17 de novembro de 2008

Hoje

É o que dá ver televisão. Tenho mesmo de me deixar disso.
Hoje não me vou queixar do meu trabalho da treta. Não vou falar numa colega de trabalho tão mimada que, quando lhe chamamos a atenção de qualquer coisa, foge para a casa-de-banho a chorar. Não vou falar nas faltas de respeito de alguns membros do patronato. Não vou falar na maior falta de respeito, que são os ordenados miseráveis. Não vou falar nas infinitas horas extraordinárias que nunca são pagas. Não vou falar na porcaria que servem na Cantina. Não vou falar em nada disso.
Hoje é dia de estar feliz por me ter visto livre dos recibos verdes. Só isso.

17 comentários:

Verónica disse...

Eu tive no zapping entre a reportagem da TVI sobre o racismo e essa da Sic sobre as condições precárias do trabalho.

Depois, para desanuviar, dei umas boas gargalhadas com os Gato.

Ianita disse...

Foi como eu.

É triste, mas a teoria bem portuguesa do "podia ser pior" funciona comigo. Principalmente quando esse pior foi há tão pouco tempo. E quando tanta gente não se consegue ver livre disso. Claro que posso lutar por melhorar ainda mais, mas não posso nem devo esquecer de onde venho para não correr o risco de ser ingrata.

Sabes que pensei muitas vezes, durante essa reportagem da TVI, que também eu já fui vítima de racismo. A raça dos licenciados é automaticamente posta de parte quando concorre à maioria dos trabalhos. Senti isso na pele e estive perto de mentir no CV.

Kisses :)

Lita disse...

Os velhos recibos... já são tantos os anos que nos acompanham... acho que sentimos isso tantas vezes na pele que, com o tempo, deixámos de o sentir...


Bjos

Ianita disse...

Pois... o pior é quando precisas de férias ou de ir ao médico ou seja do que for... Resultam quando se é novo e se está a começar, mas o começo prolonga-se por tempo demais. Eu vivi assim por dois anos e foi tempo demais. Consegui sair e estou feliz.

Agora estou pronta para o próximo passo.

Kiss :)

Brigitte disse...

Se assim é, então os meus Parabens!
:)
beijos

Ianita disse...

Às vezes precisamos que o passado nos bata para percebermos que o presente não é assim tão mau.

:)

Kisses

PAULO LONTRO disse...

Desejo-te o melhor, para "o próximo passo" ...

Ianita disse...

Também eu, Paulo. Também eu. :)

Mas agora não é mau estar mais ou menos feliz por estar onde estou e não estar obcecada com o passo seguinte. Porque estar onde estou é melhor que estar onde estive.

Kisses

@me@@@ disse...

então parece-me que deves ter mesmo razões para estar feliz...

Ianita disse...

Aho que também não estou feliz... Mas não estou infeliz. Estou feliz por a minha situação ser "menos má".

Sou complicada? Facto!

Kisses

Anita :) disse...

Parabéns:)))

*Mascote* disse...

Parabéns então, linda!!!

Tem uma boa semana!!

Beijinhos***

Ianita disse...

:)

Boa semana!

Kisses

Isandes disse...

Pois, com o estado das coisas, temos de nos ir alegrando com as vitórias k vamos alcançando, apesar da sua pequenez...
Eu não tou a recibos verdes, nunca estive, mas tou a cerca de 400 km de casa; tb me ando a enganar, a tirar cursos, a arranjar coisas pa fazer, até chegar o dia em k terei de me confrontar k a opção de me resignar definitivamente â tortura da distância ou, por outro lado, mandar todo este pouco k consegui conkistar e sujeitar-me a fazer outra coisa... Se calhar é já pó ano, na sei...
Força, xuac!

Ianita disse...

Pois... eu já estive a recibos verdes a 200km...

estava farta da insegurança e de não estar com as pessoas de quem gosto.

Foi doloroso, mas teve de ser!

Kisses e Sorte!

u João disse...

Olá!O trabalho precário, que com este desgoverno se vem agudizando de uma forma nunca vista, está a levar as pessoas a situações de grande angústia.
"tens emprego então tá calado" o come e cala é o que está a dar.Entretanto os ditos empresários rascas de portugal, as empresas de trabalho temporário vão enchendo os bolsos à custa de nós todos.
Desculpa o desabafo Ana :)
beijo

Ianita disse...

Tens tanta razão, João...

Mas por ter visto tanta miséria na reportagem de ontem, decidi aderir ao "come cala", à teoria do mal menor. Tenho trabalho, pagam-me a tempo e horas, tiro férias, tenho subsídios, tenho contrato, e tirando aquela colega parva as outras são muito porreiras, por isso... Como e calo.

Pelo menos enquanto me lembrar da vida miserável que tinha, ainda há poucos meses.

Kisses