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19 de setembro de 2010

De Alvalade




Alvalade do Sado

Paisagem alentejana

Mirobriga


Ponte romana - Mirobriga


Os nossos pés numa via romana


O que eu gosto das termas....

Forum (quase nada está in situ)

Desprevenida....


Falsamente desprevenida

As mesmas termas... outra perspectiva


As pontes romanas não caem nem com mil ianitas :)


E eis que... termas!

A caipirinha vai à Feira Medieval


Alvalade - pelourinho e Igreja da Misericórdia

Não sei se o arauto saberia do que se ia passar hoje na Luz :)


Igreja da Misericórdia (é aqui que estão os ossos)



Muita muita muita gente... muito giro.


E não é que era bom?


Dra. Sofia Bones, explicando umas cenas enquanto ianita definhava com o cheiro cavalar que se fazia sentir dentro da Igreja....



O escravo do gelo


A caipirinha vai à exposição



Um brinde à Jaquina (a segunda a contar da esquerda, ao fundo)



Era aqui o gabinete da Dra. Bruxa


A caipirinha sai à noite

Brinde à nossa

O carrossel medieval estava estacionado à porta de casa... o desafio surgiu... a ianita tinha bebido demais... e eis que ianita vai andar de carrossel descalça e de pijama.... o degredo!


E sim... era um pijama da "Mine"

E não... não tinha noção da figura que estava a fazer
É que nem vale a pena dizer mais nada....

A minha meia de dormir no carrossel
A Igreja by night


Depois das caipirinhas, iced tea... carpe diem... pois....


E assim aconteceu no fim-de-semana com a monga-mor na feira medieval de Alvalade do Sado.



Passam os anos, mas nós somos nós. É bom saber isso. Adorei ter ido. Apesar de ser longe e de eu detestar conduzir. E surpreendeu-me muito pela positiva aquele lugar. Muita gente. As pessoas da vila muito envolvidas naquilo. Muito contentes por verem arqueólogos (e antropólogos) na vila. Orgulhosos por terem coisas para mostrar.

Adorei as ruínas de Mirobriga que ainda não conhecia. O guia foi um mimo. Adorei as caipirinhas. O convívio. A alegria. A partilha. A bobagem. As conversas mais sérias e as mais parvas. Mais de 15 anos depois. As mongas ainda estão para as curvas...


18 de setembro de 2010

Ianita foi à bruxa

O que me faz lembrar uma música dos Rio Grande, cantada pelo Vitorino... "Fui às sortes e safei-me". :)

Estou em ambiente medieval. Não acredito em bruxas, mas que as há.... Fui naquela de ver como era.

A senhora só me fez uma pergunta. A idade.

Mal virei as mãos, disse-me com um sorriso "ena tanta sensibilidade". Depois ainda acrescentou "é muito sensível, não é? Mas quando se metem consigo... ui!".

Disse-me que sou uma pessoa independente, mas muito agarrada à família. Que por um lado queria avançar, mas por outro lado precisava da aprovação deles. Que tinha tido uma adolescência difícil. Não que me tivesse metido em porcarias, mas porque as minhas ideias entravam em choque com as dos meus pais.

Disse-me que eu estava sozinha e que nunca tinha tido filhos. Que tive alguém de quem gostei muito no passado e não correu bem (ok, toda a gente tem uma história destas) e que estava bem melhor assim.

Disse-me que vou ter uma vida longa. Com problemas de saúde, mas longa. Vou mudar de casa muitas vezes.

Olhou-me as mãos e disse que eu tinha um curso. Disse-me que nunca me ia faltar trabalho nem dinheiro. Disse aliás que ia ter uma velhice confortável financeiramente. Mas tudo o que conseguir vai-me sair do suor do rosto. Tenho de trabalhar duro para ter o que quero e o que preciso. Nada me vai ser dado de bandeja.

Disse-me que estou numa fase de mudanças. Internas principalmente.

Disse-me com um olhar embevecido para a minha mão direita... "a menina nasceu para ser mãe". Eu fiquei a olhar... e ela "está tão marcado que vai ser mãe... não já... mais tarde... depois dos 35... mas está tão marcado".

Não me falou em príncipes encantados. Disse-me que estava melhor como estava. Falou em mudanças internas e em mudanças em termos de trabalho. Adivinhou-me uma vida de trabalho e algumas maleitas. Falou em filhos, mas nunca falou em amor.

O estranho é que eu digo muitas vezes (e a maioria das pessoas não acredita) que quero muito ser mãe, mas que não faço questão de engravidar. Faço questão de ser mãe, mas não faço questão do príncipe. E ela deu a entender isso mesmo.

Claro que não acredito. Continuo a não acreditar. Mas desmistificou um pouco a ideia que tinha. Não veio com lugares-comuns de felicidade eterna e o grande amor da minha vida a virar a esquina.

Não sei se aquelas coisas em que acertou tanto se lêem nos meus olhos. Se calhar sim. Seja como for, o meu futuro continua incerto. Na certeza de que está nas minhas mãos trabalhar para ele. Fazer-me a ele. De peito aberto.

Foi uma experiência de que gostei bastante. Principalmente nesta fase em que ando a tentar convencer-me de que há coisas que fogem ao meu controlo e ao meu entendimento. Tento acreditar na magia, no inexplicável, no acaso, no destino. E gostei deste toque místico na minha vida.

Saí de lá sem acreditar, mas de sorriso nos lábios com o tanto que ela "sabia" de mim. Não sei se alguma vez vou repetir. Mas gostei muito.