Ianita já tem espírito natalício.
Fruto de...
... festejar a vida e não a morte...
... lutar pelo que quer e obter resultados...
... relativizar...
... acreditar...
Estou feliz. Sou feliz. E isto não tem preço.
[por isso... neste blog não se assinalam os 75 anos da morte do Nandinho... hão-de-se celebrar os aniversários que faria no dia de santo antónio. Assim como dia 2 de Dezembro não se celebra nenhuma data importante. Data importante celebra-se a 5 de Abril. O dia do nascimento. Porque eu escolho festejar a vida, celebrar a vida e nunca jamais a morte]
Mostrar mensagens com a etiqueta Avó. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Avó. Mostrar todas as mensagens
30 de novembro de 2010
30 de outubro de 2010
Da tradição
Independentemente de tudo, a minha infância foi muito feliz. E digo "independentemente de tudo" porque o psiquiatra ficou surpreendido quando lhe disse que sim, que tinha tido uma infância feliz.
Lembro-me muitas vezes... das férias no Algarve... das tardes de brincadeira com o meu irmão... de ler os livros da minha irmã às escondidas... de brincar com os serviços de jantar em miniatura... de ir para a escola... das férias com a avó Nazaré... de quando fazíamos o doce... as merendeiras... as filhós... o pacote de bolacha maria que lavávamos à bisavó Ceciliana...
Hoje a minha casa cheira a memórias. Fiz merendeiras com a minha mãe. Só as duas. E a casa ficou com este cheiro fantástico. Cheiro a infância.
Claro que a minha avó faz falta... mas durante muito tempo a minha mãe não fazia estas coisas porque era a minha avó quem fazia. Agora ela não está cá. E eu quero fazer perdurar estas memórias... estas receita de família... estes momentos de partilha.
Há um tempo, fizemos o doce de pera da avó Nazaré. Hoje foram merendeiras. Havia uma receita de uma vizinha, mas modificámo-la. Passou a ser a nossa receita. A receita que um dia farei com os meus filhos. Para lhes encher o futuro de cheiro de felicidade.
E este Natal vou eu fazer filhós pela primeira vez. E comê-las ainda quentes... como quando ainda era criança.
O presente é feito de futuro, mas também é feito de passado. E há coisas que podemos e devemos levar connosco para o futuro... como diz o Campos, levar o passado guardado no bolso.
Vou guardar estes momentos no bolso da memória. E dar-lhes nova vida, a cada ano que passa.
2 de outubro de 2010
Li um texto que me fez lembrar de ti.
Não que não me lembre sempre. Mas lembrou-me mais. Porque falava de uma pessoa como tu.
Sinto muito a tua falta.
Pensar que não estás ainda me faz chorar.
Eu tento portar-me mal, mas nem sempre é fácil. Ajudas-me aí de cima?
Tenho saudades do teu sorriso.
Tenho saudades da tua presença.
Não que não me lembre sempre. Mas lembrou-me mais. Porque falava de uma pessoa como tu.
Sinto muito a tua falta.
Pensar que não estás ainda me faz chorar.
Eu tento portar-me mal, mas nem sempre é fácil. Ajudas-me aí de cima?
Tenho saudades do teu sorriso.
Tenho saudades da tua presença.
25 de julho de 2010
Mais banalidades...
... porque sim. Eu nasci para ser rica. Houvesse dinheiro e eu passava o tempo de férias, a viajar e nas compras :)
A Cleo sugeriu. Eu fui lá. Experimentei e trouxe para casa :) As sandálias merecem uma fotografia ao pormenor. A mais recente aquisição, vinda directamente de Tavira.
[A minha mãe andou a ver preços e a escolher e sempre estive alheada do processo (já me bastou ter tido de escolher a urna...). Na semana passada ficou finalmente pronto. A minha mãe teve bom gosto. Ao contrário do que pensava, não fiquei triste. Fiquei contente. Não me lembrei do funeral, mas nos tantos dias em que ia àquele cemitério com a minha avó. Pôr flores ao meu avô. Ali naquele mesmo sítio, só menos bonito. Sorri. Ela teria gostado. De me ver ali e de ver que está tudo muito bonito. Ela teria gostado.]
17 de dezembro de 2009
Das cores
Desde que me conheço por gente, mesmo quando foi moda, que nunca gostei de me vestir toda de preto.
Tenho blusas pretas... camisolas... mas que visto com calça de ganga, nunca com calça preta. E as calças pretas são sempre usadas com camisolas de outra cor qualquer que não preto.
Não sei porquê. Não há um motivo lógico, só não me sinto confortável assim.
Vesti-me de preto para o funeral da minha avó. Basicamente porque achava que fazia sentido. Porque achava que o meu aspecto tinha de reflectir o que me ia na alma.
Hoje voltei a vestir-me de preto. Havia uma missa pelos meus avós e eu fui do trabalho directa para lá (o padre de hoje era bem mais competente que o ninfeto, embora fosse ainda novo).
Não consegui trabalhar. Não me conseguia concentrar. Sempre que me via, ou ao lavar as mãos na casa-de-banho, ou num qualquer reflexo, sentia o luto... sentia-me negra... sentia-me mal. Passei o dia de lágrima fácil. Na missa fartei-me de chorar... mesmo agora...
Entretanto amanhã temos o jantar de Natal da empresa. Este ano com muita pompa. A empresa até pagou viagens e estadias aos colaboradores das filiais estrangeiras, para que pudessem vir. O jantar vai ser no restaurante de um hotel novo, na Batalha. Os funcionários vão oferecer uma prenda à Administração e aqui a je até escreveu a dedicatória :). Ou seja... ou vou e vou tentar divertir-me e não vou andar a chorar pelos cantos... ou então não vou.
Decidi ir e estrear uma das camisas que comprei em Coimbra. De cetim. Rosa coral. A minha mãe teve um ataque quando me viu separar aquela camisa para vestir amanhã. Disse que lhe fazia impressão ver-me com aquela cor, estando nós de luto.
Entendo. Mas, depois de conversarmos um pouco, ela também me entendeu. A dor que sentimos hoje não se vai apagar nunca. Vamos aprendendo a conviver com ela, mas ela não vai deixar de existir. E nós temos de viver. Eu tenho de conseguir trabalhar e não passar os dias a fingir que faço alguma coisa. A minha mãe tem de voltar aos passatempos dela. Temos que conseguir seguir em frente... e ver-me de preto é lembrar-me a todos os segundos que estou de luto. Ver-me de preto é ver-me quase como se não quisesse seguir... como se estagnasse... tirar a cor da roupa é como tirar a cor da vida... E detesto ver a minha mãe toda de preto. Faz-me doer a alma... porque é quase como se tivesse, também ela, deixado de viver. Não o sei explicar melhor que isto...
A minha avó era viúva há quase 28 anos. Usou preto durante alguns anos até que deixou de usar. Quando começou a ir a uns retiros em Fátima. Um dos padres disse-lhe que o luto não deixava as almas dos que partiram descansarem. E ela deixou de vestir preto. Claro que não vestia rosa coral! Mas deixou o preto. Porque o que o padre queria dizer era que os mortos estão mortos e os vivos estão vivos. E algum dia temos de perceber isso e deixar a cor entrar. Deixar os mortos no lugar deles... no lugar que ocupam sempre dentro de nós. E não nos enterrarmos em vida.
A minha cara ninguém a muda. Estou abatida. Com olheiras fundas. Mas o preto só iria acentuar o mau ar. E não é isso que eu quero. Porque quem convive comigo não tem que levar com más energias... porque preciso de cor na minha vida. Amanhã... rosa coral!
Tenho blusas pretas... camisolas... mas que visto com calça de ganga, nunca com calça preta. E as calças pretas são sempre usadas com camisolas de outra cor qualquer que não preto.
Não sei porquê. Não há um motivo lógico, só não me sinto confortável assim.
Vesti-me de preto para o funeral da minha avó. Basicamente porque achava que fazia sentido. Porque achava que o meu aspecto tinha de reflectir o que me ia na alma.
Hoje voltei a vestir-me de preto. Havia uma missa pelos meus avós e eu fui do trabalho directa para lá (o padre de hoje era bem mais competente que o ninfeto, embora fosse ainda novo).
Não consegui trabalhar. Não me conseguia concentrar. Sempre que me via, ou ao lavar as mãos na casa-de-banho, ou num qualquer reflexo, sentia o luto... sentia-me negra... sentia-me mal. Passei o dia de lágrima fácil. Na missa fartei-me de chorar... mesmo agora...
Entretanto amanhã temos o jantar de Natal da empresa. Este ano com muita pompa. A empresa até pagou viagens e estadias aos colaboradores das filiais estrangeiras, para que pudessem vir. O jantar vai ser no restaurante de um hotel novo, na Batalha. Os funcionários vão oferecer uma prenda à Administração e aqui a je até escreveu a dedicatória :). Ou seja... ou vou e vou tentar divertir-me e não vou andar a chorar pelos cantos... ou então não vou.
Decidi ir e estrear uma das camisas que comprei em Coimbra. De cetim. Rosa coral. A minha mãe teve um ataque quando me viu separar aquela camisa para vestir amanhã. Disse que lhe fazia impressão ver-me com aquela cor, estando nós de luto.
Entendo. Mas, depois de conversarmos um pouco, ela também me entendeu. A dor que sentimos hoje não se vai apagar nunca. Vamos aprendendo a conviver com ela, mas ela não vai deixar de existir. E nós temos de viver. Eu tenho de conseguir trabalhar e não passar os dias a fingir que faço alguma coisa. A minha mãe tem de voltar aos passatempos dela. Temos que conseguir seguir em frente... e ver-me de preto é lembrar-me a todos os segundos que estou de luto. Ver-me de preto é ver-me quase como se não quisesse seguir... como se estagnasse... tirar a cor da roupa é como tirar a cor da vida... E detesto ver a minha mãe toda de preto. Faz-me doer a alma... porque é quase como se tivesse, também ela, deixado de viver. Não o sei explicar melhor que isto...
A minha avó era viúva há quase 28 anos. Usou preto durante alguns anos até que deixou de usar. Quando começou a ir a uns retiros em Fátima. Um dos padres disse-lhe que o luto não deixava as almas dos que partiram descansarem. E ela deixou de vestir preto. Claro que não vestia rosa coral! Mas deixou o preto. Porque o que o padre queria dizer era que os mortos estão mortos e os vivos estão vivos. E algum dia temos de perceber isso e deixar a cor entrar. Deixar os mortos no lugar deles... no lugar que ocupam sempre dentro de nós. E não nos enterrarmos em vida.
A minha cara ninguém a muda. Estou abatida. Com olheiras fundas. Mas o preto só iria acentuar o mau ar. E não é isso que eu quero. Porque quem convive comigo não tem que levar com más energias... porque preciso de cor na minha vida. Amanhã... rosa coral!
16 de dezembro de 2009
A minha avó
A minha avó é feita de rugas na cara. A minha avó é feita de cabelos muito brancos. A minha avó é feita de um riso fundo e sentido. A minha avó é feita de histórias para contar...
Da velha da cabaça. Dos lobos maus. Dos cabritinhos e dos pés de farinha. Da tia Maria Otília. De quando eu era pequenina. De quando morreu o meu avô e eu peguei na mão dela e andei por toda a casa à procura dele... e dizia a cada divisão "avô um cácá". Histórias cheias de suspense e humor... histórias cheias de vida e de pessoas. Pessoas que nunca vi, mas que conheci.
A minha avó é feita de ficções. De histórias de encantar. A minha avó é feita de abraços apertados e de beijinhos repenicados. E de muitos beijinhos na mesma bochecha.
A minha avó é feita de muitas doenças e tem sempre um saco de medicamentos atrás dela. A minha avó é feita de adorar cozido à portuguesa. A minha avó é feita de ser gulosa e de repetir sempre a sobremesa "só mais um bocadinho ali daquilo". Só mais um bocadinho. Com um sorriso maroto.
A minha avó é feita de não ter ido à escola, mas de ter aprendido a ler o nome dos medicamentos. A minha avó é feita de assinar com a impressão digital. A minha avó é feita de ter sido mãe solteira há mais de 70 anos. A minha avó é feita de se ter casado com um homem divorciado.
A minha avó é feita de ser filha da minha bisavó que era feita de ter tido 7 filhos de 3 homens diferentes e de nunca se ter casado com nenhum. A minha avó é feita de ir todas as semanas visitar a mãe e levar-lhe um pacote de bolacha Maria.
A minha avó é feita de fazer doces caseiros. O de pera era o melhor. A minha avó é feita de ter sido operada 14 vezes. A minha avó é feita de mau feitio. A minha avó é feita de personalidade carneira, forte e determinada. Habituada a dominar e controlar tudo. A minha avó é feita de meiguice e de carinhos. A minha avó é feita de mimos.
A minha avó é feita de pó das estrelas. A minha avó é feita do material de que se fazem os cometas. A minha avó é feita de ter conquistado tudo à custa de muito trabalho. A minha avó é feita de ter sempre uma opinião sobre tudo. A minha avó é feita das pedras que fazem a melhor e mais forte fortaleza. A minha avó é feita do mais fofo e cor-de-rosa algodão doce.
A minha avó é feita de contradições. A minha avó é feita de brilho no olhar. A minha avó é feita de sentido de humor. Já tinha dito isto? Mas é verdade a dobrar e triplicar e a quadriplicar até.
A minha avó é feita de amor. A minha avó é feita de compreensão. A minha avó é feita de me ouvir, mesmo quando já não ouvia de um ouvido. A minha avó é feita de vida.
A minha avó é feita de me ter ensinado o que é a vida. A minha avó é feita de ser um exemplo de persistência e conquista. A minha avó é feita de ter sobrevivido a muitos momentos difíceis... mas, principalmente, a minha avó é feita de ter vivido!
A minha avó é feita de "porta-te mal... porque portar bem não tem piada nenhuma".
E não tem. A minha avó é feita de ter sempre razão, mesmo quando não tem.
A minha avó é feita... de amor eterno.
A minha avó.
Da velha da cabaça. Dos lobos maus. Dos cabritinhos e dos pés de farinha. Da tia Maria Otília. De quando eu era pequenina. De quando morreu o meu avô e eu peguei na mão dela e andei por toda a casa à procura dele... e dizia a cada divisão "avô um cácá". Histórias cheias de suspense e humor... histórias cheias de vida e de pessoas. Pessoas que nunca vi, mas que conheci.
A minha avó é feita de ficções. De histórias de encantar. A minha avó é feita de abraços apertados e de beijinhos repenicados. E de muitos beijinhos na mesma bochecha.
A minha avó é feita de muitas doenças e tem sempre um saco de medicamentos atrás dela. A minha avó é feita de adorar cozido à portuguesa. A minha avó é feita de ser gulosa e de repetir sempre a sobremesa "só mais um bocadinho ali daquilo". Só mais um bocadinho. Com um sorriso maroto.
A minha avó é feita de não ter ido à escola, mas de ter aprendido a ler o nome dos medicamentos. A minha avó é feita de assinar com a impressão digital. A minha avó é feita de ter sido mãe solteira há mais de 70 anos. A minha avó é feita de se ter casado com um homem divorciado.
A minha avó é feita de ser filha da minha bisavó que era feita de ter tido 7 filhos de 3 homens diferentes e de nunca se ter casado com nenhum. A minha avó é feita de ir todas as semanas visitar a mãe e levar-lhe um pacote de bolacha Maria.
A minha avó é feita de fazer doces caseiros. O de pera era o melhor. A minha avó é feita de ter sido operada 14 vezes. A minha avó é feita de mau feitio. A minha avó é feita de personalidade carneira, forte e determinada. Habituada a dominar e controlar tudo. A minha avó é feita de meiguice e de carinhos. A minha avó é feita de mimos.
A minha avó é feita de pó das estrelas. A minha avó é feita do material de que se fazem os cometas. A minha avó é feita de ter conquistado tudo à custa de muito trabalho. A minha avó é feita de ter sempre uma opinião sobre tudo. A minha avó é feita das pedras que fazem a melhor e mais forte fortaleza. A minha avó é feita do mais fofo e cor-de-rosa algodão doce.
A minha avó é feita de contradições. A minha avó é feita de brilho no olhar. A minha avó é feita de sentido de humor. Já tinha dito isto? Mas é verdade a dobrar e triplicar e a quadriplicar até.
A minha avó é feita de amor. A minha avó é feita de compreensão. A minha avó é feita de me ouvir, mesmo quando já não ouvia de um ouvido. A minha avó é feita de vida.
A minha avó é feita de me ter ensinado o que é a vida. A minha avó é feita de ser um exemplo de persistência e conquista. A minha avó é feita de ter sobrevivido a muitos momentos difíceis... mas, principalmente, a minha avó é feita de ter vivido!
A minha avó é feita de "porta-te mal... porque portar bem não tem piada nenhuma".
E não tem. A minha avó é feita de ter sempre razão, mesmo quando não tem.
A minha avó é feita... de amor eterno.
A minha avó.
15 de dezembro de 2009
Out of tears
Universo... não achas que já chega? You proved your point. Já chega. Não consigo mais. Chega...
I can't feel
Feel a thing
I can't shout
I can't scream
Breathe it out
Breathe it in
All this love
From within
I won't cry when you say goodbye
I'm out of tears
I won't die when you wave goodbye
I'm out of tears
Out of tears
I won't drink
I won't eat
I can't hear
I won't speak
Let it out
Let it in
All this pain
From within
And I just can't pour my heart out
To another living thing
I'm a whisper
I'm a shadow
But I'm standing up to sing
I won't cry when you say goodbye
I'm out of tears
I won't die when you wave goodbye
I'm out of tears, yes I am
I won't cry, I swear my eyes are dry
I'm out of tears
I won't cry, I'm going to tell you why
I'm out of tears
Out of tears
Out of tears
Let it out
From within
Some you lose
Some you win
I can drift
I can dream
Til I float
Off your screen
And I just can't pour my heart out
To another living thing
I'm a whisper
I'm a shadow
But I'm standing up to sing
I won't cry when you say goodbye
I'm out of tears
I won't die when you wave goodbye
I'm out of tears
Out of tears
I won't cry, I swear my eyes are dry
I'm out of tears
Out of tears
I won't cry, I'm going to tell you why
I'm out of tears
Out of tears
Out of tears
I can't feel
Feel a thing
I can't shout
I can't scream
Breathe it out
Breathe it in
All this love
From within
I won't cry when you say goodbye
I'm out of tears
I won't die when you wave goodbye
I'm out of tears
Out of tears
I won't drink
I won't eat
I can't hear
I won't speak
Let it out
Let it in
All this pain
From within
And I just can't pour my heart out
To another living thing
I'm a whisper
I'm a shadow
But I'm standing up to sing
I won't cry when you say goodbye
I'm out of tears
I won't die when you wave goodbye
I'm out of tears, yes I am
I won't cry, I swear my eyes are dry
I'm out of tears
I won't cry, I'm going to tell you why
I'm out of tears
Out of tears
Out of tears
Let it out
From within
Some you lose
Some you win
I can drift
I can dream
Til I float
Off your screen
And I just can't pour my heart out
To another living thing
I'm a whisper
I'm a shadow
But I'm standing up to sing
I won't cry when you say goodbye
I'm out of tears
I won't die when you wave goodbye
I'm out of tears
Out of tears
I won't cry, I swear my eyes are dry
I'm out of tears
Out of tears
I won't cry, I'm going to tell you why
I'm out of tears
Out of tears
Out of tears
Etiquetas:
Amigos,
Avó,
Eu,
Música,
Quase-Loucura,
Rolling Stones,
trabalho,
Tretas,
Universo,
Vida
9 de dezembro de 2009
O papel...
Qual papel? O papel... mas qual papel? O papel. Qual papel? O papel... Qual papel? O papel. Qual papel? O papel. Qual papel?
Este papel:
Este papel:
Ele tinha 7 anos e andava na 2ª classe. Foram dar com ele já na escola, a 3km de distância de nossa casa. Eu tinha 9. E acho por bem esclarecer que nunca cheguei atrasada à escola. Chegava à hora. E ele queria ir cedo para poder jogar à bola. Eu preferia dormir mais uns minutos. :) A minha mãe gaba-lhe a letra mais bonita há 20 anos do que é agora... e a lembrança de não desaparecer de casa sem deixar um recado. Hábito que também já perdeu com a idade. ;)
(papel dado como perdido e encontrado numa agenda antiga quando procurávamos contactos de pessoas de família... faz hoje 1 semana...)
5 de dezembro de 2009
Cansada
Não sei como sentimentos tão diversos podem conviver ao mesmo tempo em mim.
Tenho-me obrigado a não colapsar. A minha mãe precisa que eu não colapse. Eu não vou colapsar. Passo os dias drogada e à noite, quando toda a gente dorme e a casa está calma, choro. Lavo a alma. Choro a perda. Choro a falta que me faz. Choro a irreversabilidade disto.
Tenho chateado as minhas pessoas. E tenho de agradecer por ter tão boas pessoas na minha vida. A Rony a quem eu ligo de dois em dois minutos... porque sim e porque não... sempre que estou para começar a chorar ligo-lhe, para falar de outras coisas. E a esta altura ela já se deve ter arrependido de ter aderido ao moche. A Vera. Que apesar de todos os problemas conseguiu estar por mim no dia mais difícil da minha vida. E ela tem a mania de dizer que é fraca. Depois de tudo o que se passou na 4ªfeira, não seriam muitas as pessoas que teriam vindo aqui. Naquele dia. No meio da tempestade, vieste. E no outro dia estiveste comigo a fazer pouco do padre ninfeto e a ver a terra que tapava a minha avó. Não é qualquer pessoa que, numa crise pessoal e num estado de dor profunda, consegue estar pelos outros. Não só és uma pessoa forte como és uma grande amiga. Digam o que disserem,eu sei. Sinto. Vejo.
Os problemas não se medem. A dor não se mede. O amor não se mede. Cada pessoa tem o seu peso e a sua medida. Acho que já o disse. E a amizade é isto... é conseguirmos ver os outros e ajudar os outros, mesmo quando sofremos e passamos por momentos difíceis.
Costumo dizer que tenho padrões altos. Tenho-os e mantenho-os. Porque os meus amigos são poucos,muito poucos. Mas são à séria. De sempre e para sempre. E disto eu não tenho dúvidas.
Hoje peguei no carro depois de mais uma noite sem dormir. E fui a Coimbra. Sozinha. Rádio desligado. Só eu. E os telefonemas de dois em dois minutos à Rony e à Vera. Fiz muitas compras. Lingerie muita. Duas camisas de cetim. Umas quantas camisolas básicas na Zara. Um colar. Um casaco de frio. Uns óculos de sol. Maquilhagem... lápis para os olhos, 3. Sombras,2. Perfume novo. Custo Barcelona. (não há sapatarias de jeito no Forum... e então ainda tenho de procurar sapatos... castanhos... ou azuis... uns castanhos e uns azuis... e umas botas... e as prendas de Natal que ainda não comprei quase nada).
Almoço pizza peperoni. Uma visita à FNAC. E consegui sair sem comprar nada, basicamente porque só procurei o que tinha na lista e não havia o que eu tinha na lista. Mando vir pela net.
Regresso a Leiria. A tempo de ir buscar a Vera e a Helena para irmos ver as finais da Sara. Mais uma vitória. Campeã nacional nos 100m mariposa. Foi emocionante. Muito.
Ver a minha família ali. Uns compadres do meu cunhado. Uns primos do lado do meu pai. Os meus pais. E ver a minha mãe de sorriso nos lábios. Distraída. Emocionada. Feliz até.
Estranho, não é? Sentimentos tão díspares... dor e felicidade convivem juntos. Lado a lado. Hoje chorei de tristeza e chorei de alegria.
Há coisas que não deviam acontecer... mas acontecem. Mesmo sem querermos. E é nestas alturas que vemos quem está por nós. Um obrigada a todos os que mandaram mails, fizeram posts (ai meninas que chorei tanto),telefonaram, mensajaram... tentei responder a todas as pessoas. Se me esqueci de alguém, desculpem-me. Mas obrigada.
Tenho-me obrigado a não colapsar. A minha mãe precisa que eu não colapse. Eu não vou colapsar. Passo os dias drogada e à noite, quando toda a gente dorme e a casa está calma, choro. Lavo a alma. Choro a perda. Choro a falta que me faz. Choro a irreversabilidade disto.
Tenho chateado as minhas pessoas. E tenho de agradecer por ter tão boas pessoas na minha vida. A Rony a quem eu ligo de dois em dois minutos... porque sim e porque não... sempre que estou para começar a chorar ligo-lhe, para falar de outras coisas. E a esta altura ela já se deve ter arrependido de ter aderido ao moche. A Vera. Que apesar de todos os problemas conseguiu estar por mim no dia mais difícil da minha vida. E ela tem a mania de dizer que é fraca. Depois de tudo o que se passou na 4ªfeira, não seriam muitas as pessoas que teriam vindo aqui. Naquele dia. No meio da tempestade, vieste. E no outro dia estiveste comigo a fazer pouco do padre ninfeto e a ver a terra que tapava a minha avó. Não é qualquer pessoa que, numa crise pessoal e num estado de dor profunda, consegue estar pelos outros. Não só és uma pessoa forte como és uma grande amiga. Digam o que disserem,eu sei. Sinto. Vejo.
Os problemas não se medem. A dor não se mede. O amor não se mede. Cada pessoa tem o seu peso e a sua medida. Acho que já o disse. E a amizade é isto... é conseguirmos ver os outros e ajudar os outros, mesmo quando sofremos e passamos por momentos difíceis.
Costumo dizer que tenho padrões altos. Tenho-os e mantenho-os. Porque os meus amigos são poucos,muito poucos. Mas são à séria. De sempre e para sempre. E disto eu não tenho dúvidas.
Hoje peguei no carro depois de mais uma noite sem dormir. E fui a Coimbra. Sozinha. Rádio desligado. Só eu. E os telefonemas de dois em dois minutos à Rony e à Vera. Fiz muitas compras. Lingerie muita. Duas camisas de cetim. Umas quantas camisolas básicas na Zara. Um colar. Um casaco de frio. Uns óculos de sol. Maquilhagem... lápis para os olhos, 3. Sombras,2. Perfume novo. Custo Barcelona. (não há sapatarias de jeito no Forum... e então ainda tenho de procurar sapatos... castanhos... ou azuis... uns castanhos e uns azuis... e umas botas... e as prendas de Natal que ainda não comprei quase nada).
Almoço pizza peperoni. Uma visita à FNAC. E consegui sair sem comprar nada, basicamente porque só procurei o que tinha na lista e não havia o que eu tinha na lista. Mando vir pela net.
Regresso a Leiria. A tempo de ir buscar a Vera e a Helena para irmos ver as finais da Sara. Mais uma vitória. Campeã nacional nos 100m mariposa. Foi emocionante. Muito.
Ver a minha família ali. Uns compadres do meu cunhado. Uns primos do lado do meu pai. Os meus pais. E ver a minha mãe de sorriso nos lábios. Distraída. Emocionada. Feliz até.
Estranho, não é? Sentimentos tão díspares... dor e felicidade convivem juntos. Lado a lado. Hoje chorei de tristeza e chorei de alegria.
Há coisas que não deviam acontecer... mas acontecem. Mesmo sem querermos. E é nestas alturas que vemos quem está por nós. Um obrigada a todos os que mandaram mails, fizeram posts (ai meninas que chorei tanto),telefonaram, mensajaram... tentei responder a todas as pessoas. Se me esqueci de alguém, desculpem-me. Mas obrigada.
(Recado: O cansaço é muito. Porque mesmo com calmantes não durmo. Mas isso não é desculpa. Fui bruta no post ali em baixo. E injusta com algumas pessoas. Já me expliquei por e-mail, espero que entendas. Peço desculpas se te magoei de alguma forma. É sincero. (lembrei-me agora que apanhei a minha primeira quase bebedeira contigo... shots de gold strike no Old Beach... eheheh).)
Subscrever:
Comentários (Atom)
