Sem muito mais...
tenho amigos que adoro e que me estimam...
tenho a minha família que me apoia sempre...
tenho a vida cheia de sonhos...
tenho um abraço quando preciso de um... mesmo a km de distância
tenho a minha casa e a minha independência
tenho muito mais do que imagino... muito mais do que mereço... tenho pessoas que fazem centenas de kms para estarem comigo duas horas e me deixarem um presente... tenho pessoas que me mandam mimos pelo correio... tenho pessoas que não querem saber se eu estou a organizar alguma coisa ou não e que sei que vão estar aqui comigo hoje. Não são precisos convites para os amigos do coração.
Sem muito mais...
Sou feliz.
Obrigada a todos. Muito. Adoro-vos!
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27 de março de 2011
21 de novembro de 2010
Sentimendos desconexos
Não me apetece dormir. Mas também não me apetece estar acordada.
Apetece-me leite com Nesquick. Ou Cadbury. Mas só de pensar engordo. Já engordei 2kg nos últimos dois meses. E por mais que faça não consigo sair desta espiral.
Para ajudar à dieta. Hoje é o aniversário da Helena. 9 anos. Ainda no ano passado fez 8 e agora já está a fazer 9! LOL :)
Estarei na festa com todo o prazer. Vou fazer o frete de comer de todos os doces. Vou rir. Vou ver a alegria de uma criança a abrir presentes. E vai ser muito bom.
Parabéns Helena! (espero que gostes do presente ;)
7 de março de 2010
An afternoon at the Theatre
"Ó habitantes de Tebas, nossa pátria, olhai: este é Édipo que conhecia os famosos enigmas e era o mais poderoso dos homens; ele, a quem nenhum dos cidadãos contemplava sem invejar a sua sorte, em que procela de desgraça se vem precipitar! Assim, aos olhos dos mortais que esperam ver o dia derradeiro, ninguém pareça ser... feliz, até ultrapassar o termo da vida, isento de dor." Sófocles, Rei Édipo
Sozinha. Nunca tive medo de estar sozinha, porque não me sinto sozinha. E sempre achei útil passar tempo comigo. Com os meus pensamentos. Ainda assim... nunca tinha ido sozinha ao cinema, muito menos ao teatro.
Aliás... tinha a mania de dizer que nunca tinha ido sozinha a parte nenhuma. Às vezes não olhamos bem as coisas que fazemos e têm de ser pessoas de fora a apontar o dedo e dizer... é mentira... não foste para a Amadora sem conhecer lá ninguém, arranjaste trabalho e casa e foste sozinha? Não foste 2 meses para Albufeira? Carregaste o carro e foste... sem ter ninguém conhecido à espera e sem saber bem ao que ias?
Verdade. Enchia eu a boca para dizer que nunca tinha ido sozinha a parte nenhuma, que era medricas e afinal já fiz muitas coisas... já venci muitas barreiras. Barreiras minhas. Internas. Pessoais.
Ainda assim... dessas duas vezes fui para trabalhar... em lazer é mais complicado andar sozinha... não quer dizer que não vá sozinha à praia... ou que não vá às Capelas Imperfeitas em busca do príncipe... ou tomar um chá a um cafézinho à beira-mar. Mas tudo aqui na minha zona de conforto... no meu ambiente...
Ontem fui ao cinema. Sozinha. Vi o filme sem ter com quem o comentar. Com quem rir. Com quem chorar. E ri na mesma o que tinha de rir.
Hoje fui ao teatro. Uma peça que queria muito ver. Em Lisboa. Comprei o bilhete há já duas semanas. E fui. Sozinha. Com planos de um café com uma amiga depois de almoço. Fui às compras... fui almoçar... fui tomar o chá à Brasileira... vi material importado de primeiríssima qualidade... caminhei até ao Rossio e fui ao Teatro. Sozinha. Sem ter com quem comentar a performance fantástica do Diogo Infante. Sem ter com quem comentar o fantástico jogo de luzes. Sem ter com quem comentar a música... Minto. Fui comigo. E gostei muito da companhia.
A primeira fase do meu plano está completa. Foi superada com sucesso. Venha a segunda!
Sozinha. Nunca tive medo de estar sozinha, porque não me sinto sozinha. E sempre achei útil passar tempo comigo. Com os meus pensamentos. Ainda assim... nunca tinha ido sozinha ao cinema, muito menos ao teatro.
Aliás... tinha a mania de dizer que nunca tinha ido sozinha a parte nenhuma. Às vezes não olhamos bem as coisas que fazemos e têm de ser pessoas de fora a apontar o dedo e dizer... é mentira... não foste para a Amadora sem conhecer lá ninguém, arranjaste trabalho e casa e foste sozinha? Não foste 2 meses para Albufeira? Carregaste o carro e foste... sem ter ninguém conhecido à espera e sem saber bem ao que ias?
Verdade. Enchia eu a boca para dizer que nunca tinha ido sozinha a parte nenhuma, que era medricas e afinal já fiz muitas coisas... já venci muitas barreiras. Barreiras minhas. Internas. Pessoais.
Ainda assim... dessas duas vezes fui para trabalhar... em lazer é mais complicado andar sozinha... não quer dizer que não vá sozinha à praia... ou que não vá às Capelas Imperfeitas em busca do príncipe... ou tomar um chá a um cafézinho à beira-mar. Mas tudo aqui na minha zona de conforto... no meu ambiente...
Ontem fui ao cinema. Sozinha. Vi o filme sem ter com quem o comentar. Com quem rir. Com quem chorar. E ri na mesma o que tinha de rir.
Hoje fui ao teatro. Uma peça que queria muito ver. Em Lisboa. Comprei o bilhete há já duas semanas. E fui. Sozinha. Com planos de um café com uma amiga depois de almoço. Fui às compras... fui almoçar... fui tomar o chá à Brasileira... vi material importado de primeiríssima qualidade... caminhei até ao Rossio e fui ao Teatro. Sozinha. Sem ter com quem comentar a performance fantástica do Diogo Infante. Sem ter com quem comentar o fantástico jogo de luzes. Sem ter com quem comentar a música... Minto. Fui comigo. E gostei muito da companhia.
A primeira fase do meu plano está completa. Foi superada com sucesso. Venha a segunda!
(o Rei Édipo, a par da Medeia, é, para mim, a melhor tragédia da história das tragédias... como um homem sábio se pode perder... com um homem inteligente e até visionário não vê o que está mesmo à sua frente... "maior cego é aquele que não quer ver", n'est pas? Édipo cega-se, mas já estava cego há muito, embora visse a luz. Todo o conflito, o drama, a inevitabilidade dos Fata... tudo ali, muito bem representado. Já li esta peça uma dúzia de vezes, tendo até traduzido excertos, mas uma peça só se concretiza no palco. E vê-la ali assim... foi como se nunca a tivesse lido... Recomendo... a quem goste dos Clássicos... a quem goste de psicologia... a quem goste de teatro. Na sala Garrett, no Teatro D. Maria II)
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28 de fevereiro de 2010
Party
Daqui a menos de um mês faço anos. 30.
Não estou deprimida. Nem triste. Nem desgostosa. Pelo menos não ainda.
É claro que penso no que queria ter até aos 30 e que não tenho. Mas penso também no que nunca quis e que tenho e de que não quero abdicar.
Há muito a considerar. E este ano, pela primeira vez, vou ter um mês de festejos. A solo. Há algumas coisas que quero fazer antes dos 30 e vou fazê-las... começando já no próximo Domingo, dia 7.
Além de todas as coisas que estão ainda no segredo dos deuses, há algo que não faço há muito e que tenho mesmo que fazer, quanto mais não seja na noite do meu aniversário. Dançar.
Nunca fui muito de discotecas. Gosto mais de um barzinho com música ambiente. Ou então de ficar em casa na conversa, com boa comida e boa bebida. Mas já não vou dançar há tanto tempo, que me apetece mesmo muito.
Estou só indecisa...
Entre uma disco na moda, cheia de gente nova (muito mais nova que eu), com este tipo de música (e disto até gosto, a puxar para house é que nem por isso):
Não estou deprimida. Nem triste. Nem desgostosa. Pelo menos não ainda.
É claro que penso no que queria ter até aos 30 e que não tenho. Mas penso também no que nunca quis e que tenho e de que não quero abdicar.
Há muito a considerar. E este ano, pela primeira vez, vou ter um mês de festejos. A solo. Há algumas coisas que quero fazer antes dos 30 e vou fazê-las... começando já no próximo Domingo, dia 7.
Além de todas as coisas que estão ainda no segredo dos deuses, há algo que não faço há muito e que tenho mesmo que fazer, quanto mais não seja na noite do meu aniversário. Dançar.
Nunca fui muito de discotecas. Gosto mais de um barzinho com música ambiente. Ou então de ficar em casa na conversa, com boa comida e boa bebida. Mas já não vou dançar há tanto tempo, que me apetece mesmo muito.
Estou só indecisa...
Entre uma disco na moda, cheia de gente nova (muito mais nova que eu), com este tipo de música (e disto até gosto, a puxar para house é que nem por isso):
Ou uma Flower Party, cheia de pessoas mais velhas e menos na moda e cheia de música disco dos anos 70 e 80 tipo isto (espectacular):
Just a still town girl on a saturday night, lookin' for the fight of her life
In the real-time world no one sees her at all, they all say she's crazy
Agora... quem vem comigo? :)
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7 de fevereiro de 2010
Que rico 31! :)
Hoje tenho pena da promessa que fiz. Não foi bem uma promessa, eu sei. Foi um compromisso. Na altura achei bem, mas hoje queria que pudesses abrir uma prenda minha. Queria que tivesse chegado qualquer coisa com o correio na 6ªfeira. Não chegou.
Hoje queria poder estar aí. Hoje queria as coisas todas que vão acontecer já na próxima semana, eu sei, mas eu queria hoje.
Não podemos ter tudo o que queremos. Ou quando queremos. Ainda bem que, ainda assim, podemos ir concretizando algumas coisas. Os encontros. As escapadelas. As partilhas. Os sorrisos. As discussões. As poucas vezes em que concordamos em alguma coisa.
Uma amizade, com a força da nossa, não se explica. Não há uma lista de coisas que possa enumerar. Porque por mais que enumere, por mais coisas que diga, as palavras nunca vão ser suficientes para descrever tudo. Omnia. Todas as coisas. Tudo o que se diz peca por escasso. Dizem-se as linhas, mas ficam as entrelinhas por dizer. Fica a cumplicidade, que não se explica. Fica o sentimento. Fica o respeito. Fica a amizade. Acima de todas as coisas. Ou acima de quase todas as coisas. Temos a este respeito a mesma opinião, facto raro! Um amigo é para os bons e para os maus momentos, mas sempre com respeito. Respeito pelos sentimentos do outro. Respeito pela vida do outro.
O que te desejo são aquelas coisas banais que se desejam a toda a gente. Saúde. Trabalho. Amor. Sorte. Vida. Mas que mais te posso desejar, se não estas coisas banais, mas que tantas vezes nos escapam por entre os dedos, tornando-se quase inalcançáveis? Desejo para ti o mesmo que desejo para mim. E desejo que possamos continuar lado-a-lado a partilhar todo o bom e todo o mau. E desejo que haja sempre possibilidades de eu rumar a Sul e de tu rumares a Norte. E desejo que haja sempre uma estrelinha da sorte no teu caminho. E desejo tudo e ainda mais um bocadinho.
Desejo-te um abraço apertado dos que amas. Desejo-te risos e gargalhadas. Desejo-te partilhas. Omnia.
Que tenhas um dia feliz. E que seja um entre muitos. Entre milhares de milhões de dias felizes. E à falta de prendinhas, surpresas ou presenças, fica o meu abraço, virtual é certo, mas não menos sentido. Parabéns! És o 31 mais jeitoso que conheço ;)
Omnia vincit Amicitia.
Hoje queria poder estar aí. Hoje queria as coisas todas que vão acontecer já na próxima semana, eu sei, mas eu queria hoje.
Não podemos ter tudo o que queremos. Ou quando queremos. Ainda bem que, ainda assim, podemos ir concretizando algumas coisas. Os encontros. As escapadelas. As partilhas. Os sorrisos. As discussões. As poucas vezes em que concordamos em alguma coisa.
Uma amizade, com a força da nossa, não se explica. Não há uma lista de coisas que possa enumerar. Porque por mais que enumere, por mais coisas que diga, as palavras nunca vão ser suficientes para descrever tudo. Omnia. Todas as coisas. Tudo o que se diz peca por escasso. Dizem-se as linhas, mas ficam as entrelinhas por dizer. Fica a cumplicidade, que não se explica. Fica o sentimento. Fica o respeito. Fica a amizade. Acima de todas as coisas. Ou acima de quase todas as coisas. Temos a este respeito a mesma opinião, facto raro! Um amigo é para os bons e para os maus momentos, mas sempre com respeito. Respeito pelos sentimentos do outro. Respeito pela vida do outro.
O que te desejo são aquelas coisas banais que se desejam a toda a gente. Saúde. Trabalho. Amor. Sorte. Vida. Mas que mais te posso desejar, se não estas coisas banais, mas que tantas vezes nos escapam por entre os dedos, tornando-se quase inalcançáveis? Desejo para ti o mesmo que desejo para mim. E desejo que possamos continuar lado-a-lado a partilhar todo o bom e todo o mau. E desejo que haja sempre possibilidades de eu rumar a Sul e de tu rumares a Norte. E desejo que haja sempre uma estrelinha da sorte no teu caminho. E desejo tudo e ainda mais um bocadinho.
Desejo-te um abraço apertado dos que amas. Desejo-te risos e gargalhadas. Desejo-te partilhas. Omnia.
Que tenhas um dia feliz. E que seja um entre muitos. Entre milhares de milhões de dias felizes. E à falta de prendinhas, surpresas ou presenças, fica o meu abraço, virtual é certo, mas não menos sentido. Parabéns! És o 31 mais jeitoso que conheço ;)
Omnia vincit Amicitia.
2 de fevereiro de 2010
Fevereiro
Finalmente.
Acabou Janeiro. Estamos no mês pequeno. No mês do quase. É quase tempo de férias. É quase tempo do meu aniversário. E depois disso é a Páscoa e a Primavera e depois o Verão. Em Janeiro está tudo muito longe e em Fevereiro está tudo mais perto. Ou há a ilusão de que está tudo mais perto.
Ao alcance dos dedos da minha mão esticada. Perto.
Em menos de duas semanas vou estar ao sol a beber caipirinhas. Vou estar a ver o mar e a passear com os pés na areia. Vou estar a rir e a ver séries de tv. Vou estar a dormir sem despertador.
No próximo mês faço anos. E ando a matutar com a história da loucura antes dos 30. Já tinha a ideia delineada, mas acho que já tive a certeza do que vou fazer. Ainda sem pormenores. Mas sei. E vou respirar fundo e seguir em frente.
Fevereiro vem com energia nova. Com mais luz. Com mais calor. Com mais proximidade.
Acabou Janeiro. Estamos no mês pequeno. No mês do quase. É quase tempo de férias. É quase tempo do meu aniversário. E depois disso é a Páscoa e a Primavera e depois o Verão. Em Janeiro está tudo muito longe e em Fevereiro está tudo mais perto. Ou há a ilusão de que está tudo mais perto.
Ao alcance dos dedos da minha mão esticada. Perto.
Em menos de duas semanas vou estar ao sol a beber caipirinhas. Vou estar a ver o mar e a passear com os pés na areia. Vou estar a rir e a ver séries de tv. Vou estar a dormir sem despertador.
No próximo mês faço anos. E ando a matutar com a história da loucura antes dos 30. Já tinha a ideia delineada, mas acho que já tive a certeza do que vou fazer. Ainda sem pormenores. Mas sei. E vou respirar fundo e seguir em frente.
Fevereiro vem com energia nova. Com mais luz. Com mais calor. Com mais proximidade.
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