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27 de março de 2011

Diz que são 31

Sem muito mais...
tenho amigos que adoro e que me estimam...
tenho a minha família que me apoia sempre...
tenho a vida cheia de sonhos...
tenho um abraço quando preciso de um... mesmo a km de distância
tenho a minha casa e a minha independência
tenho muito mais do que imagino... muito mais do que mereço... tenho pessoas que fazem centenas de kms para estarem comigo duas horas e me deixarem um presente... tenho pessoas que me mandam mimos pelo correio... tenho pessoas que não querem saber se eu estou a organizar alguma coisa ou não e que sei que vão estar aqui comigo hoje. Não são precisos convites para os amigos do coração.

Sem muito mais...
Sou feliz.
Obrigada a todos. Muito. Adoro-vos!


13 de fevereiro de 2011

Perfeitinha

Ontem estive a passar a ferro. Em frente à TV. As camisas... primeiro a gola... depois as mangas e só no fim o corpo. Foi assim que a minha avó me ensinou. Ela que foi costureira. Não lhe herdei o jeito para os trapos. Herdou a minha mãe e herdou a minha irmã. Eu nunca tive jeito para trabalhos manuais. Nunca consegui fazer as coisas perfeitinhas como elas faziam e depois acabava por desistir. Mas passo a ferro muito bem. Com perfeição. Com cuidado. Ainda me lembro de estar a passar a ferro e a minha avó a ver, sentada no sofá. Sempre a criticar. Sempre a pôr defeito. Mas depois ia dizer à minha mãe que eu era muito perfeitinha. (e eu sempre disse que adorava a minha avó, mas nunca disse que ela tinha um feitio fácil).

E gosto. Mesmo não sabendo costurar nem remendar nem fazer crochet ou toalhas de renda ou bordados ou tapetes de arraiolos... sou perfeitinha a passar a ferro.

E hoje a minha mãe disse-me... "sabes, não somos Nazaré só de nome". Pois não. Têmo-lo no sangue. E ainda bem.






23 de janeiro de 2011

Imagens felizes

Porque não podia ser de outra maneira... estou tão cansada, tão cansada... psicológica e fisicamente. Esgotada. Mas tão feliz.
Hoje à tarde a sala estava assim... cheia de sacos de livros (é melhor nem falar dos que ainda ficaram em casa dos papás)

Foi uma tarde... mas gosto tanto :D



Os almoços saudáveis


O frigorífico de ianita

Após 3 semanas, a única bebida branca que por aqui passou foi mesmo leite :)

Nem todas as refeições têm de ser saudáveis...

18 anos de Sara

... que é sempre assim meiguinha para a tia. lol

E um abraço especial ao cunhadinho, responsável pela vinda das estantes. Obrigada :)

:)



14 de janeiro de 2011

18 anos de Saa Fakiku Kus

O que dizer?

São 18 anos de Sara. 18 anos de alegria, de partilha, de sorrisos, de conquistas, de loucura, riso, cumplicidade, teimosia, persistência.

18 anos de puro amor.

Há quem não me leve a sério quando digo que quero ser mãe, mas que não faço questão de engravidar. Sei que tenho a capacidade de amar uma criança que não me saia do ventre.

Amo a Sara como se fosse minha. Por ela dou a minha vida. Por ela faço o que for preciso. Por ela tudo.

Respeito o espaço dela. Respeito a sua individualidade. Por mais que custe, sei que tem de aprender. Tem de crescer à sua custa. À custa de erros e desilusões. Porque faz parte. Estarei aqui sempre. A dar o meu palpite de vez em quando, mas sem interferir naquilo que são as suas escolhas enquanto jovem adulta.

E ela sabe, acho eu. Que tem margem de manobra. Que toma as suas decisões, vive a sua vida, comete erros, chora e ri. E que a tia vai estar sempre aqui. Por perto. Ao alcance de um telefonema. E que, seja qual for a situação, vai estar sempre pronta a ajudar.

Trato-a como sempre quis que me tratassem. Com mimo. Com atenção. Com orgulho. Com puxões de orelhas na hora certa. Mas com distância. Distância de controlo. A suficiente para lhe permitir espaço e que ao mesmo tempo me permita estar perto.

Sara, estás sempre comigo. Vais estar sempre comigo. Porque não nasceste de mim, mas cresceste comigo, brincaste comigo, choraste comigo, gargalhaste comigo. Fazes parte de mim para sempre. Quero que saibas que tenho muito orgulho na pessoa em que te tornaste. Empenhada, persistente, inteligente, com sentido de humor, amiga, sorridente, mimalha, forte. És teimosa e às vezes apetece bater-te. Mas fazes-me feliz. Porque és uma menina-mulher feliz. E a tua felicidade é a minha felicidade.

Obrigada à mana pela melhor prenda que recebi na vida. Obrigada a ti por existires e seres uma menina decente e amorosa. Obrigada por me aturares as maluqueiras. Pelas vezes em que me levaste ao cinema e em que embarcas nas minhas doidices. Obrigada por gostares de mim.

Parabéns Sara, amor da minha vida!

30 de dezembro de 2010

Venha daí 2011

Ano Novo, Vida Nova. Se a quisermos.

É uma altura como outra qualquer para olharmos para dentro. Nem sempre somos nós contra o Mundo ou o Mundo contra nós. Na maioria das vezes somos nós contra nós e nem percebemos.

Percebendo isso, que à partida não seremos a única pessoa com a razão e que todos os outros não vêem a luz, conseguiremos aceitar as nossas falhas e sermos melhores pessoas.

Este 2010 foi um ano difícil. Tirado a ferros. Muitas insónias. Muitos comprimidos para dormir. Muita oscilação de peso. Muita oscilação de humor. Muitos problemas na vida de amigos muito próximos. Muitos problemas na e com a família muito próxima.

O ano dos 30. O ano em que abracei ainda mais a minha "solteirice". Tenho vindo a aprender a estar comigo. A tornar-me uma pessoa suportável, uma boa companhia para mim-mesma. Só assim poderei ser melhor companhia para os outros. Fui de férias sozinha. Fui ao teatro a Lisboa sozinha. Ao cinema. Viagens. Psiquiatra. Psicologia Clínica. E uma paz de espírito que não tinha há muito. Com as assombrações de sempre, porque há coisas que nunca mudam, mas mais calma, mais paciente, mais consciente, mais feliz.

Verão com amigos. Tavira 5 vezes em 2010. Londres que estava cheia de indianos, mas que não tinha um único monhé. Curia by myself.

Ano de repetir o piquenique (Más)Caras e de ser ainda melhor que no ano anterior. Mais intimista. Mais verdadeiro.

Ano de finalmente ir a Aveiro visitar as meninas infernais que me puseram a andar de bicicleta.

Alvalade do Alentejo com a Monga.

Revolução. Reacção. E um ano que começa de pé direito.

Muitas chatices no trabalho. Mas aprendi a relativizar. É apenas um trabalho.

Ano de Queirós e do bebé Ronaldo. Ano de Benfica campeão e de Vilas-Boas no FCP. Ano de o SCP continuar na mesma.

Ano de crise económica. Ou de mais crise económica. Ano de muitos desempregados. Contestação Europa fora. Vulcão a acordar. Economia a adormecer. É sempre assim, não é?

Não me apetece estar a fazer como nos outros anos e estar a enumerar os pontos altos e baixos do ano que nos vai deixar. Apetece-me lembrar, mas perceber que já passou. Que temos a possibilidade e o dever de fazer o futuro diferente.

Quem está mal, que se mude. Quem está bem, que cuide desse bem. Menos queixas e mais acção.

Desejos para 2011? Saúde. Trabalho. Dinheiro. Serenidade. Respeito. Justiça. Para 2011 e para sempre. Sem resoluções, apenas a busca contínua de um eu melhor e mais equilibrado, com os meus amigos verdadeiros sempre comigo. É isso que quero mais que tudo.

Felicidade para todos. Seja isso o que for, é isso que vos desejo. Um momento em que se sintam completa e plenamente realizados e felizes.

Feliz 2011 a todos!

24 de dezembro de 2010

Gosto de ti

Gosto de ti.

Sim, de ti que me telefonas todos os dias e me fazes sorrir sempre que preciso sorrir. Que me enches de alegria com a tua presença. Que me dizes sempre a verdade e me entendes sem palavras.

E de ti que não me telefonas todos os dias, mas que tens sempre uma palavra meiga para mim. Companheira de tradições de todos os dias.

Também gosto de ti que me tratas dos dentes e ainda me dás o privilégio de poder conviver com dois seres maravilhosos e carinhosos e divertidos e lindos como são as tuas crianças. És um exemplo de alegria e simpatia.

Gosto de ti que me abraças do outro lado do Atlântico.

Gosto de ti que estás comigo há tantos anos que já nem sei e a cada ano que passa mais ainda. Surpreendes-me com a tua persistência e luta pelo que queres.

Gosto de ti que embalaste nos teus braços pequenos. Que me quiseste ainda eu não existia. Que me aturaste as birras e me mudaste as fraldas e agora aturas o excesso de bom humor e limpas a cozinha :)

Gosto de ti que vieste depois, cheio de mau-feitio e charme. És irresistível.

Gosto de vocês que me acarinham aí de longe e que gostam tanto que vos visite e me tratam sempre tão bem.

Gosto de vocês que conheci através deste blogue. De uns mais que de outros, claro. Mas gosto. Gosto de vos ter conhecido, gosto que sejam pessoas inteligentes e cultas e simpáticas e divertidas. Os encontros são poucos, mas são sempre deliciosos (normalmente porque implicam comida a mais! lol Mas compensa-se nos passeios).

Gosto de ti que me deste o meu bem mais precioso... a vida.

Gosto de ti que já não estás cá. Mas que me proteges e me acompanhas todos os dias.

Gosto de ti que trepas às árvores e que gostas que passear em cima da minha cara.

Gosto de ti princesa da minha vida. Linda, inteligente, divertida, talentosa. Por ti tudo vale a pena.

Gosto de mim.

Gosto todos os dias. Hoje não é um dia especial. É um dia. Um dia em que não estou a trabalhar, mas em que agradeço ter trabalho. Um dia em que não tenho a minha casa, mas que sei que em uma semana já terei. Um dia.

Gosto de ti todos os dias. Feliz Todos os Dias.

9 de dezembro de 2010

O melhor Natal da história dos Natais (pelo menos até ao de 2011)

Uma tradição que estamos a construir. Porque família é mais que alelos em comum.

Hoje, por coincidência, vi o episódio de Seinfeld em que se fala da versão do Natal dos Costanza... o Festivus. Chamemo-lhes Festivus (já que Natal confunde as crianças) ou o que for. Não temos de catalogar tudo.

Sei que me diverti muito hoje. Adorei os abraços apertados que recebi de meninas que sentiram a minha falta. Adorei sentir-me acolhida. Adorei a partilha, o riso, a conversa fácil, o nonsense... "Ó Pedroooo! Olha as batatas!"

Recebi muitos presentes. Um kit "solteira emancipada". Massagens. Sapatos. O futuro porta-chaves da minha futura casa. E abraços. E sorrisos. E a melhor prenda de todas... amor. Hoje senti-me parte de uma Família. Hoje senti-me num verdadeiro dia de Natal. Obrigada.















30 de novembro de 2010

Vida

Ianita já tem espírito natalício.

Fruto de...

... festejar a vida e não a morte...
... lutar pelo que quer e obter resultados...
... relativizar...
... acreditar...

Estou feliz. Sou feliz. E isto não tem preço.

[por isso... neste blog não se assinalam os 75 anos da morte do Nandinho... hão-de-se celebrar os aniversários que faria no dia de santo antónio. Assim como dia 2 de Dezembro não se celebra nenhuma data importante. Data importante celebra-se a 5 de Abril. O dia do nascimento. Porque eu escolho festejar a vida, celebrar a vida e nunca jamais a morte]

14 de novembro de 2010

Do Natal

Gosto do Natal. Sempre gostei.

Gosto da azáfama. Gosto das músicas nas ruas. Gosto das luzes. Gosto do vermelho. Gosto de comprar prendas. Gosto, mesmo com filas de trânsito e lojas cheias de gente. Gosto.

Assim como gosto de sair. Jantar fora. Ir a um bar beber um copo e conversar. Ou juntar-se o grupo de amigos em casa. Jogar cartas. Beber mais copos. Falar de coisas sem jeito.

Neste momento... preferia carregar no forward e acordar daqui a dois meses. Saltar as festas. Saltar as reuniões. Saltar os jantares. Saltar as tradições. Saltar as efemérides. Saltar.

É lixado ter-se 30 anos. Não pelo número em si, mas pelo que significa. Não há como negar. Sou adulta. Tenho responsabilidades. Tenho sonhos. Muitos. E uns sobrepõem-se a outros. Por mais que me doa. Tenho problemas de que não posso fugir. Mas que também não posso resolver.

Não posso lamentar-me pelo que não tenho. Tenho de aprender a viver com o que tenho. Crescer. Assumir as minhas responsabilidades. As minhas consequências. E as minhas circunstâncias.

No ano passado já me sentia um pouco assim. O dia 2 de Dezembro foi o princípio do fim. Mas pensei que o tempo me ajudaria a recuperar a magia que sempre senti nesta altura. Não ajudou.

Espero que um dia, daqui a uns anos, possa recuperar a magia e simplicidade desta época. Quando tiver a minha família. A verdadeira. A de amor.

1 de novembro de 2010

Conversas de mãe e filha

Por sms... eu na sala, a minha mãe algures pela casa...

eu - Traz-me um chocolate.
ela - Onde está?
eu - No café :)

Escusado será dizer que me trouxe um chocolate. Pequenino, mas trouxe. E eu não tive de me levantar do sofá nem desligar o Seinfeld. Há dias assim quase perfeitos :)

30 de outubro de 2010

Da tradição

Independentemente de tudo, a minha infância foi muito feliz. E digo "independentemente de tudo" porque o psiquiatra ficou surpreendido quando lhe disse que sim, que tinha tido uma infância feliz.

Lembro-me muitas vezes... das férias no Algarve... das tardes de brincadeira com o meu irmão... de ler os livros da minha irmã às escondidas... de brincar com os serviços de jantar em miniatura... de ir para a escola... das férias com a avó Nazaré... de quando fazíamos o doce... as merendeiras... as filhós... o pacote de bolacha maria que lavávamos à bisavó Ceciliana...

Hoje a minha casa cheira a memórias. Fiz merendeiras com a minha mãe. Só as duas. E a casa ficou com este cheiro fantástico. Cheiro a infância.

Claro que a minha avó faz falta... mas durante muito tempo a minha mãe não fazia estas coisas porque era a minha avó quem fazia. Agora ela não está cá. E eu quero fazer perdurar estas memórias... estas receita de família... estes momentos de partilha.

Há um tempo, fizemos o doce de pera da avó Nazaré. Hoje foram merendeiras. Havia uma receita de uma vizinha, mas modificámo-la. Passou a ser a nossa receita. A receita que um dia farei com os meus filhos. Para lhes encher o futuro de cheiro de felicidade.

E este Natal vou eu fazer filhós pela primeira vez. E comê-las ainda quentes... como quando ainda era criança.

O presente é feito de futuro, mas também é feito de passado. E há coisas que podemos e devemos levar connosco para o futuro... como diz o Campos, levar o passado guardado no bolso.

Vou guardar estes momentos no bolso da memória. E dar-lhes nova vida, a cada ano que passa.

24 de outubro de 2010

MA-MI-NHA!

A única criança a levar com a água do baptismo enquanto gritava a plenos pulmões... MAMINHA! E sim. Gritou. Uma vez. Duas. Três. O padre tentava falar mais alto do que ela, com aquela história de renunciar a satanás e afins e ela... MAMINHA! Claro que depois teve maminha. E o sr. padre teve de a ir benzer com um óleo qualquer e ela agarrada à mama. Lucky day para o sr. padre :) Correu tudo muito bem. E não seria de esperar outra coisa. Foi tudo preparado com muito amor. Com muito cuidado. E ficou tudo muito bonito. Pessoas bonitas. Crianças lindas e divertidas e carinhosas e brincalhonas. Foi tão bom!

Ah! E o pessoal da mesa "Branca de Neve" era o mais porreiro e divertido! :)

Ficam as imagens...

O melhor que se conseguiu fazer

A baptizanda

A família (e sim, aquilo é tudo perna!)

Matita com os papás

Matita com a madrinha

A fotógrafa de serviço

EU!



Família feliz (a Mariana estava farta de fotos)

EU!



- Tu és a Matilde!
- Eu? Mas, se eu sou a Matilde, quem és tu?
- Eu sou Ana! (e pega na mala!)


A minha mesa. Com a coroa brilhantemente recortada por mim :)

A princesa Mariana

Dá gosto ver uma criança comer assim!

Eis duas crianças a comerem assim que nem doidas! :)

As duas princesas

Miminhos


A Matilde a experimentar os meus sapatos!!

- São uindos! (são lindos!)
(começas cedo, começas! lol)

17 de outubro de 2010

Eu bem tento...

... ver o lado bom das coisas. Valorizar o bom. Relativizar o mau.

Mas há coisas que são demasiado más. Há momentos em que nem a mais optimista das pessoas consegue manter a serenidade.

Eu quero virar costas, mas não sei como. Quero seguir em frente e não sei como. Quero libertar-me e não sei como.

Por que é que tem de ser assim? Por que é que tem de ser tão difícil?

3 de outubro de 2010

Eu comigo

Fim-de-semana ermita. Refugiada na Nazaré. Vi muita televisão. Comi muitas porcarias. Andei muito pela net. Depois comecei a ter calor. Fui abrir a janela e senti a brisa marinha...

Não pensei duas vezes. Calcei as sapatilhas e fui. O facto de ser meia-noite não me impediu. Fui. Pensei que iria só até ao Porto de Abrigo e voltava... mas depois continuei. Fiz a calçada toda de uma ponta à outra... e voltei... sem medo...

Senti-me mesmo muito bem. Mais de uma hora depois, volto. Mais tv. Mais net. E ficar acordada até às 5h. Depois um dormir acidentado... daquele dormir de acordar de hora a hora. Manhã de preguiça e mais tv. Um temporal horrível lá fora. Arrumei as coisas e levei-as ao carro. Não chovia. Fui até à marginal. Andei a saltar poças de água. Molhei os pés todos. Tirei fotos. E uma molha porque entretanto começou a chover.

Foi um fim-de-semana espectacular :)

No Sábado estava assim...

À noite... não estava frio...
E eis que Domingo amanhece assim....