29 de novembro de 2008

Marilyn

O nome Marilyn Monroe é sinónimo de Glamour, de beleza e de inevitável tragédia. O primeiro verdadeiro símbolo sexual do Mundo. Um ícone. Uma mulher que foi sinónimo de loura-burra, quando de burra não tinha nada. Era um tempo em que se confundia os papéis que os actores e actrizes desempenhavam no grande écran com a sua verdadeira personalidade. Ela representava mulheres bonitas e burras e foi sempre assim que foi vista. Embora fosse uma mulher de uma inteligência ímpar.















Norma Jean de nascença, muda de nome para basicamente mudar de vida, numa tentativa de fugir de um passado infeliz. A verdade é essa, Marilyn não consegue ser feliz. Tem tudo, menos amor. Os homens... esses, todos se querem deitar com ela, mas nenhum quer acordar com ela. Trágico. Por trás de toda a beleza e de todo o glamour, os olhos não mentem.

28 de novembro de 2008

A tortura

Ontem, ia para casa, e estava a passar "La tortura" da Shakira com o Alejandro Sanz. Para além do arrepio espinha abaixo que esta música me provoca, principalmente por causa do vídeo, esta é uma música que me marcou em determinada altura da minha vida. Gosto muito do Alejandro, excepto quando se lembra de descolorar o cabelo. Deixo-vos uma das minhas músicas preferidas dele, "Quisiera ser", com as Destiny Child.


Quisiera ser el dueño, del pacto de tu boca

Quisiera ser el verbo al que no invitas

A la fiesta de tu voz

Te has preguntado alguna vez,

Di la verdad, si siente el viento

Debajo de tu ropa

Cuando te bañas en el mar desnuda

Quien te acaricia el cuerpo

En la fiesta de tu piel

Se sentirán la sal, las olas,

Sentir? la arena, me da pena

Quisiera ser el aire que escapa de tu risa

Quisiera ser la sal para escocerte en tus heridas

Quisiera ser la sangre que envuelves con tu vida

Quisiera ser el sueño que jamás compartirías,

El jardín de tu alegría de la fiesta de tu piel.

(...)



Bem... Como é óbvio, não vou deixar as pessoas com água na boca.... aqui fica o vídeo da "La Tortura". Enjoy :)





No sólo de pan vive el hombre

Y no de excusas vivo yo

(...)



Ay todo lo que he hecho por tí

Fue una tortura perderte

Me duele tanto que sea así

Sigue llorando perdón

Yo ya no voy a llorar... por tí

27 de novembro de 2008

.............

Com este cansaço todo nem me lembrava que hoje à tarde tinha uma reunião. Uma reunião chata para que uma das minhas colegas me arrastou. Uma reunião de apresentação de uma empresa de transportes e não vou dizer qual é para não publicitar :) mas começa em alfa e acaba em loc, para quem for esperto e quiser adivinhar :)
Pois... Era às 15h... E quando vi o senhor que vinha para a reunião..... Ia-me caindo tudo! Que me desculpe a classe masculina, mas há muito tempo que não via um espécime masculino tão bonito! E além de bonito, com olhos verdes na pele morena e sinalzinho ali sobre o lábio...., dizia eu, além de bonito, era também simpático e charmoso, como obriga a pessoas que trabalham na área comercial eu sei mas mesmo assim, e tinha uma voz funda, penetrante e grossa e.....
Pronto. Melhorou o meu dia e pode ser que entretanto o mande vir cá mais vezes :)

Luz


Fecho os olhos e vejo luz.


Abro os olhos e vejo tudo desfocado, como quando fechamos os olhos com muita muita força e depois os abrimos e não vemos nada. Eu estou assim, só que sem a parte de ter fechado os olhos com muita força.


Passei 10 horas consecutivas a traduzir. Directamente para o computador, a inventar metade das coisas. Um texto jurídico, um contrato, de 46 páginas, entregue a mim e a uma colega às 11h da manhã, supostamente para entregar às 15h...


De notar que não sou tradutora. Nem sequer tenho uma licenciatura em inglês. Assim bem vistas as coisas não tenho inglês desde o secundário. Desenrasco-me no que respeita ao inglês corrente, mas inglês jurídico é algo diferente, muito diferente.


Pelo menos tiveram o discernimento de me tirar da minha secretária e de me porem numa sala sózinha com a minha colega. Assim, sem distracções, rendeu muito mais. Mas o outro lado da moeda é que o meu trabalho ficou parado em cima da minha secretária... estagnado... fiel... à minha espera...


À noite, ia para casa, e as luzes feriam-me os olhos. Os carros que vinham em sentido contrário não tinham dois focos de luz, mas sim um foco contínuo, comprido... Todas as luzes tinham movimento e extensão.


Chego a casa, cansada, mas sem estar irritada. O cansaço era tanto e tal que já nem tinha forças para me irritar, para me insurgir, para mandar vir com o meu chefe que é basicamente um grande cromo. Chego a casa para ainda ouvir um Estiveste a trabalhar até esta hora? Quando é que te aumentam? Não perguntaste? Tens de perguntar! Tens de falar nisso! Tens de....... e deixei de ouvir porque segui caminho e não tinha forças para discutir.


Tomei um banho quente. Um banho daqueles tão quentes que nos arrancam a pele e com ela os problemas, o cansaço... tudo. Mas quando fechava os olhos para deixar simplesmente que a água corressse rosto abaixo via letras, via palavras a formarem-se, via luz...


Dei-me ao luxo de beber um copo de leite cheio muito cheio de Nesquick. Uma fatia de pão de cereais com queijo..... Comi à frente da TV e os meus olhos doíam... Tomei um comprimido e fui dormir. Um sono cheio de palavras, cheio de letras, de conversas, de luz... sempre a luz que não me deixa descansar, que não me deixa dormir.


Acordei à hora de sempre. Cheguei ao trabalho à hora de sempre. As cores nas ruas parecem-me diferentes.... Fui acabar a tradução. A minha colega está ainda a rever a parte dela, eu já não consigo. As cores estão diferentes porque vejo tudo baço, distorcido, com ocasionais pontos de luz a brilhar no meu olhar.


As minhas colegas dizem-me que estou com uma expressão esquisita. Fui ver-me ao espelho e vi que tenho o olhar inexpressivo, alheado, ausente, baço...


Estou aqui e não estou, olho mas não vejo....


Fecho os olhos e vejo luz.

26 de novembro de 2008

Pedro Abrunhosa

Se ontem falei na "Manhã", uma música do Pedro Abrunhosa, brilhantemente cantada pelo Carlos do Carmo, hoje falo-vos de uma outra música do Pedro, desse mesmo cd. "Será" é uma música atípica. Não tem refrões. É apenas um desenlear de sucessivos serás. Um poema lindíssimo, gigante, daqueles que fazem sentido a quase todas as pessoas de tão intenso e profundo que é.
Será que ainda me resta tempo contigo,

ou já te levam balas de um qualquer inimigo.

Será que soube dar-te tudo o que querias,

ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias.

Será que fiz tudo que podia fazer,

ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer.

Será que lá longe ainda o céu é azul,

ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul.

Será que a tua pele ainda é macia,

ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia.

será que ainda te posso valer, ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer.

Será que é de febre este fogo,

este grito cruel que da lebre faz lobo.

Será que amanhã ainda existe para ti,

ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri.

Será que lá fora os carros passam ainda,

ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda.

Será que a cidade ainda está como dantes

ou cantam fantasmas e bailam gigantes.

Será que o sol se põe do lado do mar,

ou a luz que me agarra é sombra de luar.

Será que as casas cantam e as pedras do chão,

ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão.

Será que sabes que hoje é Domingo,

ou os dias não passam, são anjos caindo.

Será que me consegues ouvir

ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.

Será que sabes que te trago na voz,

que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.

Será que te lembras da cor do olhar

quando juntos a noite não quer acabar.

Será que sentes esta mão que te agarra

que te prende com a força do mar contra a barra.

Será que consegues ouvir-me dizer

que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.

Eu sei que tu estarás sempre por mim

Não há noite sem dia, nem dia sem fim.

Eu sei que me queres, e me amas também

me desejas agora como nunca ninguém.

Não partas então, não me deixes sozinho

Vou beijar o teu chão e chorar o caminho.

Será,

Será,

Será!

25 de novembro de 2008

Ianita

Bem... Andamos numa de desafios. Não os ignoro porque descubro sempre coisas interessantes a meu respeito quando os faço. No início pensava apenas na vertente humorística ou entretenimento da coisa, mas agora vejo estas coisas como uma oportunidade de eu me conhecer melhor. Desta feita, o desafio é lançado pela Noiva Judia. :)
"Usa as letras do teu primeiro nome, ou nick no blog, e por cada letra escolhe uma palavra que tenha um significado especial iniciada por cada uma delas e justifica brevemente a escolha de cada uma das palavras. Depois "posta" e desafia 5 pessoas à tua escolha enviando um comentário para que saibam que foram desafiadas."
Desafio, como vem sendo meu hábito, todas as pessoas que se sentirem desafiadas e que queiram aderir. :) Aqui ficam as minhas escolhas:

I - Imaginação (Espero que nunca me falte, em todos os aspectos)

A - Amor (amor respeito, amor confiança, amor entrega, mais que amor paixão. O amor que me une à minha família e aos meus Amigos)

N - Nazaré (a minha avó, a pessoa que mais admiro, pela força de viver, pelas ganas, pela quantidade de vezes que enfrentou a morte de frente e a mandou embora, por nunca ter baixado os braços, pela determinação, pela vida, pelo exemplo, pelo sorriso fácil em todas as circunstâncias, e por tudo mais que ainda me escapa, tenho orgulho em a ter no meu nome)

I - Ialegria de viver (desvirtuando a coisa e fazendo alusão ao que me deu o nome :) que nunca me falte a força e alegria que tenho pela vida, sempre. )

T - Tudo (quero sempre tudo, tudo por inteiro. Não gosto de metades.)

A - Amanhã (a possibilidade que está nesta palavra... o sonho, a capacidade, a concretização, a oportunidade. O Amanhã que vive no Hoje, que me faz batalhar por ele, que me faz acreditar em mais qualquer coisa do que no simples Hoje)

Carlos do Carmo - II

Ao vivo, no Festival da Eurovisão de 1976. Ano em que Carlos do Carmo cantou todas (sim, eu disse todas) as músicas candidatas. A canção que ganhou foi "Flor de verde pinho", com letra do Manuel Alegre. "No teu poema" fica em 3º lugar. Aqui está ela, apresentada por Ana Zannati e Eládio Clímaco, cantada por Carlos do Carmo. Ao piano, José Luís Tinoco, o letrista. :)


24 de novembro de 2008

Carlos do Carmo

Carlos do Carmo, 45 anos de carreira. O Fado não é o meu género musical preferido, mas Carlos do Carmo vai muito mais além do Fado. Saliento duas canções que me arrepiam, que se cantadas ao meu ouvido... Ui! :)
A primeira é do Pedro Abrunhosa. Surge ali no segundo album dele, para mim o melhor, com a fantástica voz do Carlos do Carmo, Manhã.

Manhã, que em ti encerra
Este mar que não se altera,
este vento na galera
que teima em ti pousar.
Madrugada, de repente
Sou pássaro sou gente,
Tão distante e nunca ausente
E teimo em ti pousar.
Mulher, minha alvorada
Tu és o vento que tarda,
Por ti pouso o cansaço
Na verdade de um poema
Na mentira de um abraço,
Teu leito é o meu regaço
Eu quero assim ficar.


A segunda, dos anos 70, candidata num Festival de Eurovisão. Para mim, do melhor que já se escreveu em português. No teu poema...

No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da senhora da agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonhos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera de futuro.



No meu poema, também existe tudo o que vêem e tudo o que vos escapa. E principalmente, no meu poema, existe um verso em branco à espera do futuro. :)

Prémio

Obrigada à @me@@@ pelo lindo prémio. :)


Retribuo às pessoas da lista aí ao lado e que todos os dias me fazem companhia. Porque todos os dias os visito e todos os dias me visitam. Beijinhos a todos :)

Sonhos

Fui desafiada pela Lua e pela @me@ :)

O desafio consiste em:

a) Escrever uma lista com 8 coisas que sonho fazer

b) Convidar 8 blogueiros a responder ao mesmo

c) Comentar no blogue de quem partiu o desafio

d) Comentar no blogue dos blogueiros por mim convidados para que saibam da convocatória

e) Mencionar as regras


Como já fiz anteriormente, não vou desafiar ninguém, ou seja, desafio toda a gente que veja e que queira! :)


Lista das 8 coisas que sonho fazer (e notem que "sonhar fazer" não é o mesmo que "sonhar ter" nem "sonhar viver"):


  1. Fazer os que amo felizes (e são muito poucos, 7 pessoas da minha família e uns quantos Amigos - daqueles com letra maiúscula - e que se contam com os dedos de uma mão e que, ao fim e ao cabo, fazem parte da minha família)

  2. Fazer-me feliz (e não é à toa, parte importante da minha felicidade está nos que amo serem felizes)

  3. Ganhar juízo (isso implica cuidar melhor da minha alimentação e da minha saúde, porque com a quantidade de problemas de saúde hereditários que tenho, se não tenho cuidado, avizinha-se uma velhice difícil)

  4. Fazer alguém apaixonar-se por mim (mesmo a sério, daqueles amores românticos para a vida toda, alguém que eu possa amar e respeitar e tudo e tudo e tudo... porque olhando para trás sei que não fui amada como já amei)

  5. Fazer um filho (pode não ser feito por mim literalmente... faço questão em ter um filho, mas não faço questão de o gerar)

  6. Fazer uma volta ao Mundo (ou duas ou três)

  7. Fazer uma casa (mesmo de raiz, planeada por mim...)

  8. Mudar o Mundo

E pronto. É só isto. Quem quiser faça este exercício, mas preparem-se porque não é nada fácil. Principalmente a parte de pormos prioridades nos nossos sonhos...

22 de novembro de 2008

Daaaghhh!!!

Pronto... Não que seja burra. Também não sou parva, só um bocadinho distraída... e um bocadinho loura, vá...

Pois está claro. No próximo ano há eleições... Daaaghhh!! Croma...

Desvios - parte II

Bem... Já começo a não achar piada nenhuma à história dos desvios.
Ontem, vinha do trabalho e apanhei um novo desvio. Mais uma vez, uma única placa a indicar o desvio e mais nada. Se no outro dia estava pressionada pelas horas porque tinha de ir trabalhar, desta vez estava pressionada pelas horas porque tinha de ir jantar, já eram 20h. Entretanto, este novo desvio era pelo meio de pinhais. Ora, de noite, no meio de pinhais por onde nunca eu tinha andado, sem indicações nenhumas. Claro que me perdi e só dei por ela estava outra vez quase a chegar ao trabalho...
Hoje... Vinha para casa depois de ter ido fazer umas comprinhas e eis um desvio. Andei perdida algures no Vale-da-Gunha. Bem... se andar perdida nos Pinheiros e na Calvaria não era muito humilhante, uma vez que são terras de outras freguesia e até de outro concelho, andar perdida no Vale-da-Gunha tem que se lhe diga. Uma terriola do mesmo concelho, da mesma freguesia e a modos que ao lado da minha.... :(
Mas que raio se passa que os desvios se andam a pôr no meu caminho assim à doida? Isto não é normal, pois não?

21 de novembro de 2008

1963/2008













"Ask not what your country can do for you - ask what you can do for your country."












Palavras imortalizadas por John Fitzgerald Kennedy. Um presidente que é um mito. 45 anos passados após a sua morte em Dallas, o fascínio pelos Kennedy continua.





JFK foi Presidentes dos EUA pouco mais de 1000 dias e, ainda assim, foi eleito o 2º Presidente mais importante de sempre da História dos EUA, só vencido por Abraham Lincoln (também ele assassinado). Se formos analisar esses 1000 dias de governação, não achamos nenhuma medida significativa que justifique isto. Mas morreu ao vivo na TV, à frente de milhões de pessoas, na flor da idade, a meio do mandato, quando ainda havia o deslumbramento e o acreditar que ele iria mudar a América. Ainda sem o desgaste de anos e anos no poder sem fazer nada e sem nada mudar.






Não foi à toa que o disse. Mudar a América. O slogan do Obama, tão parecido ao do JFK. E por mais que as pessoas saibam que ele não era perfeito, continuam a idolatrá-lo e ele vai viver e continuar a ser o mito, mais que o homem. Prometeu mudanças drásticas na política do país, com tolerância e integração social, sem segregação. Apontou misséis a Cuba e saiu-se menos mal, ainda ninguém sabe como. Mas isso pouco importa.






Tinha carisma. Era bonito, simpático, era jovem. Tinha uma família lindíssima que não se importava nada de partilhar com o público. A reportagem que vi ontem à noite na dois era precisamente acerca deste acesso que a imprensa tinha aos Kennedy. Acesso que dava aos americanos uma sensação de proximidade. A sua imagem está rodeada de uma aura que ele soube contruir nos media e que ainda perdura. Aliás, atrever-me-ia a dizer, que essa aura nunca o abandonará.






Anos depois do seu assinato em directo, é assassinado o irmão mais novo, o RFK, Bobby. Mais um elemento a juntar à formação do mito. Mais um a morrer na flor da idade, quando ainda tudo eram promessas... quando ainda tudo era esperança... quando era ele a certeza na continuação e na concretização do sonho Kennedy.






Depois... depois a morte trágica do John John com a esposa num acidente aéreo. Aquele homem que, fizesse o que fizesse, estaria para sempre no imaginário americano como o menino que fez continência ao caixão do pai. Ainda hoje, na América a família Kennedy tem imenso prestígio. As más línguas dizem que o Arnold se casou com a família Kennedy e não com a Maria Shriver...






E nós? Nós que não somos americanos. O que nos faz a nós sentir este fascínio por esta personagem, mesmo com o distanciamento, físico, emocional e temporal? Eu acho que por ter visto muito nova o filme JFK, do Oliver Stone. Esse filme marcou-me profundamente. E sim, sinto-me fascinada por este símbolo da mitologia americana. Por isso vi a reportagem até ao fim e por isso hoje, ao procurar fotos dele, não conseguia parar de ver fotos....










20 de novembro de 2008

Hoje

Hoje está um dia lindíssimo. Muito sol. Muito muito muito sol... Apetece ir para a rua brincar, como nos tempos da escola.




Pessoal, agarrem nas bolas de futebol, nos berlindes, nos piões, nos elásticos e encontramo-nos lá fora em 10 minutos! Let's go out and play!


19 de novembro de 2008

Passo a Passo



(...)


Por esta estrada
Por este caminho, a noite
De sempre
De queda em queda
Passo a passo
Vou andando
P'ra frente
Já sei que vou arder na tua fogueira
Mas será sempre sempre à minha maneira
E as forças que me empurram
E os murros que me esmurram
Só me farão lutar
À minha maneira

Desvio

Hoje havia uma pedra no meio do caminho.





Hoje não pude vir pelo caminho normal e, acho bom salientar, o único que conheço. Os senhores foram simpáticos o suficiente para indicarem o desvio e pronto, só isso. Indicaram o devio e o pessoal que se amanhasse.




Falta dizer que o caminho normal que hoje foi cortado era o acesso ao IC2, que tem piso bom e duas faxas no meu sentido e que é num instante que me ponho cá. O desvio era por caminhos de aldeia, acidentados, cheios de lombas que parecem muros, de passadeiras, de igrejas, escolinhas e criancinhas e cães no meio da estrada a ladrar aos carros. Uma oportunidade para conhecer novos caminhos? Pois seria se não estivesse tão preocupada em não me enganar, uma vez que nunca mais apareceu uma placa a indicar o caminho certo (?) e os condutores tinham de se guiar pelo seu sentido de orientação (ou de desorientação), e em chegar ao trabalho a horas.




Cheguei a tempo, porque consegui orientar-me e não me perder e porque a minha mania de sair de casa com muito tempo foi útil, pela primeira vez! :)

Detestei o caminho, como deu para entender pela descrição que fiz dele, detestei os senhores que não pensaram que pode haver quem não saiba qual o caminho certo a tomar depois da placa Desvio... E não pensam em quem vem para o trabalho com os minutos contados e não tem tempo para explorar caminhos novos. Mas os desvios não escolhem horas certas.
A verdade é que hoje percorri um caminho novo. Horrível, mas novo.

17 de novembro de 2008

(In)Satisfação

Stuart Mill referiu-se assim a esta questão fundamental do pensamento e da natureza humana:



"É indiscutível que o ser cujas capacidades de prazer são baixas tem uma maior possibilidade de vê-las inteiramente satisfeitas; e um ser superiormente dotado sentirá sempre que qualquer felicidade que possa procurar é imperfeita. (...) É melhor ser um ser humano insatisfeito do que um porco satisfeito; um Sócrates insatisfeito do que um idiota satisfeito. E se o idiota ou o porco têm opinião diferente, é porque apenas conhecem o seu lado da questão. A outra parte da comparação conhece ambos os lados..."


Isto faz-me lembrar, mais uma vez, umas sábias palavras do FP.
Ela canta, pobre ceifeira

Julgando-se feliz talvez;

Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia

De alegre e anónima viuvez,

Ondula como um canto de ave

No ar limpo como um limiar,

E há curvas no enredo suave

Do som que ela tem a cantar.






Ouvi-la alegra e entristece,


Na sua voz há o campo e a lida,


E canta como se tivesse


Mais razões p'ra cantar que a vida.




Ah! canta, canta sem razão!

O que em mim sente 'stá pensando.

Derrama no meu coração

A tua incerta voz ondeando!








Ah, poder ser tu, sendo eu!


Ter a tua alegre inconsciência,


E a consciência disso! Ó céu!


Ó campo! Ó canção! A ciência






Pesa tanto e a vida é tão breve!


Entrai por mim dentro! Tornai


Minha alma a vossa sombra leve!


Depois, levando-me, passai!
O sentido é o mesmo. Pessoa quer ser inconsciente porque vê que a ceifeira é feliz. É feliz porque não questiona o Mundo que a circunda, porque vive o momento. É feliz porque é inconsciente. Pessoa é consciente e por isso é infeliz. "Pensar incomoda como andar à chuva", diz o Caeiro. Ele quer ser inconsciente, mas ter a consciência disso. Porque, para ele, a ceifeira seria muito mais feliz se soubesse que é feliz. Se tivesse consciência do seu estado de felicidade. Ser inconsciente e ter a consciência disso. O total paradoxo, a total impossibilidade.
Enquanto humanos temos muitas vezes de estipular mínimos. Como para os testes dos alunos. Os conhecimentos mínimos que têm de demonstrar para poderem passar, para poderem ter um Satisfaz, ou Satisfaz Bem ou Satisfaz Plenamente. Quais são os mínimos para a vida? Onde está a lista de objectivos segundo a qual decidimos se estamos satisfeitos ou não? Cada um terá a sua. A verdade é que quanto mais sabemos mais temos consciência do que nos falta saber. Será que quanto mais sabemos, mais insatisfeitos somos? Será que quanto mais temos, mais queremos e nunca jamais estaremos prontos a dar à nossa vida um merecido Satisfaz Plenamente?
Estou insatisfeita. Sou insatisfeita. Eram espertos os gregos e os romanos que tinham um só verbo para designar ser e estar. Porque tantas vezes como estou é como sou, pelo menos naquele momento... Não era nada disto que eu queria dizer. Mas... a verdade é que mais que estar insatisfeita, como num estado que pode ser reversível, começo a pensar que sou insatisfeita, e o ser não se pode reverter.

Insatisfecta sum....

Hoje

É o que dá ver televisão. Tenho mesmo de me deixar disso.
Hoje não me vou queixar do meu trabalho da treta. Não vou falar numa colega de trabalho tão mimada que, quando lhe chamamos a atenção de qualquer coisa, foge para a casa-de-banho a chorar. Não vou falar nas faltas de respeito de alguns membros do patronato. Não vou falar na maior falta de respeito, que são os ordenados miseráveis. Não vou falar nas infinitas horas extraordinárias que nunca são pagas. Não vou falar na porcaria que servem na Cantina. Não vou falar em nada disso.
Hoje é dia de estar feliz por me ter visto livre dos recibos verdes. Só isso.

15 de novembro de 2008

Ontem

O jantar, com a bela da música ao vivo, foi aqui:






Hotel Mar e Sol em S. Pedro de Moel. S. Pedro é um dos meus lugares favoritos e este Hotel está num lugar privilegiado. Lindo! Deixo-vos uma vista panorâmica da praia e da vila.



Mas... tudo tem um mas. Ontem foi também dia de Quim Barreiros na minha terra. O 50º aniversário do clube e então houve grande festa com DJs all night long e afins. Já sabia que vinha para casa e não dormia, porque o Clube é aqui em frente e, com o barulho, literalmente aqui a barraca abana. Até a cama mexe com a vibração da música.

Vinha eu de carro, na minha, a ouvir o concerto dos Xutos na Antena 3. Entro na terriola e era só carros em todas as ruas, dos dois lados das estradas, tudo atolhado até à minha rua, onde era o caos, como seria de esperar. O que eu não esperava era ver 4 carros estacionados na minha serventia! Ora estacionei a trancá-los, pelo menos dois deles e fui à minha vida. Azar o deles se estacionaram dentro de minha casa! Deduzi que seriam carros dos amigos do meu irmão e por isso descansei, deixei as chaves acessíveis e fui ver tv. Passado um bocado, comecei a ouvir o barulho de um carro a raspar na varanda... vezes e vezes sem conta. Então levantei-me para ir tirar o meu carro, para que um dos amigos do meu irmão, já um bocadito alcoolizado, pudesse tirar o carro em segurança. Sim, porque ele conseguiria tirá-lo, só que não estava em condições... De pijama, de chinelos, lá vai a Ana para o meio da rua e qual arrumadora resolver o problema de parqueamento aqui na serventia... Bem...

Depois... depois era a tarefa impossível... tentar dormir.

14 de novembro de 2008

O corte de cabelo

Um corte de cabelo pode mudar-nos a vida. Quando somos miúdos usamos o cabelo como os nosso pais querem, como dá mais jeito, como eles gostam. Entramos na adolescência e uma das primeiras coisas sobre a qual queremos ganhar controlo é o cabelo. Podemos ter as roupas da moda, e sermos uma fotocópia de todas as raparigas da nossa idade, mas um corte de cabelo errado é um suicídio social. Depois, ganhamos uns anos, ganhamos juízo e queremos impor a nossa diferença. Já não queremos ser fotocópias. Queremos que nos vejam como seres individuais e únicos que somos. E então, mudamos o cabelo. Fazemos um corte de cabelo diferente e, às vezes, até nos tornamos ícones e toda a gente copia o que fazemos. Isto é estar no topo da cadeia. Ser o elo mais forte.
Quando chegamos a adultos, já não andamos em manada, mas pertencemos a algumas: a do trabalho, a da família, a dos amigos. Muitos conservam o corte de cabelo da adolescência. Porque se habituaram, porque é mais confortável, porque acham que é O corte de cabelo. Pessoas que ainda hoje insistem em armar o cabelo, em o encher de nuances e madeixas, embora isso já não se use e, no fim de contas, fiquem muito mal à maioria das pessoas que as usam. Porque mudar é difícil. Porque um mau corte de cabelo acompanha-nos durante meses. É muito difícil conseguir remediar um corte de cabelo que saiu mal. E depois? Deixamos o cabelo em casa e só voltamos a usá-lo quando se porta bem?

Por ser algo de tão fundamental, raramente mudamos algo de significativo no nosso cabelo. Vamos sempre arranjá-lo à mesma pessoa. Aquela pessoa que já nos conhece e, principalmente, já conhece o nosso cabelo e as suas birras. Já sabe para que lado é o risco e ouve sempre um NÃO quando sugere que mudemos o risco, porque até isso é mudar demais. Mas essa pessoa que nos conhece e ao nosso cabelo também muitas vezes tem a mania que sabe melhor do que nós o que queremos. E quando dizemos, Corte só as pontas, elas cortam um palmo de cabelo e ficamos com uma franja que não é franja nem cabelo e que não se arruma atrás das orelhas e que fica sempre a balançar, revirada para fora qual corno, quando atamos o cabelo.

Então, por demasiadas vezes a minha cabeleireira ter ignorado o que lhe pedia e eu ter ficado meses com um cabelo sem jeito nenhum e a ver-me grega para lhe dar jeito (não tenho vocação para ter cabelo que exija high-maintenance), decidi ontem entregar a minha vida nas mãos de outra pessoa. Já não cortava o cabelo desde Fevereiro e como hoje vou ter um jantar... Lá fui, a medo. E lá expliquei à senhora que queria cortar só as pontas e que queria que me esticasse o cabelo (para pelo menos um dia ele estar diferente). A senhora lá andou de roda de mim, a falar das novelas, dos concorrentes do programa da Teresa Guilherme e eu a tremer...

Ora... a verdade é que nunca saí do salão de uma cabeleireira tão satisfeita com o meu cabelo. Ele portou-se bem, deixou-se manusear, deixou-se pentear (coisa que nunca faz comigo)... Concluí que ele gostou das mãos desta senhora e, consequentemente, eu também.

Escusado será dizer que quase não dormi para não estragar o cabelo para hoje vir para o trabalho e impressionar a manada. Vesti roupa nova, inovei um pouco na maquilhagem, calcei os sapatos de limpar cantos de sala, mudei de perfume, mas nada disto importa... Hoje o dia é do meu cabelo! E parece que tenho 15 anos outra vez.

Diga?

Ontem disseram a alguém à minha frente:
"Se tiver dificuldades fale com a Ana. Ela faz isto muito bem, tem uma cabeça muito bem estruturada. Nem sei como é que foi para Letras."
Isto foi um elogio? Ou fui chamada de burra por ter ido para Letras? Fiquei sem saber...

13 de novembro de 2008

Chocolate

(Come chocolates, pequena;

Come chocolates!

Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.

Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.

Come, pequena suja, come!

Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!

Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,

Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)










Excerto de Tabacaria













Há muitas coisas que se resolvem com um pedaço de chocolate. Branco, preto, de leite, com amêndoas, com avelãs... Não sou racista. Desde que seja autêntico... :)

12 de novembro de 2008

Na solidão da noite


"Toda a noite, e pelas horas fora, o chiar da chuva baixou. Toda a noite, comigo entredesperto, a monotonia líquida me insistiu nos vidros. Ora um rasgo de vento, em ar mais alto, açoitava, e a água ondeava de som e passava mãos rápidas pela vidraça; ora com som surdo só fazia sono no exterior morto. A minha alma era a mesma de sempre, entre lençóis como entre gente, dolorosamente consciente do mundo. Tardava o dia como a felicidade – àquela hora parecia que também indefinidamente.


Se o dia e a felicidade nunca viessem! Se esperar, ao menos, pudesse nem sequer ter a desilusão de conseguir. O som casual de um carro tardo, áspero a saltar nas pedras, crescia do fundo da rua, estralejou por debaixo da vidraça, apagava-se para o fundo da rua, para o fundo do vago sono que eu não conseguia de todo. Batia. De quando em quando, uma porta de escada. Às vezes havia um chapinhar líquido de passos, um roçar por si mesmos de vestes molhadas. Uma ou outra vez, quando os passos eram mais, soava alto e atacavam. Depois, o silêncio volvia, com os passos que se apagavam, e a chuva continuava, inumeravelmente.


Nas paredes escuramente visíveis do meu quarto, se eu abria os olhos do sono falso, boiavam fragmentos de sonhos por fazer, vagas luzes, riscos pretos, coisas de nada que trepavam e desciam. Os móveis, maiores do que de dia, manchavam vagamente o absurdo da treva. A porta era indicada por qualquer coisa nem mais branca, nem mais preta do que a noite, mas diferente. Quanto à janela, eu só a ouvia. Nova, fluida, incerta, a chuva soava. Os momentos tardavam ao som dela. A solidão da minha alma alargava-se, alastrava, invadia o que eu sentia, o que eu queria, o que ia sonhar. Os objectos vagos, participantes, na sombra, da minha insónia, passam a ter lugar e dor na minha desolação."
Livro do Desassossego
Será que todos chegaremos a isto, algum dia? Cheios de dias. Tão cheios de dias, de luz, de sonhos estilhaçados que vamos querer que nunca amanheça? A madrugada sempre foi símbolo de recomeço, de oportunidade, de possibilidade... será que todos teremos um dia em que a madrugada será apenas e só símbolo de mais um sonho que não se concretiza, de mais um falhanço, de menos uma oportunidade? Será que chegará o dia em que vamos querer apenas e só refugiarmo-nos no conforto da noite? Hoje não tenho respostas, só tenho perguntas.

11 de novembro de 2008

Dia de S. Martinho

Dia 11 de Novembro é dia de S. Martinho. Diz a lenda que quando um cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um velho mendigo cheio de fome e frio. Estava um dia invernoso e o velhinho estava encharcado. O cavaleiro, que se chamava Martinho, era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres. Então, ao ver aquele mendigo, cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada. Depois deu a metade da capa ao mendigo e partiu. Passado algum tempo a chuva parou e apareceu no céu um lindo Sol. E é por isso que se fala em Verão de S. Martinho, porque, depois desse dia, está sempre bom tempo por volta do S. Martinho. Como hoje... está sol e menos frio do que nos outros dias... está um belo dia de Verão de S. Martinho. :)



O porquê de no dia de S. Martinho se fazerem magustos já me escapa. Uma vez que o cavaleiro deu de beber e de comer ao mendigo, é normal que nesta altura se faça alguma coisa ritual para simbolizar essa dádiva primordial. E como este é um tempo profícuo em castanhas e em vinho... umas alimentam e o outro aquece... Talvez.
Cá eu tenho saudades dos magustos nas escolas por onde passei enquanto aluna e enquanto professora... a alegria, o convívio, as castanhas a queimarem nas mãos. Agora é diferente. Como as castanhas assadas em casa, na lareira, com os meus pais. Já não faço aquelas traquinices de pôr um castanha por cortar no meio das outras só para a ouvir estalar... mas já posso beber um copito, coisa que dantes não podia. A vida é assim... vamos perdendo umas coisas, mas vamos ganhando outras :)




Deixo-vos um dos muitos provérbios desta data, assim como que para inspirar a noite de hoje...



Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano. :)

10 de novembro de 2008

Cinema :)

Cinema, Cinema, Cinema, Cinema, Cinema, uma compritas pelo meio e mais Cinema! Foi assim o meu fim-de-semana...











Ora, o primeiro filme foi a "Arte de roubar", do Leonel Vieira. Um filme português todo falado em inglês. Com o Nicolau Breyner e a Soraia Chaves e imensos actores conhecidos da Tv, sendo que quase todos os figurantes eram actores conhecidos, e o grande, enorme, Ivo Canelas....... Um filme sobre uma dupla de ladrões. Daqueles ladrões cheios de planos que têm tudo para dar certo, mas que dão sempre errado. :)















Depois... vi o "Destruir depois de ler" dos irmãos Cohen. Com Brad Pitt e George Clooney e John Malkovich. Uma comédia completamente non sense. Gostei muito. Mais uma vez, parece-me que foi recorrente neste fim-de-semana cinematográfico, planos simples que dão porcaria. :) Uma comédia negra. (Adoro as caras deles no cartaz...)















Ainda tempo para "Accidental husband"... Com a Uma Thurman e o Colin Firth e o outro senhor que me fez chorar muito na Anatomia de Grey. Uma comédia romântica. Um filme leve que se vê muito bem numa tarde de Domingo. Para descontrair e para esquecer os problemas...






Para terminar, "Battle in Seattle". Baseado em factos reais, mas com personagens fictícias. Um filme muito real (até porque de vez em quando misturam imagens das manifestações reais) que me tocou particularmente. Foi este o último filme que vi e não devia ter sido... Um filme muito bom mesmo. Quando ainda no outro dia falávamos em conhecer os dois lados de um conflito antes de determinarmos de que lado estamos... aqui não conseguimos não sentir quase ódio pelas duas partes. Fica a certeza que nunca ninguém está totalmente certo. Fica a certeza de que os fins não justificam os meios. Fica a certeza de que, na maioria da vezes, não há lados certos, só lados menos errados... Dos 4 filmes que vi, este tem direito a trailler.















Aconselho-os todos. Gostei de todos, cada um por um motivo diferente. Do Ivo Canelas ao Brad Pitt, passando pelo Colin Firth, a acabar no Ray Liotta ou na Charlize Theron. Bons filmes. :)



7 de novembro de 2008

A crise

Ora. Eu digo muitas vezes que sou intelectual da Maria. Mas isso não é verdade. Não sou pessoa de comprar a Maria. Folheio só se a encontrar numa ida ocasional ao café. Sou pessoa de leituras mais substanciais. Sou mais pessoa de TV Guia. E para quem se está já a rir a gozar e a dizer que é ainda pior que a Maria porque é maior, a verdade é que se trata de uma revistinha bem feitita e com artigos muito interessantes. Ora, quando a Sábado faz reportagens com o Markl em saltos altos dourados, a TV Guia tem uma entrevista ao José Gomes Ferreira (não o escritor, mas o jornalista da SIC especializado em assuntos de Economia). Ah pois é! Aqui ficam os conselhos deste senhor especialista para ultrapassar a crise:

  • A prudência é a regra básica que deve ter em conta em todas as suas decisões.
  • Ajuste a sua estrutura de custos às receitas disponíveis.
  • Nunca ultrapasse a fasquia dos 30% dos rendimentos mensais em matéria de créditos contraídos.
  • Não subscreva mais que um cartão de crédito e, se o utilizar, opte sempre por pagar os 100% dentro do prazo combinado, para evitar juros altíssimos.
  • Não aceite contas-ordenado ou outras formas de adiantamento de dinheiro.
  • Evite comprar produtos de marca muito caros. Em geral, há sempre produtos alternativos com design igualmente atraente e com preço mais baixo. Por exemplo, roupa e objectos domésticos.

E já que falamos em José Gomes Ferreira, ficam as palavras do outro, do escritor. :)


Porque é que este sonho absurdo


a que chamam realidade


não me obedece como os outros


que trago na cabeça?


Eis a grande raiva!


Misturem-na com rosas


e chamem-lhe vida.
(Adenda: Mas ninguém valoriza o facto de eu ter juntado no mesmo post a TV Guia, dicas para superar a crise económica e a poesia do José Gomes Ferreira? Ninguém me entende.... :) )

6 de novembro de 2008

Desafio :)

Ora. Agarrei o desafio da @me@@. Ora, o desafio consiste exactamente em:








  • colocar uma foto individual nossa;


  • escolher uma banda/artista;


  • responder às questões somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;


  • escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.



Foto: As férias 2008 foram feitas "cá dentro". Gostei muito de ter voltado ao Algarve este ano. :) Esta foto é na serra, algures no Concelho de Tavira.



Banda: U2







  1. És homem ou mulher? Party girl


  2. Descreve-te: Wild honey


  3. O que as pessoas acham de ti? Bad (eu queria que fosse The Sweetest thing... mas)


  4. Como descreves o teu último relacionamento: Love is blindness


  5. Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado: Still haven't found what I'm looking for...


  6. Onde querias estar agora? One step closer ou City of blinding lights


  7. O que pensas a respeito do amor? Vertigo


  8. Como é a tua vida? Some days are better than others


  9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Everlasting love - deveria ser Peace on earth :)


  10. Escreve uma frase sábia: Sometimes you can't make it on your own.



À semelhança da @me@@, não vou lançar o desafio a 4 pessoas. Primeiro porque as pessoas a quem lançasse o desafio se poderiam sentir obrigadas, e depois porque mais pessoas do que 4 podem querer fazer este exercício. É uma coisa parva, mas gira. Ver as músicas de que gostamos encaixar que nem luvas nestas perguntas e as outras, aquelas de que gostamos muito, mas que não conseguimos encaixar em lado nenhum e que ficam de fora... Vá. Mãos à obra! :)

A minha casinha

Não me considero uma pessoa culta. Não quer dizer que seja burra. Burra não sou, recuso-me a ser. Sou uma pessoa minimamente informada, mas podia ser mais. Uma pessoa que lê, mas que podia ler mais. Uma pessoa que gosta de cinema, mas que não percebe nada de autores e realizadores e afins.





Tudo para dizer que não sabia quem era a Milú. Actriz da época áurea do cinema português. Ouvi a notícia na rádio, mas o nome da senhora não me disse nada. Depois, à noite, no Telejornal, vi imagens dela. Mulher muito bonita, sem dúvida. Uma beleza hollywoodesca. Foi convidada três vezes para Hollywood e uma das vezes com o contrato em branco, nunca foi. Mas não me lembrava dela. Erro meu, sem dúvida.


Não me surpreendeu não a conhecer. O que me surpreendeu e muito, isso sim, foi descobrir que "A casinha" dos Xutos foi cantada originalmente pela Milú no filme "O Costa do Castelo". Quem diria que a música ex-lybris dos Xutos (mais os Contentores, talvez) não era deles, mas de um filme daqueles a preto e branco? Fiquei boqueaberta. Aqui fica Milú com a música "A minha Casinha".

5 de novembro de 2008

Os dois lados...

No outro dia, quando falava do regresso da bola à RTP, referi, se bem que brevemente, a beleza da promoção da RTP ao futebol. Ontem à noite, vi esta promoção aos Prós e Contras e fiquei rendida. Muito mais que um spot publicitário. Muito mais que uma promoção a um programa. Até aqui, nisto, se nota o tão à frente a RTP está. Anos luz. (não é preciso som)




"Para escolher um lado, é preciso conhecer os dois."

4 de novembro de 2008

Tio Patinhas

Antigamente, era eu uma criança, não lia livros do Calvin, nem da Mafalda e afins. Lia livros do Tio Patinhas. Era assim que lhes chamava, mesmo quando eram livros da Mónica ou da Lulu, tudo livros do Tio Patinhas.


(Pateta, Mickey, Minie, Pluto, Donald e Margarida)

(SuperPateta)





(Clarabela e Horácio - sou só eu que acho estranho uma vaca trazer dois baldes de leite na mão?)


Gostava muito. Mas havia histórias que me aborreciam e, por isso, passava-as à frente sem as ler. O Mickey com a mania que é esperto e que resolve os crimes todos. Não gosto nada dele. Eu gostava dos trapalhões, do Donald, do Pateta, da ganância do Tio Patinhas, das bruxas Maga Patalógica e Madame Min, dos Metralhas... Agora o Mickey... Tretas!




(Maga Patalógica)
(Madame Min)


(Mancha Negra)






(a família Metralha)

Ainda outro dia uma colega de trabalho me dizia que não havia nenhuma Clarabela nos livros do Tio Patinhas. Como é que é possível esquercermo-nos da vaca Clarabela e do seu namorado Horácio? Outra olhou para mim de lado quando lhe chamei Min, não percebendo o que lhe estava (a brincar, a brincar) a chamar... Tantas aventuras, tantas histórias... E tanta gente não se lembra...



(A fantástica família Pato)






(Não poderia jamais faltar - o SuperPato!)



Estão todos aqui. Todos os que já referi (à excepção dos vilões) e ainda o Gansolino, o Gastão e o Bafo de Onça e outros. Tantos tantos tantos. A foto de família... Aposto que há muitos beliscões lá por trás... :)