31 de março de 2009
Dos boatos
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei da verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro
Não se pode viver sem sentir. Não se pode sentir sem viver. Não se pode viver sem viver.
30 de março de 2009
Cuba
29 de março de 2009
Campeonatos Nacionais de Natação
28 de março de 2009
Alvito

27 de março de 2009
Dia Mundial do Teatro
1980-2009
Fica uma música, numa versão nova. Porque por mais anos que passem e que pesem, seremos sempre novos se tivermos a capacidade de nos renovarmos, de renascermos como a fénix. E tu tens renascido, sempre, com as tuas cicatrizes, mas tens conseguido sempre renascer, sempre com esperança no olhar, sempre na partilha das minhas lentes cor-de-rosa. E seremos jovens mesmo a cair de velhas minha querida. Enquanto mantivermos o sonho e o brilho no olhar. Mesmo com a esponja a sair-nos dos poros, mesmo com os olhos a cair, mesmo a rodar na máquina de lavar, a centelha mantém-se. Forever young, um original dos Alphaville, aqui rejuvenescida pelo Youth group. Penso que é o som adequado. Sei que vais gostar.
Lets dance in style, lets dance for a while
Heaven can wait were only watching the skies
Hoping for the best but expecting the worst
Are you going to drop the bomb or not?
Let us die young or let us live forever
We dont have the power but we never say never
Sitting in a sandpit, life is a short trip
The musics for the sad men
Can you imagine when this race is won
Turn our golden faces into the sun
Praising our leaders were getting in tune
The musics played by the madmen
Forever young, I want to be forever young
Do you really want to live forever, forever and ever
Some are like water, some are like the heat
Some are a melody and some are the beat
Sooner or later they all will be gone
Why dont they stay young
Its so hard to get old without a cause
I dont want to perish like a fading horse
Youth is like diamonds in the sun
And dimonds are forever
So many adventures couldnt happen today
So many songs we forgot to play
So many dreams are swinging out of the blue
We let them come true
Parabéns ursa azul. Parabéns por 29 anos de vida em comum. Ninguém nos entende, mas nós entendemo-nos e isso é que importa. Dizem que temos de cometer uma loucura antes dos 30...os 30 estão à distância de um ano... qual é a tua loucura? A minha é viver. :)
26 de março de 2009
Verdade
O que Palomar percebe é que nunca vai poder ver uma onda. Porque não a pode ver de frente, de trás, de baixo, de cima e de cada um dos lados ao mesmo tempo. Só tem a sua perspectiva. É assim com tudo o que vemos e vivemos. Só temos a nossa perspectiva que pode estar certa, mas não impede que outras perspectivas, mesmo que completamente opostas, não sejam correctas também. Como é que duas coisas opostas podem ser verdade? Não sei, mas podem. É tudo uma questão de perspectiva.
Ontem recebi um telefonema de uma pessoa com quem não falava há muito tempo. Estranhei quando vi o nome a piscar no visor, mas atendi. E ainda bem. Foi muito bom falar com ela e relembrar os tempos de quando trabalhava na Amadora.
É engraçado como as coisas acontecem. Ela estudou na FLUC ao mesmo tempo que eu e nunca nos cruzámos. O Johny é de Coimbra e nunca nos tínhamos cruzado. Vi duas casas e escolhi uma delas sem conhecer as pessoas com quem a ia dividir. Sem os ver. Desde logo estranhámos as coincidências. Uma Coimbra que partilhávamos, mas que nunca nos juntou. E agora estávamos ali, a dividir um apartamento em Queluz. Havia ainda uma outra pessoa, mas... nem sequer me quero lembrar.
E falámos. Relembrámos. O Johny que era só um anito mais novo que eu, mas de quem tomávamos conta como se fosse um irmão. Fazíamos sempre jantar a contar com ele. E ele comia e lambuzáva-se e levantava-se para lavar a louça sem ser preciso dizer nada. E lavava a louça com a cabeça encostada aos armários da cozinha... e dormia de boca aberta no sofá da sala. Tantas fotos que lhe tirámos. Foi à conta dele que comecei a perceber o que era o rugby e foi a equipa que ele treinava que eu fui ver, num Domingo à tarde cheio de senhores com camisolas lacoste aos ombros a fumarem charuto e a tratarem os filhos de 3 anos por você. "Ó Rosarinho, venha cá, Zé Maria já o avisei que o menino não pode estar aí...".
Era ele que, acabado de tomar banho e de vestir, de chave na mão para sair, me encontrava de pijama acabada de acordar no sofá da sala. Sentava-se ao meu lado e dizia, vai tomar banho e vestir-te porque vamos sair. E esperava.
Era ele que me levava a jantar fora e pagava apenas e só porque eu lhe fazia o jantar algumas vezes. Foi com ele que vivi uma das noites mais hilariantes, no Panças, na Buraca, com um grupo muito divertido ao nosso lado, numa festa de aniversário, já com os copos. Um dos senhores falava mal de alguém que não estava presente que "usava óculo porque é um preto fino, porque não tem problema na vista, é um preto fino". Ou comentava que a prenda que lhe tinham dado vinha num saco da Decénio e "tu pensa, é uma sandália, é um sapato, uma camisola, e vai a ver e é uma talocha" e saca da talocha de dentro do saco da Decénio para todo o restaurante ver. Nessa altura já ninguém continha o riso.
Noites no Bairro Alto a beber margaritas de tudo e mais alguma coisa. A comer pão com chouriço não sei onde. Um show.
Foram tempos muito divertidos, muitos vividos a dois (porque ao fim-de-semana a outra Ana ia para casa) e muitos vividos a três. Até estávamos unidos contra as maluqueiras da 4ª pessoa da casa. Os jogos da selecção, as bebedeiras, os frangos da churrasqueira ao pé do Pingo Doce,... tantas coisas. Ele deu aulas de futebol aos meus miúdos do ATL, ela deu umas explicações de Francês. Foi muito bom. Partilhámos tantas coisas.
E mal desliguei o telefone lembrei-me do Palomar e de como nenhuma verdade é absoluta. Aquele que foi o pior ano da minha vida teve tantas tantas tantas coisas boas.
Obrigada Ana por me lembrares, que mesmo na noite mais escura, em tempo de servidão, há sempre alguém que.... :)
25 de março de 2009
Grandes livros
Grandes livros (e não apenas livros grandes), 6ªfeiras às 21h na RTP. Podem consultar o site, aqui.
Cada programa terá como base um grande livro da literatura portuguesa e, a 1ªtemporada, é composta pelas obras abaixo. A ver se não fazem disto um programa chato. :)
Lista de obras para a primeira série de "Grandes Livros":
- Os Maias (Eça de Queirós)
- Os Lusíadas (Luís Vaz de Camões)
- O Delfim (José Cardoso Pires)
- Aparição (Vergílio Ferreira)
- Histórias da Terra e do Mar (Sophia de Mello Breyner Andresen)
- Livro do Desassossego (Fernando Pessoa)
- Sinais de Fogo (Jorge de Sena)
- Sermão de S. Ant. aos Peixes (P. Ant. Vieira)
- Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
- Mau Tempo no Canal (Vitorino Nemésio)
- Peregrinação (Fernão Mendes Pinto)
- Amor de Perdição (Camilo Castelo Branco)
Bairro Alto
Na RTP2, o Bairro Alto é isso mesmo. Um espaço de conversa com figuras que têm algo para dizer sobre si e sobre o que fazem. José Fialho Gouveia entrevista artistas, ensaístas, cientistas, gente da moda e do espectáculo, gente do pensamento e da acção, portugueses e estrangeiros. O tom é próximo, informal. E as perguntas pedem mais que as habituais respostas politicamente correctas. Bairro Alto é um face a face com ritmo e sem mesa." (no site da RTP)
Ontem o convidado foi o Nicolau Breyner. E por mais que olhasse para o relógio e visse que tinha de ir para a cama, não consegui levantar-me do sofá enquanto o José Filaho Gouveia não me olhou nos olhos e se despediu.
Gosto do Nicolau. Lembro-me de ver as rábulas do Sr. Contente e do sr. Feliz (em reposição, lógico), lembro-me do Nico d'Obra e da Vila Faia. É uma daquelas pessoas que não nos conhece, mas que cresce connosco. Era muito bom em comédia e é muito bom em drama. Para quem quiser espreitar as suas "confissões", pode espreitar, aqui.
O José Fialho Gouveia é giro. Tem pinta. Encontro-o ainda um pouco inseguro. A olhar muito para as perguntas que tinha programado. Ainda assim destaca-se. Imagino uma Manuela Moura Guedes num formato daqueles e sorrio. O José tem calma. Ouve. Neste programa ouve-se muito. Dá-se tempo ao convidado para que respire, pense, para que responda curto ou longo. Espaço para dizer o que quer. Perguntas directas, mas sem ofensas muito menos com pressão. Parece uma conversa de café e nota-se. Os convidados estão relaxados e às vezes, parece-me, até dizem mais do que tinham planeado.
E é bom. Quando os convidados são menos conhecidos, consigo desligar e ir dormir. Ontem não fui capaz. Foram 45 minutos de conversa, sem intervalo. Fiquei presa às palavras, bem ditas, bem pronunciadas, tranquilas, serenas, duras, sinceras.
Gosto muito deste Bairro Alto. Para quem quiser espreitar, às 3ªfeiras (logo após a Anatomia), pelas 23h30 na RTP2. Vale a pena.
24 de março de 2009
Irritada
23 de março de 2009
Bad day
Where is the moment we needed the most
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to grey
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on
You stand in the line just to hit a new low
You're faking a smile with the coffee to go
You tell me your life's been way off line
You're falling to pieces everytime
And I don't need no carryin' on
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day
Well you need a blue sky holiday
The point is they laugh at what you say
And I don't need no carryin' on
You had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
(Oh.. Holiday..)
Sometimes the system goes on the blink
And the whole thing turns out wrong
You might not make it back and you know
That you could be well oh that strong
And I'm not wrong
So where is the passion when you need it the most
Oh you and I
You kick up the leaves and the magic is lost
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
You've seen what you like
And how does it feel for one more time
You had a bad day
You had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
Had a bad day
20 de março de 2009
Lost
Just because I'm losing
Doesn't mean I'm lost
Doesn't mean I'll stop
Doesn't mean I'm across
Just because I'm hurting
Doesn't mean I'm hurt
Doesn't mean I didn't get what I deserved
No better and no worse
I just got lost!
Every river that I tried to cross
Every door I ever tried was locked
Oh and I'm just waiting til the shine wears off
You might be a big fish
In a little pond
Doesn't mean you've won
'Cause along may come
A bigger one
And you'll be lost!
Every river that you tried to cross
Every gun you ever held went off
Oh and I'm just waiting til the firing's stopped
Oh and I'm just waiting til the shine wears off
[Jay-Z]
Yeah
...just waitin' til the... the... yeah
Aha, I gotcha, uh...
With the same sword they knight you, they gon' good night you with
Shit, that's only half if they like you
That ain't even the half what they might do
Don't believe me, ask Michael
See Martin, see Malcolm
See Biggie, see Pac, see success and its outcome
See Jesus, see Judas
See Caesar, see Brutus, see success is like suicide
Suicide, it's a suicide
If you succeed, prepare to be crucified
Media meddles, niggas sue you, you settle
Every step you take, they remind you you're ghetto
So it's tough being Bobby Brown
To be Bobby then, you have to be Bobby now
And the question is, "Is to have had and lost
Better than not having at all?"
Because I'm...
[Chris]
Oh and I'm just waiting til the shine wears off
Oh and I'm just waiting til the shine wears off
Just because you're loosing, DOESN'T MEAN YOU'RE LOST.
Liar - o momento da verdade
- Chegou o momento da verdade! Da verdade verdadeira... aqui vai :)
1. Detesto cortar as unhas dos pés, mas não consigo deixar que seja outra pessoa a fazê-lo. (precisamente... todas as vezes que alguém me tentou ajudar, cortando as unhas dos meus pés, eu cheguei a casa e voltei a cortá-las. Tenho de as ter sempre impecavelmente limpas e cortadas, peles incluídas. Portante, VERDADE)
2. Adoro ir a sítios diferentes, mas detesto viagens (carro, barco, avião, seja o que for...) (adoro passear, conhecer sítios diferentes e até mesmo revisitar lugares. Adoro mesmo. Detesto a parte dos meios de transporte. Não gosto de carros, enjoo imenso. Detesto aviões... Logo, VERDADE)
3. Já levei pancada de miúdos, no ATL. (Se considerarem murros e pontapés porrada a sério, pois podem apontar esta como sendo VERDADE. Foi num ATL na Amadora e no fim os que me bateram foram os que mais choraram pela minha partida, mas, nada apaga a porrada!!)
4. Adoro História e adoro ensinar Literatura, mas detesto gramática e não gostei de dar aulas de Latim. (Parece um sacrilégio, não é? A parte de que gostei nas aulas de Latim foi quando dava Cultura, o que se parecia mais com uma aula de História. Não gosto de picuinhices. De coisas exactas e afins. Gosto de Literatura, de estórias, de História, de enredo... isso sim, dá-me (dava-me) pica... VERDADE)
5. Não gosto mesmo nada de cerveja, nem de vinho, nem de pimentos, nem de azeitonas, nem de pepino, nem de grelos, nem de favas... (VERDADE... Não há muito a explicar... não gosto e pronto.)
6. Adoro o cheiro das pessoas, inclusivamente, confesso, o meu próprio. A minha almofada anda sempre atrás de mim. (Eu sei que é difícil de acreditar, mas a minha almofada anda mesmo atrás de mim. Quando passo só uma noite fora, controlo-me e não a levo. Mas quando são mais noites, desculpem-me, mas vai comigo sim senhores! VERDADE)
7. Durmo com a ursa azul todas as noites, bem agarradinha. (VERDADE e não vale gozar)
8. Já tive a mania que sabia tudo, hoje sei que há coisas em que sou mesmo mesmo muito boa :) (e sei que não sei tudo) (VERDADE... Aprendi a ver-me pelo que tenho de bom e de mau. Aprendi, com dificuldade, que não tenho sempre razão. E hoje é sem dificuldade que digo que não sei tudo :)
9. Vamos lá ver.... a última... Sou incapaz de dizer que não... as poucas vezes que o digo fico sempre com sentimento de culpa... (VERDADE sem mais...)
Confusos? Eu disse que era mentirosa. Lembram-se do programa do Herman? Ah pois é... com a verdade me enganas! :) Era tudo verdade pelo que ninguém passou no desafio! Eheheheh
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
19 de março de 2009
Speechless



18 anos de Pearl Jam
Once
Even Flow
Alive
Why Go
Black
Jeremy
Oceans
Porch
Garden
Deep
Release
Pelo que tenho ouvido na Antena 3, a reedição vai ter algumas músicas que não estiveram neste primeiro alinhamento do Ten. E pelo que percebi vem com DVD também. Nhamy! O Eddie é lindo. A voz é quente e confortante e linda. As letras fantásticas. E a música, tão 90's! Tão camisa de flanela. Tão Seatle.
And now my bitter hands cradle broken glass
Of what was everything?
All the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
All the love gone bad turned my world to black
Tattooed all I see, all that I am, all I'll be... yeah...
Uh huh... uh huh... ooh...
I know someday you'll have a beautiful life,
I know you'll be a sun in somebody else's sky, but why
Why, why can't it be, can't it be mine
A grande lição a repetir, I'm still alive.... Parabéns Pearl Jam. Venham muitos mais!
18 de março de 2009
Liar
- Detesto cortar as unhas dos pés, mas não consigo deixar que seja outra pessoa a fazê-lo.
- Adoro ir a sítios diferentes, mas detesto viagens (carro, barco, avião, seja o que for...)
- Já levei pancada de miúdos, no ATL.
- Adoro História e adoro ensinar Literatura, mas detesto gramática e não gostei de dar aulas de Latim.
- Não gosto mesmo nada de cerveja, nem de vinho, nem de pimentos, nem de azeitonas, nem de pepino, nem de grelos, nem de favas...
- Adoro o cheiro das pessoas, inclusivamente, confesso, o meu próprio. A minha almofada anda sempre atrás de mim.
- Durmo com a ursa azul todas as noites, bem agarradinha.
- Já tive a mania que sabia tudo, hoje sei que há coisas em que sou mesmo mesmo muito boa :) (e sei que não sei tudo)
- Vamos lá ver.... a última... Sou incapaz de dizer que não... as poucas vezes que o digo fico sempre com sentimento de culpa...
E então? Digam de vossa justiça... :)
Coração pequenino

Walking...
Conversa entre irmãs:
Ela: as ciclo-vias já vão daqui até ao Sítio (Nazaré).
Eu: Tchiii... não sabia.
Ela: Se calhar a pé não, mas de bicicleta era fixe de fazer.
Eu: Sabes também como era fixe?
Ela: Diz...
Eu: De carro!
17 de março de 2009
Esmagando abóboras
Só porque o Billy Corgan faz anos hoje. E porque eu gosto. Muito. :)
I used to be a little boy
So old in my shoes
And what I choose is my choice
The world is a vampire, sent to drain
Secret destroyers, hold you up to the flames
And what do I get for my pain?
Betrayed desires, and a piece of the game
Golden
16 de março de 2009
O outro lado do espelho
O outro lado do espelho. O lado lunar. O olhar de Medeia. Há uma série de acontecimentos que nos podem fazer passar para o outro lado. Cada um terá os seus. Para uns será mais fácil, outros terão mais auto-controle e conseguirão resistir a mais coisas. Uns serão mais frágeis às vicissitudes, outros serão mais resistentes. Mas, independentemente de pertencermos a um grupo ou a outro, independentemente de estarmos algures entre os dois grupos... independentemente de onde quer que estejamos... independentemente de credos, cores, crenças... independentemente de tudo, todos nós estamos sujeitos a cair.
A verdade é que não consigo já seguir sem esta consciência, sem esta certeza deste olhar que me segue. Sem o outro lado do espelho. Não sei se o ter esta consciência me ajuda a evitar que o dark side me invada, se torna tudo mais inevitável.
15 de março de 2009
13 de março de 2009
Sob o olhar de Medeia
Fiama Hasse Pais Brandão, com este seu romance de estreia, presta justa homenagem a uma antiguidade clássica que esteve sempre presente na sua obra poética. Desde a primeira linha até à última, não conseguimos deixar de seguir este caminho que nos leva da luz ao fogo da renovação interior.
Medeia é filha de Eetes, da Cólquida, neta do sol e sobrinha da feiticeira Circe. A imagem que perpassa pela tradição é a de uma feiticeira que, por encantos mágicos, ajuda os Argonautas e conquistar o velo de ouro. Jasão promete-lhe casamento em troca da sua ajuda. Todas as atitudes posteriores de Medeia, se bem que não sejam desculpadas, são pelo menos explicadas pelo perjúrio de Jasão.
Os rigores amorosos conduzem as personagens ao limite do racional. O Amor é igualmente o rei que comanda e subordina os mais nobres valores do homem. E Medeia é escrava dele, ela que “mede a grandeza do ódio pela grandeza do amor.” Medeia que se entregou a Jasão, que por ele matou o irmão e traiu o pai, para mais tarde ser por ele traída. Todas as versões do mito se têm centrado em transmitir toda a face irracional, obscura, inconsciente da personagem, visualizar a deformação que o ultraje de Jasão e o exacerbado desejo de vingança infligiram na mens de Medeia, numa palavra, denotar a sua profunda e anti-estóica subordinação às paixões.
Mas, ao contrário do que à primeira vista poderíamos pensar, não encontramos esta Medeia no romance de Fiama. Em Sob o olhar de Medeia, encontramos a Medeia da Cólquida, entregue ao quotidiano campestre e feliz. Mas a outra, aquela Medeia louca de paixão, essa está à espreita.
O romance está dividido em nove partes: luz, terra, ar, água, exílio, vida, saudade, morte e fogo. No primeiro capítulo, a luz surge como elemento ligado à felicidade. Aqui nos é relatada a infância feliz de Marta, vivida no quarto materno feito de luz e amor. Mas a luz também é capaz de distorcer a realidade, uma vez que cria mais sombras. E é do outro lado da luz, nas trevas, que Marta vai viver o resto do seu tempo naquela casa desde o dia em que a exilam do quarto materno. É este o seu primeiro exílio e Marta vive-o intensamente e com profundo desgosto. Porque sente a dor intensíssima, a de ser amada e depois expulsa e desterrada. Este tema do exílio vai ser uma constante ao longo de todo o romance, até porque este “desterro” marca definitivamente a vida de Marta.
Acompanhamos Marta no seu dia-a-dia com o caseiro, os seus trabalhos e os seus dias. Uma vida tranquila, cheia de paz, num bucolismo rodeado do Bem, que existe em oposição ao Mal, Lázaro “portador de fuga (…) e de morte”. Um Mal necessário para que exista o Bem.
À medida que Marta cresce, cresce o seu amor à terra a que se misturam os mitos contados pelo seu Ulisses. O mestre que lhe narra as aventuras de Ulisses e depois narrará as de Jasão e dos Argonautas confunde-se no imaginário infantil de Marta com a própria personagem. No fundo do espelho, onde Marta revive as histórias contadas, Ulisses confunde-se com o professor, o mito confunde-se com a vida, como será ao longo de toda a sua vida. “Foi o espraiar da água, ali nas leiras de batata e de couve, e as leituras quase diárias dos clássicos, de Homero a Apolónio ou Hesíodo, que a puseram a meditar no Cosmos, em termos de vácuo e de caos, ela, que antes tanto se empenhava na matéria viva, no mundo e na sua repartição abundante ou suficiente entre todos os homens.”
“Amar a terra é aceitar o duro poder e a benevolência de toda a Natureza, os relâmpagos destruidores, ventos e águas agrestes e, da mesma maneira, vento e água pacificados e benfazejos para o homem, noutro momento.” O dia-a-dia de Marta é feito de deslumbramento com o ciclo da vida e com o Bem, que não depende de nenhum deus católico, mas do que de melhor está dentro de cada um e na Natureza. Deslumbra-se com as tarefas rotineiras da quinta como com o amigo Jesus, que dá a sua vida para salvar um pássaro. Com estes amigos, cujos nomes falam, Marta aprende a reconhecer o mal (os lenhadores), o perdão (que dará mais tarde a Lázaro) e o sacrifício (Jesus). E Marta sorve todos estes ensinamentos e constrói a sua própria religião, feita de amor aos outros e à Natureza.
“A forma de Marta se exprimir sobre as coisas ir-se-á modificando com a idade, dizendo o que viveu, na infância e juventude, com um modo de dizer posterior, feito da memória dos factos e da memória de outros pensamentos, imiscuídos, sem destrinça, nos factos. Como poderia distinguir um mito e a sua própria vida, quando, por vezes, episódios e símbolos comuns os confundiam?” Porque os pomares da quinta se confundem com os “pomares sem tempo” da Cólquida, porque o seu mestre é o Ulisses de Penélope, porque a saída do quarto materno foi um exílio, porque as ovelhas da quinta, sob o olhar de Apolo, pareciam de ouro, como as da mítica Medeia, porque vida e sonho se confundem e são um só.
Marta vive um tempo mítico, vive no isolamento da quinta que encerra em si todo o conhecimento do mundo. Como os antigos, Marta “imaginava o passado e o futuro, ambos fundidos na mesma imagem da cor e da claridade, ambos perdidos e recuperados, na mesma memória, constantemente recomeçada com a passagem dos anos, conforme concluiu depois.”
A felicidade encontra-a assim. Na certeza das pequenas coisas que a maioria das pessoas tem como garantidas. Do seu primeiro exílio, o involuntário, segue-se um outro, voluntário e pensado. A sua entrega aos trabalhos na quinta e às histórias da avó ou do professor não são mais que mais um exílio, uma fuga dos sentimentos que lhe atormentam a alma. Mas é neste exílio que ela encontra a paz do amor à Natureza, encontra companheiros de vida, os bucólicos e os cultos, mediados e aproximados por Marta, uma vez que, para ela, são mundos complementares, o da Natureza e o dos mitos. “Faltava-lhe pensar a relação fundamental do trabalho em comum, do afecto partilhado, das surpresas, entre o nascer e o florir, o madurar, o colher, o secar, o morrer, o renascer, o reflorir, o sempre.” E é sob o olhar de Medeia que Marta vive na sua Cólquida. “Cólquida a que Marta se sente, cada vez mais, pertencer, partilhando na capacidade mágica de uma Medeia marcada pela leitura do mito na modernidade (…): Medeia, a sacerdotisa de um tempo original, mítico e sagrado, uníssono com a natureza. Tempo em que a palavra é mágica e criadora do real, em que a palavra tem o poder de convocar o que nomeia.”
Este é, de facto, um romance que reflecte uma ideologia, um modo de pensar, que sendo actual é também clássica. O campo é um exílio como o é para os exilados de Roma (que têm de sair da urbe e viver no campo) e é lá que Marta reconhece a verdade e a simplicidade da vida, sob o olhar de Medeia, que espreita, como o nosso outro lado, louco, está sempre connosco.
12 de março de 2009
Das coincidências e da amizade
11 de março de 2009
DIETA! :(
Ulysses
My Ulysses
My Ulysses
Now, what you want now boy?
So sinister
So sinister
But last night was wild
Whats the matter there?
Feeling kinda anxious?
That hot blood grow cold
Yeah everyone, everybody knows it
Yeah everyone, everybody knows it
Everybody knows aah
LA LA LA LA LA
Ulysses
I found a new way
Well I found a new way baby [x2]
No, no
Then suddenly you know
You're never going home
You're never [x6]
You're never going home
You're not Ulysses
Baby
No, la la la la,
You're not Ulysses
Baby
No, la la la la
Balanço
O medo. Uma nova vida, um novo caminho que se abria. A difícil decisão de deixar o Ensino definitivamente para trás. Doeu muito, mas era já inevitável. 1 ano depois, conquistei o meu lugar... agarrei o meu espaço. Comecei de baixo e dei já alguns passos para cima, já subi alguns degraus. Tenho o grande inconveniente de nunca ter hora para sair. Já saí daqui à 1h da manhã e no outro dia às 9h estava aqui, como sempre. Não foram muitos dias assim, apenas os necessários.
Os colegas são porreiros. Um ambiente jovem e descontraído. Não há diferenças de tratamento entre administrativas e engenheiros. Temos quase todos a mesma idade e toda a gente se dá bem. Há casos à parte. Há a mimada que chora muito e faz birra e diz que não quer fazer determinado trabalho. Chora até lhe tirarem o trabalho que não quer fazer e receber um aumento. Depois há a outra croma que sai sempre às 18h. E é engraçado como nem são os patrões que olham para ela de lado, mas nós. Nós os colegas de trabalho que ficam além das 18h porque estão cheios de trabalho e ela que se vai embora indiferente a isso. O advogado que tem a minha idade e que é super picuinhas e tem a mania que ser tratado como doutor. Eu chamo-lhe dr. no dia em que ele me tratar por dra. (e sim, eu tenho assim mau feitio!).
Os patrões. O big boss demorou a aprender, mas já sabe o meu nome. Já me chamou jeitosa e é basicamente porreiro. A esposa é um caso estranho... estava cá há dois dias e ela disse que não gostava de mim porque tinha uma deficiência na fala... mas que, em último caso, passavam as chamadas para a minha colega da recepção da BT. (?!?!?!). O filho... acho que nunca me ralhou. Se calhar porque tinha consciência que me pagava mal. É super intimidador e olhem que não sou pessoa de se deixar intimidar. Ele consegue sempre levar-nos a dizer que sim a tudo. Acho que é porque elogia. Se ele me ralhasse, eu ganhava força e dizia o que pensava... mas como, quando vou falar com ele, ele só me elogia... eu vejo as palavras fugirem. Foi ele que recusou que eu desse aulas na Escola Superior de Educação, mas também foi ele quem disse logo que sim ao aumento que pedi.
Sempre que alguém não quer ou não consegue fazer alguma coisa, sobra para mim. (No resultado do choro, parte do trabalho da mimada do sítio passou para mim). Não me importo. Ainda estou na fase de mostrar o que valho para poder crescer mais. Talvez no próximo ano receba o suficiente para arrendar um apartement :) working on a dream.
No fim de contas, é um balanço positivo. Fiz bem em deixar o Ensino.
10 de março de 2009
Jerusalem
Rebuild the temple and the crown of glory
Years gone by, about sixty
Burn in the oven in this century
And the gas tried to choke, but it couldn't choke me
I will not lie down, I will not fall asleep
They come overseas, yes they're trying to be free
Erase the demons out of our memory
Change your name and your identity
Afraid of the truth and our dark history
Why is everybody always chasing we
Cut off the roots of your family tree
Don't you know that's not the way to be
[chorus]
Caught up in these ways, and the worlds gone craze
Don't you know it's just a phase
Case of the Simon says
If I forget the truth then my words won't penetrate
Babylon burning in the place, can't see through the haze
Chop down all of them dirty ways,
That's the price that you pay for selling lies to the youth
No way, not ok, oh no way, not ok, hey
Aint no one gonna break my stride
Aint no one gonna pull me down
Oh no, I got to keep on moving
Stay alive
9 de março de 2009
.....
Tesourinho deprimente
- Tieta (Betty Faria , 1ª principal)
- Ascânio (Reginaldo Faria, 2º principal)
- Tonha (Yoná Magalhães, 3ª principal)
- Jairo (Elias Gleiser)
- Maria Imaculada (Juliana Braga)
- Perpétua (Joana Froom)
- Leonora (namorada do Ascânio)"
Isto continua, mas achei por bem deixar aqui só este excerto de tesourinho deprimente. Sem edição, sem correcções... desculpem os erros gramaticais e sintácticos, mas era assim o reino de Ianita aos 11 anos. Os meus diários enchem-me de vergonha, mas não consigo ver-me livre deles. Fazem parte de mim e fazem-me lembrar de muitas coisas que já esqueci... fazem-me olhar para trás, para mim, para quem era e para quem queria ser. Aquele asterisco lá em cima era para explicar que aqui a je inventava histórias e as escrevia no diário. Coisas de miúda. Mas até gosto de ver que mesmo em tenra idade já pensava em metáforas e já via sentidos para lá do sentido primeiro, mesmo em algo tão básico como uma novela. E sim, eu gostava de novelas e gosto ainda. Mas das boas, dos novelões, tipo as novelas do Manoel Carlos, Por amor ou Páginas da vida. Ou o Clone... A próxima vítima... Roque Santeiro... novelas que nos prendiam ao ecrã.... Deixo aqui para a posteridade, o genérico de Tieta do Agreste, aquela que seria a minha novela preferida de todos os tempos. LOL (viram como é perigoso dizermos coisas destas? Falar em toda a vida, quando temos ainda tanta vida pela frente e não sabemos o que aí vem?)
(e ficaram alguns pregões da novela... lembro-me do "Timóteo!!" e da mulher de branco... e da tadita da Perpétua que guardava o "marido" num frasco de vidro! Muito bom...)
8 de março de 2009
She's like the wind
Já escrevi sobre este filme, aqui. Tenho visto aí pela blogosfera que mais me pessoas me acompanham nesta panca... não sei explicar. Adoro isto. Adoro as músicas. Adoro os actores. Adoro tudo... embora reconheça que não é um grande filme, mas... caramba! É lindo... Hoje fica esta música... é tudo o que me apetece ouvir...
Dia da Mulher
O rapaz do pijama às riscas
7 de março de 2009
S. Pedro de Moel

"Trata-se de uma praia com ambiente jovem e animado, onde a elegância é uma constante. São Pedro de Moel situa-se no concelho da Marinha Grande, entre o Pinhal do Rei e o Oceano Atlântico.
Muito procurada quer de Verão, quer de Inverno, apresenta um mar propício e ideal para a prática do surf e body-board. As rochas e a alternância das marés ditam actividades de observação ou de mergulho e pesca em águas límpidas. Para quem aprecia águas mais calmas sugere-se um mergulho na piscina de água salgada, irresistível, ali junto à praia, ou as caminhadas - pelo Pinhal do Rei e junto às margens do Ribeiro de Moel.
Durante o Inverno, da praça Afonso Lopes Viera ou do miradouro ao fundo da marginal pode-se assistir a um entusiástico espectáculo de equilíbrio e perícia: surfistas nas suas pranchas protagonizam momentos de verdadeira bravura em perseguição das ondas.
Propostas para um fim-de-semana durante todo o ano, dias repletos de luz, uma mescla de estilo atlântico e o tom quente mediterrânico. Venha dar um mergulho na Natureza."
6 de março de 2009
Run
Deixo-vos uma música da Amy Macdonald. Espero que gostem e que dê para desculpar a falta de humor e de tudo... Porque, apesar de tudo, persistimos. Para além da dor, para além de tudo, temos de persistir e nunca parar... e pelo menos andar quando já não conseguimos correr. Amy Macdonald, "Run".
Will you tell me when your lines are fading?
Cos I can’t see
I can’t see no more
Will you tell me when the song stops playing?
Cos I can’t hear
I can’t hear no more
She said “I don’t know what you’re living for”
She said “I don’t know what you’re living for at all”
He said “I don’t know what you’re living for”
He said “I don’t know what you’re living for at all”
But I will run until my feet no longer run no more
And I will kiss until my lips no longer feel no more
And I will laugh until my heart it aches
And I will love until my heart it breaks
And I will love until there’s nothing more to live for
Will you tell me when the fighting’s over?
Cos I can’t take
I can’t take no more
Will you tell me the day is done?
Cos I can’t run
I can’t run no more
She said “I don’t know what you did it for”
She said “I don’t know what you did it for at all”
But I will run until my feet no longer run no more
And I will kiss until my lips no longer feel no more
And I will laugh until my heart it aches
And I will love until my heart it breaks
And I will love until there’s nothing more to live for
And I will laugh until my heart it aches
And I will love until my heart it breaks
And I will love until there’s nothing more to live for
5 de março de 2009
Boobies
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Impossível passar ao lado disto. Vi no blog do Pedro Ribeiro e no do Bruno Nogueira... Porra que chorei! Magnífico anúncio da coca-cola!!
Estás aqui para seres feliz!!
Jo'anna
11º ano. Tínhamos uma professora de inglês, a Adelaide, que era, no mínimo, uma pessoa sui generis. Abria a porta da sala de aula ao 1º toque. Nós entrávamos em balbúrdia, santávamo-nos, tirávamos os livros e cadernos sempre em balbúrdia. Ela sentada à secretária com as mãos cruzadas em cima do livro de ponto. Nós continuávamos na balbúrdia. Mal soava o 2º toque ela dizia qualquer coisa como "So, Good mouning" (muito parecido à pronúncia do polícia do Allô!Allô!) e começava a aula. Ela tinha um tom de voz muito baixo. Além de ser baixa, a voz dela era também estridente. A pronúncia inglesa imperceptível e era também molhada... era corajoso quem ousava sentar-se na primeira fila... Ninguém percebia nada do que ela dizia, mas a verdade é que ela se esforçava para ser "fixe". Nunca conseguiu, como é óbvio, não sei bem porquê, mas...
Mas, nesta tentativa de chegar a nós e de ter estratégias diversificadas, eis que ela leva o rádio para uma das aulas. Andávamos a falar das colónias inglesas, África do Sul e o Apartheid e surge o Gimme Hope Jo'anna. Foi a loucura na aula. Ainda me lembro que foi o Bruno quem liderou a rebelião que constava, apenas e só, numa coreografia simples. Todos cantávamos a letra da música e, no refrão, levantávamos os braços e berrávamos no "Jo'anna". Ela ria, ria, ria, ria! Uma loucura! Ainda conseguimos convencê-la a repetir a música e nós repetimos a brincadeira e ela estava deliciada. E olhem que ela repetir alguma coisa era obra, ela que era uma control freak. Uma vez apanhei boleia com ela. Ia com a Sofia para Leiria para as explicações de grego. Bem... ela passou a viagem com coisas do tipo "agora meto a terceira..." LOL
É lógico que esta música é fantástica pela letra, pela sonoridade e principalmente pela mensagem. Mas a mim lembra-me sempre a Adelaide Botas e o seu "So, good mouning" e, sempre que ouço, levanto os braços no Jo'anna do refrão... quando vou no carro então é a loucura total! Deixo-vos o sr Eddy Grant, que faz anos hoje, e a sua Jo'anna. Gimme hope...
Sublinho estas palavras... história parva à parte... sublinho isto...
Well Jo'anna she runs a country
She runs in Durban and the Transvaal
She makes a few of her people happy, oh
She don't care about the rest at all
She's got a system they call apartheid
It keeps a brother in a subjection
But maybe pressure can make Jo'anna see
How everybody could a live as one
(Chorus:)
Gimme hope, Jo'anna
Hope, Jo'anna
Gimme hope, Jo'anna
'Fore the morning come
Gimme hope, Jo'anna
Hope, Jo'anna
Hope before the morning come
I hear she make all the golden money
To buy new weapons, any shape of guns
While every mother in black Soweto fears
The killing of another son
Sneakin' across all the neighbours' borders
Now and again having little fun
She doesn't care if the fun and games she play
Is dang'rous to ev'ryone
(Chorus)
She's got supporters in high up places
Who turn their heads to the city sun
Jo'anna give them the fancy money
Oh to tempt anyone who'd come
She even knows how to swing opinion
In every magazine and the journals
For every bad move that this Jo'anna makes
They got a good explanation
(Chorus)
Even the preacher who works for Jesus
The Archbishop who's a peaceful man
Together say that the freedom fighters
Will overcome the very strong
I wanna know if you're blind Jo'anna
If you wanna hear the sound of drums
Can't you see that the tide is turning
Oh don't make me wait till the morning come
(Chorus)
Vá!! Todos juntos!! Levantem os braços... para um lado e para o outro... toca a abanar os braços... Gimme hope JO'ANNA, hope JO'ANNA, before the morning comes...







