19 de março de 2009

O amor é mesmo uma coisa bonita e contagiante.
"Assisti" ao início desta relação, às notícias da gravidez e tenho "acompanhado", como ouvinte regular da Antena 3, o que se passa na vida deles. É estranha esta proximidade... e hoje, dia 19, dia do Pai (e não gosto de dias instituídos porque são descriminatórios e porque já vi crianças a chorar a um canto de uma sala de aula por não terem a quem oferecer a prenda do "dia do pai" que fizeram com a professora titular durante todo o dia...), ele fez em directo na rádio a mais bonita declaração de amor que ouvi. E sim, ele tem razão, dizer a alguém que o amamos, sem saber que resposta vamos ouvir, é mais corajoso que saltar de paraquedas. Parabéns pelo vosso primeiro aniversário e pelo vosso bebé e pelo amor. Tão estranho sentir-me inundada por um amor que não é meu.

12 comentários:

Brigitte disse...

O amor pode não ser teu, mas somos Humanos e sensiveis a determinadas situações que se passam à nossa volta!!

beijos
:)

Fenix disse...

Seja qual for o amor e sem seja de quem for, não devemos perder uma oportunidade que seja, para nos deixarmos inundar por ele. É a minha modesta opinião.

Não ouvi esse programa, nem sei a quem te referes, mas também eu sou sensível a esse tipo de coisas e também eu gosto de dar, dar, dar sem contar receber nada em troca.
Gosto do amor incondicional!
Sem compromissos e sem culpas, sem seguntas intenções, sem estar à espera da retribuição...
É claro que quando é correspondido aumenta, exponencialmente, a felicidade e o prazer. Há uma realimentação desse amor dado incondicionalmente!

Também eu me sinto estranha com esta coisa dos dias de qualquer coisa (dia da mulher, dia do pai, dia da mãe, dia da criança..., ufff), já aqui disse isto.
Mas acabei por os entender e aceitar como servindo para chamar a atenção dos distraídos, daqueles que estão tão apressados nesta vida que não olham para o que os rodeia, se não houver uma tabuleta em letras gordas a indicar...

Bem..., já continuava por aqui a filosofar e peço desculpa por este discurso gigantesco.

Beijinhos e um dia excelente para ti!
São

Ianita disse...

Brigitte: além disso, sou uma coração de manteiga :)

Ianita disse...

Fénix: o verdadeiro amor é assim como o descreves, embora seja difícil... porque damos, mas também queremos receber :)

Os dias instituídos... epah... acho muito cruel fazer crianças sem pai passar por isso. Tive um aluno, nas actividades extra-curriculares que, quando eu cheguei à aula estava entretido a mandar a prenda do dia do Pai literalmente contra a parede. E de vez em quando havia o ocasional pontapé. Perguntei-lhe o porquê, se não queria dar aquilo ao pai, enquanto ainda estava inteiro. Ele olhou-me e respondeu: "Não vou dar isto ao meu pai porque eu não gosto dele. Ele está preso porque matou a minha mãe." E esta criança passou um dia inteiro a fazer aquela prenda para aquela pessoa que, para ele, não é o pai, mas o assassino da mãe... Arrepiante.

E sim, esqueci-me de dizer o nome deles... LOL Nuno Markl e Ana Galvão. :)

Kisses

(ah! tentem a vossa sorte ali em baixo!)

Verónica disse...

O amor deles parece ser um amor como aquele que o MEC descreve no "Elogio ao amor", só isso justifica, na minha opinião, a coragem de o expor e gritá-lo para quem queira ouvir... Ainda se fazem loucuras por amor :)

Vera Angélico disse...

O Markl a fazer declarações de amor... parece-me bem. Infelizmente não ouvi...

Hoje também estou contagiada por um amor imenso. E gosto dos dias instituídos. Não porque só me lembre hoje que tive o privilégio de ter o melhor pai de mundo. Que era, além de tudo, a melhor pessoa, o melhor marido, o melhor tudo. Porque felizmente a presença do meu pai, ainda que ausente fisicamente, é uma constante diária. Mas porque sinto que hoje, de qualquer forma que não sei descrever bem, consigo sentir-me (ainda) mais perto.

A realidade dos filhos não deixa de me tocar. Porque vivo com uma criança. A minha criança. E sei os dramas e as lutas que ela é obrigada a viver, mesmo sem querer. Sem eu querer. Porque a realidade nos ultrapassa. Eu continuo a tentar pintar-lhe o mundo de cor-de-rosa, porque acho que ela merece.

Digo muitas vezes às pessoas que amo, que as amo de facto. Hoje fi-lo novamente, encorajada por ti. Sem esperar uma resposta. E tive uma surpresa... já valeu o dia!

;)

Beijos.

Ianita disse...

Vera: o amor é assim... eu acho que damos esse salto de fé, acho que não dizemos mais vezes o que sentimos por medo... medo precisamente de não sermos amados de volta. Por mais altruista que seja o nosso amor, ninguém gosta de não ser amado.

Quanto ao teu pai... não o conheci, mas fico feliz por o sentires perto e em ti porque ele está mesmo em ti e estará sempre. Um dia destes, numa troca de mails inspirada, contava que a minha avó nunca deixou morrer a minha tia. Uma pessoa que morreu muito antes de eu nascer, tinha a minha mãe 11 anos, e que eu conheço tanto... as pessoas vivem em nós, no nosso sangue, nas nossas memórias...

As crianças é que são demasiado pequenas para terem de lidar com esse tipo de coisas... e a maioria das escolas ainda não está preparada para a diferença.

E continua de paleta em riste e nunca desistas da tinta cor-de-rosa.

Beijos

Fenix disse...

Realmente a situação que descreves, do menino com o pai assassino da mãe, deixa-me sem palavras...
Nunca me tinha passado pela cabeça...
É cruel mesmo! Da pior crueldade possível de imaginar, obrigar a criança a fazer um presente para esse pai.
Ninguém sabia da situação?
Se tinha mesmo que fazer um trabalho, tal como os colegas, não podiam ter-lhe dito que era um presente para outra pessoa qualquer?
Para alguém de quem ele gostasse?
Bolas!
Que dor!

Ianita disse...

Fénix... o problema é que o dia se chama "Dia do Pai". E nesse dia as crianças fizeram a prenda do "Dia do Pai". Claro que eu depois o convenci a dar aquilo ao avô... mas não é a mesma coisa. Como se sentiria por toda a turma estar a fazer prendas para os pais e ele de parte a fazer para o avô?

Para mim, punhamos de parte estes dias temáticos, sinceramente.

Kiss

Fenix disse...

Sim, reconheço que em casos destes causa imenso desgosto a gente tão pequenina que não merece nem compreende a descriminação...
Talvez no futuro venham mesmo a reconhecer que é melhor acabar com eles.

IandU disse...

Quando começar o programa da Ana vê um pouco da webcam e vê-lo à volta dela. Parece um puto a querer fazer algo e não sabe o que fazer. Só mesmo para estar lá :P

Ianita disse...

Iandu: adorei quando ele foi ao Jogo Duplo. Ela super profissional e ele parecia um colegial...

O que acho lindo é isso mesmo. A felicidade que transborda, tão pura, tão verdadeira, que contagia... :)