Os dias de aniversário costumam ser, para mim, dias de reflexão. Passou já aquela alegria desmedida de nos sentirmos o centro do Mundo. Até porque desde o dia que entrei na escola, com 5 anos, nunca mais o meu dia de anos foi só meu.
Hoje não sou eu quem faz anos. É este blogue. Faz hoje um ano criei um blogue. Neste ano muitas coisas se passaram. Os motivos que me levaram a criá-lo continuam cá, alguns. Outros foram deixados de parte, mas não esquecidos.
Entrei neste mundo sem as precauções que deveria. Sem regras. Sem máscaras. Assumindo o meu nome, a minha cara, os meus pensamentos, as minhas opiniões. Sempre com educação. Sempre com frontalidade. Sempre com parvoíce. Com algum sentido de humor. Com seriedade.
Tive muitos dissabores. Muitas discussões das más. Percebi que o meu blogue não é só meu. Como nada é. Olho para os meus diários de papel e sei que se amanhã eu não estiver cá, alguém os vai abrir e os vai ler. Não são meus também. Meus são os meus pensamentos e, ao longo deste ano, aprendi a guardar alguns comigo e só comigo. Aprendi que há quem não se importe que sejamos insultados, mas que se ofenda com uma frase simples e inócua. Aprendi que há quem só queira ouvir que concordamos e que achamos tudo bonito. Aprendi que há quem não goste de sinceridade.
Aprendi a calar-me. Aprendi que as pessoas que eu visito todos os dias e que me visitam, estas personae que habitam estes blogues de todos os dias, não existem. São máscaras de outras pessoas. São outras pessoas. Como serei eu também outra pessoa, diferente desta ianita que por aqui anda. Não sei.
Aprendi também que entre a muita podridão, entre a muita hipocrisia, entre as muitas más energias, há quem espalhe luz e força por aí. Há quem me encoraje a ser mais e melhor. Há quem me faça sorrir. Há quem me olhe e me veja… como se não existisse ecrã entre nós… como se as minhas palavras fossem transparentes. E isso emociona-me. Muito.
Foi através deste blogue que aprendi que a vida pode fazer as pessoas mudar. Porque há coisas que ficam marcadas na nossa memória. Eu não me esqueço das coisas. Não passo a vida a mandá-las à cara das pessoas, mas não esqueço. Defeito de fabrico. Gostei dos (re)encontros que o meu blogue me proporcionou. Porque sei que hoje não seríamos amigas se não fosse pelos nossos blogues. E fico contente por ver que sei avançar e deixar de ter os dois pés atrás como tinha antes. Porque eu posso não esquecer, mas, com o tempo, posso relativizar.
Foi através deste blogue que conheci duas ou três pessoas que me mudaram a vida. Podem nem sabê-lo, mas mudaram. Pelo exemplo de vida. Pela luz. Pelo sorriso. Pela alegria. Pela confiança. Pelas palavras. Por tudo o que importa. Obrigada.
Foi neste blogue que chorei pela primeira vez em público. Chorei a dor da doença da minha avó. Chorei as minhas dúvidas. Expus as minhas encruzilhadas. Abri o meu coração e deixei que algumas pessoas o magoassem, mas também deixei que outras pessoas o enchessem de coisas boas. Assim continua… aberto.
Quando olho para as etiquetas que mais vezes usei, reparo que abusei do “eu” e do “tretas”. Acho que acaba por ser um bom retrato do que foi este ano e do que é este blogue. Sou eu. São os meus pensamentos. São as minhas formas de estar na vida. Sempre susceptíveis a serem postas em causa. Aceito quem me ponha em causa e me ponha a pensar. Só assim posso ser mais.
Em dia de balanço também têm lugar as desculpas. Desculpem-me se falei demais. Desculpem-me se magoei alguém. Desculpem-me se feri alguém. Desculpem-me se não soube ser mais que isto. Isto que também me insatisfaz. Isto que…
Hoje não sou eu quem faz anos. É este blogue. Faz hoje um ano criei um blogue. Neste ano muitas coisas se passaram. Os motivos que me levaram a criá-lo continuam cá, alguns. Outros foram deixados de parte, mas não esquecidos.
Entrei neste mundo sem as precauções que deveria. Sem regras. Sem máscaras. Assumindo o meu nome, a minha cara, os meus pensamentos, as minhas opiniões. Sempre com educação. Sempre com frontalidade. Sempre com parvoíce. Com algum sentido de humor. Com seriedade.
Tive muitos dissabores. Muitas discussões das más. Percebi que o meu blogue não é só meu. Como nada é. Olho para os meus diários de papel e sei que se amanhã eu não estiver cá, alguém os vai abrir e os vai ler. Não são meus também. Meus são os meus pensamentos e, ao longo deste ano, aprendi a guardar alguns comigo e só comigo. Aprendi que há quem não se importe que sejamos insultados, mas que se ofenda com uma frase simples e inócua. Aprendi que há quem só queira ouvir que concordamos e que achamos tudo bonito. Aprendi que há quem não goste de sinceridade.
Aprendi a calar-me. Aprendi que as pessoas que eu visito todos os dias e que me visitam, estas personae que habitam estes blogues de todos os dias, não existem. São máscaras de outras pessoas. São outras pessoas. Como serei eu também outra pessoa, diferente desta ianita que por aqui anda. Não sei.
Aprendi também que entre a muita podridão, entre a muita hipocrisia, entre as muitas más energias, há quem espalhe luz e força por aí. Há quem me encoraje a ser mais e melhor. Há quem me faça sorrir. Há quem me olhe e me veja… como se não existisse ecrã entre nós… como se as minhas palavras fossem transparentes. E isso emociona-me. Muito.
Foi através deste blogue que aprendi que a vida pode fazer as pessoas mudar. Porque há coisas que ficam marcadas na nossa memória. Eu não me esqueço das coisas. Não passo a vida a mandá-las à cara das pessoas, mas não esqueço. Defeito de fabrico. Gostei dos (re)encontros que o meu blogue me proporcionou. Porque sei que hoje não seríamos amigas se não fosse pelos nossos blogues. E fico contente por ver que sei avançar e deixar de ter os dois pés atrás como tinha antes. Porque eu posso não esquecer, mas, com o tempo, posso relativizar.
Foi através deste blogue que conheci duas ou três pessoas que me mudaram a vida. Podem nem sabê-lo, mas mudaram. Pelo exemplo de vida. Pela luz. Pelo sorriso. Pela alegria. Pela confiança. Pelas palavras. Por tudo o que importa. Obrigada.
Foi neste blogue que chorei pela primeira vez em público. Chorei a dor da doença da minha avó. Chorei as minhas dúvidas. Expus as minhas encruzilhadas. Abri o meu coração e deixei que algumas pessoas o magoassem, mas também deixei que outras pessoas o enchessem de coisas boas. Assim continua… aberto.
Quando olho para as etiquetas que mais vezes usei, reparo que abusei do “eu” e do “tretas”. Acho que acaba por ser um bom retrato do que foi este ano e do que é este blogue. Sou eu. São os meus pensamentos. São as minhas formas de estar na vida. Sempre susceptíveis a serem postas em causa. Aceito quem me ponha em causa e me ponha a pensar. Só assim posso ser mais.
Em dia de balanço também têm lugar as desculpas. Desculpem-me se falei demais. Desculpem-me se magoei alguém. Desculpem-me se feri alguém. Desculpem-me se não soube ser mais que isto. Isto que também me insatisfaz. Isto que…
Um obrigada a todos... os que "só" lêem... aos que comentam... aos que mandam sms... aos que mandam mails... aos que gostam e aos que não gostam... a todos. Obrigada. Continuamos aí para as curvas :)
No dia de hoje olho para o que foi e sorrio. Sorrio porque apesar de tudo valeu muito a pena. Encontrei pessoas daquelas para a vida e isso faz-me muito feliz. Olho para o futuro e vejo as páginas em branco. Vejo as curvas e contracurvas. Vejo as encruzilhadas feitas de um distanciamento sobranceiro. E sorrio. Não me assustam. Não me metem medo. Assumo hoje o que me repito quase todos os dias. A vida é para se viver e não para se sobreviver. Não me importo de chorar se isso significar que pude gargalhar e não apenas sorrir. Não me importo de cair se isso significar que pude voar até às nuvens. Os voos altaneiros fazem as quedas valerem a pena. Vê-se tão bem lá do alto. Qualquer dia volto a voar… quando me voltarem a nascer as asas. Um dia. Hoje? Hoje caminho. Olhos postos no futuro.
The heart of life is good.





















