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25 de novembro de 2010

No divã - outra vez

Uma senhora doutora e duas estagiárias que estavam sempre a escrever nos caderninhos.

A senhora doutora concorda com o outro senhor doutor dos divãs e diz que eu estou muito bem. E, de facto, sinto-me bem. O que não invalida que tenha os meus momentos de raiva e sentimento de injustiça e choro e birra e afins. Mas consigo relativizar. Racionalizar. E ver além. E supostamente isso é bom.

Esta semana fui ver o primeiro apartamento. E isso já fez toda uma diferença que não pensei possível.

17 de novembro de 2010

Rapidinhas

Aqui a gaja sem espírito natalício comprou hoje prendas para 9 pessoas. Imaginem se estivesse embuída do dito cujo... upa upa!

Patrão para ianita - Cada dia mais bonita. Tens de me dizer qual é a tua marca de chocolates porque te estão a fazer bem!
[Cadbury de leite, DAAHHH!]

Nas análises... estive uma data de tempo na sala de espera, precisamente, à espera... não da minha vez para ir tirar sangue para o tubo... mas que o sangue parasse de esguichar.

(quando é que eu posso dar as prendas mesmo?)

14 de novembro de 2010

Do Natal

Gosto do Natal. Sempre gostei.

Gosto da azáfama. Gosto das músicas nas ruas. Gosto das luzes. Gosto do vermelho. Gosto de comprar prendas. Gosto, mesmo com filas de trânsito e lojas cheias de gente. Gosto.

Assim como gosto de sair. Jantar fora. Ir a um bar beber um copo e conversar. Ou juntar-se o grupo de amigos em casa. Jogar cartas. Beber mais copos. Falar de coisas sem jeito.

Neste momento... preferia carregar no forward e acordar daqui a dois meses. Saltar as festas. Saltar as reuniões. Saltar os jantares. Saltar as tradições. Saltar as efemérides. Saltar.

É lixado ter-se 30 anos. Não pelo número em si, mas pelo que significa. Não há como negar. Sou adulta. Tenho responsabilidades. Tenho sonhos. Muitos. E uns sobrepõem-se a outros. Por mais que me doa. Tenho problemas de que não posso fugir. Mas que também não posso resolver.

Não posso lamentar-me pelo que não tenho. Tenho de aprender a viver com o que tenho. Crescer. Assumir as minhas responsabilidades. As minhas consequências. E as minhas circunstâncias.

No ano passado já me sentia um pouco assim. O dia 2 de Dezembro foi o princípio do fim. Mas pensei que o tempo me ajudaria a recuperar a magia que sempre senti nesta altura. Não ajudou.

Espero que um dia, daqui a uns anos, possa recuperar a magia e simplicidade desta época. Quando tiver a minha família. A verdadeira. A de amor.

12 de novembro de 2010

17 de outubro de 2010

Eu bem tento...

... ver o lado bom das coisas. Valorizar o bom. Relativizar o mau.

Mas há coisas que são demasiado más. Há momentos em que nem a mais optimista das pessoas consegue manter a serenidade.

Eu quero virar costas, mas não sei como. Quero seguir em frente e não sei como. Quero libertar-me e não sei como.

Por que é que tem de ser assim? Por que é que tem de ser tão difícil?

13 de outubro de 2010

Relíquias de Aveiro... ou "ianita, a verdadeira história"

Chegaram as fotos das meninas paradisíacas... e por lá estavam estas lindas relíquias. (Obrigada por tudo meninas! Gosto muito de vocês!)

Estes paparazi... não deixam ninguém em paz

Quer uma pessoa passar despercebida...


Narcisista? Nah!

Um abraço bem apertadinho a quem os merece

Marinheira de barco naufragado

Até na praia os paparazi não me deixaram em paz

A imitar o Djaló

Oh para mim de perfil!

Piquenique no parque de estacionamento

Antes da loucura total

Meia bolacha?

(cortei a parte da foto onde se via a poça de xixi de tanto rir)

Are you talking to me? Be afraid... Be very afraid!!

Ianita - aprovada!

Fireworks

Numa espécie de coreografia do "Aperta aperta com ela"

Sumo de melão e abacaxi (evitar piadas com as palhinhas sff)

Toda eu sou um raio de SOL :) [cof cof]

Desprevenida

Reparem na altura do passeio que não consegui subir... mas reparem também que estou em bicos de pés... das duas uma... ou a bicicleta era grande demais ou eu era pequena demais...

Que bela figura passeando num fim de tarde

É melhor saírem da frente... não sei... é só um aviso

Andar de bicicleta e encolher a barriga ao mesmo tempo não é nada fácil

Ianita cheia de classe a ajeitar o soutien

Ianita, a benemérita

Assim até pareço magra

Rony, estava a falar contigo

Apanhada

Epah... esta miúda é mesmo gira (é preciso é não lembrar a grua que teve de ser chamada para me tirar dali... mas isso são pormenores!)

12 de outubro de 2010

Sabe-se que se é muito loura...

... mas mesmo muito loura... daquelas louras bem louras... mas mesmo mesmo loura...

... quando andamos mal-dispostas há uns dias e só mais de uma semana depois é que se repara que se anda a beber iogurtes estragados.

A validade tinha passado, é certo. Mas isso não quer dizer nada, né? Quando passam uns dias não faz mal... estes não estavam bem... ou será que é normal abrirmos um frasco de iogurte e ele ter bolor no gargalo?

Pois... também acho que não.

Se calhar por isso é que eu não tenho andado bem... se calhar...

29 de setembro de 2010

Recalculando (ainda as 4ªfeiras e as idas aos "divãs")

Acordar mais cedo que o costume. Pegar no carro e seguir rumo a Coimbra. Hoje havia duas consultas de divã sem divã. Cheguei à hora certa. Fiz logo a inscrição para as duas consultas e paguei a taxa moderadora (4,5€).

Depois foi esperar.

O primeiro médico atrasou-se, mas nada de muito grave. Disse-me que estava mais bonita, mais elegante, mais feliz e com menos pensamentos (ainda lhe perguntei se me estava a chamar loura burra ou cabeça de vento, mas afinal não… era supostamente um elogio). Pediu-me que imaginasse que ele era uma fada madrinha que tinha o poder de me conceder 3 desejos. Quais seriam?

1. O euromilhões
2. Saúde
3. Não preciso de mais nada…

De certeza que não quer escolher mais nada? E eu que não, que não precisava de mais nada. Que com saúde tudo se consegue e que o dinheiro nem era para mim, mas que resolvia a vida a muitas das minhas pessoas. E o príncipe encantado? E eu que não, que não acredito em príncipes encantados, que são um monte de patranhas dos contos de fadas. E ele, mas olhe que existem príncipes encantados. E eu disse que sim, que existem príncipes encantados num dia, mas que desencantam no outro. E ele rematou mencionando um amigo comum, que indicou como exemplo de príncipe encantado e sublinhou que teria era de procurar na geração dele. Lol Sem mais comentários.

Pela outra consulta tive de esperar bem mais. Bem mais… mas a verdade é que ela me estava a fazer um favor. A consulta era ontem, e eu pedi para ser hoje para ser no mesmo dia da outra consulta. Ela acedeu, mas estava sujeita à espera. Assim foi. Diz ela que eu não tenho problema absolutamente nenhum. Eu é que os invento. :) levo-me demasiado a sério. Levo o que penso demasiado a sério. Tenho de aprender a relaxar. Aprender que pensamento e realidade são coisas distintas e que o que penso não é necessariamente o que acontece. Aprender a não valorizar o que penso. Ver os meus pensamentos como um monte de tretas que por aqui passa.

Depois, regresso a casa. Ida ao banco onde sou tratada como cliente xpto. Por curiosidade perguntei há quanto tempo era cliente… desde 1991… há 19 anos. É muito ano…

Quase 3 anos depois lá mudei a conta para conta-ordenado (quanto mais não seja porque a conta-ordenado não tem despesas de manutenção).

Lá preenchi os papéis para a caixa-directa, para finalmente poder movimentar a conta pela internet.

E lá pedi o cartão de crédito. Com pagamentos a 100% porque eu não quero nem preciso de crédito. O cartão de crédito serve para não ter de pedir favores sempre que quiser fazer reservas no booking ou comprar dvds na Amazon (ai que a wishlist é cada vez maior……). Para comprar bilhetes on-line já tinha o MBNET, mas para sites dotcom não dá :(. Mas agora sou a fantástica detentora de um cartão caixa woman :) ah pois é!

Fui a casa comer qualquer coisa e espreitar os e-mails e bora picar o ponto. Pouco mais de duas horas de trabalho para um monte de chatices e asneiras. Acho que podemos concluir que as 4ªfeiras só são um dia mau quando estou a trabalhar… ou seja, podemos não abolir as 4ªfeiras, desde que se possa não trabalhar à 4ªfeira. Que tal? :)

27 de setembro de 2010

TPM / DPM / NPM / ou EN

Não é mito. A TPM existe. Eu é que nunca sofri dela. Os homens é que têm a mania de dizerem que uma mulher mal-disposta está em fase de TPM. Cromos.

O que eu tenho é DPM (depressão pré-menstrual) ou NPM (neura pré-menstrual)... Ou mesmo EPM (estupidez pré-menstrual)... E é giro que PM também dá para "pós-menstrual". Sim, porque há quem sofra destes ditos "estados" pré e pós... mas afinal há que não culpar a fase "pré-menstrual" ou "pós-menstrual" da coisa do que nos é intrínseco...

No fim de contas, o que eu tenho é mesmo EN - Estupidez Natural.

22 de setembro de 2010

Ainda as 4ªfeiras

Acho que já por aqui referi que odeio as 4ªfeiras. Nada de bom acontece à 4ªfeira. E hoje não foi excepção.

E nada de "perrepeupeu pardais ao ninho e tal, que estás sugestionada e atrais as coisas más para a 4ªfeira". Mesmo se eu acreditasse nessas coisas, é demais pensar que o meu negativismo relativamente à 4ªfeira conseguiria influenciar pessoas a kms de distâncias a tomar decisões que me influenciam a uma 4ªfeira. Isso era ser narcisista e achar que o Universo não tem mais que fazer que olhar para mim e fazer coisas acontecerem Mundo a fora para me acontecerem à 4ªfeira. Ridículo.

Como são ridículas as 4ªfeiras.

Como sou ridícula eu. E tonhó. E parvinha.

Hoje, além de um milhão de outras coisas que nem vale a pena enumerar, tive a certeza que nunca vou mudar. Vou continuar a ser a treta da boazinha em cima de quem toda a gente pisa. Sou incapaz de ser má. Sou incapaz de pagar na mesma moeda. Sou coração mole e, por mais razão que tenha, no fim de contas tenho pena das pessoas. E eu que estava tão feliz porque me impus a duas fulanas na fila da bruxa (elas estavam à minha frente, mas entretanto foram dar uma volta... regressaram e viram que ainda demorava e foram dar mais um giro... nem uma palavra aqui à minha pessoa... quando chegou a vez delas, levantei-me e fui eu. Ficaram indignadas e disseram que estavam à minha frente, mas eu disse "sim, mas eu estive aqui o tempo todo" e entrei) e hoje... vejo uma das cabras que me anda a rogar pragas, a falar mal de mim, a dizer que eu devia ser despedida, isto enquanto me sorri com quantos dentes tem, aflita com um trabalho e fi-lo.

É triste. É a uma 4ªfeira que percebo que mereço. E a minha raiva não é com ela, que é cabra e hipócrita, mas que eu já sei como é. A minha raiva é comigo que, sabendo quem ela é, larguei as minhas coisas para a ajudar, mesmo sem ela me pedir ajuda.

Mais valia andar com um cartaz a dizer "F***** a vida que eu mereço".

Não nasci para viver neste Mundo. Não nasci para viver e conviver com estas pessoas. Nasci sem esses anti-corpos e agora é o que se vê. Sou saco de pancada.

E pior que ser cego é não querer ver. Ou não aprender com a merda que se faz.

Estou desiludida comigo e sinto que o Mundo se desilude comigo também.

(já disse que odeio 4ªfeiras? Ainda para mais, amanheci com herpes!!!)

18 de setembro de 2010

Ianita foi à bruxa

O que me faz lembrar uma música dos Rio Grande, cantada pelo Vitorino... "Fui às sortes e safei-me". :)

Estou em ambiente medieval. Não acredito em bruxas, mas que as há.... Fui naquela de ver como era.

A senhora só me fez uma pergunta. A idade.

Mal virei as mãos, disse-me com um sorriso "ena tanta sensibilidade". Depois ainda acrescentou "é muito sensível, não é? Mas quando se metem consigo... ui!".

Disse-me que sou uma pessoa independente, mas muito agarrada à família. Que por um lado queria avançar, mas por outro lado precisava da aprovação deles. Que tinha tido uma adolescência difícil. Não que me tivesse metido em porcarias, mas porque as minhas ideias entravam em choque com as dos meus pais.

Disse-me que eu estava sozinha e que nunca tinha tido filhos. Que tive alguém de quem gostei muito no passado e não correu bem (ok, toda a gente tem uma história destas) e que estava bem melhor assim.

Disse-me que vou ter uma vida longa. Com problemas de saúde, mas longa. Vou mudar de casa muitas vezes.

Olhou-me as mãos e disse que eu tinha um curso. Disse-me que nunca me ia faltar trabalho nem dinheiro. Disse aliás que ia ter uma velhice confortável financeiramente. Mas tudo o que conseguir vai-me sair do suor do rosto. Tenho de trabalhar duro para ter o que quero e o que preciso. Nada me vai ser dado de bandeja.

Disse-me que estou numa fase de mudanças. Internas principalmente.

Disse-me com um olhar embevecido para a minha mão direita... "a menina nasceu para ser mãe". Eu fiquei a olhar... e ela "está tão marcado que vai ser mãe... não já... mais tarde... depois dos 35... mas está tão marcado".

Não me falou em príncipes encantados. Disse-me que estava melhor como estava. Falou em mudanças internas e em mudanças em termos de trabalho. Adivinhou-me uma vida de trabalho e algumas maleitas. Falou em filhos, mas nunca falou em amor.

O estranho é que eu digo muitas vezes (e a maioria das pessoas não acredita) que quero muito ser mãe, mas que não faço questão de engravidar. Faço questão de ser mãe, mas não faço questão do príncipe. E ela deu a entender isso mesmo.

Claro que não acredito. Continuo a não acreditar. Mas desmistificou um pouco a ideia que tinha. Não veio com lugares-comuns de felicidade eterna e o grande amor da minha vida a virar a esquina.

Não sei se aquelas coisas em que acertou tanto se lêem nos meus olhos. Se calhar sim. Seja como for, o meu futuro continua incerto. Na certeza de que está nas minhas mãos trabalhar para ele. Fazer-me a ele. De peito aberto.

Foi uma experiência de que gostei bastante. Principalmente nesta fase em que ando a tentar convencer-me de que há coisas que fogem ao meu controlo e ao meu entendimento. Tento acreditar na magia, no inexplicável, no acaso, no destino. E gostei deste toque místico na minha vida.

Saí de lá sem acreditar, mas de sorriso nos lábios com o tanto que ela "sabia" de mim. Não sei se alguma vez vou repetir. Mas gostei muito.

14 de setembro de 2010

No outro divã - parte II

Às vezes penso que não deveria dizer nada. A verdade é que muitas pessoas se sentem desconfortáveis com este tipo de tema. Ainda há o estigma. Mas gosto de aqui registar as minhas coisas... loucuras e pensamentos...

Mas não são só os "doidos" que vão ao psicólogo e ao psiquiatra. Eu vou. E não sou doida. Tenho as minhas loucuras. As minhas maluqueiras. Mas encaixo na maioria dos padrões globalmente aceites como "normais". Vou porque me faz bem. Não fui obrigada. Não fui a mando de nenhum outro médico. Fui e vou porque sinto que preciso e que me faz bem.

Na primeira vez que estive com a psicóloga admito que tive várias vezes o pensamento "mas quem é esta fulana para achar que me conhece?". Mas a verdade é que conhece. Custa é ouvirmos alguém de fora a meter o dedo na ferida. A "desnudar-nos" daquela maneira.

Ela é, sem dúvida, a pessoa certa para mim. Directa. Frontal. Dura. Olha-me nos olhos e diz-me o que tem a dizer. Não vou lá para me porem paninhos quentes nem para me chamarem de coitadinha. Vou lá para encarar o touro pelos cornos e tentar ser e estar melhor. Assim sendo, era mesmo de uma pessoa como ela que eu precisava.

Faz-me bem falar com ela. Porque ela desconstrói as minhas racionalizações, as minhas certezas e incertezas. Põe em cheque tudo o que eu digo. E eu posso tentar ver outros caminhos. E, ao fim de dois dias, vejo uma luzinha lá ao fundo. E sinto que estou no caminho certo. Porque me sinto melhor. E este sentir melhor não se reflecte na minha interacção com os outros. Não se reflecte na minha vida do dia-a-dia. Reflecte-se em mim. De mim para mim. Olhos nos olhos.

Dia 28 lá volto. Para um dois em um. E por mais que me custem as viagens, gosto muito de ir. Porque o caminho é feito em silêncio. Só se ouve o som do carro no asfalto e os meus pensamentos. E gosto. Destes momentos só comigo. E gosto de chegar lá e que me ponham à prova. Que me esmifrem os miolos. Não resultaria se fosse uma imposição. Não resultaria se não tivesse sido uma decisão pensada e ponderada e tomada exclusivamente por mim. Demorei o meu tempo, mas o tempo chegou. E o tempo é agora.

Tenho de me dar menos importância. Achar-me mais normal. Desvalorizar as coisas que me vêm à cabeça. Aceitar que não sou responsável pelas decisões e erros dos outros. Aceitar que não posso evitar que as coisas aconteçam. Aceitar que não sou responsável pela vida dos outros. Aceitar que tenho de viver a minha vida sem pensar nos outros. Deixar de abdicar da minha vida pelos outros. E eu acredito que um dia vou conseguir...

8 de setembro de 2010

Fugas

Hoje concorri a um concurso para Castelo de Vide sem saber onde raio ficava Castelo de Vide (e perdoem-me os habitantes de Castelo de Vide, mas se calhar também não sabem onde é a Pocariça) só porque me pareceu longe o suficiente.

Acho que não odeio ninguém. Há pessoas que me magoam, que me irritam, outras que me são indiferentes. Mas não odeio ninguém. Embora às vezes me odeie a mim. Pela minha fraqueza. Por continuar a persistir na ideia que pode ficar tudo bem. Por preferir sempre fugir a enfrentar.

Já fugi no passado e estou desesperadamente a precisar de fugir outra vez. E não, não consigo enfrentar ou não quero enfrentar ou whatever. A verdade é que não vou enfrentar.

6 de setembro de 2010

Ups...

... I did it again...

Apanhada pelo vídeo quando esperava a fotografia... Ianita a bombar!


2 de setembro de 2010

Boys will be boys...

... and girls will be girls.

E a ianita aqui anda... igual a si-mesma. Com os mesmos disparates e acessos de loucura. Com a mesma honestidade. Com o mesmo cansaço. Com a mesma alegria. Com a mesma vontade incrível de fazer a mala...

Boys will be boys... Girls will be girls... anda ianita will be ianita :)



1 de setembro de 2010

Gostos...

Gosto...


Da vida.


Dos meus.


Da ursa azul.

De chocolate.


Do mar.


Do tempo ameno.

De lareiras acesas.


De ouvir a chuva lá fora.


Do cheiro da minha almofada.


Do cheiro das pessoas.


De rir.

De ler.

De ver tv.


De estar quieta enroscada em mim-própria.


De ter razão.


De sentir que faço pessoas felizes.


Não gosto...


De pimentos.

De pepino e bróculos e couve-flor.


De figos e diospiros.


De pessoas falsas.


De mentiras.


De enganos.


De maldade.


De injustiça.

De arrogância.


De gritos.

Dos filmes do David Lynch.


De me sentir encurralada.

Que me desiludam.


De desiludir as pessoas.


De quartas-feiras.... e hoje é 4ªfeira. Irritam-me as 4ªfeiras. Maiores. Menores. Feriados ou dias de trabalho. Não gosto de 4ªfeiras. Nada de bom acontece às 4ªfeiras.Por mim, apagava as 4ªfeiras do calendário e amanhã já era 5ªfeira. A 5ªfeira é que era... dia de mercado e de sardinhas para o jantar. À 4ªfeira não se passa nada. É só mais um dia... cinzento... banal... E sempre que é 4ªfeira é como se sentisse cairem sobre mim todas as coisas de que eu não gosto.


Não gosto de 4ªfeiras...

26 de agosto de 2010

Gosto tanto....

Do Brandon. Da voz. Da sonoridade. Da letra. Do vídeo... por que é que tem de ser sempre o cavaleiro andante a salvar a donzela? Por que é que as donzelas não se decidem e não se metem a caminho para salvarem os cavaleiros andantes?

E quero muito acreditar. Que depois de ventos e tempestades. Que tudo vai ficar bem. Que vamos saber enfrentar o mau e que a vida nos vai compensar...

Há dias em que acredito pouco nos meus poderes de super-heroína...




And we're caught up in the crossfire
Heaven and hell
And were searching for shelter
Lay your body down...

Tell the devil that he can go back from where he came
His fire he airs all through their beating vein.
And when the hardest part is over we'll be here
And our dreams will break the boundaries of our fears

Boundaries of our fears

Lay your body down

Next to mine....

19 de agosto de 2010

Posso....

... comer e não engordar?

... ir para casa?

... ganhar o euromilhões?

... sair de casa dos meus pais?

... ajudar os meus?

... viajar mais?

... rir mais?

... não ter comprimidos para tomar?

... ser menos parva?

... ser menos tonhó e loura?

... ir à praia dar um mergulho e morfar uma bola de berlim com creme?

... usar uma varinha de condão?

... ter poderes mágicos?

Posso querer... mas do querer ao poder há uma distância demasiado grande.

17 de agosto de 2010

Um ponto no Infinito...

Olho o céu e contemplo as estrelas que fulgem.
Busco as constelações, balbucio os seus nomes.
Nasci a olhá-las, conheço-as uma a uma.
São sempre as mesmas, aqui, agora e sempre.

Mas além, mais além, o céu é outro,
Outras são as estrelas, reunidas
Noutras constelações.

Eu nunca vi as deles;
Eles,
Nunca viram as minhas.

A Natureza separa-nos.
E as naturezas.

A cor da pele, a altura, a envergadura,
As mãos, os pés, as bocas, os narizes,
A maneira de olhar, o modo de sorrir,
Os tiques, as manias, as línguas, as certezas.

Tudo.

Afinal
Que haverá de comum entre nós?

Um ponto, no infinito.


António Gedeão, Poemas Escolhidos



Deveríamos olhar mais ao que nos une que ao que nos separa. E o que é que nos une? Qual é o ponto no Infinito? A humanidade. Acima de tudo,todos somos carne e sangue e músculos e ossos... acima de tudo, todos temos um coração que bate. Todos temos sangue a correr-nos nas veias. Todos temos a capacidade de ver com os olhos da alma. Pena que nem todos escolham usar o cérebro com que nasceram e prefiram valorizar as diferenças, que são nadas perante o tanto que nos une.

11 de agosto de 2010

Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.

Ricardo Reis

E aprender que tudo passa... e que podemos ter o bom sem termos o mau. O que eu queria era que a Fortuna me sorrisse para me libertar.