19 de maio de 2009

Liberdade

É hoje. Acordei com esta determinação. Os meus filhos têm-me dado força. Criei dois rapagões. São muito bonitos os meus filhos. Estudados. O mais velho trabalha num escritório de contabilidades. O meu mais novo ainda anda na escola, no 11º ano. Tem uma namorada. Não mo disse, mas eu sei. São dois rapagões os meus meninos.


Foi o meu mais novo que me disse há uns anos que não gostava do pai. Disse-mo assim... do nada. Chegou à minha beira e disse "mamã... o papá é mau. Não gosto dele." Doeu-me a alma. Não se diz isto de um pai. Eu sei que ele às vezes se enerva e grita comigo e me bate. Mas é só porque é nervoso e porque perde as estribeiras. Mas eu também às vezes me distraio com o jantar e deixo-o queimar... ou fico a ver os Morangos com Açúcar e esqueço-me das horas. Custava-me quando os meninos eram pequenos e o pai lhes batia. Eles sempre foram bons meninos, mas às vezes discutiam, coisas de miúdos, e o meu Manel enervava-se e batia-lhes. Agora que eles estão mais velhos já não acontece e fico contente.


O meu Manel até é bom homem. Quando éramos solteiros ele trazia-me flores. E ia esperar-me à porta da Igreja ao Domingo... e acompanhava-me a casa. Às vezes íamos dar uma volta, sempre com a Belinha, a minha irmã, connosco, mas íamos. Era muito bom para mim o meu Manel. Depois... depois... não sei.


O meu mais velho diz que tenho de parar de o desculpar. Diz que ainda sou nova. Nova! Tenho 60 anos, já não sou nova. Mas ele diz que sim. Que podia ir passear mais. O meu Manel nunca quer gastar dinheiro em passeios e eu gostava de conhecer mais coisas.


Eu já quis divorciar-me antes. Quando o meu mais velho tinha 2 anos... fiz as malas para me ir embora com ele. Mas o Manel ameaçou que me batia que me metia no Hospital. Disse que espalhava por aí que era puta e que não me dava dinheiro para o menino. Fiquei. E ainda bem porque depois tive o meu mais novo que é tão bom menino, tão meu amigo. Na semana passada, quando o meu Manel se enervou comigo outra vez, ele fez-lhe frente. Conseguiu pará-lo ali, mas não evitou o que aconteceu à noite, na cama.


Ganhei coragem. Vou sair de casa. Os meninos estão grandes. O mais novo ainda está na escola, mas tem um trabalho à noite e ao fim-de-semana. E eu quero ir passear. Quero ir a Jerusalém. Há por aí umas excursões que não são muito caras. Com o que poupo da reforma consigo ir. Hoje falo com o Manel. Os meninos dizem que ele não pode fazer nada. Que chamar-me puta já não importa a ninguém (puta? o Manel foi o únco homem que tive na vida) e que eles já não precisam do dinheiro dele e nem eu. E fazer-me mal ele também não pode porque eles chamam a polícia. Daqui a 15 dias vou à Terra Santa.


Já telefonei a saber da excursão. Vão algumas pessoas aqui da terra. Já marquei o meu lugar no autocarro. Já falei com a Belinha e ela diz que eu posso ficar em casa dela nos primeiros tempos. A viagem é já daqui a duas semanas. Vai ser tão bom! O Manel não vai ter quem lhe faça o jantar, nem quem lhe lave as camisas, mas os meninos dizem que eu mereço ter a minha vida e eu acho que eles têm razão. 42 anos de casamento, de inferno... já chega. Hoje saio de casa.


Maria Judite Nunes Ferreira. Pegou na mala, mas não saíu de casa. Nunca mais sairia daquela casa. José Manuel Lopes Ferreira deu uma tareia na mulher. Partiu-lhe uma perna, um braço e três costelas. Maria Judite ficou sem ver de um olho, a perna nunca ficou boa e a cabeça também não. Os filhos chamaram a polícia. José Manuel esteve preso 6 meses... não tinha antecedentes. Maria Judite ficou acamada. Nunca mais disse uma palavra. Nunca mais abraçou os filhos. E foi com olhar distante que viu os netos. Deixou-se morrer naquela mesma cama. Nunca foi a Jerusalém.
Qual o preço da liberdade?

27 comentários:

Estreliña disse...

Faltaram-lhe uns super poderes....

Coisa que neste momento tb nao tenho... Obrigada pelas palavras de conforto.. obrigada mesmo!

beijo

Sayuri disse...

Excelente, Ianita!
Infelizmente, ainda uma realidade...

Brigitte disse...

Que historia triste!!!!
Infelizmente alguns dos "nossos" homens gostam de resolver as coisas assim....pensam que se tornam mais fortes com uma mão no ar!!!

Mas não, são uns tristes e infelizes!!!

:)

Eumesma disse...

É, uma história que dá muito que pensar, mesmo...

Nem sei bem o que diga porque me toca pessoalmente...(embora sem nunca ter existido violência fisica).

O preço da liberdade e o preço de se poder viver, se se ter direito á felicidade..

Felicidade nossa seria poder saber que nunca mais teriamos conhecimento de histórias destas.

:-(

Verónica disse...

A história é do mais triste, porque é uma realidade visível e invisível muito presente.

A tua escrita está excelente, parabéns!!!

Minie disse...

A história está bem realista... ainda há muito sofrimento silencioso por aí... por causa do estigma social...

Um post de alerta... parabéns...

ianita disse...

Estreliña: não tens de agradecer... beijinhos

Sayuri: infelizmente não é uma realidade exclusiva dos mais velhos... será atemporal?

Brigitte: Pois são... mesmo.

Eumesma: vale pagar a liberdade com a vida?

Verónica: obrigada... saiu. :)

Minie: eu dantes gritava... falava de goela aberta... dizia que as mulheres tinham de ter coragem e libertarem-se... mas, a que custo? Quantas não morrem? Quantas não ficam mutiladas? Qual a solução? Fugir?

Hélio disse...

Vejo q sou o primeiro representante do outro género a comentar algo que é ainda, infelizmente, tão frequente por esse mundo fora. A história é tocante, sem dúvida. A duração da tortura, o desfecho, tudo... Conheço pessoas que prestam auxilio nestes casos mas que se dizem cansadas porque a passividade no casamento perante a violência é mais do que isso: é uma passividade de personalidade, em que esperam que sejam os outros a fazer qualquer coisa, não levantando um dedo por si mesmos. E que fazer nestes casos?... A lei agora permite que outros façam qualquer coisa quando as pessoas nao podem... e quando são os proprios a dizer aos outros para não o fazerem, arranjando as desculpas mais rebuscadas para si mesmos? No fundo, atam-se a si e atam os outros... E tudo o que podemos sentir por eles é pena.

Beijoca grande

ianita disse...

Hélio: eu era assim... via as coisas preto no branco. Achava que quem não sai de um casamento assim é porque não tem coragem de viver sozinha... quem de tal forma se habituou a viver assim, que nem sabe viver de outra forma.

No outro dia falava precisamente disto... e uma senhora respondeu-me "de que te serve a polícia se estiveres morta?".

As mulheres que acabam mortas são mulheres que têm coragem de fazer frente a quem as oprime. Têm coragem e nunca pensam que aquela pessoa com quem partilharam tanto seja capaz de matar. E são.

E não falo só de pessoas mais velhas... ainda há uns dois anos, uma rapariga foi assassinada pelo namorado em Coimbra. Namoravam e ele durante o namoro nunca foi agressivo. Era possessivo e ela terminou tudo. Ele ligou-lhe, disse que tinham de falar e marcaram encontro, às 14h no estacionamento da Universidade. Local público, cheio de gente. E ele matou-a. Tinha 22 anos.

Eumesma disse...

Pagar a liberdade com a vida?? Nunca...

Procurar ajuda seja onde for para sair de uma situação dessas com a vida e a sanidade mental intactas, isso sim...

(parece que dei alguns erros com o meu portugues e o que escrevi foi mal entendido..)

ianita disse...

Eumesma: eu acho que se a Maria Judite soubesse que este desfecho era uma possibilidade real, teria ido buscar essa ajuda.

E depois... tinha de sair do país, sair da vida dela, nunca mais ver os filhos, a família e os amigos... como acontece nos Estados Unidos. Que protecção temos nós destes psicopatas?

Tive uma colega de curso, a Marta, que aos 19 anos foi assassinada à porta do Parque de Campismo da Figueira da Foz... por um rapaz que queria namorar com ela... foi em 1999, até saiu no jornal.

O que eu quis dizer é que é muito fácil julgar estas mulheres que se refugiam no medo. É muito fácil dizer à boca cheia "eu nunca tolerava isto".

O que eu quis dizer é que nunca sabemos quando estamos a arriscar a nossa vida. Nunca sabemos.

Kisses

Mag disse...

Concordo ctg, Iany.. é demasiado fácil julgar sentada, sem se ter estado na pele.

Mas ainda assim penso que se chegarmos ao ponto em que mais vale sofrer a violência de todos os dias para não perder a vida, então de que vale viver, se o dia é feito de dor? Onde fica a esperança? Chamem-me ingénua, estúpida, seja o que for... mas ainda assim acho que vale a pena lutar!

Parabéns por teres chamado a atenção para esta tão triste realidade...

ianita disse...

Mag: o que me parece é que mulheres como a minha Maria Judite abdicam da felicidade conjugal e pessoal para poderem ver a felicidade e as conquistas dos filhos.

Porque se a opção é irem viver sozinhas, com outro nome, para outro lugar, preferem ficar onde estão.

Custa-me isto... principalmente porque não sou mãe... mas há mulheres que abdicam de si pelos filhos. Concentram-se nos dias bons... nos dias em que tudo corre bem... tentam não dar "desculpas" para a violência e concentram-se nos filhos, nos netos e nas conquistas deles... como se vivessem através deles.

Tenhamos nós a sorte de nunca nos cruzar no caminho um José Manuel da vida. Porque eles não se mostram logo como são... eles vêm devagar e quando menos esperamos, revelam-se... e quando se revelam...

Tenhamos sorte.

Beijo

Luisa Moreira disse...

Já li e reli e, estremeço porque já vivi de perto uma vida bem triste, muito semelhante................. e atenção por vezes não é preciso haver agressão física, eu tenho-a de outra forma, ciúme, e não deixa de ser agressão e deixa marcas muito profundas..........na mesma.
É bom que haja gente com coragem para denunciar este tipo de barbaridades........
Beijinhos e Obrigada

ianita disse...

Luísa: sim... as pessoas que vivem em tortura, na maioria das vezes, não levam pancada. E as que levam, não levam todos os dias, se calhar nem todas as semanas... e instala-se o querer acreditar que a pessoa vai mudar... e passam-se os dias menos maus com um sorriso e acredita-se que tudo vai ficar bem.

A idade faz-nos destas coisas... eu quando era nova tinha muitas certezas... agora não tenho nenhumas. E entendo... entendo o medo... entendo a lembrança de dias melhores para suportar dias piores... entendo o bigger picture... entendo.

Tenho muita pena, minha querida. Muita pena... dói-me a alma... por todas as mulheres que se vêem assim, manietadas... por todas nós que não sabemos o que a vida nos reserva.

Beijo grande :) e um sorriso :)

Rice Man disse...

Faz-me muita confusão existirem tantas pessoas capazes de manterem subjugado alguém de quem gostaram em tempos. Se calhar algumas nunca gostaram. E custa muito saber que nunca serão punidas com justiça, que nunca sofrerão um décimo do sofrimento que causaram a outros.

Será possível julgar as pessoas que sofrem estes abusos? Dificilmente. O medo é uma arma muito poderosa... mas pior ainda é, como disseste, o querer acreditar que a pessoa vai mudar. Como se costuma dizer, a esperança é a última a morrer e por muito que seja o medo, na maioria dos casos esta sobrevive-lhe e só acaba por morrer com a própria pessoa... Muitas já sabem o que as espera no dia-a-dia e não arriscam tentar mudar as coisas porque têm medo de tornar as coisas ainda piores.
As pessoas habituam-se a viver de uma maneira e depois já não conseguem viver de outra forma, ficam condicionadas... Faz-me lembrar a personagem do Morgan Freeman quando saiu da prisão no filme "Os Condenados de Shawshank".

A única maneira de acabar com este tipo de situações é através da educação nas escolas e o mais cedo possível, começando na primária. Ensinando os direitos e os deveres de cada um, ensinado a respeitar os outros e a nós próprios... Porque uma pessoa que respeite os ouros não faz uma coisa dessas e uma pessoa que se respeite a si própria muito dificilmente se deixará cair em tal situação.

ianita disse...

Mr. Rice: a Marta não quis nada com o rapaz e ele matou-a...

A outra rapariga namorou perto de 3 anos (pelo que disseram na comunicação social) e terminou o namoro. Ele nunca lhe tinha batido (ou se tinha, ela nunca disse a ninguém). Mas ela viu que ele não era pessoa para ela e terminou tudo. E ele acabou com ela.

Ninguém quer isto para a sua vida. E já achei mais que isto dependia de nós. Agora desejo apenas ter sorte de encontrar nenhum maluco destes. Porque eu não tenho feitio de ficar quieta... mas também não me apetecia morrer antes de tempo. LOL

O que as pessoas não parecem perceber é que isto é praticamente inevitável. Este desfecho. Olhamos nos olhos daquela pessoa... uma pessoa que até fala bem... e os senhores jornalistas entrevistam os vizinhos que dizem que era tão boa pessoa... a partir do momento em que nos envolvemos com uma pessoa assim.... Deus nos ajude. Porque se alguém te quiser matar, mata. Vai esperar um dia, uma semana, um mês. Mas mata.

Tenhamos sorte.

Vera Angélico disse...

Speechless.

Já falámos sobre isto. Sobre o facto de haver pessoas doentes. Sobre não se ter controlo...

E eu já "vi este filme", ainda que se uma forma talvez mais leve. Mas que esteve demasiado perto de me encaminhar para um abismo. Eu própria...

A verdade é esta. Podemos ter personalidades fortes. Podemos ser donos do nosso nariz. Podemos achar que podemos tudo. Mas quando se cruza alguém deste género no nosso caminho, não há nem coragem nem coisa nenhuma que seja forte perante a maldade dos outros. Eu, como tu, confio mais na sorte...

Infelizmente, continua a acontecer todos os dias. E as histórias repetem-se...

:(

ianita disse...

Vera: o que aconteceu à Marta marcou-me muito... não foi uma pessoa que só vi na tv... foi uma pessoa que entoou cânticos parvos comigo... que foi às mesmas aulas que eu... que me sorria...

Claro que não podemos viver com isto na cabeça... temos de dar os ditos saltos de fé e confiar... nas pessoas e nos nossos instintos... e na sorte também.

O que precisamos é ter consciência disto. E quando nos aparece uma pessoa de atitudes estranhas, em vez de andarmos a teimar a nossa razão... pois se calhar é melhor fazer um recuo estratégico. Don't you think? :)

Beijos!

lilipat2008 disse...

Depois de ler o texto e todos estes comentários pouco me resta acrescentar. Como referiu o Rice Man, acho que o maior problema é a falta de educação e de respeito pelo outro. Há muitas e graves lacunas na educação das pessoas em sociedade. E não me refiro só nas escolas, mas principalmente em casa. Não se ensinam princípios; dizer a um miúdo de 1 ou 2 anos não mexas ali não é solução. A solução é dizer não mexas ali porque isso pode ser mau e pode provocar isto ou aquilo, etc. Não é repreender as crianças, mas sim explicar-lhes o porquê das coisas. E assim mais facilmente cada ser humano que se está a formar aprendia a respeitar a sociedade em que vive.

Tristemente esta situação que descreves é uma realidade mais comum do que imaginamos, e não escolhe nem idade, nem grau académico, nem estrato social, nem sexo, porque isto também acontece aos homens, apesar de ser menos frequente.

:(

bjs

bono_poetry disse...

Sao muitas as realidades por esse mundo fora,e de cortar a respiracao,trago algumas comigo e outras jamais as contaria sao de facto horriveis e nao ha como julga-las condenar primeiro o aparelho judicial e tudo o resto como a sabedoria dos servicos sociais em portugal e em quase td o mundo...tanta e tanta coisa se pode fazer...e verdade tanta e tanta coisa...

ianita disse...

Lilipat: pois... é errado pensar que só as escolas educam... em casa tem de se educar... e nós enquanto sociedade temos também responsabilidades. E sim tens razão, há por aí muita senhora a mandar ácido à cara dos ex-namorados...

Esta história saiu-me... não pretendia nada com isto. Saiu-me em consequência de uma conversa. E saiu-me assim porque me apercebi o quanto eu mudei... eu antes não admitia recuos estratégicos e hoje sim. Tenho muito amor à minha vida e já percebi que há quem não tenha...

Na novela da noite, a dos indianos, há um caso caricato, mas flagrante. Claro que aquilo está feito de forma ao pessoal se rir, mas daquilo há e muito! E quem já, como eu, entrou numa sala de aulas enquanto professor sabe que é verdade. A falta de respeito que grassa nas salas de aula portuguesas é alarmante! E não falo da violência física nem em carros riscados... falo de palavrões... falo de "eu não quero saber disto porque a minha mãe diz que isto não conta para nada".

E agora de repente fugi do assunto... o que eu queria dizer é que escrevi isto assim porque sim. Ainda pensei não responder a comentários porque isto é apenas e só uma história. Mas gostei do debate de ideias que se deu aqui neste espaço de comentários.

A todos, obrigada! :)

ianita disse...

Bono: na América dá-se um novo nome à pessoa... e a pessoa até pode fugir com os filhos... mas os senhores quando são de ideias fixas... não há lugar longe o suficiente para onde possas fugir...

É andar de olhos abertos e olha... sorte!

Joni disse...

É trágico deixarmo-nos arrastar por este turbilhão desgraçado.Temos de fazer alguma coisa, impedir que a vida seja desperdiçada desta maneira.Não é fado,tudo pode ser diferente, se houver coragem para dar o primeiro passo.Sempre podemos mudar o nosso destino.

A liberdade não tem preço, é um fim em si mesmo. beijo

ianita disse...

Joni: a liberdade tem o preço que lhe quisermos dar... é tudo uma questão de oferta/procura...

A liberdade não vale a minha vida... só se for a liberdade de muitos... a minha liberdade não vale a minha vida... digo eu.

Kiss

lilipat2008 disse...

Sabes? O que nos sai assim, porque sim, é o que sai melhor...tens aqui um texto muito bem escrito e expressivo. :)
Eu não sou professora (e nem conseguiria sê-lo), mas tenho uma em casa e sei de tudo isso que referes pelo que ela nos conta. E percebe-se nas crianças os pais que elas têm em casa...

Não vejo essa novela, por isso não conheço essa situação...mas as novelas são excelentes veículos para mostrar este tipo de problemas da sociedade. A última novela que vi com atenção foi Paginas da Vida, exactamente por isso. :)

bjitos

ianita disse...

Lilipat: tu dizes que não conseguirias ser professora... e eu sei que não conseguiria ter de olhar para sangue todos os dias ;)

Claro que não podemos desculpar os adultos que somos com a educação que tivemos. Até porque vivemos numa sociedade de informação e supostamente podemos pensar por nós e até ver que o que nos ensinaram não era assim tão correcto.

Mas custa muito ter de lidar com crianças assim... e com pais que as incentivam... o caso da novela dá-me vontade de rir... devias espreitar. ;)

Beijo e obrigada!