Sou mais menina do Fado triste de Coimbra, que do Fado canção de Lisboa... ainda assim, gosto de alguns Fados... gosto de algumas vozes. Carlos do Carmo e o Camané estão no topo para mim. Prefiro vozes masculinas em todos os estilos. Ainda assim, gosto da Cátia Guerreiro que pôs os senhores e as senhoras na Arábia Saudita a chorar... E a Mariza, que já correu Mundo, que tem uma voz belíssima e que com o seu look moderno e uma máquina de Marketing por trás conseguiu levar o seu/nosso Fado mais longe. Parabéns à Mariza! É meu e vosso este Fado...
26 de Novembro de 2009
Fados
Sou mais menina do Fado triste de Coimbra, que do Fado canção de Lisboa... ainda assim, gosto de alguns Fados... gosto de algumas vozes. Carlos do Carmo e o Camané estão no topo para mim. Prefiro vozes masculinas em todos os estilos. Ainda assim, gosto da Cátia Guerreiro que pôs os senhores e as senhoras na Arábia Saudita a chorar... E a Mariza, que já correu Mundo, que tem uma voz belíssima e que com o seu look moderno e uma máquina de Marketing por trás conseguiu levar o seu/nosso Fado mais longe. Parabéns à Mariza! É meu e vosso este Fado...
25 de Novembro de 2009
Desafios
1º Seguir as regras
2º Levar o selo acima que identifica quem está, esteve ou estará no desafio
3º Completar as seguintes frases:
Eu já...//Eu nunca...//Eu sei...//Eu quero...//Eu sonho...//
4º Indicar 5 Blogs para dar sequência ao desafio
Eu já... quebrei todas as regras. (inclusivamente estas... não vou indicar 5 blogs...)
Eu nunca... desisti sem tentar.
Eu sei... que nada sei. (um cliché, eu "sei"... mas a verdade)
Eu quero... muita felicidade para os meus.
Eu sonho... ser independente. (para fugir aos clichés...)
Responda quem quiser... :)
24 de Novembro de 2009
Do problema...
E considero o problema grave basicamente porque, apesar de todas as tentativas, não consigo ver-me livre dele.
Não sei se nasci assim... não tenho memória assim tão distante. Mas sei quando percebi que tinha um problema. Que não era como as outras pessoas. Foi há quase 13 anos.
Nessa altura, porque houve um acontecimento traumático comum a mim e às minhas amigas, lembro-me de falar com algumas pessoas sobre o que se passava comigo... e lembro-me de ter percebido aí, nessa altura, que não era como as outras pessoas.
Não peçam para explicar. Não o sei explicar. Não o sei entender. Não sei nem conheço a origem disto. Sei-me assim. Aprendi a conviver com isto. É difícil... uns dias piores que os outros... uns dias melhores que os outros. Mas é muito difícil. Uma pessoa cria mecanismos... ou eu criei mecanismos porque não me queria render àquilo. Porque aquilo não faz parte da Ana que eu quero ser. Aquilo não faz parte da vida que eu quero ter. Então... ajo apesar de. Então... faço como se o problema não existisse. Porque não sei fazê-lo desaparecer. Sei viver com ele... sei viver apesar dele.... sei sorrir e ser feliz. Mas... queria não ser assombrada por isto.
Queria poder ser outra Ana. De mim para mim. Porque para os outros sou a melhor Ana que posso e consigo ser. E são muito raras as pessoas que sabem exactamente que problema é este... ou de que forma ele me afecta. Há quem ache que exagero. Eu não só não exagero, como nem sequer conto como as coisas são exactamente... porque se soubessem entendiam que não se pode viver assim. Entendiam...
Não sei se entendiam. É preciso viver para saber. Eu sei e não preciso que mais ninguém saiba. Preciso que me indiquem um médico que me trate. Que me identifique a origem do mal... que me diga o que eu posso fazer para que isto não me atormente tanto. Gostava de poder viver, nem que fosse um dia, sem isto... gostava. Porque não sei o que é... porque não me lembro de um único dia da minha vida sem isto. E gostava.
De me ver livre da sombra... da névoa... e poder simplesmente ser eu. Mais eu. Será possível? Conseguirei alguma vez? Ou passarei a vida a ser a Ana, apesar de...?
23 de Novembro de 2009
Ao Pai Natal, amigos, família e conhecidos em geral
E mesmo não dando importância a bens materiais... que bem me soube... esta é uma prenda que não deve ficar barata, mas que eu prometo amar e estimar e tomar conta durante os próximos 50 a 60 anos :) Esta é a melhor prenda da história das prendas!! (espero que venha a funcionar bem!! e que não o estragues antes de mo enviares!!)
Muito.
Mas mesmo mesmo muito aborrecida...
Ainda só vou no 2º dia... 2º dia que ainda está longe de terminar... faltam 4 horas... ou seja... só passou dia e meio!!!
Passei bem o fim-de-semana...
(e escrevi um post imenso que desapareceu... ficou o que está em cima e duas palavras da última frase... e não me apetece escrever tudo outra vez.... estou mm mt aborrecida... era só isso)
(Não sei o que se terá passado, mas a verdade é que não tenho mais o que fazer e não posso sair daqui, por isso posso reescrever o monte de baboseiras que tinha escrito antes... ao meu lado está um stand de uma pastelaria... que não tem bolos sem ser dos de noiva... que são bonitos, mas que não dão vontade de comer, até porque não gosto de bolo de noiva... do outro lado tenho uma empresa de electrodomésticos que tem dois LCD viradinhos para mim, sempre a passarem as mesmas imagens o dia inteiro... lareiras... e ainda vejo para o pavilhão 2 e para um stand de mobílias... e há mobílias muito giras na expodecor... e eu tinha de ficar de frente para uma cama branca daquelas com cabeceira enorme... horrível!!
Estou cansada... cheia de dores de cabeça desde manhã... de manhã fui trabalhar, mesmo não tendo que ir. Mas meti na cabeça que ia e fui. Mesmo tendo trabalhado ontem, Domingo, e mesmo hoje e todos os dias ter de ficar aqui até às 23h... sem ganhar nem mais um tostão. Mas fui trabalhar de manhã... e apetecia-me ter continuado lá... não me apetecia ter vindo para aqui... porque ter de estar num sítio sem nada para fazer é pior do que quando se tem muito que fazer... porque assim o tempo parece que passa mais devagar... mesmo cultivando as duas quintas do Facebook... mesmo falando no msn... mesmo falando ao telemóvel... o tempo teima em não passar... e este é só o 2º dia... que ainda não passou... que está ainda longe de passar...
E amanhã outra vez. Trabalho de manhã e seca o resto do dia... mas é melhor calar-me, porque isto sem net e sem computador seria muito pior. Há sempre formas de se estar pior, não há?
É melhor calar-me portanto. Estou aqui porque disse que sim que estaria. Ninguém me obriga. Vou trabalhar porque estou em campanha eleitoral. Posso não ser eleita nem ganhar nada com isto, mas não sei se não tentar...
É só uma semana. É só uma semana....
Estou aborrecida. É só isso. Muito aborrecida...
E no post que tinha escrito antes tinha dito estas coisas e acho que tinha dito outras coisas... mas pronto... o essencial era isto... estou aborrecida.)
22 de Novembro de 2009
Amanhecer
A vida tem destas voltas estranhas
que te confudem nas tuas manhas
faz-te tantas vezes perder o norte e a razão
e crava as garras no teu coração
Não pede desculpas
Não pára para ver
Confude os teus sonhos até te perder
faz-te tantas vezes sentir o dono do mundo
e derrepente deixa-te só
A vida tem destas voltas estranhas
onde te prendes e te emaranhas
faz-te tantas vezes rodar como um pião
e crava as garras no teu coração
mas depois para te consular
dá-te o céu e as estrelas
o calor e o mar
faz-te sonhar
e faz-te morrer
mas deixa-te sempre mais uma vez
sarar as feridas
e amanhecer
A vida tem destas voltas estranhas
que te confudem nas tuas manhas
faz-te tantas vezes perder o norte e a razão
e crava as garras no teu coração
Não pede desculpas
Não pára para ver
Confude os teus sonhos até te perder
faz-te tantas vezes sentir o dono do mundo
e derrepente deixa-te só
mas depois para te consular
dá-te o céu e as estrelas
o calor e o mar
faz-te sonhar
e faz-te morrer
mas deixa-te sempre mais uma vez
sarar as feridas
e amanhecer
lamber as lágrimas
sarar as feridas
e amanhecer
20 de Novembro de 2009
Alceste
O amor é um sentimento complexo. Não o sei pôr em palavras. Sei senti-lo. Sei como fico quando vejo o meu homem. Sei como o meu coração bate como se quisesse sair do peito. Sei como o meu sangue ferve nas minhas veias. Sei esses clichés todos de romance de cordel. Clichés muito verdadeiros. Clichés que soam a cliché… clichés que sabem a cliché… mas que são sentidos… reais… quase palpáveis.
O dormir acordado e o viver a dormir. A respiração que pára a cada toque. Os sentidos apurados ao máximo. O toque. O cheiro. O gosto. A voz. O olhar. Toda eu sou ele. Toda eu respiro ele. Toda eu vibro com ele. Eu sou ele e ele é eu. Arrepio na espinha quando o sinto olhar-me. Rubor quando o sinto tocar-me levemente no fundo das costas.
A mão na mão. O olhar no olhar. Os lábios nos lábios. A voz na voz. Eu e ele. Um só.
O amor feito de desejo, de respeito, de companheirismo, de entrega, de vontade, de construção, de loucura e de pés no chão… de voos rasantes e de passeios calmos… de conversas profundas e de risos… de serões no sofá… de tantas pequenas coisas… de tantas grandes coisas…
Duas pessoas. Um amor. Um mais um é um. Ou talvez fôssemos metades antes de nos encontrarmos. Talvez fôssemos metades e nos tivéssemos completado no amor. O amor fez-me mais completa. Não voltaria a ser completa sem ele. Não voltaria a ser eu sem ele. Agora que sei o que é estar com ele. Agora que sei o que é tê-lo. Agora que sei o que é sentir e viver o amor em plenitude. Eu sou eu com ele. Sem ele não seria mais que uma sombra de mim.
Quando se vive um amor assim pensa-se que se é eterno. Pensa-se que o amor é eterno e que nós seremos eternos com ele. Ficaremos para sempre. Em amor.
Os anos passam, o amor fortalece-se. Vêm os filhos. O amor gera uma família. Uma família construída e vivida em amor. O amor multiplica-se. Cresce. Evolui. E quando antes pensávamos que não podíamos amar mais, eis que sim… podemos amar mais. E amamos mais e mais e mais e mais e mais…
Mas a vida não é perfeita. Não podemos ter o que tanta gente quer e não tem sem contrapartidas. Ninguém vive em cor-de-rosa. Ninguém vive em perfeição, em idílio… uma vida inteira.
E quanto é uma vida inteira? Quanto tempo dura uma vida inteira? 20 anos? 40 anos? 100 anos? O que vale mais? Uma vida plena de 30 anos ou uma vida sobrevivida durante 100 anos?
Eu sinto que vivi mais que muitas pessoas com o triplo da minha idade. Tive o privilégio de amar e ser amada. Tive o privilégio de poder viver o meu amor. Tive o privilégio de ser feliz. Talvez demasiado feliz… os deuses não gostam quando os humanos vivem um Paraíso na Terra. Não gostam e trocam-nos as voltas.
Ele ia morrer. A sentença estava dada. A esperança não era nenhuma. Ele ia morrer. A não ser que alguém desse a vida por ele. A não ser que alguém tomasse o lugar dele na embarcação. A não ser que outra pessoa levasse o óbolo ao barqueiro e embarcasse em nome dele. A não ser que outra pessoa povoasse os Elísios. A não ser que outra pessoa o amasse mais que à própria vida e morresse por ele.
Eu vou morrer por ele. Eu amo-o mais que à minha própria vida. Eu amo-o mais que tudo. Por tudo o que vivemos, por tudo o que somos e fomos juntos… pelo amor que nos une ainda… eu vou morrer por ele.
A decisão não foi difícil de tomar. Foi simples. Rápida. Indiscutível. Porque a morte dele seria sempre a minha morte. Assim morro só eu.
Estava cheia de certezas. Sabia que era a coisa certa a ser feita. Mas hoje, quando a hora se aproxima, não deixo de sentir revolta. Sim… revolta… raiva… medo.
Não compreendo como é que nenhum dos meus sogros deu o pescoço ao machado pelo filho. Não compreendo como é que uma mãe não dá a vida pelo filho. Não compreendo como é que ela, tendo essa possibilidade, não o salva. Por que não o salva e não nos salva… porque se fosse ela a morrer, nós poderíamos continuar a viver o nosso amor. Por que não pode ela morrer e salvar-nos? Que egoísmo é esse que a impede de morrer pelo seu filho?
Não a entendo. Não entendo. Não entendo por que é que não podemos simplesmente viver. Sermos felizes. Sermos amor.
E ele… ele que aceitou o meu sacrifício. Ele que aceitou a minha vida pela dele. Ele que não se importa de carregar o peso da minha morte nos seus ombros. Ele que prefere viver, a morrer comigo.
Quando estamos bem e felizes… quando o amor é perfeito e idílico e tudo corre bem…não pomos nada em causa. Nem a nossa vida, nem o nosso amor. Se o amor é perfeito, por que se poderá pôr em causa? Não pode. É vivido com a máxima intensidade. Com todo o ardor. E não paramos para pensar. A razão não manda nada quando se trata de amor. Nada. Nada de nada. O amor é impulso. O amor é salto em precipício. O amor é queda livre. O amor é entrega. O amor não tem reservas… nem “mas”… nem condições…
E por isso, naquele dia, naquele momento, foi o meu amor que falou e não a minha razão. A minha razão não existia. Existia o meu amor. Só o meu amor. E o meu amor não podia suportar a perda. O meu amor não poderia nunca suportar… e não pensou se ele faria o mesmo por mim. Não pensou se ele estaria disposto a morrer por mim. Não perguntou se a intensidade do amor dele correspondia à do meu.
E se antes era altruísta e amava por amar e porque queria amar e gostava de amar e não esperava nada em troca… hoje sinto desconforto. Porque antes não havia a certeza do mesmo amor do outro lado, mas havia a dúvida. E dúvida, nestes casos, conforta-nos. Dá-nos alento. Dá-nos o podermos sonhar que do outro lado é igual. Porque há margem para erro, mas também há margem para certeza. Não perguntamos, porque não queremos saber. Não queremos saber quantas vezes já disseram “amo-te” a outras pessoas… não queremos saber da vida antes, porque a vida antes não existe e não pode existir. E assim, na nossa cabeça, o nosso amor é perfeito.
Estranho como, quando a razão não tem nada que ver com o amor, estranho como é só na nossa cabeça que as coisas são perfeitas. Na realidade não são. E nós abrimos os olhos da alma e fechamos os olhos da razão. E seguimos no comboio e seguimos na montanha russa. E não questionamos. E achamos que nos basta assim. Sentir amor. Sem saber de pesos… sem saber de medidas… vamos sabendo o peso e a medida do nosso amor… mas do amor dele nada sabemos… só sentimos.
Mas nos momentos de crise… nos momentos negros… nos momentos de decisão… nesses momentos sabe-se, além de se sentir. Sabe-se.
Soube agora que houve um engano… um terrível engano. Ninguém tem de morrer. Fomos salvos. Os deuses foram benevolentes. Ou não terão sido? É verdade que não vou ter de morrer… nem ele vai ter de morrer… vamos poder continuar juntos e viver o nosso amor… mas… esta situação… esta situação limite… este teste ao nosso amor imposto pela vida… matou um pouco de mim. Matou a minha incerteza. E no amor é bom haver incerteza… as certezas absolutas são aborrecidas. Amor que é amor traz risco… incerteza… incerteza…
Depois de tudo isto é claro que estou feliz. Eu não queria morrer. Eu sei que escolha foi minha… foi uma escolha do meu amor e não da minha razão. O meu amor morreria sempre… e morreu um pouco de qualquer forma. Porque hoje sei que mesmo depois da maior prova de amor incondicional, ele não me ama na mesma intensidade. Ele ama-me, mas não da mesma forma.
Poderei voltar a amá-lo como amava? Incondicionalmente? Sabendo hoje que ele tem condições no amor dele?
Não sei. Sei que algo morreu em mim. A inocência. O cor-de-rosa. A vida não é só montanha russa. A vida não é só amor. A vida tem outras coisas… importantes também. O meu amor hoje é diferente. É desconfiado. É prudente. É menos perfeito na minha cabeça. É talvez mais real. Mais verdadeiro? Mais verdadeiro…
Os antigos diziam que os grandes amores da alma davam grandes tragédias… fosse o amor entre homens e mulheres… fosse o amor à Pátria… fosse o amor aos pais… todas as paixões da alma nublam a razão. E sem razão não há consciência… nem distinção entre bem e mal… nem limites.
Continuo a amá-lo, mas amo-o de um amor diferente. Menos possessivo. Menos obcecado. Mais lúcido. Mais racional. Mas não menos intenso.
Os antigos tinham razão. O amor é para ser vivido em serenidade. O amor é para ser vivido em comunhão de almas. Em dias de céu pouco nublado. E em dias de tempestade agarramo-nos agarradinhos e esperamos conseguir superá-los… mais uma vez.
19 de Novembro de 2009
Borderless :)
Não ligo a estas tecnologias... basicamente porque não entendo... estou sempre muito por fora dos grandes avanços da tecnologia... gosto de coisas básicas :) mas adoro este anúncio. Como adorava o das libelinhas da Vodafone (enjoy life)... este é numa de quebrar barreiras. Não temos de dar saltos de fé todos os dias... nem sequer andar de montanhas russas... mas se forçarmos os nossos limites um bocadinho todos os dias... chegamos lá! :)
O lavar da roupa suja...
O lavar da louça suja já é outra questão. Não gosto. Abomino. Detesto. E normalmente safo-me. Porque a máquina lava alguma, a mamã lava a outra. Porque quando tenho amigos em casa são eles quem lava a louça. Porque quando vou de férias para casa dos meus amigos são eles quem lava a louça. Não sei explicar o porquê...
Gosto de lavar casas-de-banho. Adoro. Com lixívia. Adoro cozinhar. Adoro passar a ferro. Detesto arrumar o quarto e lavar a louça... esta semana estou sozinha em casa sem máquina de lavar louça... o drama!!
5ª feira e a casa-de-banho impecavelmente limpa...a roupa toda lavada e passada a ferro.... três montes de roupa "arrumada" no chão do roupeiro, outro monte na cadeira do quarto (para dar estilo e tal)... sapatos pelo chão (e eu que tenho uma sapateira tão linda)... e a cozinha... digamos que consegui sujar 5 tachos, 17 canecas, imensos talheres... 2 pratos... escorredores... passadores de leite...
Decidi que tinha de pôr mãos à obra. Cozinha. Lavei a louça toda. Lavei o fogão. Lavei tudo tudo tudo. Detestei cada segundo, mas lavei. Até aquele tacho do molho queimado, cheio de bacon e milho agarrado ao fundo... (que nojo!!). Lavei tudo.
O quarto continua desarrumado, mas a cozinha está um brinco. Consequência lógica e imediata... não posso comer nem beber mais nada até Sábado! Porque não me apetece ouvir a mamã ralhar pela louça por lavar... e porque não me apetece passar por outra meia hora de tortura.
Eu adoro cozinhar... e há imensas coisas que me apetece comer... mas cozinhar implica sujar louça, logo... pão com queijo e leite com nesquick para o jantar. E mesmo assim sujo uma faca, duas canecas (porque aqui a menina tem uma cena estranha com as natas... se as sente vomita... então aqui a menina aquece o leite numa caneca e depois passa-o no passador para outra caneca), um passador de leite e uma colher.
Amanhã deve vir o mano. O que é bom. Porque ele não se importa de lavar a louça, desde que eu cozinhe para ele :) Perfeito!
18 de Novembro de 2009
ExpoIanita
É na parte Festas e Casamentos que o GM vai ter um stand. Porque os senhores patrões têm uma quinta daquelas a sério com cavalinhos Lusitanos a sério e que arrendam para eventos. A Quinta da Ferraria. E aqui a je vai assegurar o stand... todos os dias... até às 23h... excepto Sábados porque as minhas colegas de trabalho resolveram ser amigas e dar-me um dia de folga... :) O patrão disse que o meu horário era feito lá, mas mesmo assim vou à empresa... para o trabalho não acumular mais... por isso... das 9h às 14h na empresa... das 15h às 23h na Exposalão. Lado positivo? Vou levar laptop com net :) e os aumentos são já em Janeiro :)
Quem quiser vir à ExpoSalão visitar-me e aproveitar para ver as coisas todas que estão em exposição, diga-me qualquer coisa porque eu arranjo convites :)
16 de Novembro de 2009
Deste caminho...
Life, it's ever so strange
It's so full of change
Think that you've worked it out
Then BANG
Right out of the blue
Something happens to you
To throw you off course
And then you
Breakdown
Yeah you breakdown
Well don't you breakdown
Listen to me
Because
It's just a ride, it's just a ride
No need to run, no need to hide
It'll take you round and round
Sometimes you're up
Sometimes you're down
It's just a ride, it's just a ride
Don't be scared
Don't hide your eyes
It may feel so real inside
But don't forget it's just a ride
Truth, we don't wanna hear
It's too much to take
Don't like to feel out of control
So we make our plans
Ten times a day
And when they don't go
Our way we
Breakdown
Yeah we breakdown
Well don't you breakdown
Listen to me
Because
It's just a ride, it's just a ride
No need to run, no need to hide
It'll take you round and round
Sometimes you're up
Sometimes you're down
It's just a ride, it's just a ride
Don't be scared
Don't hide your eyes
It may feel so real inside
But don't forget it's just a ride
Slowly, oh so very slowly
Accept that
There's no getting off
So live it, just gotta go with it
Coz this ride's, never gonna stop
O Tempo não pára. Não há paragens. Não podemos carregar no botão vermelho e não se acende o sinal de próxima paragem. Estamos num autocarro panorâmico sem paragens. Sem acelerador. Sem travões. Em velocidade cruzeiro. Às vezes parece que vamos tão depressa que quase derrapamos na curva. Mas a verdade é que a velocidade é constante. Depende de nós fazer com que a viagem valha a pena... podemos emburrar o caminho todo... fazer birra... passar os dias a dizer que a nossa vida é horrível, que não presta... que temos o pior trabalho do Mundo pelo pior ordenado do Mundo... com os piores colegas... e que não podemos comprar aquela coisa que queremos muito.... e que não podemos ir naquela viagem... e que não podemos ir àquele restaurante... e passar a viagem nisto... emburrados... casmurros... a prender o burro... a recusarmo-nos a sorrir... só porque o sorriso vai de encontro ao nosso estado de emburramento. É mais confortável assim, não é? Assumir que está tudo mal e que a nossa vida é horrível?
Será assim tão horrível? Diziam os Monty Pyton... Always look on the bright side of life. Não vou em Segredos da treta. Não vou em cantigas nem nas novas religiões do milénio. Não vou nisso. Mas isto é verdade. Temos o poder de mudar muito. Não podemos mudar o Tempo... não podemos acelerar nem travar... mas podemos mudar o percurso. Podemos mudar a companhia de viagem. Podemos mudar a panorâmica. E basicamente, podemos mudar-nos a nós.
É muito fácil culpar o trabalho da treta. Redutor. Muito fora do que sempre quis para mim. Muito fora mesmo. É muito fácil culpar o patrão pelas 12h de trabalho diário para pouco mais do ordenado mínimo. É muito fácil culpar o ainda viver com os meus pais. É muito fácil culpar o não ter namorado nem estar apaixonada. É muito fácil culpar os meus amigos que vivem demasiado longe. É muito fácil culpar a chuva e frio... mas, vai daí, também é fácil culpar o calor.
É sempre mais fácil pôr a culpa em factores exteriores a nós.
Podemos ver nas dificuldades oportunidades. Podemos sorrir em vez de chorar. Podemos não estar sempre emburrados. Não temos de provar a ninguém o difícil que a nossa vida é, quando, na verdade, não é mesmo nada difícil, tendo em conta a miséria que por aí vai.
Sem Segredos nem teorias da treta. O meu trabalho é demasiado redutor para aquelas que são as minhas capacidades. Certo. Mas permite-me ter qualidade de vida. E foi uma escolha minha. Que assumo. Para o bem e para o mal. Não quer dizer que não tenha dias de querer mandar tudo para o alto e seguir outro caminho. Mas no fundo sei que é este o meu caminho.
Não tenho casa? Hei-de ter. Um dia.
Não estou apaixonada? Hei-de estar. Um dia.
Estou triste? Hei-de sorrir. Amanhã. Hoje. Daqui a pouco.
Não sou optimista. Mas também não vejo tudo negro à minha volta. Vejo esperança. Vejo caminho. Vejo céu azul. Vejo luz. Muita luz. Vejo alegria. Vejo partilha. Vejo as minhas curvas e contra-curvas. Os meus acidentes de percurso. E só posso sorrir. Porque tenho a melhor das companhias neste autocarro panorâmico... que poderia querer mais?
Enganei-me. Estou sim apaixonada. Não é cliché. Mas amo viver. E claro que gostava que as coisas fossem sempre boas... mas a paleta tem mais cores... e não pode ser sempre cor-de-rosa.
Clitemnestra
Nunca pensei muito se queria ou não casar. É a ordem natural das coisas. A minha família tinha dinheiro e estatuto e era mais que natural que eu estivesse destinada a algo mais que a minha singela vida. Nasci a ser mais que uma criança. Nasci a ser possibilidade de algo mais. Nasci a ser destinada a algo mais. E, como se passa com todas as mulheres nascidas em famílias de nome, esse “algo mais” passava obrigatoriamente pelo casamento. Um bom casamento. Um casamento dentro da classe. Um casamento acima da classe então era um sonho.
Não bastava ter dinheiro e estatuto. Tantas têm dinheiro e estatuto e não conseguem bons casamentos. Temos que nos comportar de acordo com o estatuto, com a classe a que pertencemos. Temos de saber dominar, parecendo subservientes. Temos de saber fazer tudo, para podermos mandar fazer tudo. Temos de ser duras com os funcionários e dóceis com os maridos. Temos de ter boa aparência. Porque embora os maridos procurem sempre amantes, não lhes podemos causar repulsa, ou não teremos filhos. Por isso, mesmo depois do casamento, temos de continuar a tratar da aparência. Pelo menos enquanto não tivermos filhos.
Sempre fui bonita. A minha família educou-me bem e eu sempre soube que conseguiria um bom marido. Ter conseguido um marido de sangue azul foi uma alegria para a família. Um salto em frente.
O casamento sempre correu bem. Éramos bons companheiros. Podíamos contar um com o outro e a casa estava sempre em ordem. Ele tinha amantes, mas ainda assim nunca deixou de me procurar durante a noite e tivemos alguns filhos.
A vida era serena. Boa. Feliz. De acordo com tudo o que eu sempre quisera e esperara. Não poderia ter sido melhor se o sonhasse. A minha vida era perfeita. O marido perfeito. A casa perfeita. Os filhos perfeitos. A família perfeita.
Até que chegou a guerra.
A guerra é normal. Comum. É normal que as pessoas defendam os seus direitos pelas armas. É normal que reclamem o que é seu e lhes foi roubado. Porque se hoje fecham os olhos a uma maçã roubada do pomar, amanhã não têm pomar.
A honra é a coisa mais importante que poderemos ter e devemos lutar para a conservar. Sempre. Custe o que custar. Doa a quem doer. E por isso não me espantou que o meu marido juntasse o seu exército pessoal para apoiar o irmão. A honra do irmão era a sua honra. E um homem sem honra é um homem morto.
Custou-me que ele estivesse disposto a sacrificar a nossa filha. Sangue do seu sangue. Carne da sua carne. Alma da sua alma. A mais pura. Pela guerra. Mas a honra de um homem é a sua vida. E a luta pela honra vale qualquer sacrifício. Sei disso.
Passaram 10 anos. 10 anos a pouco saber. 10 anos em que muitos dos nossos pereceram naquela guerra. 10 anos em que eu esperei o regresso do meu marido. O meu marido. Aquele que era meu marido desde que nasci. Aquele que era meu marido mesmo antes de ser meu marido. Antes de eu nascer. Antes de os meus pais nascerem. Antes dos pais dos meus pais nascerem. O meu marido desde que o Mundo é Mundo. Antes de eu ser eu e de ele ser ele.
Sempre fui uma esposa dedicada, afectuosa, cumpridora dos seus deveres… perfeita. Sempre fiz tudo o que tinha de fazer. Sempre pus o meu marido acima de tudo e de todos. Acima de mim. Acima dos meus filhos. Acima de tudo.
E depois de tudo o que passámos juntos… depois de ele quase matar a nossa filha… depois de dez anos de ausência numa guerra… depois de tudo… eu esperei por ele… de braços abertos… de alma aberta… pronta a retomar o casamento exactamente onde tinha ficado.
Perdoei tudo. Tudo. Todo o mau humor. Todas as ofensas. Todas as infidelidades. Todas as ausências. Todos os absurdos. Todas as ideias loucas. Tudo. Mas, depois de tudo, trocar-me? Colocar uma rameira estrangeira na minha cama? Como se aquela estrangeira soubesse alguma coisa de como se comportar em sociedade… de como mandar nos escravos… de como organizar um banquete… seria ela a receber as esposas dos amigos do meu marido para o chá? Mas como se ela mal fala a nossa língua?
Que ele a tivesse como escrava e amante na guerra… que a quisesse possuir como se possui um objecto… que lutasse por esse objecto… que entrasse em confronto com Aquiles pela posse dela, como se de um escudo ou de uma espada se tratasse… é normal. Aceitável. Comum. Trazê-la para casa como despojo de guerra… com os outros despojos tirados dos corpos mortos dos adversários… com o resultado da pilhagem às casas dos derrotados… que a trouxesse na condição de coisa, de objecto, de escrava… mas assim? Como mulher… como se fosse igual a mim. Pior. Como se fosse igual a ele. A louca. Cassandra. Cassandra. Cassandra. Cassandra.
Vai uma Cassandra dormir na minha cama? Vai uma Cassandra roubar-me o marido? Ele é meu. Sempre foi meu. Desde que o Mundo é Mundo. Desde o Caos inicial. Desde antes a existência dos deuses. Sem o meu marido, quem sou eu? Uma mulher nasce para ser filha, esposa, mãe e viúva. Nada mais que isto. Se não posso ser esposa… pois que seja viúva.
Em repeat
[a ver se consigo sorrir hoje...]
15 de Novembro de 2009
Os meus Mirós
14 de Novembro de 2009
O regresso
Ficam as últimas fotos... Tibidabo e Plaza del Rei, no Bairro Gótico. Que vontade de ir outra vez....


