30 de dezembro de 2009

2009 em revista

2009 chegou a uma 5ªfeira. O ano do boi, no calendário chinês. O Ano Internacional da Reconciliação e da Aprendizagem sobre os Direitos Humanos.

Reconciliações não houve muitas. Aprendizagens sobre os Direitos Humanos também não. Um ano marcado por Barack Obama. Com a sua tomada de posse a 20 de Janeiro. Com as medidas de combate à crise na América. Pela igualdade no acesso à Educação e à Saúde. Um ano de aproximação a Cuba e com o levantamento parcial do embargo. Um ano de permanência no Iraque e de reforço de tropas no Afeganistão. Um ano de adensamento da tensão com o Irão. O ano em que ganha o Prémio Nobel da Paz.


O ano que se queria da reconciliação começou com ataques suicidas em Gaza. Com a “guerra do gás” que impede o fornecimento à Ucrânia e ao resto da Europa. Terramoto na Costa Rica. Naufrágio na Indonésia, matando mais de 200 pessoas. Furacões em Espanha e em França. Onda de calor sem precedentes na Austrália.

Um avião consegue uma aterragem de emergência no rio Hudson, salvando-se todos os passageiros.


No ano da reconciliação, 135 pessoas morrem durante os protestos antigovernamentais que deram início à crise política em Madagáscar.

E isto foi só em Janeiro… o ano prosseguiu. Igual a si próprio. Com mais desastres e com mais milagres, como o do rio Hudson. Mais terramotos e mais escândalos.

Em Março, é assassinado o Presidente da Guiné-bissau. Um adolescente alemão acorda um dia de manhã e resolve matar 15 pessoas. O Fritzl é condenado a prisão perpétua. O Papa Bento XVI faz a primeira visita oficial a África, mercado emergente do catolicismo.

Terramoto em Itália. 290 mortos e mais de 70 mil desalojados. Mais uma polémica em torno do Presidente Berlusconi.

O ano da Gripe A, vírus H1N1. Nos primeiros meses, morrem centenas de pessoas no México. Em pouco tempo, o vírus alastra para os países limítrofes e depois para o Mundo. Um vírus que não mata tanto como se esperava, mas que assusta. Porque não ataca as pessoas que normalmente sofrem mais com o vírus da gripe normal, os idosos. Esses parecem estar quase imunes. Este novo vírus mata pessoas nos seus 20 ou 30 anos. Este novo vírus mata grávidas e crianças. E isso assusta. A 1ª pandemia do século XXI.

No ano da reconciliação, o filme “Slumdog Millionaire” ganha o Óscar de melhor filme. E, além da pobreza que o filme retrata, sabe-se que as crianças que participaram no filme vivem em barracas e não têm o que comer.

Ano da canonização de D. Nuno Álvares Pereira. Ano de mais testes nucleares na Coreia do Norte.

O Air France 447, que ligava o Rio de Janeiro a Paris, com 228 pessoas a bordo, desaparece no Atlântico. Avião cai no Irão, provocando 168 mortos. Um outro voo cai no Índico, com 153 pessoas a bordo. Uma criança sobrevive.

Mahmoud Ahmadinejad “ganha” as eleições no Irão. Há protestos. Há mortes. Há condenação por parte do Ocidente, mas ele permanece no poder e impune.


Morre Michael Jackson. Patrick Swayze.

O americano Bernard Madoff é condenado a 150 anos de prisão pela maior fraude financeira da história.

O Rio de Janeiro é escolhido para acolher os Jogos Olímpicos de 2016. Messi é o melhor jogador de futebol do Mundo e o Federer ganha, finalmente, Roland Garros. Schumacher anuncia o regresso à competição. E o Tiger Woods retira-se de circulação por uns tempos. A Selecção portuguesa de futebol consegue o apuramento para o Campeonato do Mundo da África do Sul. O Paulo Bento vai de vela e o Jesus mudou-se para a Luz.


O Tratado de Lisboa é ratificado por todos os estados membros da União Europeia e pode, finalmente, entrar em vigor.

A NASA descobre vestígios de água na superfície lunar.

No ano da reconciliação, em refendo popular, a Suíça aprovou a iniciativa popular lançada pelos conservadores de direita do Partido Popular Suíço (SVP) de proibir a construção de minaretes em mesquitas e rejeitou a proibição de exportação de armas requerida por um grupo de esquerda.

A China acaba o ano a dar que falar ao executar um britânico que estava há anos no corredor da morte. Anda por lá um portuguesito também.

Realiza-se em Copenhaga a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas e não se chega a conclusão nenhuma.

Em Portugal, 2009 é um ano animado com escutas telefónicas, eleições europeias, autárquicas e legislativas. Pressões na TVI ou talvez não. Manuela Moura Guedes afastada do dito “noticiário”. A outra Manuela diz que se deve acabar com a Democracia. Fala-se finalmente no casamento gay.

Portugal com lay-offs. Com despedimentos. Com crise económica. E com o Benfica que ainda é a única coisa que anima este país :).

O ano de ianita foi muito bom. Excelente mesmo, se o ano acabasse a 2 de Dezembro. Até esse dia correu tudo às mil maravilhas. Muitas viagens… Tavira (4 vezes)… Sevilha, Mérida, Mértola. Alvito, Cuba (Alentejo). S. Miguel (Açores). Porto. Lisboa. Mais Lisboa, com a ida ao concerto dos The Killers. A família Rei Pinto visita-me. Mais Tavira no fim de Julho. Mais Tavira em Setembro. Pic-Nic (más)caras em Leiria. Lisboa, Ericeira, Mafra. Mais Tavira. Barcelona!!! Mais Lisboa. A Gaiola das Loucas.

Ano da Sara. Termina a época júnior com títulos nacionais e records nacionais juniores. Começa a época sénior com títulos nacionais e records nacionais absolutos. :)


Ano em que as minhas decisões do passado foram postas à prova. Em Janeiro com o convite para dar aulas na Escola Superior de Educação de Leiria. Em Setembro com o convite para ir leccionar para a Guiné. Ambos os convites declinados. Ano de aumento muito bom. Ano de passar a efectiva. Ano de aumento também do colesterol e de mudança de medicação. Ano de ter os meus amigos mais perto. Mais próximos. Ano de ser mais eu. Ano de poder ser mais eu.

Dia 2 de Dezembro morre a minha avó. A pessoa que não sabia ler nem escrever, que não tinha objectivos de vida, mas que ensinou o que era viver. Ensinou-me que o que importa na vida é ela mesma, a vida. Não interessa o que planeamos. Não interessa o que queremos. Temos de aproveitar a viagem. Aproveitar o que a vida nos dá. Os instantes mágicos. E viver. Viver. Viver. Viver. E portarmo-nos mal J.

Por mais coisas boas que tenha vivido este ano, coisas que vou guardar dentro de mim para sempre, o ano fica marcado pela partida desta pessoa. Infeliz para muitos. Porque não tinha objectivos e porque uma data de coisas. Mas a pessoa mais sábia e mais feliz que conheci na vida. Uma pessoa que soube viver e que me ensinou a ser apenas eu. A Anita, como só ela me chamava. Não pode, por isso, ser um ano bom, este de 2009.

O ano termina com mau tempo no país. Com as mesmas guerras com que começou. Com as mesmas polémicas com que começou. Parece que se passaram tantas coisas… nós mudámos tanto. Eu mudei tanto. Vivi tanto. E, no fim de contas, nas coisas importantes, permanece tudo na mesma. Como se 1 ano não tivesse passado. Eu termino o ano triste e com dois herpes. A ver se consigo começar 2010 com os dois herpes, mas menos triste.

Termino este longo balanço, com o mesmo mote do ano passado. Menos confiante do que estava… mas ainda com algumas certezas. Os mesmos agradecimentos. A quem gosta de mim. A quem eu gosto. A quem me atura as birras e as lágrimas, assim como os sorrisos e as gargalhadas. Aos amigos e à família.

A todos, a vocês que me aturam todos os dias, seja a ler-me, seja mesmo a ouvir-me, a vocês que suportaram um post gigante e que persistiram sempre, comigo, a todos vós eu desejo um 2010 em grande. Um 2010 sem olhar às pequenas coisas que nos desgastam e que não valem nada. Persigam a vossa felicidade e dêem mais um passo rumo ao vosso futuro, com confiança que tudo vai melhorar. FELIZ 2010!!

Deixo-vos as palavras de Virgílio, sábias...


Omnia vincit Amor, et nos, cedamus Amori...

28 de dezembro de 2009

Pelas ruas desta cidade...














(Virgílio num prédio decadente de Lisboa... há poesia nesta cidade)



("Por Timor." "Por mim môr?")



(Mais Latim. Este, com um toque de originalidade...)





(Só vimos a placa... foi aqui que o carro parou)

27 de dezembro de 2009

Quando achamos...

... que nada pior pode acontecer eis que... algo pior acontece! O Universo é mesmo incrível.

Esta semana começou com a avaria do carro da minha irmã... piorou e muito com a morte súbita do marido da minha prima, com apenas 42 anos, de ataque cardíaco fulminante, na 3ªfeira. Com tudo isto torna-se complicado ter-se um Feliz Natal.

Entretanto a Vera desafiou-me a sacudir a depressão. Em menos de uma hora decidimos... Lisboa. Hotel. Gaiola das Loucas. Reservas no Booking. Compra dos bilhetes online. No Sábado somos brindadas com um fantástico dia de sol... a viagem correu às mil maravilhas. Demos logo com o hotel. Estacionamento gratuito em frente. Estação de Metro a 20 metros. Passeio no Chiado, com direito a mais fotos com o Nandinho e a compras nos Armazéns e a passeio de elevador até ao Convento do Carmo. Passeio a pé até ao Politeama. Espectáculo... sem palavras. Já tinha visto a "Canção de Lisboa" e tinha adorado. Isto nem sei o que diga... foi mais que adorar. Foi um show. Foi algo do outro Mundo. Fantástico... nem sei que diga mais...

Jantar simpático. Passeio no Rossio a ver as luzes de Natal. Hotel.

Hoje... Casa-Museu Amália. Lindo lindo lindo.

Depois... de última hora... passeio a Sintra antes da ida para casa... tento estacionar... não encontro lugar... dou uma voltinha... fila... ponto de embraiagem e... cheiro a queimado... muito... enxofre ou coisa que lhe valha. Andei ainda uns metros e parei o carro, mal parado, mas num local em que não estorvava.

Assistência em viagem. Fico a saber que os senhores dos Seguros mudaram as regras e que agora não são obrigados a trazerem-nos o carro no próprio dia... têm até 72 horas... taxi para casa, a isso tivemos direito.

Ainda me enervei com um paspalho que a fazer uma manobra estranha me atropelou o triângulo. Fui falar-lhe e ele ainda foi mal-educado e disse-me que eu tinha o carro mal-parado e que o deveria ir estacionar mais à frente. Eu de colete. Carro com os quatro piscas. Triângulo na estrada. "Qual foi a parte de - o carro avariou e não anda - que você não percebeu???". Pronto. Ele tinha a testosterona, logo, tinha de ter razão. O carro não andava, mas eu deveria ter ido estacionar mais à frente.

Ok. Siga para Leiria. Não sem antes ir levar um casal à Amadora, porque o senhor taxista quis acumular serviços e ganhar mais dinheiro. Ok. O que não nos disseram foi que, para além de ganancioso, o senhor era também tarado. Fez-se a nós o caminho todo. Falou dos problemas no casamento e no que lhe fazia falta. Falou em encontrar amor e carinho e sexo nos braços de alguém que não tinha encontrado ainda... Não vos passa. E falava connosco sem olhar para a estrada e ia-se estampando umas quantas vezes. Parecia uma cena de apanhados.

Pronto. Cheguei a casa. Sã e salva. E encontrei discussão e afins. E ainda tenho de ir trabalhar amanhã. Arranjar forma de pôr um sorriso no rosto. Pensar no fantástico que foi o dia de Sábado... mas a vida não são só coisas boas. E seria estúpido e inconsciente focar-me só nisso. A morte é definitiva. Temos de aceitar, mas leva tempo. Tempo de luto, tempo de choro, tempo de depressão. Faz parte. As coisas que se estragam... que todos os males sejam esses, com coisas e não com pessoas. Mas quando tudo corre mal, é mais uma coisa a pôr para baixo.

E eu quero. Isso de ganhar lanço no fundo do poço e vir ao de cima. Mas parece que sempre que consigo vir ao de cima só consigo ter tempo para um pouco de ar e sinto logo uma mão que me afunda. Eu debato-me. Não quero. Mas... chega a uma altura que é mais fácil desistir. Deixar de me debater. Mas não quero. Não quero. Mas começo a estar cansada deste vai-e-vem. Não vou dizer que não falta acontecer mais nada, porque falta. O Universo tem como nos mostrar que as coisas podem ser ainda piores. Não o vou desafiar. Sei bem que as coisas podem ser ainda piores. Mas como está já é muito difícil. E começo a temer o que vem a seguir...

Estou cansada. Com vontade de explodir, mas sem poder. A minha mãe precisa de mim. Não posso e não vou explodir. Vou conseguir vir ao de cima. Outra vez. Um dia.

25 de dezembro de 2009

Feliz Natal

HISTÓRIA ANTIGA
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga
Antologia Poética
Coimbra, Ed. do Autor, 1981


O sonho. A esperança. O sentir que há algo mais. Mais do que o que temos. Mais do que o que vemos. Mais do que o que sentimos. Mais. O sonho.

Para 2010 queria ter outra vez a capacidade de acreditar. Acreditar nas pessoas. Acreditar nos sonhos. Acreditar em mim.

Quem diz 2010, diz amanhã. Não sei por que pedimos desejos para o ano que vem e não o fazemos para amanhã. Será porque o amanhã é cedo demais? Talvez. Mas eu queria acreditar já amanhã.


Natal é sinónimo de nascimento. E a cada ano celebramos um nascimento... que melhor altura que esta para nascermos de novo?

Feliz Natal a todos. E que o amanhã vos traga tudo o que mais desejam.

24 de dezembro de 2009

Riqueza

Hoje, quando cheguei a casa, estava o Zézinho Rodrigues dos Santos no "5 para a meia-noite". Gosto muito dele e, por isso, deixei a tv ligada. Falava-se em riqueza. E dizia ele que o conceito de "riqueza" é ambíguo. A maioria das pessoas diz que uma pessoa rica é uma pessoa com dinheiro. Um país como a Arábia Saudita (o exemplo que ele deu) é rico porque tem petróleo e dinheiro. Mas... quando precisam de uma ponte mandam chamar os engenheiros britânicos. Quando querem um carro, compram na Alemanha ou nos States. Quando querem seja o que for compram. E quando o petróleo se acabar? Deixam de ser ricos e passam a ser pobres. Porque, na realidade, eles não são ricos. Porque riqueza é conhecimento. Saber fazer as coisas. Se uma pessoa sabe fazer coisas nunca é pobre. Mesmo sem dinheiro, vai sempre conseguir dar a volta por cima. Porque tem conhecimento. Mesmo que perca tudo o resto, nunca será uma pessoa pobre.

Eu concordo com ele. Acho mesmo que a riqueza não advém do dinheiro. A riqueza está no conhecimento, como dizia o Zézinho, mas também nos sentimentos e nas pessoas. Numa data de coisas não palpáveis. Numa data de coisas que não se compram. Que se constroem ao longo do tempo. Com persistência. Com força. Com determinação. Com coração. Com alma...

Posso ter na conta a prazo os mesmos 100euros com que a abri. Posso neste ano de 2010 não conseguir comprar casa nem sequer arrendar casa, porque uma pessoa que tem uma poupança de 100euros não tem condições para isso. Posso não ter muitas coisas que gostaria de ter. Posso não ser herdeira de uma grande fortuna. Mas tenho conhecimento. Proporcionado pelos meus pais que sempre puseram a escola à frente de tudo. Proporcionado por mim mesma e pela minha sede de saber mais. Tenho pessoas boas na minha vida. Pessoas que me amam e que eu amo acima de tudo. A família próxima. E aqueles amigos que se contam pelos dedos das mãos.

Podemos perder tudo na vida. Mas estas são as coisas que permanecem. A nossa riqueza.
É quase Natal e estou triste por não o partilhar com a minha avó. Mas sei que ela me deixou a maior herança de todas... o seu amor e o seu exemplo de vida. E olhando à minha volta sinto-me a mais rica das pessoas. Mais rica que a Arábia Saudita.

E as pessoas que me fazem sentir assim tão bem. Que estão por mim sem que eu peça. Que me ouvem mesmo quando eu sou chata e repito a mesma história um cento de vezes. As pessoas que me vêem como seu sou realmente... essas pessoas merecem tudo de mim. E mais nunca será demais.

Hoje dei prendas. Eu adoro dar prendas. Fico com aquele nervoso miudinho... excitação... ansiedade... adoro. E jantei bem. Muito bem. E tive a segunda borla da semana. Depois de ontem não ter pago a consulta no dentista (obrigada!), hoje não paguei o jantar. Mas adorei as reacções a cada presente. Adorei a partilha. Adorei as risadas. Adorei ir ao bar. Adorei a leitura das histórias.

Amanhã há mais. Azáfama. Compras. Cozinhar. Risos. Discussões. Falar alto. Comer demais. Partilha. Prendas só dia 25... ainda falta tantoooooo!!!!!

21 de dezembro de 2009

Natal



Diz que sim. Que o Natal está aí a chegar. You better watch out... :) O espírito não é muito, mas é uma época de que sempre gostei muito e quero festejá-lo. Hoje pus a árvore. Enfeitei-a. Pus os chocolates. Este ano entregamos as prendas dia 25, por isso, as prendas vão ficar debaixo da árvore, como quando eu era criança.

Estou ansiosa. Adoro escolher os presentes. E adoro dá-los e ver a reacção das pessoas. Detesto não poder dar logo as prendas, mas... tem de ser. Tenho de ter paciência. Tenho as coisas a queimarem-me as mãos, mas faltam poucos dias... Está quase quase! :)

Enquanto isso... vou tentando embuir-me do espírito. Com as belas musiquinhas... e memórias de Natais passados.




Driving home for Christmas
Oh, I can't wait to see those faces

(...)

So I sing for you
Though you can't hear me
When I get through
And feel you near me
I am driving home for Christmas
Driving home for Christmas
With a thousand memories

20 de dezembro de 2009

Do Clássico desta noite

Vi o jogo com o papá, à lareira. O meu papá, para quem não saiba, é lagarto. Mal de nascença. Bem... Passou o jogo inteiro a lembrar mil e um lances em que o Benfica foi beneficiado... o jogo da final da Taça da Liga em que o Lucílio Batista marcou um penalty que não era e entregou a taça ao Benfica... de quando, em mil novecentos e troca o passo, o Benfica fez não sei o quê que não foi castigado... o amarelo ao David Luís que nem devia ser, porque ele nem deveria estar a jogar, porque deveria ter levado já mais de vinte amarelos esta época... foram 90 minutos disto. E quem conheça o meu pai percebe o tão penoso foi. E quem me conheça percebe o tão difícil foi ouvir tudo caladinha para não haver discussão.

O meu prémio foi-me dado ao minuto 22, com o golo do Saviola. E aos 90m, com o apito final e a vitória mais que consumada. Ter paciência compensa! :)

19 de dezembro de 2009

Do jantar

- tomate gratinado com queijo parmesão, azeitonas e rúcula
- Creme de espargos com frango do campo
- Bacalhau com batata assada no sal, meia desfeita de grão e espinafres salteados em azeite
- Medalhões de porco com migas de farinheira e ratatui de legumes
- Pudim Dom Duarte


Estava tudo divinal. Pena o serviço lento... mas éramos mais de 200 pessoas, distribuídas por duas salas. Acabou por ser qualquer coisa tipo "casamento". Acabámos o jantar já passava da meia-noite e depois então o baile.

Fiquei sentada com colegas de trabalho e passámos o tempo todo a criticar os penteados e as roupas das outras gajas. Aquelas que foram ao cabeleireiro de propósito para ir ao jantar... enquanto que nós ficámos no trabalho até à hora do jantar e fomos tal e qual estávamos.

Foi muito giro. Ri muito. E adorei o discurso do sr. patrão. Há quem pague muito dinheiro para aprender a discursar como ele. O dito paleio motivacional, que resulta, que nele é natural e honesto e que na maioria das pessoas é treinado e ensaiado e, na maioria das vezes, mentiroso. Ele tratou-nos como colegas de trabalho. E eu que trabalho directamente com os patrões sei bem que é verdade. Cada um com o seu posto e as suas funções, mas eles trabalham tal e qual como nós. E uns sem os outros nada se consegue. Porque se eles decidirem fechar a empresa é mau para nós. E se nós não trabalharmos é mau para eles. E eu costumo dizer que não invejo a vida do filho do patrão, pouco mais velho do que eu. Pode ter muito dinheiro, mas o homem não pára. Este ano tirou 1 semana de férias e nessa semana marcou reuniões e esteve sempre contactável via telemóvel. É sempre dos primeiros a chegar e normalmente, a não ser que tenha reuniões fora, é o último a sair.

E o sr. patrão mais velho emocionou-se e tudo a falar. Levava um cartãozito com uns tópicos que queria focar, mas o discurso saiu-lhe do coração. Quando pediu um aplauso aos pais dele. Quando falou na importância da família e do trabalho. Saúde. E, de facto, ele conhece e cumprimenta todas as pessoas que trabalham para ele. E são centenas. Não se esqueceu de mencionar quem estava naquele momento a trabalhar. Porque temos fábricas a laborar 24h por dia. Não se esqueceu das filiais. Não se esqueceu dos imigrantes. Não se esqueceu de mandar umas piadolas pelo meio.

O sr. patrão é um senhor da idade do meu pai. Mais novo talvez. Mas que sempre trabalhou para construir o que tem. E os filhos trabalham para multiplicar o que o pai tem. E aquele discurso funcionou. Senti-me bem e orgulhosa e, de facto, motivada. Mas porque sei que lhe saiu do coração. Porque convivo com eles diariamente e sei. Porque foram muito generosos comigo nos aumentos em Fevereiro passado. Porque até posso ter problemas com alguns chefes, mas com os patrões nunca tive.

Gostei muito mesmo. Não sei como vai ser no futuro, mas ontem senti que fazia parte daquela família e foi muito bom.

17 de dezembro de 2009

Das cores

Desde que me conheço por gente, mesmo quando foi moda, que nunca gostei de me vestir toda de preto.

Tenho blusas pretas... camisolas... mas que visto com calça de ganga, nunca com calça preta. E as calças pretas são sempre usadas com camisolas de outra cor qualquer que não preto.

Não sei porquê. Não há um motivo lógico, só não me sinto confortável assim.

Vesti-me de preto para o funeral da minha avó. Basicamente porque achava que fazia sentido. Porque achava que o meu aspecto tinha de reflectir o que me ia na alma.

Hoje voltei a vestir-me de preto. Havia uma missa pelos meus avós e eu fui do trabalho directa para lá (o padre de hoje era bem mais competente que o ninfeto, embora fosse ainda novo).

Não consegui trabalhar. Não me conseguia concentrar. Sempre que me via, ou ao lavar as mãos na casa-de-banho, ou num qualquer reflexo, sentia o luto... sentia-me negra... sentia-me mal. Passei o dia de lágrima fácil. Na missa fartei-me de chorar... mesmo agora...

Entretanto amanhã temos o jantar de Natal da empresa. Este ano com muita pompa. A empresa até pagou viagens e estadias aos colaboradores das filiais estrangeiras, para que pudessem vir. O jantar vai ser no restaurante de um hotel novo, na Batalha. Os funcionários vão oferecer uma prenda à Administração e aqui a je até escreveu a dedicatória :). Ou seja... ou vou e vou tentar divertir-me e não vou andar a chorar pelos cantos... ou então não vou.

Decidi ir e estrear uma das camisas que comprei em Coimbra. De cetim. Rosa coral. A minha mãe teve um ataque quando me viu separar aquela camisa para vestir amanhã. Disse que lhe fazia impressão ver-me com aquela cor, estando nós de luto.

Entendo. Mas, depois de conversarmos um pouco, ela também me entendeu. A dor que sentimos hoje não se vai apagar nunca. Vamos aprendendo a conviver com ela, mas ela não vai deixar de existir. E nós temos de viver. Eu tenho de conseguir trabalhar e não passar os dias a fingir que faço alguma coisa. A minha mãe tem de voltar aos passatempos dela. Temos que conseguir seguir em frente... e ver-me de preto é lembrar-me a todos os segundos que estou de luto. Ver-me de preto é ver-me quase como se não quisesse seguir... como se estagnasse... tirar a cor da roupa é como tirar a cor da vida... E detesto ver a minha mãe toda de preto. Faz-me doer a alma... porque é quase como se tivesse, também ela, deixado de viver. Não o sei explicar melhor que isto...

A minha avó era viúva há quase 28 anos. Usou preto durante alguns anos até que deixou de usar. Quando começou a ir a uns retiros em Fátima. Um dos padres disse-lhe que o luto não deixava as almas dos que partiram descansarem. E ela deixou de vestir preto. Claro que não vestia rosa coral! Mas deixou o preto. Porque o que o padre queria dizer era que os mortos estão mortos e os vivos estão vivos. E algum dia temos de perceber isso e deixar a cor entrar. Deixar os mortos no lugar deles... no lugar que ocupam sempre dentro de nós. E não nos enterrarmos em vida.

A minha cara ninguém a muda. Estou abatida. Com olheiras fundas. Mas o preto só iria acentuar o mau ar. E não é isso que eu quero. Porque quem convive comigo não tem que levar com más energias... porque preciso de cor na minha vida. Amanhã... rosa coral!

16 de dezembro de 2009

A minha avó

A minha avó é feita de rugas na cara. A minha avó é feita de cabelos muito brancos. A minha avó é feita de um riso fundo e sentido. A minha avó é feita de histórias para contar...

Da velha da cabaça. Dos lobos maus. Dos cabritinhos e dos pés de farinha. Da tia Maria Otília. De quando eu era pequenina. De quando morreu o meu avô e eu peguei na mão dela e andei por toda a casa à procura dele... e dizia a cada divisão "avô um cácá". Histórias cheias de suspense e humor... histórias cheias de vida e de pessoas. Pessoas que nunca vi, mas que conheci.

A minha avó é feita de ficções. De histórias de encantar. A minha avó é feita de abraços apertados e de beijinhos repenicados. E de muitos beijinhos na mesma bochecha.

A minha avó é feita de muitas doenças e tem sempre um saco de medicamentos atrás dela. A minha avó é feita de adorar cozido à portuguesa. A minha avó é feita de ser gulosa e de repetir sempre a sobremesa "só mais um bocadinho ali daquilo". Só mais um bocadinho. Com um sorriso maroto.

A minha avó é feita de não ter ido à escola, mas de ter aprendido a ler o nome dos medicamentos. A minha avó é feita de assinar com a impressão digital. A minha avó é feita de ter sido mãe solteira há mais de 70 anos. A minha avó é feita de se ter casado com um homem divorciado.

A minha avó é feita de ser filha da minha bisavó que era feita de ter tido 7 filhos de 3 homens diferentes e de nunca se ter casado com nenhum. A minha avó é feita de ir todas as semanas visitar a mãe e levar-lhe um pacote de bolacha Maria.

A minha avó é feita de fazer doces caseiros. O de pera era o melhor. A minha avó é feita de ter sido operada 14 vezes. A minha avó é feita de mau feitio. A minha avó é feita de personalidade carneira, forte e determinada. Habituada a dominar e controlar tudo. A minha avó é feita de meiguice e de carinhos. A minha avó é feita de mimos.

A minha avó é feita de pó das estrelas. A minha avó é feita do material de que se fazem os cometas. A minha avó é feita de ter conquistado tudo à custa de muito trabalho. A minha avó é feita de ter sempre uma opinião sobre tudo. A minha avó é feita das pedras que fazem a melhor e mais forte fortaleza. A minha avó é feita do mais fofo e cor-de-rosa algodão doce.

A minha avó é feita de contradições. A minha avó é feita de brilho no olhar. A minha avó é feita de sentido de humor. Já tinha dito isto? Mas é verdade a dobrar e triplicar e a quadriplicar até.

A minha avó é feita de amor. A minha avó é feita de compreensão. A minha avó é feita de me ouvir, mesmo quando já não ouvia de um ouvido. A minha avó é feita de vida.

A minha avó é feita de me ter ensinado o que é a vida. A minha avó é feita de ser um exemplo de persistência e conquista. A minha avó é feita de ter sobrevivido a muitos momentos difíceis... mas, principalmente, a minha avó é feita de ter vivido!

A minha avó é feita de "porta-te mal... porque portar bem não tem piada nenhuma".

E não tem. A minha avó é feita de ter sempre razão, mesmo quando não tem.

A minha avó é feita... de amor eterno.

A minha avó.

15 de dezembro de 2009

Out of tears

Universo... não achas que já chega? You proved your point. Já chega. Não consigo mais. Chega...




I can't feel
Feel a thing
I can't shout
I can't scream

Breathe it out
Breathe it in
All this love
From within

I won't cry when you say goodbye
I'm out of tears
I won't die when you wave goodbye
I'm out of tears
Out of tears

I won't drink
I won't eat
I can't hear
I won't speak
Let it out
Let it in
All this pain
From within
And I just can't pour my heart out
To another living thing
I'm a whisper
I'm a shadow
But I'm standing up to sing

I won't cry when you say goodbye
I'm out of tears
I won't die when you wave goodbye
I'm out of tears, yes I am
I won't cry, I swear my eyes are dry
I'm out of tears
I won't cry, I'm going to tell you why
I'm out of tears
Out of tears
Out of tears

Let it out
From within
Some you lose
Some you win

I can drift
I can dream
Til I float
Off your screen
And I just can't pour my heart out
To another living thing
I'm a whisper
I'm a shadow
But I'm standing up to sing

I won't cry when you say goodbye
I'm out of tears
I won't die when you wave goodbye
I'm out of tears
Out of tears
I won't cry, I swear my eyes are dry
I'm out of tears
Out of tears
I won't cry, I'm going to tell you why
I'm out of tears
Out of tears
Out of tears

14 de dezembro de 2009

Conversas

Ia da casa-de-banho a caminho do quarto e ouvi algumas palavras de uma conversa que os meus pais estavam a ter na cozinha...

Estavam a falar de uma irmã de uma tia minha... e o meu pai estava a referir-se a ela como solteirona. Detesto este tipo de rótulos que se põem nas pessoas e, como é óbvio, tive que me insurgir. E dizer que a mulher tem o direito de escolher se quer casar ou não sem ter de ouvir bocas... porque são outros tempos... porque o meu pai estava a ser machista... e porque a irmã da minha tia é só 1 ano mais velha do que eu.... :/


O meu pai ouviu tantas que tão depressa não volta a pronunciar essa palavra num raio de 10 km de mim. Eu sou solteira, mas não sou solteirona!! Tenham calma com o andor, sff!!

13 de dezembro de 2009

Viciada

Andava há uns tempos para comprar umas séries. Uma das minhas preferidas está esgotada... só se encontra por aí a 4ª temporada de Coupling, que é a que não tem piada nenhuma. As primeiras 3 não existem mais (só nas prateleiras de algumas pessoas sortudas).

Queria o "Mad about you", mas também não encontro por lado nenhum. Andei pelo site da FNAC à procura de promoções e decidi-me. Mandei vir a 1ª temporada de Friends e a 1ª temporada de Little Britain. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas são duas séries de que gosto mesmo muito. Ao mesmo preço (se bem que se traz 24 episódios de Friends e só 8 de Little Britain).

Mas tinha medo de rever a 1ª temporada de Friends. Porque tem 15 anos. Porque uma data de coisas... A encomenda chegou na 6ªfeira e posso dizer hoje, depois de ter visto todos os 24 episódios, que gosto ainda mais do que gostava. Adoro as personagens. O Ross é definitivamente o meu Friend preferido. Adoro ver se descubro indícios de uma relacionamento entre a Mónica e o Chandler... mas acho que na 1ª temporada os senhores criadores da série ainda não tinham pensado em juntá-los.

E quero mais. O último episódio é aquele quando o Ross vai à China. E a Rachel descobre finalmente que ele está apaixonado por ela e resolve tentar... mas ele volta com uma namorada. E eu sei exactamente o que se vai passar a seguir. Mas, ainda assim, vou daqui a pouco ao site da FNAC e vou mandar vir mais temporadas de Friends.

Porque gosto. Porque me apetece. Porque já sei que para se ver os 8 episódios em cada dvd, tem que se virar o dvd (nunca tinha visto tal coisa e precisei ligar para a linha de atendimento para perceber o porquê de só me aparecerem 12 episódios em vez de 24). Porque tento estar entusiasmada com o Natal, mas começo a ficar contagiada com o desânimo que me rodeia. Porque voltei a chorar. E porque preciso de rir e isto faz-me rir. Porque sim. Porque andar em segunda não está com nada e faz doer os ouvidos...

12 de dezembro de 2009

Delas também reza a História


Mariana Alcoforado - 1640-1723


A segunda de oito filhos de uma família nobre. Dizia a lei da altura que não havia divisões de heranças. A herança cabia ao primogénito macho. Aos outros filhos restava a esperança num bom casamento ou a carreira militar (para os homens) ou religiosa. O pai de Mariana escolheu por ela e ela foi enclausurada no Convento de Nossa Senhora da Conceição em Beja, com 11 anos.

Teria sido apenas mais uma. Quando entrou no Convento, já lá estavam 200 mulheres, nobres como ela. Estiveram milhares antes dela e milhares depois dela. O que tornou Mariana especial,ou conhecida, foi a descoberta de umas cartas escritas por ela... em França.

Por que escreveria para França? Ou por que estariam as suas cartas em França? Porque foi para lá que foi o seu cavaleiro... francês que veio para Portugal, integrando um regimento que vinha ajudar D. João IV contra os espanhóis.

Noel Bouton de Chamilly.

Noel e Mariana conheceram-se ninguém sabe como. Mas conheceram-se e apaixonaram-se. Terão vivido este amor por 1 ano. Mas a história soube-se... houve pressões e o Noel foge para França, alegando uma doença de um irmão. Prometendo voltar para buscar Mariana. É quando vê os dias passar... quando percebe que ele não volta... que ela escreve as famosas cartas.

Foi Jean François Boissonade de Fontarabie quem descobriu as cartas e as re-publicou, tornando-as célebres no início do século XIX. Mas a primeira edição é de 1669. "Lettres Portugaises traduites em Français."

Há e sempre houve dúvidas da autoria das cartas. Porque não podiam ter sido escritas por uma mulher (por estarem "demasiado" bem escritas)... porque se calhar nem eram portuguesas... porque... Há marcas de sintaxe portuguesa nas cartas, o que leva a concluir que as cartas foram mesmo originalmente escritas em português e depois, de facto, traduzidas para francês. Existiu a Mariana Alcoforado que assinou as cartas... o resto cabe-nos a nós acreditar ou não.

Mariana Alcoforado morreu aos 83 anos, tendo chegado a abadessa do Convento. Viveu em clausura quase toda a sua vida. Eu gosto de pensar que, mesmo sem um final feliz, ela teve um ano de felicidade... Fica um excerto de uma das cartas:

"Eu era jovem, era ingénua, tinham-me encerrado neste convento desde menina, nunca tinha visto senão gente desagradável; jamais ouvira os elogios que me fazia constantemente: parecia-me dever-lhe a si os encantos e a beleza que me encontrava e em que me fazia reparar; ouvia dizer bem de si, todos me falavam em seu abono, e, por sua parte, fazia tudo para despertar amor."

11 de dezembro de 2009

Mudanças

Há 4 anos a minha vida estava a dar uma volta. Uma volta daquelas bem grandes.

Terminei uma relação de mais de 5 anos. E fiquei num estado que nunca pensei. Chorei muito. Chorei muito em público, coisa que em mim não é normal nem comum. Lembro-me de um almoço com a Manuela, nas Cantinas Amarelas… eu não parei de chorar o almoço inteiro. Só lhe pedia desculpas, e as lágrimas brotavam mesmo sem eu querer.

Entretanto, não sei precisar quantos dias, mas alguns dias antes da separação, tinha ido a uma entrevista à Amadora. Para ser directora pedagógica de um ATL. E uma semana depois da separação recebo a resposta positiva. Tinha trabalho. Na minha área. Um desafio imenso. Longe de tudo e de todos.

E fui. De armas e bagagens fui. Para uma cidade que só conhecia de nome. Num dia fui arranjar quarto, em Queluz. E depois carreguei o carro e fui. Sozinha. Achava que afastar-me me iria fazer bem.

Foi um ano muito desafiante, esse em que estive na Amadora. Em termos humanos e pedagógicos. Aprendi imenso com aqueles meninos. E acho que consegui fazer algum bem.

Mas chorava de dia e de noite. Porque ali não havia lugares que me fizessem lembrar dele, mas uma pessoa lembra-se de qualquer forma. Uma série que dá na tv... Um comentário que alguém faz que nos faz querer pegar no telemóvel e ligar à pessoa. Pôr batom… porque ele não gostava que eu pusesse batom. Aquela blusa… Até a ursa azul… Tantas pequenas coisas… do meu dia-a-dia… que foram comigo porque faziam parte de mim. Assim como ele fazia parte de mim naquele momento. Porque não se apagam mais de 5 anos de convivência diária com um estalar de dedos. Nem com uma mudança de vida.

Porque, independentemente do que pensamos, as memórias não estão nos lugares nem nas coisas nem mesmo nas outras pessoas. As memórias estão em nós. E vão connosco para onde formos. Seja para a Amadora, seja para o outro lado do Mundo. A premissa é a mesma. E não se apagam nunca... só aprendemos a conviver com elas... e com a dor e a raiva.

Eu comecei a recuperar quando voltei. Quando voltei para a minha casa, para as minhas pessoas. E independentemente de todas as pessoas boas que encontrei, de tudo o que aprendi, quando olho para trás, aquele ano foi um ano de estagnação. Foi um ano perdido. Foi um ano de muito pouca evolução. Foi o pior ano da minha vida. Porque a mágoa, a raiva, o amor iam comigo. Dentro de mim. E fosse para onde fosse, iam comigo. Sempre. E só o Tempo me curou. O Tempo e eu perceber que precisava de mudança. Interior e não exterior.

10 de dezembro de 2009

Sara :)


Isto é para não dizerem que sou eu que sou babada e tal. Sou muito babada. É um facto. Mas contra factos não há argumentos. Não se trata de eu dizer que ela é a melhor simplesmente porque é minha sobrinha e a adoro. Não é uma questão de opiniões. São factos. Factos que me deixam de lagrimita ao canto do olho. Mas, ainda assim, factos. A melhor nadadora portuguesa de mariposa :) A minha Sara (não muito favorecida nesta foto... mas tenham paciência... tinha acabado a prova nesse instante).

9 de dezembro de 2009

O papel...

Qual papel? O papel... mas qual papel? O papel. Qual papel? O papel... Qual papel? O papel. Qual papel? O papel. Qual papel?

Este papel:




Ele tinha 7 anos e andava na 2ª classe. Foram dar com ele já na escola, a 3km de distância de nossa casa. Eu tinha 9. E acho por bem esclarecer que nunca cheguei atrasada à escola. Chegava à hora. E ele queria ir cedo para poder jogar à bola. Eu preferia dormir mais uns minutos. :) A minha mãe gaba-lhe a letra mais bonita há 20 anos do que é agora... e a lembrança de não desaparecer de casa sem deixar um recado. Hábito que também já perdeu com a idade. ;)

(papel dado como perdido e encontrado numa agenda antiga quando procurávamos contactos de pessoas de família... faz hoje 1 semana...)

8 de dezembro de 2009

Porque o Natal...

... é quando um homem (ou uma ianita) quiser. E eu hoje quis. E hoje foi Natal. Com crianças a rasgar papel de embrulho. Com alegria. Com sorrisos. Com cornos de rena. Com sininhos. Com músicas de Natal. Com tudo o que o Natal é... amor.

Feliz Natal a todos!

Hoje...

... depois de 6 horas de um sono bem dormido. Sem medicação. No sofá. Não é o que era, nem o que precisava, mas é uma melhoria. Grande.

Ontem larguei 24euros na Farmácia. E soube que o "Sozinho em casa" vai dar hoje na TVI. Eles bem dizem na promoção "faz parte da tradição". Só se esquecem que a tradição não é o que era e que as pessoas tendem a fartar-se quando levam com o mesmo filme durante 20 anos!! (não sei quantos são e não me apetece ir confirmar... mas não deve andar longe disto).

Ontem tive muito medo. Por uma onda de acontecimentos que ia chegando ao trabalho. Não chegou. E espero que seja o fim da onda... que a onda decida voltar para trás... e não nos chatear mais.

Hoje. Hoje era para ser dia de pijama todo o dia. Mas consegui dormir sem medicação. Mesmo tendo dormido pouco, estou contente. Hoje vou tentar fazer qualquer coisa que tenho em mente há uns dias... não sei se consigo... mas vou tentar.

Hoje. Porque amanhã não existe. Hoje.

5 de dezembro de 2009

Cansada

Não sei como sentimentos tão diversos podem conviver ao mesmo tempo em mim.

Tenho-me obrigado a não colapsar. A minha mãe precisa que eu não colapse. Eu não vou colapsar. Passo os dias drogada e à noite, quando toda a gente dorme e a casa está calma, choro. Lavo a alma. Choro a perda. Choro a falta que me faz. Choro a irreversabilidade disto.

Tenho chateado as minhas pessoas. E tenho de agradecer por ter tão boas pessoas na minha vida. A Rony a quem eu ligo de dois em dois minutos... porque sim e porque não... sempre que estou para começar a chorar ligo-lhe, para falar de outras coisas. E a esta altura ela já se deve ter arrependido de ter aderido ao moche. A Vera. Que apesar de todos os problemas conseguiu estar por mim no dia mais difícil da minha vida. E ela tem a mania de dizer que é fraca. Depois de tudo o que se passou na 4ªfeira, não seriam muitas as pessoas que teriam vindo aqui. Naquele dia. No meio da tempestade, vieste. E no outro dia estiveste comigo a fazer pouco do padre ninfeto e a ver a terra que tapava a minha avó. Não é qualquer pessoa que, numa crise pessoal e num estado de dor profunda, consegue estar pelos outros. Não só és uma pessoa forte como és uma grande amiga. Digam o que disserem,eu sei. Sinto. Vejo.

Os problemas não se medem. A dor não se mede. O amor não se mede. Cada pessoa tem o seu peso e a sua medida. Acho que já o disse. E a amizade é isto... é conseguirmos ver os outros e ajudar os outros, mesmo quando sofremos e passamos por momentos difíceis.

Costumo dizer que tenho padrões altos. Tenho-os e mantenho-os. Porque os meus amigos são poucos,muito poucos. Mas são à séria. De sempre e para sempre. E disto eu não tenho dúvidas.

Hoje peguei no carro depois de mais uma noite sem dormir. E fui a Coimbra. Sozinha. Rádio desligado. Só eu. E os telefonemas de dois em dois minutos à Rony e à Vera. Fiz muitas compras. Lingerie muita. Duas camisas de cetim. Umas quantas camisolas básicas na Zara. Um colar. Um casaco de frio. Uns óculos de sol. Maquilhagem... lápis para os olhos, 3. Sombras,2. Perfume novo. Custo Barcelona. (não há sapatarias de jeito no Forum... e então ainda tenho de procurar sapatos... castanhos... ou azuis... uns castanhos e uns azuis... e umas botas... e as prendas de Natal que ainda não comprei quase nada).

Almoço pizza peperoni. Uma visita à FNAC. E consegui sair sem comprar nada, basicamente porque só procurei o que tinha na lista e não havia o que eu tinha na lista. Mando vir pela net.

Regresso a Leiria. A tempo de ir buscar a Vera e a Helena para irmos ver as finais da Sara. Mais uma vitória. Campeã nacional nos 100m mariposa. Foi emocionante. Muito.

Ver a minha família ali. Uns compadres do meu cunhado. Uns primos do lado do meu pai. Os meus pais. E ver a minha mãe de sorriso nos lábios. Distraída. Emocionada. Feliz até.

Estranho, não é? Sentimentos tão díspares... dor e felicidade convivem juntos. Lado a lado. Hoje chorei de tristeza e chorei de alegria.

Há coisas que não deviam acontecer... mas acontecem. Mesmo sem querermos. E é nestas alturas que vemos quem está por nós. Um obrigada a todos os que mandaram mails, fizeram posts (ai meninas que chorei tanto),telefonaram, mensajaram... tentei responder a todas as pessoas. Se me esqueci de alguém, desculpem-me. Mas obrigada.



(Recado: O cansaço é muito. Porque mesmo com calmantes não durmo. Mas isso não é desculpa. Fui bruta no post ali em baixo. E injusta com algumas pessoas. Já me expliquei por e-mail, espero que entendas. Peço desculpas se te magoei de alguma forma. É sincero. (lembrei-me agora que apanhei a minha primeira quase bebedeira contigo... shots de gold strike no Old Beach... eheheh).)

4 de dezembro de 2009

2.10.12

2 minutos... 10 segundos... 12 centésimos. É este o novo record nacional para os 200m mariposa femininos em piscina curta.

Record nacional absoluto. Melhor tempo feito por uma portuguesa desde sempre. Desde que há competições. Desde que existem cronómetros.

Aos 16 anos, este record foi hoje conseguido nos nacionais de piscina curta a decorrer em Leiria e pertence a Sara Cruz. E foi dedicado a Maria de Nazaré. A bisa.

Amanhã há mais. Força Sara! Estamos todos contigo! Eras a alegria da bisa e és a nossa alegria.

3 de dezembro de 2009

Basta



Farta.

Farta das hipocrisias. Dos sorrisos falsos. Das palavras falsas. Das palavras de inveja e de desdém. Das palavras de superioridade.

Não admito. Ando muito inflexível, não é? Não admito muitas coisas. Mas hoje admiti que o ninfeto a quem chamam padre chamasse a minha avó por um nome que não é o dela. E admiti que um neto da minha avó me dissesse "ri-te um bocadinho... por que é que estás com essa cara?". E admiti que uma filha da minha avó me cumprimentasse e dissesse "então, estás boa?".

Não, não estou boa. Não, não vou estar boa. E não estou preparada para o que vem a seguir. Para as disputas. Para as guerras. Para a discussão por meia dúzia de metros de terra. E vou-me chatear. Vou-me chatear a sério.

Como decidi que não vou mais admitir pessoas que acham que me conhecem, quando não me conhecem de lado nenhum, me digam o que devo fazer com a minha vida... que digam que estou mal ou que estou bem ou que tenho evoluído muito ou o raio que o parta. Não admito que pessoas que não me conhecem de parte nenhuma critiquem as minhas escolhas e os meus caminhos. Que me falem em tom paternalista e condescendente como se tivessem todas as respostas e eu fosse burra.

Não esquecer que quando apontamos o dedo a uma pessoa, temos três apontados a nós mesmos. Não esquecer que podemos e devemos ajudar os outros, mas nunca com críticas e com juízos de valor, principalmente se não conhecemos a pessoa.

Cada pessoa é única. Cada pessoa é um ser único e irrepetível. Por isso, as soluções de uns não são as dos outros. Não temos todos de encaixar no mesmo modelo. Não temos todos de seguir as mesmas crenças, as mesmas ideologias, as mesmas formas de ver a vida e os problemas, os mesmos caminhos...

O Nandinho Pessoa tinha um poema em que dizia que não queria ser de companhia... e que era uma chatice que o tentassem sempre puxar para um lado ou para o outro. As pessoas à nossa volta podem sugerir, opinar, aconselhar. Mas não têm o direito de julgar nem de forçar pontos de vista. Muito menos de nos fazer sentir "burros" porque não vemos a "verdade". Verdades há muitas. E mudam todos os dias e a todas as horas. E, em última análise, cada um tem a sua verdade.

Estou muito pouco tolerante. É verdade. Estou muito drogada. É verdade. Mas uma das coisas que aprendi com a minha avó foi a não fazer fretes e a não esconder o que sinto. Por isso... em homenagem a ela. Acabaram-se os fretes.

Vou dizer o que penso quando o penso. E a verdade é que quem diz o que quer sujeita-se a ouvir o que não quer, n'est pas?

Adoro conversar. Adoro partilhar opiniões. Adoro discutir ideias. Gosto de partilhar experiências. Mas nunca com juízos de valor. Jamais com juízos de valos. Porque cada um sabe das suas guerras. Cada um sabe da importância e do valor das guerras que tem de travar todos os dias. E não há ninguém que tenha o direito de dizer que essas guerras não são legítimas, ou dignas.

Abriu oficialmente a época de caça aos abutres e aos amigos da onça. Ou vendedores da banha da cobra, dá no mesmo.

2 de dezembro de 2009

Adeus




Não admito. Não admito que ninguém me diga a frase condescendente. Não admito. Não quero ouvir. Se ma disserem mando-vos f****. Não quero ouvir "ah e tal já tinha 91 anos". Não quero. A idade dela não me fazia gostar menos dela. A idade dela... as conquistas dela... só me faziam amá-la ainda mais. Se possível fosse. A mulher mais corajosa, mais sábia, mais de bem com a vida... mais tudo que tive o privilégio de conhecer na vida. Um privilégio ter o sangue dela a correr-me nas veias. Um privilégio ter convivido com ela todos estes anos. Na alegria. Sempre na alegria. Sempre com um sorriso. Sempre....

Hoje é o pior dia da minha vida. Morreu o meu exemplo de vida. A minha avó.


Avó... que encontres o caminho para o Deus em que sempre acreditaste. Que encontres os teus filhos já mortos. O teu marido. A tua mãe. A tua irmã. Que olhes por nós aí de cima. Eu por aqui vou continuar a seguir os teus ensinamentos... o que sempre me dizias: "Porta-te mal... porque portar bem não tem piada nenhuma."

Stuck in a moment...



I was unconscious, half asleep
The water is warm 'til you discover how deep
I wasn't jumping, for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment
And you can't get out of it
Don't say that later will be better
Now you're stuck in a moment
And you can't get out of it
(...)

It's just a moment
This time will pass

É o que de mais certo temos na vida. Que tudo passa. Mais cedo ou mais tarde. E eu sei que não vale a pena dizer que vai passar. Porque vai. Sei que não adianta dizer seja o que for. Adianta saberes que estou onde sempre estive. E tu sabes. E eu sei que o momento que vives agora parece que não vai ter fim. Sei. Sei que o Mundo acabou. Sei que o chão fugiu. Sei que afundaste. Sei que não há cor. Sei que não há brilho. Sei que é um momento de que não consegues fugir. Não agora. Não hoje. Mas sabes que quando olhares eu vou estar. De mão estendida a puxar-te do fundo. A dar-te o chão de volta. De paleta de muitas cores na mão. Com brilho. Com amizade. Disposta a ajudar-te a recuperar tudo o que perdeste hoje. Um dia.

1 de dezembro de 2009

Deste 1 de Dezembro

Feriado, como os outros. Este é, depois do 25 de Abril, o meu feriado preferido. O dia da Restauração da Independência. O primeiro dia da dinastia de Bragança.

É também o dia em que toda a gente se lembra do virus HIV/SIDA. É assim com os dias mundiais e internacionais de tudo e mais alguma coisa.

Assustam-me os números. Mas alegra-me saber o que era impossível há 15 anos. Hoje esta é uma doença crónica e não uma sentença de morte. Para isso, é preciso um diagnóstico e tratamento. Para isso é preciso ir fazer os testes. Vivem numa relação há 20 anos com a mesma pessoa e não têm comportamentos de risco? Quem vos garante que o vosso parceiro não tem? São cada vez mais as mulheres infectadas pelos parceiros de uma vida. Pessoas que não tiveram comportamentos de risco... a não ser confiar na pessoa com quem partilham a vida.

É muito bonita a conversa da confiança. Muito bonito dizerem que os homens não são todos iguais e que nem todos traem. Nem todos vão atrás do primeiro rabo de saia. Verdade. Mas, dada a oportunidade e pensando que ninguém vai saber, serão mesmo muito poucos os homens que diriam que não a uma boazona tipo Angelina. É que duvido mesmo. Acho mesmo que, homens e mulheres, não se traem mais porque não têm oportunidades para isso.

E eu não tenho nada contra isso. Querem trair? Traiam. Mas usem preservativo, se faz favor. Eu sou mulher e desde muito nova que sempre andei com preservativos na mala. Hoje em dia não há desculpas.

E é mesmo muito bonita a conversa da confiança. Mas vou confiar a minha vida nas mãos de outra pessoa? De olhos fechados? Porquê? Isso não é confiança, é burrice! Por mais anos que passem. Burrice. Desculpem-me, mas é. Burrice.

Acho que se alguma vez quiser engravidar vou levar o gajo a fazer o teste e depois a usar cinto de castidade durante 6 meses. Ou então inseminação. E levante-se contra mim a pessoa que confie cegamente na pessoa com quem está. E em si mesmo.

Eu nunca tive um comportamento de risco. Sempre me informei. Sempre andei prevenida. Ainda assim, em 2007 fiz o teste... e não vos posso explicar o medo que senti. Mesmo sem ter tido um único comportamento de risco. Ainda assim. O medo é horrível e apodera-se completamente de nós. Porque eu não fiz nada de mal e podia estar contaminada. Não estava. E foi o maior alívio que senti na vida.

Vida

Temos mesmo as nossas prioridades viradas do avesso... e só o percebemos às vezes tarde demais...

Li isto e não pude deixar de me emocionar. A fronteira entre a vida e a morte é demasiado ténue... e numa fracção de segundo tudo muda.

Insomniac

Na noite de Domingo para Segunda dormi pouco e mal... "normal", pensei eu. Mesmo trabalhando muito, conseguia dormir 10h por noite... e adormecia tarde porque chegava a casa tarde. Era normal que não conseguisse adormecer só porque de repente hoje (para muitos, ontem) tinha de acordar cedo para ir trabalhar. Não é a primeira vez que acontece... não será a última.

Mas hoje acordei cedo. Passei o dia com sono. Trabalhei o dia inteiro... deitei-me no sofá a ver uma série e pensava que ia adormecer a meio, como acontece sempre. Não aconteceu.

Passa das 3h e sono nem vê-lo. Acho que estou oficialmente com insónias. A ver um filme em que o Colin Farrell dá beijos a homens. E népia de sono. A gaja que dorme 10h por noite todos os dias (é só deixarem-me) não tem sono.

Já bebi leite quente. Já contei carneiros. Já li. Já vi tv. Já desliguei a tv. Não tenho sono. E agora? Que fazem as pessoas que não dormem? Posso sonhar se não dormir? Se calhar posso... mas são sonhos diferentes. E eu queria daqueles que se têm a dormir...


[adenda: acabou o filme... choraminguei... agora... novela brasileira - mas quem é que vê novelas quase às 4h da manhã?! -, o fim do "Encantador de cavalos" - treta de filme para estas horas da madrugada - ou aqueles programas dos passatempos... na dois entrevista-se alguém, mas eu nem quero saber quem. Do cinco para a meia-noite, ficou a ideia para uma prenda de Natal diferente... a utilizar noutros Natais... quando tiver a quem a oferecer... um dia. Agora era um soninho... mas não me cheira...]