Mostrar mensagens com a etiqueta Pessoas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pessoas. Mostrar todas as mensagens

14 de abril de 2011

Criancices

Quando penso que sou finalmente uma adulta, eis que me dá um daqueles ataques e deito tudo a perder.

É muito difícil ser-se "the bigger person". É difícil. Ignorar ofensas. Ignorar injustiças. Ser superior porque é a melhor "vingança". Acreditar que sou boa pessoa e que o que é meu a mim há-de vir ter. Esquecer os outros e pensar em mim. Mas essa não sou eu... eu penso... sofro... preocupo-me... abdico... e vejo-me a tratar bem quem me trata mal... e penso que é uma forma de ser superior às injustiças de meia dúzia da miúdas mimadas... e sinto-me muito adulta... até que me passo da cabeça e lhes digo que sei. Que sei o que disseram e escreveram de mim. Que sei o que pensam de mim. Que sei que não têm coração. Que mentem. Enganam. E não devia. Soube-o no momento após o ter feito. Foi um erro estratégico. Foi um erro. Porque quem é mau e mesquinho ao ponto que aquelas pessoas foram não vai ter remorsos. Muito menos vai mudar. E o mais provável é eu ainda ir sofrer mais. Porque a melhor forma de defesa é o ataque... a ver que ataque é que de lá vem... porque eu não guardo rancores... não deixo de falar, só não falo de assuntos pessoais. Mas estas pessoas não se vão deixar ficar assim... 
Hoje cedi e fui criança como elas. Cedi à vontade de lhes jogar na cara a ironia da vida. Mas isso não me fez sentir bem. Pelo contrário. Lá porque alguém se comporta mal connosco, não nos dá o direito de responder na mesma moeda. Se condenamos uma atitude, não deveríamos agir da mesma forma.

Os médicos deram-me alta, mas eu acho que preciso de voltar aos divãs... e depressa.



7 de fevereiro de 2011

96

Tenho andado entretida a fazer um álbum digital dos meus 30 anos de vida. Fiz um para os 18 anos da Sara e o resultado foi tão bom que resolvi fazer para mim. Dá trabalho. Digitalizar fotos antigas. Formatar fotos. Escolher enquadramentos, fundos, alinhamentos... escolher as melhores fotos para o álbum não exceder o limite de 96 páginas. Eu sei que parecem muitas, mas os meus anos também são muitos. Aliás, as minhas experiências boas e dignas de registo para a posteridade é que são, felizmente, muitas.

Está quase concluído. Faltam ainda umas fotos antigas. E os últimos retoques. E reparei, assim sem querer, que em todas as 96 páginas não tenho nem uma foto do trabalho ou com pessoas do trabalho. Excepto, obviamente, o ano de Cantanhede.

E eu, que tenho de tirar segundos sentidos de tudo, entendo que isto quer dizer que o trabalho só é importante porque paga as contas. Não é do trabalho que me lembro quando penso na minha vida. Por isso, tenho de aprender a não lhe dar tanta importância. A não me chatear tanto. A deixá-lo lá onde ele está e a não o trazer para casa. Porque há 96 páginas cheias de coisas que são muito mais importantes e que merecem mais a minha atenção.

Além disto do trabalho, reparei também que há pessoas que já foram muito importantes para mim e que não aparecem nem em uma foto. Não é rancor. Nem uma escolha propositada. Simplesmente são pessoas que eu achei que eram importantes, mas que não eram. Porque não aparecem nos meus momentos felizes. Muito menos nos tristes. Por isso, é quase como se não aparecessem na minha vida.

São só 96 páginas. Mas sou eu. São pedacinhos de mim. E sinto que a minha vida está ali. E não sinto nenhuma falta de quem não está.










22 de julho de 2010

Um empurrãozinho...

Era o que me faltava. Uma pessoa acomoda-se às situações e justifica essa acomodação com um sem-número de coisas. Uma pessoa pensa que no fundo até está tudo bem. Que comparando com os outros até se está bem. Que se vive num bom ambiente. De galhofa e entre-ajuda.

Puro engano. A verdade é que dizemo-nos o que for preciso para nos sentirmos satisfeitos com a situação que temos. Talvez porque não nos sentimos com forças para a alterar e assumir as consequências dessa alteração.

Já mudei de vida algumas vezes. Nunca foram decisões fáceis, mas agora parece que me amedrontei mais. Ou não fosse eu a menina dos medos...

Hoje recebi mais um empurrãozinho... sempre disse que tinha um excelente ambiente de trabalho e hoje percebi que era tudo mentira. Vi e-mails trocados entre colegas a fazer pouco de mim. A gozar. A deitar abaixo o meu trabalho. A chamarem-me chata. A dizerem que não me suportam e que o melhor era eu ir embora.

Uma outra colega, não envolvida neste caso, leu os e-mails e disse que não ficou surpreendida... eu fiquei, confesso. Sou mesmo loura burra. Achava que estas pessoas gostavam de mim. Que quando me perguntavam da minha vida era por me quererem bem, por me verem triste e me quererem ajudar... afinal perguntavam para depois gozarem entre elas com o que eu contava.

Tenho 30 anos e ainda pareço uma miúda. Espero sempre o melhor das pessoas. Espero verdade. Honestidade. As pessoas não têm todas de se dar bem, mas pelo menos não fingem interesse quando não o têm. Eu não faço isso. Posso não gostar de uma pessoa, mas não tenho conversas privadas com essa pessoa. Acho engraçado que digam que sou cusca e que ando sempre a ouvir conversas... em primeiro lugar, quando alguém me pergunta da minha vida, eu sinto-me no direito de perguntar de volta... depois, não tenho culpa de estarem sempre a falar de assuntos pessoais em horário laboral. Ainda há quem trabalhe.

Fiquei indecisa sobre o que fazer... se respondia a um dos e-mails para as deixar "encaralhadas" ou se ignorava. Por enquanto é o que vou fazer... ignorar. Deixar de responder a perguntas que não tenham que ver com trabalho e rezar para não se virem meter comigo num dia em que eu esteja de mau humor... porque aí ouvem o que não querem ouvir.

É engraçado como as pessoas mudam... ou, se não mudam, como eu consigo ser ingénua. É engraçado como as pessoas conseguem ser perversas e mesquinhas. Se vos incomodo tanto, não me falem!! Falsas de um raio! Ainda hoje uma delas me veio encher de perguntas sobre as férias e a minha sobrinha e afins e sobre os meus pais e sobre uma data de coisas... A mesma pessoa que me chamou cusca num dos e-mails que nem sonha que eu li! É preciso ter lata!

E eu tenho de ver se acordo para a vida e se arranjo forma de mudar muito do que está a correr mal comigo... Chega de ser burra...