27 de fevereiro de 2009

Férias

Ora. Estou de volta a Portugal. Gostei muito destes últimos dias. Gostei do que vi e do que vivi. Gostei pouco do que comi e do que ouvi, mas gostei mesmo muito do que vi e, principalmente, gostei do regresso.

A primeira paragem foi Sevilha. Um retorno. Mas é engraçado como as cidades mudam. Sevilha mudou desde a última vez que lá estive. Ou terei mudado eu? Continuo a adorar subir a giralda e ver a cidade aos meus pés. O menos bom de Sevilha é mesmo ser uma cidade plana cheia de edifícios altos... temos a catedral (que é a terceira maior do Mundo) como referência, mas numa cidade destas características isso de pouco vale e a modos que andámos meio perdidas. :) Entrámos num restaurante que não tinha menus e o senhor que servia à mesa achava que nós perceberíamos melhor o que ele nos dizia se nos berrasse aos ouvidos. Saímos sem comer nada e procurámos outro lugar, mais simpático. Encontrámos. Comemos bem, mas a comida condimentada andou às voltas nos nossos estômagos todo o dia.

Seguimos viagem para Mérida. Ainda deu para passear pela cidade. Templo de Diana, Foro, Alcazaba, ponte romana. Uma bebida na praça central. Um jantar mais ou menos. Tudo demasiado frito. Tudo demasiado gorduroso. Tudo com pouca simpatia. Ainda tempo de um sundae no MacDonalds local, onde descobrimos o fantástico MacPollo... e o MacAuto. Loucura! O hotel era porreiro. Por fora não fazia adivinhar como era por dentro. Mesmo muito porreiro. O pior foi mesmo o aquecimento que era central e que não podíamos controlar do quarto. Parecia que estávamos em clima tropical. Não me lembro de passar tão mal uma noite por causa do calor.
De manhã, pequeno-almoço em Mérida, num sítio mais ou menos, onde nos serviram meia torrada quando tínhamos pedido uma inteira. Mas o que viria a seguir... O teatro e anfiteatro de Mérida são do melhor que já pude ver na minha vida. Vale bem o dinheiro que se paga à entrada. Fantástico estado de conservação para edifícios com mais de dois mil anos. Belíssimos! Imaginar o que era viver naquele tempo... passear ali onde Augusto terá passeado um dia... na sua Emerita, capital da Ibéria. O que eu quero é assistir a uma peça naquele teatro. Há-de ser uma experiência belíssima. Uma tragédia. Sim, tem de ser uma tragédia. Uma Medeia. Sim... Já imagino a noite... a luz de archotes.... uma actriz a dominar o palco... Medeia. Um dia...

O caminho de volta a Portugal adivinhou-se moroso e difícil. O menino GPS não quis ajudar e queria que o pessoal andasse em estradas secundárias. A autostrada não tem qualquer indicação para Portugal. Bem... tem uma. Além disso, as estações de serviço ficam quilómetros fora da autoestrada, coisa que nem sempre está assinalada. Demorámos muitíssimo a chegar à fronteira, mas chegámos... gostei muito do passeio espanhol, mas acho que Espanha está demasiado cheia de espanhóis... falam muito alto e são pouco educados... além disso, não só não há nada em português em lado nenhum, como na maioria dos sítios nem em inglês. É espanhol e pronto. Uma treta. Neste espírito, ainda estivemos quase a desviar para Olivença e declará-la outra vez nossa, mas... fica para a próxima!
Almoçámos já em Portugal. Numa aldeola de beira de estrada, logo a seguir à fronteira de Rosal de la Frontera. Um sítio pequeno, com aspecto duvidoso por fora, mas com uma linda decoração interior. Com poucos pratos, mas todos regionais e tradicionais. Além disso, o menu estava em Português, Espanhol e Inglês. Ora tomem espanhóis e aprendam como é que é! Adorei o restaurante, adorei as migas, adorei a lista de sobremesas... que bom ter outras vez uma lista daquelas em que nos apetece mandar vir tudo: doce da avó, arroz doce, mousse de chocolate, baba de camelo.... depois de dias sem ouvir nada de jeito... finalmente, música para os nossos ouvidos!!! (aliás, em Sevilha quiseram-nos impingir toucinho do céu como algo de tradicional de lá!!).
Mértola. Vila-Muséu. Ocupação romana, cristã e árabe. Pena que seja um município pobre, sem condições de fazer o que os espanhóis fizeram em Mérida. Uma paisagem belíssima. Uma cidade adorável. De 21 a 24 de Maio, irá decorrer o festival islâmico. Algo a não perder! Além disso, passámos em Mina de S. Domingos e ficámos mesmo surpreendidas pela beleza de um local que nem aparece no mapa. Uma albufeira enorme e belíssima... breath taking!

Depois... o regresso a Tavira... e o descanso das guerreiras!

25 de fevereiro de 2009

Tavira

Não é novidade. Já no Verão aqui tinha estado. Já no Verão tinha passeado por estas ruas. Já no Verão tinha percorrido os hot spots. Já no Verão tinha respirado este ar que é marítimo e que é de rio e de ria. Já no Verão tinha percebido que esta é uma cidade diferente. Especial. É mesmo um lugar especial que respira e transpira cultura. Principalmente, é um lugar que respira e transpira simpatia. É sempre muito bom voltar aqui. As fotos são de minha magnífica autoria. Tavira e Cabanas de Tavira.

24 de fevereiro de 2009

A despedida



Fecha-se um capítulo e abre-se um novo. Sigo hoje para Tavira e deixo para trás estes dias maravilhosos em Albufeira. Dias feitos de encontros e reencontros. Dias feitos de muito riso. Dias feitos de muito descanso, de muito passeio na praia, de muito daquilo que o outro gosta... tranquilidade! Adormecer todos os dias com este som de fundo... com as ondas a rebentar no areal... acordar todos os dias para este ar marítimo... há qualquer coisa de renovador em tudo isto... como se rejuvenescesse... como se fosse mais leve... mais pura. E é assim, de alma limpa, que sigo para o próximo destino, para a próxima etapa.





Como extasiar uma mulher V

Técnica nº5: Gratificação Total


Cuidado: colocar em prática esta técnica pode levar a sua companheira a um tal estado de sublimação que será difícil depois acalmá-la, podendo causar riscos irreversíveis na saúde da mulher.

Esta técnica leva algum tempo para aperfeiçoar. Empenhe-se com afinco. Experimente sozinho algumas vezes durante a semana e tente surpreendê-la numa sexta-feira à noite. Funciona melhor se ela trabalha até tarde, ou não tem hora certa de saída do emprego e chega cansada a casa.

Aprenda a fazer uma refeição completa. Seja bom nisso.
Quando ela chegar a casa, convença-a a tomar um banho relaxante (de preferência aromático numa banheira de água morna que você já preparou).

Enquanto ela está lá, termine o jantar que você já adiantou antes dela chegar em casa.
Após ela estar relaxada pelo banho e saciada pelo jantar, proceda com a Técnica nº1.
Preste atenção nela pois o estado de satisfação será extremamente alto, podendo causar coma repentino.

23 de fevereiro de 2009

Milk



Vi ontem à noite. Amei!
Gosto de ver que passaram 30 anos desde que se deram os acontecimentos que originaram este filme. Gosto de ver que a maioria das pessoas já se revolta com as declarações dos anti-gays. A maioria das pessoas já não os acha doentes, nem depravados. Deu-me volta ao estômago muitas das coisas que aqui ouvi. Fiquei mesmo agoniada. Gosto desta sensação. Muito mais haverá a mudar, mas tenho confiança que se consegue.
Nos óscares, o grande vencedor é o Slumdog millionaire. Filme de que gostei, mas que, para mim, não merecia sair como o melhor filme do ano. É uma história bonita sem grandes interpretações. Aliás, parece-me que não será muito comum que o melhor filme não tenha nomeações para melhor actor, nem para melhor actriz, nem para melhor actor secundário, nem para melhor actriz secundária. Ainda assim, ganhou. O Benjamin é inspirador e é muito bem interpretado pela dupla Brad Pitt / Cate Blanchet. O Milk... um filme fantástico que nos brinda com a fabulosa interpretação de Sean Penn. Cada um deles merecia mais que o Slumdog millionaire. Mas... é apenas e só uma opinião.
Para o ano há mais!
Quem não viu ainda, aproveitem enquanto ainda está em exibição e vejam o grande Milk.

Como extasiar uma mulher IV

Técnica nº4: O que sobe, desce

Esta é uma técnica muito rapidinha. Para aqueles momentos em que você quer surpreendê-la com um toque de satisfação e felicidade. Pode ter certeza, ela não vai resistir.

Ao ir ao WC, levante o assento da sanita. Ao terminar, baixe novamente.
Se o rolo do papel higiénico acabou, substitua por outro, colocando-o no sítio respectivo.
Faça todas as vezes.
Ela vai precisar de atendimento médico de tanto prazer.

22 de fevereiro de 2009

So far...

... so good. Cheguei ao hotel e a reserva existia. O apartamento é antigo, mas é limpo e tem bom mobiliário e está muito bem localizado. Duvidamos sempre destas coisas que encontramos pela net, principalmente quando custam 12€ por noite, para duas pessoas. Não vejo o mar, mas ouço-o e sei-o a 50 metros daqui. Tenho uma excelente varanda com rede de net, coisa que o quarto não tem. O que o quarto tem, e muito, é fichas com protecção para crianças... daquelas que nem os adultos conseguem usar... foi uma luta, mas duas horas depois consegui secar o cabelo :)


O tempo está excelente. Não está calor suficiente para banhos de sol na praia e muito menos para mergulhos no mar, mas só o estar aqui já renova a alma... respirar este ar marítimo todos os dias... adormecer com o som da ondulação a rebentar no areal da praia...

Já passeei no areal da praia... já senti a areia nas mãos e o vento na face... já fui ao shopping e já gastei dinheiro na única coisa que me serve: acessórios! Já fui ao cinema (O leitor, não acho que seja um grande filme. É um filme que gira muito em torno da fabulosa interpretação da Kate Winslet e valeu por ela). Já comi tanta fast food que já não consigo comer mais dessas coisas e ainda só passou um dia e meio. Já jantei fora com amigos. Já vi o Benfica perder numa mesa cheia de lagartos. Já fui beber uns safaris... já... tantas coisas!


Muitas coisas faltam ainda fazer... outras serão repetidas... ainda falta uma semana... bendita semana! :)

Como extasiar uma mulher III

Este joguinho é bem fácil, embora precise de mente rápida e reflexos certeiros. Se você for capaz de administrar correctamente a agitação e a vibração do processo, a sua parceira falará de sua performance a todas as amigas dela.

Você precisará de duas pilhas de roupas sujas. Uma com as roupas brancas, e outra com as coloridas.

Encha a máquina de lavar com água e vá deitando gentilmente o detergente e amaciador dentro dela (para deixar a mulher ofegante, use exactamente a quantidade recomendada pelo fabricante).

Agora, sensualmente coloque as roupas brancas na máquina... uma de cada vez.... Devagar. Feche a tampa e ligue o 'ciclo completo'.

Enquanto você vê sua companheira babar de desejo por você, essa é uma óptima oportunidades para pôr em prática a Técnica nº2.

No fim do ciclo, retire as roupas da máquina e estenda-as para secar. Repita a operação com as roupas coloridas.

Atenção: Se nesse ponto ela começar a gritar algo como: - "Sim! Sim! Ai! Isso! Ai mesmo! Oh meu Deus! Não pára! Não pára!" Não pare. Continue até que ela esteja exausta de prazer.

21 de fevereiro de 2009

Como extasiar uma mulher II

Esta técnica utiliza o que para muitas mulheres é considerado um "brinquedinho". É um pouco mais difícil do que a primeira, mas com algum treino vai fazer com que sua parceira grite de prazer.
  • Cuidadosamente pegue no aspirador do lugar onde ele fica guardado. Seja gentil, demonstre a ela que sabes o que está a fazer.
  • Liga-o à tomada, aperte os botões certos na ordem correcta.
  • Vagarosamente vá se movendo para frente e para trás, para frente e para trás... Por toda a carpete da sala. Saberá quando deve passar para uma nova área.
  • Vá mudando gradativamente de lugar. Repita quantas vezes seja necessário até atingir os resultados.

20 de fevereiro de 2009

Como extasiar uma mulher I

Técnica nº1: Mãos Molhadas

Sim, a técnica das mãos molhadas. Certamente a mais popular entre as mulheres. Tão simples. Tão excitante. Você vai deixá-la sem fôlego:

  • Faça a sua mulher sentar-se numa cadeira confortável na cozinha. Certifique-se que ela consegue ver muito bem tudo que você faz.
  • Encha a pia da banca da cozinha com água e adicione algumas gotas de detergente para louça com aroma. (Existem muitos aromas que podem ser utilizados -maçã, limão, lavanda - escolha o que quiser. Se estiver em dúvida, experimente o 'neutro').
  • Pegue numa esponja macia, submerja as mãos na água e sinta sua pele ser envolvida pelo líquido até que a esponja esteja bem molhada.
  • Agora, movendo-se devagar e gentilmente, pegue num prato sujo do jantar, coloque-o dentro da pia e esfregue a esponja em toda a superfície do prato. Vá esfregando com movimentos circulares até que o prato esteja limpo.
  • Enxagúe o prato com água limpa e coloque-o a secar. Repita com toda a louça do jantar até que sua parceira esteja extasiada de prazer.

Zero = Férias

Pois é... qualquer contagem decrescente que se preze acaba no zero. Não sabiam que estávamos em contagem decrescente? Andam distraídos por aí. Hoje é o dia zero. Hoje já não trabalho. Hoje é o meu 1º dia de férias.

As férias têm destas coisas estranhas... demoram imenso a chegar e passam com uma rapidez que devia ser proibida. É assim o tempo, o sacana. Quando nos divertimos passa mais depressa. Planos? Não são férias de banhos de sol, nem de castelos na areia, nem de ondas, nem de areia nas costas, nem de andar na rua de noite de manga-curta. Vão ser férias daquelas de viagem, daquelas de reencontros, daquelas de jantarada com amigos, daquelas bem temperadas a amizade e safari, daquelas de jardinagem, daquelas de idas a terras de nuestros hermanos, daquelas de passeio, daquelas boas! :)

3, 2, 1.... FÉRIAS! :)

19 de fevereiro de 2009

Ladrões!!!

Estou irritada. Muito. Até tenho as mãos a tremer! Isto simplesmente não é normal. Dia 17 carreguei o meu telemóvel TMN, meia hora depois fiz uma chamada para um dos meus números VIP e fiquei com saldo de setenta cêntimos. Liguei para lá, porque, fazendo as contas ao tempo da chamada, eu ainda deveria ter uns 4 euros. Disseram-me que não aparecia a chamada no histórico e pediram que ligasse mais tarde.
Vou poupar os pormenores, mas já falei com eles 7 vezes. Sim, porque continuam a não ver qualquer chamada feita por mim no dia 17. Ontem à noite ficou reclamação e disseram que iam analisar e que me ligavam hoje. Hoje liguei para lá e a senhora teve o descaramento de me dizer que eu não tinha feito chamada nenhuma e eu perguntei-lhe então pelo meu saldo, como é que ela explicava o meu saldo se eu não tinha feito chamada nenhuma. Ah e tal vamos analisar. Aguarde um bocadinho... esse bocadinho chegou à meia hora... comigo a ouvir uma fulana de voz gravada a repetir até à exaustão que a TMN foi eleita marca de confiança pelos portugueses. O tanas!! Disse à senhora que queria o meu saldo de volta, uma vez que não havia motivo para eu não o ter, disse que não desligava enquanto não tivesse o meu saldo de volta e ela desligou-me o telefone na cara! Sim, desligou-me a porcaria do telefone!!
Meia hora depois recebo uma chamada de lá. Tinham analisado a reclamação de ontem e tinham chegado à conclusão que eu estava errada e que eu não tinha sido mal taxada apenas e só porque não tinha feito chamada nenhuma. Eu quase que chamei burra à fulana. Então, se eu não fiz chamada nenhuma desde que efectuei o carregamento, onde está o saldo? Ah, tem de pedir um extracto detalhado. Um extracto detalhado, para quê? Agora é que estou mesmo irritada! O que é que o extracto detalhado vai dizer de diferente do que eles vêem no computador? Depois pensei melhor... um extracto em que eles dizem que eu não fiz chamada nenhuma... pois... já não reclamo por uma chamada mal taxada... se eu não fiz chamada nenhuma, pois quero o saldo TODO! Inclusivamente o crédito de 2,50€ que eu tinha de chamadas TMN-TMN por troca de pontos que tinha feito nesse dia.
10 anos. Este meu número tem 10 anos. Irrita-me que me tratem assim e ainda para mais que me obriguem a ouvir que são marca de confiança como se não houvesse amanhã. Eu já tinha tido uma amostra, quando se recusaram a arranjar o telemóvel do meu irmão que avariou 3 semanas antes do fim da garantia. Reclamei por escrito, mas de nada valeu. Estou farta de ser lixada (com F) por estes fulanos que facturam milhões. 5€ não é muito? Claro que é! Estou farta deles e destas coisas! Estou farta que se estejam a lixar para quem lhes dá dinheiro! Estou farta disto! Estou farta destas tretas todas! Detesto sentir-me pequena e insignificante e como se não existisse! Eu existo! Estou aqui com os meus 80Kg, por isso sou fácil de ver! Sou grande e sou significante! Olhem para mim e não me passem por cima!! Principalmente, estou farta de precisar de telemóvel, porque se não precisasse.... 10 anos, pá! Marca de confiança o caraças! Ladrões!!!

Slumdog Millionaire



Vi este filme ontem. Não posso deixar de estabelecer comparações com o The curious case of Benjamin Button, apenas e só porque são os dois maiores candidatos a ganharem, no próximo Domingo à noite, o óscar de melhor filme. A comparação e consequente escolha torna-se difícil por os filmes serem tão distintos.
A dúvida. Um slumdog, um miúdo de rua, quase sem saber ler, chega onde nenhum médico, advogado, professor, intelectual tinha alguma vez chegado. Batota? A questão mantém-se. Muito preconceito, sem dúvida. Na verdade, há um conjunto de questões a que, se colocadas num programa deste tipo, cada um de nós conseguiria responder. Eu terei as minhas. Vocês terão as vossas, condicionadas pelas nossas vivências. Um acontecimento que nos fez marcar uma determinada data ou acontecimento. Uma coisa da nossa vida pessoal que nos faz lembrar de algo de que poucos se lembram. Eu, por exemplo, sei de cor em que ano a Gronelândia se tornou independente.
Além disso, acontecia muito no programa português, os intelectualóides acertarem em perguntas de elevado grau de dificuldade, que requeriam muito estudo, e depois errarem nos provérbios ou em perguntas que punham o meu pai, confortavelmente sentado no sofá, a dizer "olha-me para este, vem praqui e nem sabe isto!". E havia sequências de perguntas que eu responderia sem pedir ajudas e noutros programas estaria a pedir ajuda antes dos 500€. É como digo... cada um de nós tem uma sequência de perguntas a que responderia acertadamente. O que seria difícil era que essa sequência saísse no concurso, caso fôssemos à tv.
É um filme com imagens duras, difíceis de engolir e de digerir. Fala-se de amor, fala-se de fraternidade, fala-se de traição, fala-se de pobreza, fala-se em pobreza de espírito, fala-se em alegria de viver, fala-se em crime, fala-se em violência, fala-se de muitas coisas e não me parece nada mal que o filme esteja nomeado para 10 óscares. E não concordo que seja um "feel-good movie" até porque há muitas imagens que vão demorar a sairem-me da retina.
Além disso, acho uma delícia que todos os filmes de Bollywood terminem com o elenco a dançar! Pode ser o mair dramalhão, mas no fim, lá estão eles todos a dançar que nem doidos e, claro está, em coreografia!
O meu preferido para o óscar? Este Slumdog Millionaire é mais duro e talvez por isso mais real, embora seja difícil de acreditar no conto de fadas final. O The Curious case é mais lírico. Mais emotivo. Mais inspirador. E por me ter falado mais ao coração, entre os dois, escolheria o The curious case of Benjamin Button para óscar de melhor filme. Domingo logo veremos o que acontece.

One

Um. A unidade. É aqui que tudo começa, ou será aqui que tudo acaba? Dependerá certamente do ponto de vista. O número um é solitário. Diz a Aimme Mann que é o número mais solitário que há. Concordo. Dizia eu no outro dia que gosto de números primos pela sua unicidade. E a verdade é esta... todos os números são únicos e por isso todos os números são o número 1. Todos os números podem ser os mais solitários se nos fecharmos neles. O número 1 pode ser companhia... se abrirmos os braços a outro número 1. E não, 1+1 não são 2. Já aqui tivemos essa conversa. Não são e não poderão ser, basicamente porque eu não quero que sejam. Todos nós somos 1. Não digo que sejamos uma só pessoa, porque não somos. Somos divisíveis em pequenas partículas de tudo e mais alguma coisa, de amor e ódio, de alegria e tristeza, de verdade e mentira... Somos a soma de muitas coisas, sendo que o resultado dessa soma é 1. E por isso é que somos 1. E somos únicos o que não significa que sejamos sozinhos. Há diferenças, não há? Eu acho que sim...

Hoje é o dia 1. O primeiro dia de muitas coisas, o último dia de outras tantas. Basicamente, todos os dias são número 1. Porque em todos os números está o número 1 repetido até à exaustão dos números. Assim são os dias, cheios de números 1. E assim os deveríamos ver. Todos os dias encerram em si a possibilidade. De quê? De tudo e de nada. Depende da nossa capacidade de ver o número 1 que nele habita e que em nós habita. Todos os dias são dias de recomeço. Todos os dias são dias de 1. Não será o número mais solitário... porque somos muitos por aí! Muitos números 1 que se reconhecem na sua unicidade... na sua singularidade. Nem sempre o plural significa companhia. E muitas vezes, o singular está cheio cheio de plural e com tanta companhia! Viva o nº1.



18 de fevereiro de 2009

Do amor


O cardeal D. José Saraiva Martins afirmou terça-feira à noite, na Figueira da Foz, que o casamento entre homossexuais não providencia uma educação normal a crianças a quem falta um pai e uma mãe. Diz ele que «A educação daquelas crianças não pode ser uma formação normal se não forem formadas por um pai e uma mãe. Não por dois pais ou duas mães».
E que tal proibir o divórcio? E já nem falo em proibir pais distanciados, pais que mimam demais e que criam os filhos com valores de intolerância, porque pais que espancam já é proibido. Devia ser proibido permitir que os filhos batam nos colegas e nos professores. Devia ser proibido deixar que os filhos maltratem animais. Devia ser proibido não dar amor.
Já há crianças a serem educadas por dois pais e por duas mães. Nada me impede de ter um filho biológico e de depois ir morar com uma mulher. Quer dizer... impede-me a minha inclinação sexual que não é essa. LOL. O que quero dizer é que é uma hipocrisia enorme pensar que isto não existe. Existe. Há crianças perfeitamente saudáveis psicologicamente que foram mgnificamente educadas por um casal homossexual. Como haverá algumas que não. Como todos os casais, de todas as orientações sexuais, há os que sabem dar amor e há os que não sabem. Esse deveria ser o requisito principal, o requisito do amor e não o da orientação sexual.
Quanto ao casamento... desde que não seja religioso, porque no casamento religioso as pessoas terão de seguir as orientações da igreja e aí a igreja pode casar quem bem entender, acho que o casamento civil devia ser permitido e pronto. Desde que entre adultos conscientes, não vejo nada contra. Basicamente porque ao ser permitido não me obriga a tornar-me homossexual e a casar-me com uma mulher. Não me influencia em nada. Não tenho nada a ver com o que se passa em casa das pessoas, com quem é que dormem ou deixam de dormir e por isso não vejo motivo pelo qual não devem ter os mesmo direitos que eu, uma vez que têm os mesmos deveres! Sinceramente, não vejo onde é que isto possa inflamar tanto as opiniões, como é que tanta gente se levanta contra. Não entendo. Não gostam de homossexuais, pois bem, têm esse direito. Mas não podem impedir que eles exerçam os seus. Digo eu.
O requisito devia ser o amor... é só isso. Amor ao próximo...

Do 2

Pois. Muita gente me pergunta o porquê de eu implicar com o 2. A verdade é que passei a gostar mais dele desde que ontem cheguei à conclusão que mesmo sendo um número par, o 2 é ímpar. Ainda assim, não gosto muito dele porque tem a mania que é bom.

Em primeiro lugar, porque Deus disse a Noé que pusesse dois seres de cada espécie dentro da arca. Não gosto da discriminação que é feita aos outros números, sendo que os números não são números. Aliás, quando falo de números, não falo só de números. Os números que eram mais que 2, os números que ficaram de fora daquela arca significam seres que foram deixados à morte.

Os chineses dizem que tudo o que é bom vem aos pares. Talvez por isso os pais fiquem tão contentes quando sabem que estão grávidos de gémeos. Será que uma crise a dobrar também é boa? Don't think so. E se falamos só de coisas boas, por que é que hão-de vir só em pares e não poderão vir em grupo? Era bem melhor!

Temos ainda a questão da dualidade. Das dicotomias, amor-morte, morte-vida, eu-tu, bom-mau... São muito perigosas as dicotomias. Muito mesmo. Porque deixam de lado todas as tonalidades de cinzento que existem entre o preto e o branco.
Resumindo, não curto o 2. Gosto quando estou a meio caminho de algo... ou quando já avançámos tanto que estamos meio caminho andado para o fim de qualquer coisa. Ainda assim, uma vez que detesto as 4ª feiras (mesmo sendo ao meio da semana) não posso dizer que gosto deste "meio caminho andado". É tudo uma questão de perspectiva, não é? Mas o 2 só porque divide todos os pares acha que é melhor que os outros e eu não gosto de números prepotentes!

17 de fevereiro de 2009

Sereia...

You Are a Mermaid


You are a total daydreamer, and people tend to think you're flakier than you actually are.
While your head is often in the clouds, you'll always come back to earth to help someone in need.
Beyond being a caring person, you are also very intelligent and rational.
You understand the connections of the universe better than almost anyone else.

3

O número 3. O número 3 é um número bonito, é redondinho.
Gosto de números ímpares. Não sei porquê, mas nunca gostei de números pares. Acho-os talvez perfeitinhos demais. Uma pessoa pode dividi-los em partes iguais de forma perfeita e fácil. Acho que a vida é mais como os números ímpares. Aliás, eu gostava que a vida fosse mais comos os números ímpares. Tudo o que é bom é ímpar. Numa relação, não somos só dois. Somos nós e o que se cria entre nós e por isso é que quando há uma separação nunca vimos de lá como entrámos, nunca nos podemos simplesmente dividir em um para cada lado. Há sempre um resto indivisível que fica ali... um leva uma parte, o outro leva outra parte... mas nunca é pacífico. Quando simplesmente cada um vai para seu lado como se nada fosse é porque o que existiu foi uma relação apenas e só... par.
Os números primos são outro mistério. Gosto da independência deles. Gosto daquela coisa de "não preciso de ninguém", "só eu basto-me" ou "a mim ninguém me divide". Eu gosto de pensar que sou mais ou menos um número primo. Sou independente, ninguém me divide. Ainda assim, preciso de alguém que me dê a mão para atingir a perfeição de ser apenas ímpar, mas já não primo. Dos números primos só não gosto do 2. Primeiro porque é par e acho que não tem nada de se meter neste conjunto maioritariamente de números ímpares. Depois porque o 2 é um número que tem a mania. Não gosto dele e pronto. Se bem que tem a singularidade de ser o único número par a ser primo e isso já o faz ímpar! (Mas que grande volta que eu dei, hein?)
Gosto do 3. É um número porreiro que nos acompanha ao longo de toda a vida. O chapéu diz que tem 3 bicos. Perdemos os 3 e nunca mais os encontramos. A Santíssima Trindade são 3. Os estarolas eram 3 assim como os Mosqueteiros. Quando queremos acabar algo rapidamente, dizemos que terminamos em menos de 3 tempos. As contagens decrescentes, comecem em que número começarem, isso tanto faz, ganham força e falam mais alto quando chegam ao 3. Quando as mamãs nos fazem um ultimatum, normalmente contam até 3 antes de nos mandarem para o castigo... São 3 as palavras que fazem o mote da Revolução Francesa. Com 3 letrinhas apenas se escreve a palavras mãe e há quem diga que a vida são dois dias, mas o Carnaval são 3. Mais haverá...
Um número porreiro este, não é? Hoje, ainda para mais 3ªfeira, é um dia bom para o número 3. É este o meu número de hoje: 3. Perfeito na sua imperfeição. Ímpar. Primo. O número 3 é catita. Viva o 3!

15 de fevereiro de 2009

Espectáculo

Porque é Domingo. Porque antigamente Domingo era dia de futebol. Hoje em dia é às vezes. Esta música faz-me lembrar o futebol que me lembra Domingos à tarde de sol e calor e pais com os filhos pela mão de cachecóis ao pescoço a caminho do estádio. Esta música faz-me lembrar as noites frias em que vamos a um espectáculo com alguém de quem gostamos. E faz-me lembrar os dias de chuva em que ficamos em casa só a ver tv ou um filme. Basicamente, é uma música feliz que me lembra todos os momentos felizes por que passei e que me faz ter ânsia pelos momentos felizes que ainda hão-de vir.

E é assim... a felicidade é muito melhor quando é partilhada. Quando é vivida em conjunto. Quando é uma felicidade de viver, de estar aqui e de aproveitar tudo o que há. Tudo o que há. E não vale de nada estarmos sempre nos bastidores, na bancada a assistir ao espectáculo da vida. Porque a vida é um espectáculo. E é um espectáculo vivê-la, em pleno. Quebrar as regras e, de vez em quando, saltar da bancada para o campo de jogo, saltar da assistência para o palco, ir pela antena e entrar no programa de tv... tomar as rédeas da nossa vida e vivê-la como o fantástico espectáculo que é! E estender a mão... estender a mão a convidar as nossas pessoas a viverem os seus espectáculos em conjunto com o nosso. A minha mão está estendida... venham daí!



Quando
tu me vires no futebol
estarei no campo
cabeça ao sol
a avançar pé ante pé
para uma bola que está
à espera dum pontapé
à espera dum penalty
que eu vou transformar para ti
eu vou
atirar para ganhar
vou rematar
e o golo que eu fizer
ficará sempre na rede
a libertar-nos da sede
não me olhes só da bancada lateral
desce-me essa escada e vem deitar-te na grama
vem falar comigo como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos jogar

Quando
tu me vires no music-hall
estarei no palco
cabaça ao sol
ao sol da noite das luzes
à espera dum outro sol
e que os teus olhos os uses
como quem usa um farol
não me olhes só dessa frisa lateral
desce peça cortina e acompanha-me em cena
vamos dar à perna como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos bailar

Quando
tu me vires na televisão
estarei no écran
pés assentes no chão
a fazer publicidade
mas desta vez da verdade
mas desta vez da alegria
de duas mãos agarradas
mão a mão no dia a dia
não me olhes só desse maple estofado
desce pela antena e vem comigo ao programa
vem falar à gente como gente que se ama
e até não se poder mais
vamos cantar

E quando
à minha casa fores dar
vem devagar
e apaga-me a luz
que a luz destoutra ribalta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta
às vezes não me seduz
às vezes não me faz falta

14 de fevereiro de 2009

Amor

Assim, no elogio ao amor. O verdadeiro. O puro. O que dói. O que fere. O que queima. O que salva. O que perde. O que enche a alma. O que vive. Ao amor real. Do dia-a-dia, da entrega, da saudade, do ciúme, da paixão, da sofreguidão. Amor que é paisagem e fogo e gelo e labareda e arco-íris e dentes e lábios e mordidelas e nariz no pescoço e cabeça no colo e mão no cabelo e mão na mão e passeio e estar em casa. Amor que é tudo. Amor entrega. Amor Catulo.


uiuamus mea Lesbia atque amemus
rumoresque senum seueriorum
omnes unius aestimemus assis
soles occidere et redire possunt
nobis cum semel occidit breuis lux
nox est perpetua una dormienda
da mi basia mille deinde centum
dein mille altera dein secunda centum
deinde usque altera mille deinde centum
dein cum milia multa fecerimus
conturbabimus illa ne sciamus
aut ne quis malus inuidere possit
cum tantum sciat esse basiorum


(Vivamos, Lésbia minha, e amemos.
A má-língua dos velhos mais sisudos
não mais do que um tostão nos valha.
Podem os dias morrer e nascer:
quando a breve luz de vez morrer
noite perpétua devemos juntos dormir.
Dá-me beijos mil, e depois cem,
e depois mil outros, e depois mais cem,
e depois ainda mais mil, e depois cem.
Depois, quando muitos dermos,
baralhá-los-emos para não sabermos quantos,
ou não possa homem mau invejar-nos,
ao saber quantos beijos démos.)

13 de fevereiro de 2009

Mais :)

Porque basicamente a música é linda. O intérprete maravilhoso. O dia está lindo e eu vesti um casaco fuschia e uma saia preta e o patrão chamou-me jeitosa. Porque acho que coisa mais preciosa no mundo não há do que uma amizade. Porque basicamente todos os dias me sabem a pouco. E é bom quando assim é, quando mantemos a nossa sede pela vida. E sim, hoje soube-me a pouco... como ontem me soube a pouco e amanhã me saberá a pouco. Quero mais... muito mais! Com um brilhozinho nos olhos... :)



Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar
conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam
o que é que aconteceu diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa no mundo não há

Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito à frente muito à frente dos bois
ou seja fizemos promessas
trocámos retratos
traçámos projectos a dois
trocámos de roupa trocámos de corpo
trocamos de beijos tão bom é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra
pelo menos a julgar pelo som

E o que é que foi que ele disse?
E o que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco
Hoje soube-me a pouco
Hoje soube-me a pouco
Hoje soube-me a pouco
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
portanto
hoje soube-me a pouco

Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos o rádio no on
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no off o telefone
e olha não dá para contar
mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficámos parados
depois do que não te contei

Com um brilhozinho nos olhos
dissemos sei lá
o que nos passou pela tola
do estilo: és o number one
dou-te vinte valores
és um treze no totobola
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficámos imóveis
a dar uma de tête a tête

E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações

e com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões

12 de fevereiro de 2009

Dia dos namorados


Não sou pessoa de datas. Gosto do Natal. Gosto de marcar a minha presença nos aniversários. Mas acho mesmo que a vida não é feita de datas instituídas por alguém que não sabemos quem é. Gosto de oferecer presentes. Mas gosto de surpreender. Gosto de dar o presente certo na hora certa, independentemente de o dia não ser o certo.
Acho que nunca fui jantar fora num dia dos namorados. Já recebi algumas prendas, poucas. Já ofereci muitas. Mas há uma coisa de que sempre gostei neste dia, as cartas. Gosto de cartas e cartas de amor então, acho uma delícia.
Quando andava na escola, havia um correio interno neste dia. Uma caixa no hall de entrada do Polivalente onde colocávamos as nossas missivas. Só tinhamos de identificar o destinatário. E a verdade é que, no dia 14, o pessoal da Associação de Estudantes interrompia as aulas e fazia a distribuição turma a turma. Era basicamente um concurso de popularidade. Quem era popular recebia muitas cartas e quem não era popular não recebia nenhuma. E como o pessoal era amigo e sempre gostou de contornar as regras, houve uma altura em que começámos a mandar cartas uns aos outros.
Então, no dia 14, todas as pessoas da turma recebiam cartas. Eram cartas de amizade. Um gosto de ti, és uma das minhas melhores amigas, gosto de conversar contigo, por aí. Um oportunidade de dizer coisas que devíamos dizer sempre, mas que quase nunca dizemos. Dizer o que as pessoas significam para nós, antes que seja demasiado tarde. Lembro-me de no 11º ano, uma turma feita de 11 ou 12 raparigas e um único rapaz, de ele ter escrito uma carta e depois ter tirado fotocópias para enviar igual a todas, às suas gajas. :)
Sempre gostei do dia dos namorados enquanto andava na C+S, basicamente porque era um dia em que celebrávamos o amor pelo próximo, o amor-amizade, mais que o amor-paixão. E por isso, em lembrança dos bons velhos tempos, escrevo hoje para as minhas pessoas. Vou abrir o coração. Vou dizer tudo o que está entalado cá dentro e que não digo por vergonha, por medo, por preguiça, ou apenas e só porque tenho mau feitio e dizer coisas boas e bonitas pode destruir a minha má reputação. :)
Aqui vamos, por ordem alfabética, para que não haja disputas nem discussões:
  • Andreia: discutimos muito. Não estamos de acordo em quase nada. Mas, não sei bem como, damo-nos muito bem. Entendo-te e acho que me entendes. Quando não entendes fico triste porque quero que me vejas e me olhes e me percebas. Tenho pena de passarmos pouco tempo juntas. Mas os nossos pequenos momentos, as nossas pequenas tradições (estou-te a dever um cinema) valem toda a pena. Adoro-te!
  • Família... tantas turras... tantas discussões... tantos mal-entendidos... mas sei que estão sempre por mim... sei o quanto me querem e isso dá-me tranquilidade (como dizia o outro). Gosto de vos ter por perto, mesmo que na maioria das vezes não o demonstre. Gosto mesmo mesmo mesmo muito de vocês... papás... maninhos queridos... cunhado mais lindo... sobrinha linda e maravilhosa... e avó mais fantástica da história das avós... :)
  • Família Rei Pinto: seu Tojó... um ano de partilha de casa pode fazer muitos estragos e até unir duas pessoas para sempre. Isso e teres-me (re)baptizado... e o estágio... tantas coisas. Foi com emoção que assisti ao teu casamento com a Caty. E com mais emoção que vi vir a Maggie e a vejo crescer numa menina linda e fantástica. É uma delícia estar convosco. espero que a próxima vez esteja para breve!
  • Manuela: ainda há pouco tempo te dediquei um post, mas aquilo é muito pouco. Muito pouco mesmo. Fazes-me muita falta. Sei-te feliz e fico também feliz. Mas não renego o meu egoísmo, queria-te mais perto... queria as idas ao cinema... queria as idas às compras... queria as férias... queria as noitadas a ver novelas... queria-te a ti... apenas e só, Manuela :) és linda e fantástica e maravilhosa e adoro-te mesmo do outro lado do Atlântico.
  • Patinho: palavras para quê? Mas se não fossem precisas palavras eu não estaria aqui neste exercício de instrospecção e de quase completa e total nudez... gosto muito de ti. Disso já devias saber. Mesmo tu não me tendo apoiado num momento em particular que sabes bem qual é, eu entendo. Entendo que não era eu só a tua amiga. Entendo que tivesses outras lealdades. Tenho muitas saudades do tempo em que vivias no quarto ao lado. Dos tempos em que me sentava à beira da tua cama a contar e a ouvir novidades. O verdadeiro homem estupendo. Tenho muitas saudades... muitas mesmo...
  • Sofia: Tantos anos, tantas histórias... tantas idas à praia... tantas idas a Milfontes... tantas bebedeiras... tantos Malibus que até enjoámos... tanta praxe... tanta festa... tantos tarados... tantas tantas tantas coisas... Como dizia o outro, "Tás cá dentro!" LOL
  • Verónica: Um amor estranho e relativamente recente. Estivémos em Coimbra juntas durante tantos anos e nunca surgiu a amizade. Foi depois, só depois. Estranho, não é? Mas lá está, estranho ou não estamos aqui... com as nossas discussões e diferenças de opinião. Devemos ser as pessoas que mais vezes discutem on-line! LOL Ainda assim, não sei bem como nem porquê, porque estas coisas não se explicam, sentem-se, gosto muito de ti. Tenho pena que estejamos tão longe e que não nos possamos ver mais vezes. Mas sabes que estou sempre contigo e por ti. Como dizia a Shakira, Whatever whenever... estarei sempre sempre contigo.

Uma palavra ainda a algumas pessoas novas na minha vida. A uma outra Andreia, que trabalha aqui bem perto e com quem passo o dia a descarregar energias via skype. Falamos mal quase de toda a gente (mas da gente que merece!!) e divertimo-nos muito. Uma miúda à maneira. A Ritinha que é um doce e que eu adoro! A umas pessoas que encontrei via internet e que me inspiram. Não sei dizer mais que isto. Não vos conheço de mais que umas entradas de blog e um jantar parvo sob ameaça de morte, mas... principalmente tu, Lita, és um ser de luz e sinto que tenho muitas coisas a aprender contigo.

Peço desculpa se me esqueço de alguém. Há por aí algumas pessoas que me fazem rir e que me fazem acreditar no amanhã. Basicamente o que eu queria hoje, e na antecipação desse fantástico dia que é o Dia dos Namorados, o dia em que comemoro o meu amor pela vida e pelas pessoas da minha vida, era dizer-vos OBRIGADA! Obrigada por existirem, por serem maravilhosos e por me quererem nas vossas vidas... obrigada por me aturarem e por gostarem de mim, apesar de tudo. Daqui a pouco já fecho a concha e volto ao meu mau-humor habitual por isso não se habituem a isto! Mas, agora, um profundo e sentido Obrigada. Adoro-vos!

Pizza :)


Your Pizza Says You Are a Food Snob

Your appetite is pretty average. You don't go overboard - but you don't deprive yourself either.

You are a very picky pizza eater. Not any pizza will do. You fit in best in the Northeast part of the US.

You like food that's traditional and well crafted. You aren't impressed with "gourmet" foods.

You are generous, outgoing, and considerate with your choices.

You are carefree and friendly. You should consider traveling to Hawaii.

The stereotype that best fits you is stoner. You're a little wacky in the head, even if you don't touch drugs.
Basta uma pessoa dizer que gosta de ananás na pizza e já nos querem deportar para o Haway! LOL

Opportunity

Pete Murray e John Mayer. Opportunity! :) Dois grandes talentos... :)



Hold on now your exits here
It's waiting just for you
Don't pause too long
It's fading now
It's ending all too soon you'll see

Soon you'll see

Your coffee's warm but your milk is sour
Life is short but your here to flower
Dream yourself along another day
Never miss opportunity

Don't be scared of what you cannot see
Your only fear is possibility
Never wonder what the hell went wrong
Your second chance may never come along

Hold on now your exits here
It's waiting just for you
Don't pause too long
It's fading now
It's ending all too soon you'll see

Soon you'll see

11 de fevereiro de 2009

Eheheheh!! ;)


You're an Expert Kisser


You're a kissing pro, but for you, it's all about quality and not quantity.

You've perfected your kissing technique and can knock anyone's socks off.

And you're adaptable, giving each partner what they crave.

When it comes down to it, your kisses are truly unforgettable.

Só falta encontrar o Chad H. :)

Era um Chad aqui para a mesa do canto sff

Your True Love's Name Is Chad H.
Now you just have to find this person!

Alguém conhece um Chad? Hein? Por aí? Não há? Um nome assim comum em Portugal e não há nem um Chad para mim? Pois... não pode ser um Chad qualquer... tem de ser um Chad H. Pois.... Mas por que é que eu ainda perco tempo com estas coisas? Basicamente porque me parto a rir!! LOL

Mas se eles não conhecem o meu sofá...

You'll Find a Boyfriend Within a Year

Either you're not ready for a relationship...
Or you're not quite ready to leave the house
You can't meet a guy from your couch
So at least consider meeting one from your computer!

Apaixonante?


You Communicate Passionately


You speak from the heart. You can't separate your feelings from what you're saying, even in a professional context.

You tend to speak dramatically, with lots of passion and emotion. It's easy for you to get swept up in what you're saying.

You like to connect with people early on so that you can personalize what you are saying to them.

When you converse, you try to find common ground and harmony. Even if you disagree with someone, you try to emphasize where you agree.

Basicamente... sou uma rena fala-barato! :) LOL

Leiria by night

Uma noite maravilhosa. Com novos velhos amigos. Com muita gargalhada. Com muita maluqueira. Com muitas histórias. Muito bom! E, não sei bem porquê, parece-me que se apropria ficar aqui, a marcar a história desta noite, o trailler deste filme. :) Obrigada!


10 de fevereiro de 2009

Hey ya!




Apetece-me falar... e hoje toda a gente trabalha muito e não tem tempo para mim. Apetecia-me ir sair. Ir dançar. Gastar energias. Ninguém me entende. Ninguém percebe a minha euforia. Eu talvez não percebesse aqui há uns tempos. Mas os tempos mudam. E hoje, ter entrado naquele gabinete, ter dito o que queria, um aumento de 200€, e ter recebido um "sim, eu concordo". Sem desculpas com a crise, sem desculpas com a falta de trabalho e a falta de dinheiro, sem desculpas de nada. Sem discussões e sem argumentos. Eu disse o que queria e deram-me exactamente isso. Se merecia ainda mais? Logicamente que sim. Mas é um passo. É uma amostra. É o mostrarem-me que querem que fique, que apostam em mim, que gostam do meu trabalho e o valorizam. Assim posso continuar, com mais motivação, com mais vontade.


Vá. Façam-me a vontade. Fiquem felizes por mim hoje. Ouçam este som... abanem o ombro. Abanem a perna. Bora cantarolar! Bora sorrir. Pelo menos um bocadinho. Por mim :)

Reach out... I'll be there



Smokey Robinson com Jamie Foxx e Ne-Yo assim como o único membro sobrevivente dos Four Tops, Duke Fakir, juntaram-se para cantar os seus hits da Motown “Reach Out (I’ll Be There)” e “I Can’t Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch)” nos Grammy Awards 2009, no passado dia 8.

Isto sim é música! :)

Now if you feel that you can't go on (can't go on)
Because all of your hope is gone (all your hope is gone)
And your life is filled with much confusion (much confusion)
Until happiness is just an illusion (happiness is just an illusion)
And your world around is crumbling down, darlin
reach out come on girl reach on out for me
reach out reach out for me
I'll be there with a love that will shelter you
I'll be there with a love that will see you through

When you feel lost and about to give up (to give up)
Cause your life just ain't good enough (just ain't good enough)
And your feel the world has grown cold (has grown cold)
And your drifting out all on your own (drifting out on your own)
And you need a hand to hold, darlin
reach out come on girl reach out for me
reach out reach out for me
I'll be there to love and comfort you
And I'll be there to cherish and care for you

I'll be there to always see you through
I'll be there to love and comfort you
I can tell the way you hang your head (hang your head)
Your not in love now, now your afraid (you're afraid)
And through the tears you look around (look around)
But there's no piece of mind to be found (no piece of mind to be found)
I know what your thinking,
You're alone now, no love of your own, but darling
reach out come on girl reach out for me
reach out reach out.......... just look over your shoulder
I'll be there to give you all the love you need
And I'll be there you can always depend on me
I'll be there to always see you through
I'll be there to love and comfort you

9 de fevereiro de 2009

Transplantes

A solidariedade tem destas coisas. Muitas vezes pessoas perto de nós sentem o que sentimos, doem quando nós doemos, sorriem quando nós sorrimos. O meu carro tem uma relação assim comigo. O meu coração não anda bem e o coração dele resolveu também morrer. Foi ontem de manhã. Ainda tentámos ligá-lo às máquinas. Dar-lhe uns choques, mas de nada adiantou. Tivemos mesmo de recorrer ao transplante. E sendo que o dinheiro todo que pagamos em impostos e selos e inspecções e seguros não cobre estes tratamentos de urgência, tive de ir eu mesma comprar o órgão, não disponível no serviço nacional de saúde dos automóveis. Depois de há três meses o ter levado a fazer um check-up daqueles de 400€, desta feita, o transplante de bateria ficou em 50€, porque escolhi um órgão genérico e não de marca (desculpa bolinhas, mas os tempos são de crise), e porque quem fez a operação foi o meu pai e não um cirurgião reputado e credenciado.
Agora está em recuperação, mas parece-me que está bem. A doença foi apanhada a tempo. Embora esteja enternecida com esta demonstração de amor e carinho por parte do meu bolinhas, espero mesmo que ele nunca mais me pregue uma destas!!!! Tenho dito! Ainda para mais no mês em que vou de férias! Até parece que não quer ir comigo... Mas vai! :)

Da eternidade

Diz a sabedoria popular que tudo o que desce cai. Tudo o que nasce morre. Seguindo a analogia, tudo o que começa, acaba. Por sabermos isto é que procuramos a eternidade. Seja na ideia da vida após a morte, por reencarnação ou por vida no Além, no Céu ou no Inferno, seja pelas pequenas eternidades do dia-a-dia... a eternidade que se conquista quando se escreve um livro, ou quando se faz uma descoberta científica, ou quando se tem um filho. Procuramos também a eternidade nas relações, nas amizades, no amor.
Mas se é verdade que tudo o que começa acaba, estaremos destinados ao fracasso nesta nossa procura de eternidades?
Tudo o que começa acaba. Tudo o que nasce morre. Tudo o que sobe, eventualmente, algum dia, terá de descer. No amor é assim... subimos e eventualmente descemos... caímos... esfarrapamos os joelhos... ficamos com os cotovelos em crosta... pomos um pouco de cicatrizante... sopramos... temos amigos que nos dão um beijinho ali onde dói para a dor passar mais depressa. Não passa mais depressa... mas sabe bem o sorriso que acompanha aquele sopro na nossa ferida... aquele beijinho e aquela promessa de que tudo vai ficar bem.
Não ficamos logo bem... Ainda dói quando andamos, a queda foi feia. Coxeamos um bocadinho. Andamos com o braço ao peito. Parecemos nós saídos de um filme de acção. Feridos de morte na guerra do amor (metáfora de romance barato). Mas, um dia, quando menos esperamos, já não coxeamos. Quando menos esperamos corremos para apanhar o autocarro. Quando menos esperamos usamos o braço para chamar o elevador, ou para indicar um lugar vazio a um velhote que entra no autocarro e vemos que o braço também já está bom. Acordamos um dia e vemos que o peito já não dói. Olhamos o joelho e vemos uma pequena marca. Uma cicatriz que ficará ali para sempre... durará muitos verões... é persistente a malandra. Mas as cicatrizes não doem. Lembram, mas não doem.
Haverá um dia em que acordamos de manhã com vontade de cantar e dançar no duche. Com vontade de correr. Com vontade de passear, de conduzir sem destino. Com vontade de voar. E voaremos outra vez. A vida é assim... feita de altos e de baixos. Eu, embora seja baixa (uma piada de extrema qualidade esta), gosto de pensar em mim como pessoa de altos vôos. Já me vi de asas cortadas... presa em gaiolas douradas...
A diferença entre nós... nós todos... homens mulheres todos nós... a diferença não está no que sofremos, mas na forma como superamos o sofrimento. Dizia a propósito dos tempos de crise que é em alturas más que se vê o verdadeiro carácter das pessoas. O mesmo se aplica aqui. É na adversidade que se vê de que somos realmente feitos. Se somos homens ou ratos. Se somos fortes ou fracos. Se persistimos ou se desistimos.
Sempre tive o hábito de escrever. Tenho diários desde que comecei a escrever e tenho-os a todos. Envergonham-me muitas das coisas que tenho lá escritas. Mas não as apago nem deito fora aquelas páginas de passado. Tantas vezes que escrevi que nunca tinha estado tão feliz na vida. Tantas vezes que escrevi que nunca tinha sofrido tanto na vida. Tantas páginas... tantas histórias... tantas palavras apagadas pelas lágrimas... ali esborratadas... ali sofridas... ali na certeza que nunca mais iria amar e nunca mais... nunca mais... palavras vãs.
Gosto de ter os diários. Gosto do que eles me lembram. Lembram-me de todas as lágrimas, de todas as cicatrizes, mesmo aquelas mais pequenas, aquelas de que já nem me lembrava, aquelas que ao reler e ao reviver parecem que sangram outra vez... gosto porque me lembram que tive no passado momentos em que achei que nunca mais ia sorrir... momentos em que achei que estava no fundo e nunca mais subiria... momentos em que pensei que as lágrimas não cessariam de cair... momentos em que... superei tudo... todas as lágrimas... todas as cicatrizes. As cicatrizes não me metem medo... pelo contrário, dão-me força. Porque me lembram que sou forte. Porque me lembram que o passado não foi de rosas, nem de tulipas, nem de camélias, nem de orquídeas... ai, muito menos de orquídeas... de delicadas e perfeitas orquídeas... as cicatrizes fazem-me sorrir. E sorrio. As cicatrizes dão-me segurança. As cicatrizes dão-me certeza. Certeza de que se é verdade que tudo o que sobe cai, é igualmente verdade que tudo o que cai, eventualmente volta a subir.
É assim a eternidade... apresenta-se em pequenos laivos de azul... ou de cor-de-rosa na pétala alva e perfeita de uma orquídea. E há que sorrir e agarrar a pouca eternidade a que temos direito. E sorrio. :)

Dói-dói

Hoje é dia de ir fazer exames... e por mais que me assuste ir correr para a passadeira com fios ligados ao meu peito... assusta-me mais ir ao senhor que me suga sangue como se não houvesse amanhã... Ui!!!

7 de fevereiro de 2009

O carteiro de Pablo Neruda

"Ao amanhecer, armados de uma ardente paciência, entraremos nas esplêndidas cidades".
"Eu acredito nesta profecia de Rimbaud, o vidente. Eu sou de uma obscura província, de um país separado dos outros pela cortante geografia. Fui o mais abandonado dos poetas e a minha poesia foi regional, dolorosa e chuvosa. Mas tive sempre confiança no homem. Nunca perdi a esperança. Por isso, cheguei até aqui com a minha poesia e a minha bandeira.
Em conclusão, tenho de dizer aos homens de boa vontade, aos trabalhadores, aos poetas, que todo o futuro está expresso nesta frase de Rimbaud: só com uma ardente paciência conquistaremos a esplêndida cidade que dará luz, justiça e dignidade a todos os homens.
Assim a poesia não terá cantado em vão."
O carteiro de Pablo Neruda, António Skármeta
A vida tem destas coisas. Um clássico já adaptado ao cinema e eu não tinha nem lido o livro nem visto o filme. Não me causava curiosidade. Entretanto, numa conversa acerca de não sei bem o quê, um amigo diz-me que este era o filme da sua vida. Sendo uma pessoa que muito prezo e admiro, fiquei com a pulga atrás da orelha. O livro saiu com a revista Sábado aqui há uns meses. Comprei e guardei-o perto. Tenho lido outras coisas, mas este livro tem estado sempre por aqui perto a espreitar... a mostrar a sua presença... a exibir-se... a pedir para ser lido.
Comecei ontem... terminei hoje. Escusado será dizer que é um livro belíssimo. Um dos melhores livros que li. Que delícia de narrativa. A poesia que transpira desta narrativa estreita que me conquistou desde o prólogo.
Agora vou procurar o filme. Hei-de conseguir encontrá-lo e comprá-lo e vou vê-lo. Não sei quanto tempo demorará, mas vou conseguir. Quero mesmo ver o filme. Espero que faça jus a este livro fabuloso. Acho que tenho de descobrir mais autores sul-americanos... escrevem de forma diferente. Há qualquer coisa, uma energia que pulsa nas palavras que não se encontra em mais lugar nenhum... O Gabo tem... e este livro também.

Valquíria



Gostei. Não gosto muito do Tom Cruise, mas até achei que ele esteve bem. Gostei do enredo. Gosto deste tipo de filmes históricos. Tem acção, tem drama, tem amor qb. Está bem conseguido.
O que não me faz considerar este um grande filme são basicamente duas coisas: A lista de Schindler e A vida é bela. Estes são os grandes filmes da segunda guerra mundial. Nem o Pianista me encheu as medidas. Não gostei daquela personagem desligada do tempo e da tragédia que o rodeava e que só queria a porcaria do piano. Gostei do filme, mas não é um grande filme. Grandes filmes são mesmo a Lista e A vida é bela. Os outros são bons filmes. Porreiros, bem feitos, que entretêm. E só.
Portanto. Gostei. É porreiro, bem conseguido, bem interpretado. Mas não é um grande filme.Em minha opinião, que vale o que vale. O Tom... está desesperadamente à procura de um papel de óscar... mas está longe, embora de facto tenha gostado.
Quem quiser aprender mais um bocadinho sobre a História da II Guerra Mundial. Quem quiser passar um bom bocado no cinema, Valquíria é uma boa escolha.

Pucarias

No supermercado, em frente à vasta prateleira dos chocolates. Eu estava dois passos afastada, para poder ver e analisar qual seria a minha compra, já que não havia Cadbury de leite... tinha de escolher outra coisa.
Peguei num chocolate dos de culinária e estava entretida a ler a receita no verso quando sinto alguém mexer-me nas calças... viro-me e vejo um miúdo de não mais de 3 anos que me diz a alto e bom som para todo o supermercado ouvir:
- Sinhora... isso são pucarias!!! Tudo pucarias!!!
Eu ri... a mãe estava vermelha que nem um tomate e tentou pedir desculpas e tirar dali o filho que repetia "PUCARIAS!! SÓ PUCARIAS!". Bem ensinado que ele estava. E achava que eu, com o meu tamanho, ainda não tinha sido avisada que ali, naquela prateleira, só havia porcarias.
Conclusão? Lá trouxe umas pucarias da Milka :)

1979-2009

Em 1979 aconteceram muitas coisas... A Gronelândia conseguiu a sua autonomia. Saddam Hussein toma posse do governo do Iraque.
Em Portugal, Maria de Lurdes Pintassilgo é 1º Ministro. A Amadora é elevada a cidade.
1979 é ainda o ano da morte de Renoir e Monnet. Ano da formação dos Beastie Boys, dos Europe e dos Xutos e Pontapés. O ano em que é vendido o primeiro walkman.
É também o ano em que nasce a minha querida Verónica. :)


"Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.

Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.

Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.

Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.

Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar."

Affonso Romano de Sant’Anna, “Mulher Madura”.


As asas já tens... o abismo (in)felizmente também... agora voa! Agarra os teus 30 e voa!! Cá estarei... às vezes cá em baixo à tua espera... outra vezes ficarei para trás... mas muitas vezes sei que voarei ao teu lado. Acima de tudo, por tudo...


PARABÉNS!!!

Parabéns!!

Bem... queria dedicar-te uma música... e acho que nenhuma é mais apropriada que esta!! Tem ritmo... é do teu grupo preferido... e ainda para mais fazem os mesmos anos que tu.

Olá ó vida malvada!! :)


6 de fevereiro de 2009

Fix you...

Há coisas assim. A Kayla postou uma música dos Coldplay. Gosto muito muito deles. E este cd novo então é um must. Mas a música que ela postou é mais antiga. Uma música que me transporta para um dia em particular... mais... para uma noite em particular. Para a noite em que a Manuela se rasgou... Ficou linda e maravilhosa e fantástica... (eu é que vou morrer quando ela vir isto, mas como temos um oceano a separar-nos, é naquela!). Lembro-me como se fosse hoje... no DD, no meio da pista... já madrugada... já quase ninguém lá... e esta música... e ela sozinha, no meio da pista a dançar como se não houvesse amanhã.

Há muitas coisas que me fazem lembrar de ti. Esta é apenas uma delas. Que tenho saudades tuas, já sabes. Que falar pela net ou ao telefone não é a mesma coisa, também já sabes. Que és das poucas pessoas que me vê, também já sabes. Poderás não saber que esta música é uma das coisas que me faz sempre sorrir e pensar em ti. Por isso, hoje, para ti, Fix you, Coldplay!



Porque é assim a amizade... quando as coisas não correm bem, estamos sempre lá. I will try to fix you... Always!!!

Miss you!!

Animal selvagem à solta

Carneiro 21 Mar. - 19 Abr.
impulsivo, pioneiro, impaciente, fogoso

"Abra o coração e partilhe um receio que traz, face a uma relação importante na sua vida. O que tentar esconder dos outros está na realidade a esconder de si."
O site de horóscopos da iol brinda-nos com frases assim destas... destas que se aplicam a toda a gente. Além disso, quem ousar navegar pelas suas páginas, encontra ainda algumas pérolas do tipo, a frase dos Carneiros que é: "Não sei o que quero, só sei que quero JÁ!". Quem disse que eu não sabia o que queria?

"Sugestões para o encontro perfeito

Queda livre, corridas de carros, viagens aventura, jantar num restaurante mexicano ou indiano (ou em qualquer sítio onde se coma comida picante), dançar, ir a um bar com música ao vivo, jogar bowling, jogar mini-golf, tomar café, assistir a um acontecimento desportivo, praticar escalada (ao ar livre ou não), ir a uma feira ou quermesse."

Ir a uma quermesse???? Isto há aqui muito por onde escolher e para todos os gostos... mas quem é que raio gosta de ir a quermesses??


E na sedução, eis o que estes poetas dizem... este texto vale a pena ser lido. Não é que muitas das coisas não sejam verdadeiras, mas a poesia, as palavras da treta para dar mais charme à coisa... é uma delícia de ler:

"O Carneiro, ele ou ela, é motivado por desafios... Portanto, não seja do tipo fácil, que se derrete à sua passagem ou com tudo que ele diz. Mesmo que esteja caidinho, que o cupido já tenha crivado o seu coração com as suas setas, não abra o jogo e, em hipótese alguma, se atire para o chão para que ele lhe passe por cima. Se conseguem logo o que querem, os carneiros partem para a próxima conquista. Sem complicar demais, crie um pouquinho de dificuldade, algo como um fosso de jacarés em volta do seu castelo, obstáculos com alto nível de dificuldade, balcões e varandas para escalar, essas coisas. Mostre-se ocupado e que, como ele, também tem toneladas de coisas para fazer e que não está disponível num estalar de dedos.

Este signo de Fogo gosta de tomar o comando das operações e de dar voz de comando. Não o deixe pensar que você é mais um no bando, não permita que um Carneiro mande em si - mostre que a sua vontade tem de ser respeitada. Você tem de ser digno da admiração dele.

Outra coisa importante: não o faça bocejar. Os carneiros adoram mudanças e detestam a rotina. Combata o tédio propondo alguma maluquice, uma coisa arriscada, faça surpresas.


Cuide do seu corpinho - além da aparência, é bom ter bastante gás, pois eles têm muita vitalidade. Se for convidado para sair, não demore muito para se arranjar, pois a paciência não é uma característica do Carneiro... O ideal é que esteja sempre pronto para tudo (e rápido).


Na hora de escolher a roupa, não receie ser sexy: elas, um vestido vermelho com um decote insinuante, que sugira as suas formas sem declarar tudo... claro, algo ainda tem de ficar por descobrir; eles, calças e camisolas que façam notar os músculos etc. Nada de calças largas a parecer que não têm ninguém lá dentro. Depois do toque especial, com um bom perfume, é só esperar o ataque..."

O ataque???? Esperar o ataque?? Mas esta gente pensa que está onde? Num filme do Steven Seagel? Cromos! Daqui a pouco obrigam-me a andar com um cartaz ao pescoço: "Carneiro à solta!"...

5 de fevereiro de 2009

É que era já!

You Belong in Amsterdam



A little old fashioned, a little modern - you're the best of both worlds. And so is Amsterdam.

Whether you want to be a squatter graffiti artist or a great novelist, Amsterdam has all that you want in Europe (in one small city).

Warm?



You Are Warm



You are as patient, as outgoing, and as nice as you can be.

You understand people well, and you mostly enjoy being around them.

You are a naturally warm person, but you do have times when you're feeling a bit distant.

But even when you're feeling distant, you try to be empathetic. You always go the extra mile.

Do amor

A vida tem destas coisas. Lia hoje de manhã o post da Sayuri sobre o amor platónico. E, é claro lembrei-me.

Não que tenha sido um amor platónico, mas foi mais ou menos. Eu tinha 15 anos. Aos 15 anos tudo é diferente. Aos 15 anos tudo é mais perfeito, mais dramático, mais intenso.
Foi amor à primeira vista. A primeira e única vez que isto me aconteceu e coisa que eu acho que só acontece quando se tem 15 anos. Um Sábado à tarde numa festa de aldeia. Eu vejo-o ao longe... alto, moreno, bem parecido... e o coração bate mais forte. A minha amiga diz-me que o conhece e que o vai cumprimentar e eu vou também... ele cumprimenta-a... ela faz as apresentações... esta é a Patrícia (outra rapariga que também lá estava)... beijinho beijinho... e esta é a Ana (ainda não era Ianita nestes tempos)... beijinho beijinho.

Fomos a um café ali perto. Eu nunca tinha bebido café, mas toda a gente pediu e eu pedi também. Bebemos café. Falámos. Os quatro. Eu falei pouco. Estava de coração aos pulos e não conseguia falar. Se ele me conhecesse perceberia... saberia que eu não sou calada. Mas estava calada.
Continuámos sempre juntos ao longo da tarde e da noite. Bebemos mais um cefézinho depois do jantar. Junta-se mais gente ao grupo. Amigos dele. Amigas nossas. Com o passar das horas fico mais desinibida e tento algumas conversas. Ele é simpático e fala comigo, mas eu acho que ele gosta da Patrícia. Ela é mais loura, tem os olhos azuis e não é assim tímida como eu...

Acabam as festas e eu vou para casa. Não durmo. Não prego olho nessa noite e nem viria a pregar olho na noite seguinte. Amor? Não... café! Venho a saber que uma das minhas amigas se tinha envolvido com um dos amigos dele. Ela quer o telefone dele, mas não teve coragem de pedir e então pediu que eu ligasse ao N. para conseguir o número do S. (isto são esquemas muito próprios de miúdas de 15 anos). A Sónia deu-me o número do N. e eu, para bem da minha amiga R., liguei. Lembro-me como se fosse hoje. Esperei que os meus pais saissem de casa. Porque não havia telemóveis. Havia telefone fixo, mas daqueles mesmo fixos, agarrados à parede! E eu queria estar sozinha. Disco os dígitos... e só ouço o barulho do meu coração... atende a mãe... depois vem ele... eu falo... digo quem sou e pergunto se ele se lembra de mim... ele diz que sim... depois peço o número do S. e digo que é a R. quem quer... ele acha que o número é para mim, que eu é que estava interessada no S. Um terrível mal-entendido... ele dá-me o número que eu entrego, no dia seguinte à R.

Não vou continuar com pormenores... ainda me lembro que estava a lavar a carpete do meu quarto a primeira vez que ele me ligou. Lembro-me que música tinha a tocar no rádio, eram os Live. Lembro-me de a minha mãe me ir chamar para ir atender o telefone. Lembro-me de o meu coração parar de bater quando percebi que era ele do outro lado a convidar-me para sair.

Não foi um amor platónico porque namorámos... primeiro durante 5 meses... 5 meses que não são nada... mas 5 meses que assustaram uma miúda de 15 anos... que a fizeram terminar tudo por telefone que nem uma cobarde parva. Daí a uns meses voltámos a sair juntos... e voltámos a namorar, desta vez por mais ano e meio. Lembro-me ainda da primeira vez que pedi ao meu pai para me deixar sair com ele. Era Domingo de manhã e estávamos na cozinha a preparar o pequeno-almoço e eu perguntei se à tarde podia ir dar uma volta. E ele perguntou com quem e eu respondi que ia com um amigo... e fui. Lembro-me de a minha avó ir para o jardim para o ver quando ele parasse o carro para me buscar. Lembro-me ainda que tínhamos ido à Batalha beber café quando ele, à vinda para minha casa, acabou tudo comigo. Com muito mais dignidade que eu... ainda assim foram semanas e semanas de choro...

Quando olho para trás, sorrio. Sorrio sempre. Foi o meu primeiro amor. O mais puro, o mais profundo, o mais intenso e quiçá, o mais verdadeiro. Gosto de ter assim boas memórias. Hoje sei-o casado e com filhos e fico feliz por ele. Uma pessoa de carácter forte, de quem gostei muito e que sei que gostou muito de mim... um amor adolescente por uma pessoa que recordo com respeito, mas sem saudades. É engraçado como me lembro de tudo... como não preciso de puxar pela memória.

Para quem persistiu a este olhar pelo meu passado, como se estivéssemos aqui numa qualquer revista cor-de-rosa... é hoje que revelo a música que está, ainda hoje, naquela K7. Aquela que a Vera gravou e me ofereceu no meu 16º aniversário. Não sei como comecei a gostar dela, sei que gosto e sei que lembra o N. Lembro-me que a ouvia vezes e vezes sem conta, enquanto chorava agarradinha à ursa azul. Sorrio sempre que me lembro disto. Gosto de ver que cresci. Que já deixei de ser uma adolescente parva. E fico feliz. Feliz pelo que fui. Feliz pelo que sou.
Ainda hoje acho que esta é uma música que me encaixava enquanto adolescente... eu era assim... insatisfeita com o que era, com o que sentia, com o meu aspecto, com o meu intelecto... com tudo. Sempre com aquela sensação de estar sempre a mais, sempre no sítio errado à hora errada... hoje já não sou tão assim... sou mais eu... sou mais confiante... cresci. Ainda assim, é uma música de que gosto muito muito muito. Uma música que fará sempre parte de mim. Creep, Radiohead.





I don't care if it hurts,
I wanna have control
I want a perfect body
I want a perfect soul

I want you to notice
when I'm not around
You're so very special
I wish I was special

But I'm a creep.....