4 de julho de 2009

Delas também reza a História



D. Antónia Adelaide Ferreira (Ferreirinha)


Dona Antónia Adelaide Ferreira ficou viúva aos 33 anos e assumiu os negócios da empresa que consolidou e aumentou graças ao seu espírito empreendedor e carisma, ainda hoje referência "de bem fazer em Portugal". Dotada de uma energia excepcional e de um talento comercial sem rival na sociedade portuguesa do seu tempo, de que não se conhece outro exemplo, conseguiu, apesar da agitação política da época, dar um grande impulso à viticultura no Douro, criando quintas ainda hoje famosas, plantando vinhas, construindo adegas modernas, abrindo estradas e caminhos em áreas praticamente desertas, desenvolvendo métodos de viticultura e enologia e produzindo vinhos de grande qualidade. Ao mesmo tempo desenvolveu uma notória actividade de assistência social e financiou a construção de hospitais, infantários e escolas, numa tal dimensão que a sua memória ainda hoje é venerada. A sua inteligência e bondade conquistaram a calorosa admiração dos seus contemporâneos, que lhe chamavam a “Ferreirinha”.

Nasceu em 4 de Julho de 1811. Morreu em 26 de Março de 1896 e deixou de herança mais que terras e vinhas e vinhos. Deixou um exemplo de força e determinação. Aqui. No nosso Portugal.

7 comentários:

Isandes disse...

ainda bem k te tenho pa me dizeres (mais) coisas sobre pessoas k poco conheço... ;) bom weekend!

Missanguita disse...

Grande senhora a Ferreirinha!

Luisa Moreira disse...

É do norte carago.......gosto mesmo é do Porto Ferreirinha

Pipoca disse...

Vale a pena ler, de Francisco Moita Flores, a Furia das Vinhas! Sobre a Ferreirinha e mais...

ianita disse...

Isandes: dos homens toda a gente se lembra, das mulheres... nem por isso... é pena... Kiss

Missanguita: enorme!

Luísa: é o meu preferido... pena que seja carote :)

Pipoca: vi a série na TV e gostei muito... pelo interligar de histórias... :)

Verónica disse...

Uma mulher de armas, uma força da natureza!

Depois de ter conhecido o Vale do Douro fiquei com mt vontade de conhecer mais sobre a região, o livro do Moita Flores parece-me uma excelente escolha.

ianita disse...

Verónica: esteve à altura das suas circunstâncias :)