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30 de outubro de 2010

Da tradição

Independentemente de tudo, a minha infância foi muito feliz. E digo "independentemente de tudo" porque o psiquiatra ficou surpreendido quando lhe disse que sim, que tinha tido uma infância feliz.

Lembro-me muitas vezes... das férias no Algarve... das tardes de brincadeira com o meu irmão... de ler os livros da minha irmã às escondidas... de brincar com os serviços de jantar em miniatura... de ir para a escola... das férias com a avó Nazaré... de quando fazíamos o doce... as merendeiras... as filhós... o pacote de bolacha maria que lavávamos à bisavó Ceciliana...

Hoje a minha casa cheira a memórias. Fiz merendeiras com a minha mãe. Só as duas. E a casa ficou com este cheiro fantástico. Cheiro a infância.

Claro que a minha avó faz falta... mas durante muito tempo a minha mãe não fazia estas coisas porque era a minha avó quem fazia. Agora ela não está cá. E eu quero fazer perdurar estas memórias... estas receita de família... estes momentos de partilha.

Há um tempo, fizemos o doce de pera da avó Nazaré. Hoje foram merendeiras. Havia uma receita de uma vizinha, mas modificámo-la. Passou a ser a nossa receita. A receita que um dia farei com os meus filhos. Para lhes encher o futuro de cheiro de felicidade.

E este Natal vou eu fazer filhós pela primeira vez. E comê-las ainda quentes... como quando ainda era criança.

O presente é feito de futuro, mas também é feito de passado. E há coisas que podemos e devemos levar connosco para o futuro... como diz o Campos, levar o passado guardado no bolso.

Vou guardar estes momentos no bolso da memória. E dar-lhes nova vida, a cada ano que passa.

17 de fevereiro de 2010

Viagem ao passado

Ayamonte. Ayamonte de irmos de barco. Ayamonte de o barco cheirar mal.

É o que mais me lembro. Do cheiro do barco. E dos caramelos de pinhão que invariavelmente trazíamos connosco. Não me revi em nenhum local de Ayamonte. Não reconheço nada. Nem o barco, que me parece muito pequeno (e se calhar até é). Se bem que tenho fotos tiradas em alguns daqueles lugares. Mal vi aquela praça lembrei-me de algumas fotos. Mas não tenho memória de as tirar.

É engraçada a memória. Embora não me lembrando de nada, Ayamonte é um local que me faz sorrir e me faz sentir bem. Certamente era feliz nos dias em que ali ia. Não ficaram memórias de ruas nem de lugares nem de cheiros e muito menos de sabores, mas ficou a sensação de bem-estar.






27 de novembro de 2009

Album II

À conta de prendas de Natais passados, passei muitas fotos antigas para formato digital. Ainda bem... agora estão sempre à distância de um clique. Se bem que, de vez em quando, gosto de ir às gavetas da minha mãe e passar horas a ver fotos antigas... porque não se vê só com os olhos. Também se vê com os dedos... e com a memória.


Ianita em todo o seu esplendor... um sorriso aberto para desviar as atenções das montanhas de banha! Aprendi cedo :) É tudo uma questão de atitude...


Uns 3 anos talvez... no jardim da minha mãe. Quando ainda havia olival no terreno ao lado... ainda não tinha aprendido a técnica "barriga para dentro, mamas para fora"...


Armada em campeã... com este tamanho e ainda com as rodinhas na bicla... Gosto do pormenor da blusa metida para dentro da saia... e do totiço a tirar os cabelos da cara... estava mesmo loura!!


Na pré... muito compenetrada... olhos muito abertos... e hoje não há sorriso para ninguém!

A fase grunge... cabelo escorrido... olhar parvo... mas há qualquer coisa nesta foto de que eu gosto. (além dos 30kg a menos).
Casamento da prima Guida... e a ianita armada em gaja boa aos 14 ou 15 anos. (e reparem como ainda era mais alta que o meu irmão que hoje tem mais 25cm que eu...)

Turma 8º ano [E aqui? Onde está a Ianita? :) ]

Album



Está a chegar o Natal... comecei a vasculhar no baú... e no baú há tesourinhos. Como este. :) Pré-Primária...