance with me!"


... e a segunda ao som do Lover Boy... :)



A Manuela lançou o desafio. Aqui vai: como é que termina o filme? Eles vivem felizes para sempre ou ficam separados? Esta dança com que acaba o filme, é uma dança de despedida ou a consagração de um amor para sempre? Eu acho que eles ficam separados, a Manuela acha que eles vivem felizes para sempre. O que vocês acham?




And I.... had... the time of my life, and I never felt this way before, and I swear, it's the truth, and I owe it all to you...

(ai que bruto arrepio espinha abaixo!!!)

Romeu e Julieta

O único filme do Di Caprio de que gosto. Uma adaptação fantástica de uma história intemporal.



A minha cena preferida, ao som do "Kissing you" da Des'ree.


Pride can stand a thousand trials,

the strong will never fall

But watching stars without you,

my soul cried.

Heaving heart is full of pain,

oh, oh, the aching.

'Cause I'm kissing you, oh.

I'm kissing you, oh.

Touch me deep, pure and true,

gift to me forever

'Cause I'm kissing you, oh.

I'm kissing you, oh.

Where are you now?

Where are you now?

'Cause I'm kissing you.

I'm kissing you, oh.

5 de setembro de 2008

Pois...

... eu sei que muita gente diz o mesmo, mas nem toda a gente que mede 1,62m tem uma irmã com 1,72m e um irmão com 1,89m. Saí à mãe? Não. Saí ao pai? Não. Saí à tia. Já é frustrante o suficiente, não preciso que me andem sempre a chatear com isto.
Aliás, o que eu acho, cada vez mais e em relação a quase tudo na vida, é que....

...... é tudo uma questão de atitude!

4 de setembro de 2008

Hoje

Hoje amanheceu assim... como um dia de Outono, depois de não ter havido Verão.
Num dia de chuva apetece-me fazer uma de duas coisas. Ou ficar na cama e sentir a chuva lá fora, enroscadinha debaixo das cobertas, ou ir para a rua e andar à chuva que nem doida!
Nem uma nem outra! Mais um dia de trabalho, como os outros, só um bocadinho mais escuro, mais molhado, mais melancólico.
Além disso, rebentou uma conduta na minha rua. Nada de água! E como tenho a minha rotina matinal controlada ao segundo, não houve tempo de mudar para água da cisterna. Ou seja... banho, só na rua!
Há que ver o lado bom em todas as coisas... pelo menos não vou ter de lavar o carro! :)

3 de setembro de 2008

Sometimes...

... against all odds, against all logic... we touch.







1 de setembro de 2008

Et Lady Di?

Não percebo nada de pintura. Não é um dos meus dotes. Gosto ou não gosto, dependendo o gostar apenas e só da minha visão muito subjectiva. Não percebo de movimentos nem de técnicas e basicamente não quero saber. Não me interessa como se faz um quadro. Interessa-me olhar e gostar. Este é bonito, mas confesso que Renoir não me diz muito. Posso estar a ofender muita gente, mas acho uma arte perfeitinha demais. Não sei explicar. Parece-me muito politicamente correcto. Sou mais Chagal, por exemplo, ou Van Gogh, Matisse.




Porquê pôr aqui esta imagem para a posteridade se não gosto do Renoir? Porque esta imagem me diz muito. Lembra-me o meu filme preferido... Não consigo deixar de sorrir quando olho para este quadro e não consigo deixar de olhar para a rapariga cujo olhar está perdido, como se não pertencesse ali...

Raymond Dufayel: Depois de todos estes anos, falta-me compreender apenas uma personagem, a rapariga do copo de água. Está no centro, mas como se estivesse ausente.

Amelie Poulain: Será ela diferente dos outros?

Raymond Dufayel: E porquê?

Amelie Poulain: Não sei.


Raymond Dufayel: Talvez quando era pequena não brincava com os outros meninos da sua idade.

Amelie Poulain: Essa rapariga do copo de água parece estar distraída a pensar em alguém.

Raymond Dufayel: Referes-te a alguém do quadro?

Amelie Poulain: Não, quem sabe a pensar num rapaz com quem ela se cruzou e ficou com a impressão que se pareciam.

Raymond Dufayel: Percebo. E ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente a manter uma com os que estão ao seu lado.

Amelie Poulain: Não sei. Quem sabe é o contrário e ela prefere apenas ajudar a vida dos que a rodeiam.


Raymond Dufayel: E ela, com os desarranjos da sua vida, quem se preocupa?

Deixo-vos o trailer do que é, para mim, um grande filme. Dos melhores de sempre. Para mim, o melhor...


Resta uma questão: Et Lady Di? Vous croyez qu'ils vont faire la même chose pour Lady Di? :)

Magnésio

Em relação Benfica-Porto do último Sábado, tenho muito pouco a dizer. Não vou falar em arbitragens, nem em "penaltys", nem em oportunidades de golo, nem em nada do género. Depois do jogo, só se me ocorria uma palavra: Magnésio.



MAGNÉSIO (Mg)

Quais as suas principais funções no corpo?





  • Ajuda a fortalecer os ossos e os dentes

  • Regulariza o ritmo cardíaco

  • Necessário em muitas reacções do organismo actuando como cofactor enzimático

  • Actua com o cálcio na contracção muscular, na coagulação e na regulação da tensão arterial





  • Onde pode encontrar magnésio?

  • Cereais integrais

  • Leguminosas (feijões, lentilhas, etc.)

  • Legumes de folha verde (espinafres, brócolos, etc.)

  • Caju e outros frutos oleaginosos

  • Sementes de girassol e outras


  • Quais são os sintomas de carência?

  • Fraqueza

  • Dores e espasmos musculares

  • Cãibras e tremor

  • Náuseas e vómitos

  • Função cardíaca debilitada

Mas há alturas na nossa vida em que o magnésio que ingerimos não é suficiente e então podemos tomá-lo em comprimidos. Não tem mal nenhum. É um suplemento mineral, não aparece no controlo anti-doping. Só faz é bem. Já tomei e resultou. Aconselho a quem tenha problemas com a falta deste mineral. Principalmente no lado bom da 2ª circular...