Mostrar mensagens com a etiqueta Vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vida. Mostrar todas as mensagens

14 de abril de 2011

Criancices

Quando penso que sou finalmente uma adulta, eis que me dá um daqueles ataques e deito tudo a perder.

É muito difícil ser-se "the bigger person". É difícil. Ignorar ofensas. Ignorar injustiças. Ser superior porque é a melhor "vingança". Acreditar que sou boa pessoa e que o que é meu a mim há-de vir ter. Esquecer os outros e pensar em mim. Mas essa não sou eu... eu penso... sofro... preocupo-me... abdico... e vejo-me a tratar bem quem me trata mal... e penso que é uma forma de ser superior às injustiças de meia dúzia da miúdas mimadas... e sinto-me muito adulta... até que me passo da cabeça e lhes digo que sei. Que sei o que disseram e escreveram de mim. Que sei o que pensam de mim. Que sei que não têm coração. Que mentem. Enganam. E não devia. Soube-o no momento após o ter feito. Foi um erro estratégico. Foi um erro. Porque quem é mau e mesquinho ao ponto que aquelas pessoas foram não vai ter remorsos. Muito menos vai mudar. E o mais provável é eu ainda ir sofrer mais. Porque a melhor forma de defesa é o ataque... a ver que ataque é que de lá vem... porque eu não guardo rancores... não deixo de falar, só não falo de assuntos pessoais. Mas estas pessoas não se vão deixar ficar assim... 
Hoje cedi e fui criança como elas. Cedi à vontade de lhes jogar na cara a ironia da vida. Mas isso não me fez sentir bem. Pelo contrário. Lá porque alguém se comporta mal connosco, não nos dá o direito de responder na mesma moeda. Se condenamos uma atitude, não deveríamos agir da mesma forma.

Os médicos deram-me alta, mas eu acho que preciso de voltar aos divãs... e depressa.



22 de fevereiro de 2011

Doente

Não fico doente muitas vezes. Tenho alguns problemas de saúde para os quais tomo medicação diária, mas fico doente poucas vezes. Mas quando fico... é o fim do Mundo. Dores de cabeça e pouco sono fazem logo marcas. Se juntarmos gastroentrite... nunca vomitei tanto na vida... Não como nada de jeito desde Domingo ao almoço... sendo que vomitei o almoço de Domingo nesse dia à noite... Hoje tive febre... dói-me o corpo todo... tenho sono... tenho fome... dói-me o estômago... dói-me a cabeça... e hoje sim e mais que nunca, sinto a falta da mamã... que me viria trazer a canja ou o peixe cozido... que me viria trazer água... e mais que isso... que me iria mostrar que estava ali para mim. E isso dá um conforto enorme.

E sim, eu sei que continua a estar por mim. Está sempre a mandar sms e a querer saber de mim. Eu sei. Mas quando estou doente fico fragilizada... carente... a precisar de mimos... mimos a sério e não daqueles mimos do tipo "epah! estás mesmo com má cara" ou "estás com mau aspecto" ou "estás com umas olheiras....". Eu sei que até nem o fazem por mal, mas será que pensam que eu não tenho espelhos em casa? Ou será que era suposto que, sem dormir, sem comer, com vómitos e cólicas intestinais, eu me apresentasse linda e maravilhosa?

Sinto a falta da mamã. Nem que fosse para lhe dizer que não preciso de nada e que está tudo bem.

Estou farta de estar doente...















7 de fevereiro de 2011

96

Tenho andado entretida a fazer um álbum digital dos meus 30 anos de vida. Fiz um para os 18 anos da Sara e o resultado foi tão bom que resolvi fazer para mim. Dá trabalho. Digitalizar fotos antigas. Formatar fotos. Escolher enquadramentos, fundos, alinhamentos... escolher as melhores fotos para o álbum não exceder o limite de 96 páginas. Eu sei que parecem muitas, mas os meus anos também são muitos. Aliás, as minhas experiências boas e dignas de registo para a posteridade é que são, felizmente, muitas.

Está quase concluído. Faltam ainda umas fotos antigas. E os últimos retoques. E reparei, assim sem querer, que em todas as 96 páginas não tenho nem uma foto do trabalho ou com pessoas do trabalho. Excepto, obviamente, o ano de Cantanhede.

E eu, que tenho de tirar segundos sentidos de tudo, entendo que isto quer dizer que o trabalho só é importante porque paga as contas. Não é do trabalho que me lembro quando penso na minha vida. Por isso, tenho de aprender a não lhe dar tanta importância. A não me chatear tanto. A deixá-lo lá onde ele está e a não o trazer para casa. Porque há 96 páginas cheias de coisas que são muito mais importantes e que merecem mais a minha atenção.

Além disto do trabalho, reparei também que há pessoas que já foram muito importantes para mim e que não aparecem nem em uma foto. Não é rancor. Nem uma escolha propositada. Simplesmente são pessoas que eu achei que eram importantes, mas que não eram. Porque não aparecem nos meus momentos felizes. Muito menos nos tristes. Por isso, é quase como se não aparecessem na minha vida.

São só 96 páginas. Mas sou eu. São pedacinhos de mim. E sinto que a minha vida está ali. E não sinto nenhuma falta de quem não está.










5 de janeiro de 2011

Alegria
























Feliz Ano Novo a todos! Boas energias. Harmonia. Paz. Saúde.

1 de janeiro de 2011

2011

Começou em grande. Espero que se mantenha em grande.

Eu até punha fotos, mas sou a mesma ianita de sempre e esqueci-me do cabo. Amanhã ou depois... é bom partilhar imagens de alegria.

Bom ano a todos. Saúde!

Espero mesmo que o pior esteja longe. Se não estiver, toca a seguir o conselho da Florence... RUN!




Run fast for your mother run fast for your father
Run for your children and your sisters and brothers
Leave all your love and your loving behind you
Can’t carry it with you if you want to survive

The dog days are over
the dog days are done

30 de dezembro de 2010

Venha daí 2011

Ano Novo, Vida Nova. Se a quisermos.

É uma altura como outra qualquer para olharmos para dentro. Nem sempre somos nós contra o Mundo ou o Mundo contra nós. Na maioria das vezes somos nós contra nós e nem percebemos.

Percebendo isso, que à partida não seremos a única pessoa com a razão e que todos os outros não vêem a luz, conseguiremos aceitar as nossas falhas e sermos melhores pessoas.

Este 2010 foi um ano difícil. Tirado a ferros. Muitas insónias. Muitos comprimidos para dormir. Muita oscilação de peso. Muita oscilação de humor. Muitos problemas na vida de amigos muito próximos. Muitos problemas na e com a família muito próxima.

O ano dos 30. O ano em que abracei ainda mais a minha "solteirice". Tenho vindo a aprender a estar comigo. A tornar-me uma pessoa suportável, uma boa companhia para mim-mesma. Só assim poderei ser melhor companhia para os outros. Fui de férias sozinha. Fui ao teatro a Lisboa sozinha. Ao cinema. Viagens. Psiquiatra. Psicologia Clínica. E uma paz de espírito que não tinha há muito. Com as assombrações de sempre, porque há coisas que nunca mudam, mas mais calma, mais paciente, mais consciente, mais feliz.

Verão com amigos. Tavira 5 vezes em 2010. Londres que estava cheia de indianos, mas que não tinha um único monhé. Curia by myself.

Ano de repetir o piquenique (Más)Caras e de ser ainda melhor que no ano anterior. Mais intimista. Mais verdadeiro.

Ano de finalmente ir a Aveiro visitar as meninas infernais que me puseram a andar de bicicleta.

Alvalade do Alentejo com a Monga.

Revolução. Reacção. E um ano que começa de pé direito.

Muitas chatices no trabalho. Mas aprendi a relativizar. É apenas um trabalho.

Ano de Queirós e do bebé Ronaldo. Ano de Benfica campeão e de Vilas-Boas no FCP. Ano de o SCP continuar na mesma.

Ano de crise económica. Ou de mais crise económica. Ano de muitos desempregados. Contestação Europa fora. Vulcão a acordar. Economia a adormecer. É sempre assim, não é?

Não me apetece estar a fazer como nos outros anos e estar a enumerar os pontos altos e baixos do ano que nos vai deixar. Apetece-me lembrar, mas perceber que já passou. Que temos a possibilidade e o dever de fazer o futuro diferente.

Quem está mal, que se mude. Quem está bem, que cuide desse bem. Menos queixas e mais acção.

Desejos para 2011? Saúde. Trabalho. Dinheiro. Serenidade. Respeito. Justiça. Para 2011 e para sempre. Sem resoluções, apenas a busca contínua de um eu melhor e mais equilibrado, com os meus amigos verdadeiros sempre comigo. É isso que quero mais que tudo.

Felicidade para todos. Seja isso o que for, é isso que vos desejo. Um momento em que se sintam completa e plenamente realizados e felizes.

Feliz 2011 a todos!

28 de dezembro de 2010

Dos primeiros passos...


Mas como nunca fui menina de ter medo da estrada do Futuro. Muito menos de ouvir conselhos de tolos. Por isso, que este seja o primeiro de muitos passos. Rumo ao Futuro. Ao incerto. Pode correr mal? Pode. Mas também pode correr mesmo muito bem e esta possibilidade faz o risco valer a pena.

Ano Novo, Vida Nova. Nunca este ditado esteve tão certo para mim.

Um brinde amigos. Aos primeiros passos. À mudança. Ao incerto caminho do Futuro. À nossa!

19 de dezembro de 2010

Ansiedade, nervosismo, felicidade, tristeza, medo, esperança. Tudo se mistura dentro de mim neste momento. Não sei bem quem sou hoje. Nem quem fui ontem. Muito menos quem serei amanhã. Sigo com as algumas certezas que fui adquirindo. Poucas. Mas sigo. O importante é não ficar demasiado tempo parado à espera. Em algum momento temos de nos fazer ao caminho. Não sei se mereço este caminho. Não sei se o construí ou se me foi sendo imposto, numa espécie de Eneias empurrado para o seu destino. Não sei. Nem anseio saber. Quero só acabar um pouco com este sabor amargo. Acabar com alguma desta insatisfação. Aprender a ser mais pelos outros e menos por mim. Aprender a relativizar. Aprender a dar o melhor de mim. Aprender a respirar fundo.

Avanço num caminho rumo a algo que queria. Só não queria que tivesse sido este o caminho. E espero que este caminho não me tire o gosto de conquista deste objectivo. Acho que é isso. Uma espécie de agri-doce. Um caminho demasiado difícil e uma porta que se vai fechar definitivamente. Outra que se abre? Sim. Mas não queria ter que fechar portas. Não estas.


Nasci subversivo.

A começar por mim - meu principal motivo

de insatisfação.
(Miguel Torga)

30 de novembro de 2010

Vida

Ianita já tem espírito natalício.

Fruto de...

... festejar a vida e não a morte...
... lutar pelo que quer e obter resultados...
... relativizar...
... acreditar...

Estou feliz. Sou feliz. E isto não tem preço.

[por isso... neste blog não se assinalam os 75 anos da morte do Nandinho... hão-de-se celebrar os aniversários que faria no dia de santo antónio. Assim como dia 2 de Dezembro não se celebra nenhuma data importante. Data importante celebra-se a 5 de Abril. O dia do nascimento. Porque eu escolho festejar a vida, celebrar a vida e nunca jamais a morte]

19 de novembro de 2010

Sou a mariposa...


Sou a mariposa, bela e airosa,
que pinta o mundo de cor-de-rosa
Eu sou um delírio do amor
Sei que a chuva é grossa,
que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar,por favor!

8 de novembro de 2010

25 anos

A minha escola faz anos hoje. 25.

Estive lá do 5º ao 12º ano. Cresci lá. Entre aquelas paredes. Com aquelas pessoas. O presidente do Conselho Executivo é o mesmo que era desde o meu 6º ano. Uma pessoa que sabia liderar. Que era duro quando tinha de ser, mas que era humano e acessível. Sempre pronto a ouvir-nos e a apoiar-nos nos nossos projectos. E foram muitos.

A rádio-escola. A ida a Santiago de Compostela (angariámos quase todo o dinheiro). Os projectos de área-escola. A associação de estudantes no antigo ginásio da Cimpor. O nosso reduto. Ali professor nenhum entrava. Jantar romano. Saraus. Viagem de Finalistas.

Era uma turma pequena a nossa. Dos vinte e muitos no 10º ano, passámos a 11 no 11º e 12º ano. 10 raparigas e 1 rapaz.

Ainda assim, tão poucos, conseguíamos não nos darmos todos bem. Mas foi juntos que conquistámos todos os desafios que nos foram propostos. Foi juntos que enfrentámos a morte da professora Paula.

Uma escola humana. Feita de pessoas e não de pedras e salas e materiais. Com rigor, mas também com carinho. Aprendi muito ali. Aprendizagens académicas, e aprendizagens de vida. Ali cresci. E me formei. O lado bom de ter saído de lá foi ter conseguido livrar-me de "Ana Isabel" e passar a ser apenas "Ana" ou "Ana Francisco" :)

Parabéns escolinha. Estive na festa dos 10 anos. E estarei na dos 25 já este Sábado.

6 de novembro de 2010

Faltam 21 dias e 17 horas


Bullying

Quando se vasculham gavetas encontra-se dois tipos de coisas... aquelas que nos fazem sorrir, e as que preferíamos não ter relembrado. Esta pérola foi escrita pela Sofia... tinha umas piadas muito giras ela, não acham? LOL
Esta... é a prova de como o tempo muda a nossa percepção das coisas. Eu achava que não tinha tido grandes problemas no secundário. Que me dava com toda a gente e afins. Pelos vistos não. O bullying está na moda, mas sempre existiu. E mais grave que existir entre crianças, é acontecer entre adolescentes (na altura desta pérola abaixo eu tinha 17 anos) e adultos (ainda há dois anos me aconteceu uma muito parecida com esta). Este pedaço de papel fez-me lembrar que havia quem não me suportasse... e de repente já não me sinto assim tão confortável com o jantar de turma da próxima semana...

PS. Depois deste post, favor esquecer que eu sou Ana Isabel e voltemos ao ianita, ok? Porreiro :)

30 de outubro de 2010

Da tradição

Independentemente de tudo, a minha infância foi muito feliz. E digo "independentemente de tudo" porque o psiquiatra ficou surpreendido quando lhe disse que sim, que tinha tido uma infância feliz.

Lembro-me muitas vezes... das férias no Algarve... das tardes de brincadeira com o meu irmão... de ler os livros da minha irmã às escondidas... de brincar com os serviços de jantar em miniatura... de ir para a escola... das férias com a avó Nazaré... de quando fazíamos o doce... as merendeiras... as filhós... o pacote de bolacha maria que lavávamos à bisavó Ceciliana...

Hoje a minha casa cheira a memórias. Fiz merendeiras com a minha mãe. Só as duas. E a casa ficou com este cheiro fantástico. Cheiro a infância.

Claro que a minha avó faz falta... mas durante muito tempo a minha mãe não fazia estas coisas porque era a minha avó quem fazia. Agora ela não está cá. E eu quero fazer perdurar estas memórias... estas receita de família... estes momentos de partilha.

Há um tempo, fizemos o doce de pera da avó Nazaré. Hoje foram merendeiras. Havia uma receita de uma vizinha, mas modificámo-la. Passou a ser a nossa receita. A receita que um dia farei com os meus filhos. Para lhes encher o futuro de cheiro de felicidade.

E este Natal vou eu fazer filhós pela primeira vez. E comê-las ainda quentes... como quando ainda era criança.

O presente é feito de futuro, mas também é feito de passado. E há coisas que podemos e devemos levar connosco para o futuro... como diz o Campos, levar o passado guardado no bolso.

Vou guardar estes momentos no bolso da memória. E dar-lhes nova vida, a cada ano que passa.

14 de outubro de 2010

Parabéns

Temos em comum o dia 2 de Dezembro de 2009 como um dos dias mais negros das nossas vidas. Por motivos diferentes, mas foi um dia devastador para ambas.

Há poucas pessoas que me conhecem. Poucas mesmo. Que me lêem o olhar. Que me lêem a voz. Que percebem que algo se passa. Que me percebem.

Para mim não são os presentes, nem as festas, nem as saídas, nem as viagens, nem as conversas... para mim são as pequenas coisas. Pequenos gestos. Atitudes. Atenções.

Por isso nunca vou esquecer que no dia 2 de Dezembro puseste a tua dor de lado e vieste partilhar a minha.

Não é qualquer pessoa que consegue fazer isto. Já não há muitas pessoas que tenham paciência para ouvir e ajudar. Muito menos há quem se ponha de parte em favor de outrem. Tu fizeste-o e eu não esqueço.

Por mais que nos tivéssemos chateado, discutido, chorado. Por mais difícil que tenha sido superar as repercussões daquele dia, tanto para ti como para mim, não vou esquecer nunca. Não vou e não quero.

É assim a ianita. Dá valor a um abraço no momento certo. E não precisa de mais nada. Não é isso a amizade?

O passado é para aprendermos com ele. Mas se olhamos muito para trás ficamos com um torcicolo. Por isso, o caminho é em frente. Escreve as páginas em branco com palavras e actos de felicidade.

Beijos muitos. Parabéns Vera.

12 de outubro de 2010

Sabe-se que se é muito loura...

... mas mesmo muito loura... daquelas louras bem louras... mas mesmo mesmo loura...

... quando andamos mal-dispostas há uns dias e só mais de uma semana depois é que se repara que se anda a beber iogurtes estragados.

A validade tinha passado, é certo. Mas isso não quer dizer nada, né? Quando passam uns dias não faz mal... estes não estavam bem... ou será que é normal abrirmos um frasco de iogurte e ele ter bolor no gargalo?

Pois... também acho que não.

Se calhar por isso é que eu não tenho andado bem... se calhar...

7 de outubro de 2010

Das (in)certezas da vida

Sabemos que é Outono quando….
… ianita começa a usar gola alta (e a ouvir bocas do tipo "a Ana hoje vem muito tapadinha")

… ianita começa a olhar duas vezes para as botas (aliás... confesso que há uma semana que uso botas)

… ianita “recupera” edredão para a cama

… ianita começa a ter mais fome (e a engordar... e sim, já comecei a pôr travão antes que isto descontrole outra vez)

… ianita volta a usar maquilhagem

Estamos no Outono. Não há qualquer dúvida disso.
 
É deprimente quando...
 
... mal recebemos já não temos dinheiro (ter tenho, está é todo destinado)
 
... o dia que se escolhe para ir a Lisboa passear e ao teatro vai ser de temporal (alerta amarelo... chuva... vento.... trovoadas... e ianita a passear em Belém... LOL)
 
... vemos os sapatos pretos mais perfeitos que existem e que se procuram há 1 ano e eles custam 70€ (num mês com muitos aniversários, baptizados, idas ao teatro, ida a Coimbra, depósito na conta a prazo (pela primeira vez desde que a abri há ano e meio!! Mas é desta!!), internet, telefone e coisas afins... e depois... mesmo para os sapatos perfeitos... 70€ é muito....)
 
... se engorda 1 kg, corta-se no Nesquick, bebe-se litradas de chá sem açúcar por dia e eis que se engorda mais meio quilo.
 
... os dias ficam assim pequenos... é como se tivéssemos menos oportunidades...
 
... a hora muda... Abaixo a hora de Inverno!!!

1 de outubro de 2010

Da virtude

"A virtude não virá, nem por dom da natureza, nem será matéria passível de ser ensinada. Chegará, antes, por fado dos deuses, àqueles em que ela existe, sem saberem."

Platão, Ménon, 99e


Não podemos nem conseguimos fugir à nossa essência. Somos o que somos e quanto mais depressa o assumirmos melhor. Há que dar sempre o nosso melhor, como se o amanhã não existisse para as desculpas e reparações. E acreditar que what goes around, comes around. E se damos amor, teremos de necessariamente receber amor.

28 de setembro de 2010

I'm in love

Definitivamente. Irremediavelmente. Vê-se pelo brilho nos olhos. Vê-se pelo sorriso maroto. Vê-se pela alegria. Vê-se. Transpira a cada palavra. Perco a noção do tempo e do espaço. E perco-me....

O Nandinho queria ser inconsciente e ter a consciência disso. Eu tive a felicidade e perdi-a. Por isso sei dar-lhe valor quando ela me aparece, mesmo que por breves vislumbres.

Sou tão mais feliz a ensinar Fernando Pessoa. Tão tão tão. Sinto-me viva. Não sinto cansaço. O tempo pára.

Não há por aí ninguém que pague para eu ensinar Português de 12ºano? Não? É que eu queria mesmo. E se eu fizer beicinho? Não? Valia a pena tentar....

Fico-me com o meu trabalho de todos os dias... e com vislumbres de felicidade umas vezes por semana... Podia ser pior...

27 de setembro de 2010

TPM / DPM / NPM / ou EN

Não é mito. A TPM existe. Eu é que nunca sofri dela. Os homens é que têm a mania de dizerem que uma mulher mal-disposta está em fase de TPM. Cromos.

O que eu tenho é DPM (depressão pré-menstrual) ou NPM (neura pré-menstrual)... Ou mesmo EPM (estupidez pré-menstrual)... E é giro que PM também dá para "pós-menstrual". Sim, porque há quem sofra destes ditos "estados" pré e pós... mas afinal há que não culpar a fase "pré-menstrual" ou "pós-menstrual" da coisa do que nos é intrínseco...

No fim de contas, o que eu tenho é mesmo EN - Estupidez Natural.