4 de agosto de 2008

A tia de Inglaterra, o Batman e o banho de cerveja

Sábado amanheceu um Sábado como os outros. A certeza que iria ser um dia de preguiça, sem tarefas urgentes, sem stress, sem fretes. Depressa percebi que este não seria um Sábado como os outros. Tinha terminado o meu leite com Nesquick, preparava-me para ver um fantástico programa sobre leões e tigres, quando sinto um carro chegar... Pior. Senti quatro portas a abrir. Senti o meu pai a emitir um "Bom dia" daqueles forçados... Ui! Ouvi uma voz estridente emitir outro "Bom dia"... A minha tia da Inglaterra.
A minha tia está na Inglaterra desde a adolescência. Casou com um indiano e tem uma prole que não emite uma única palavra em português. Ela própria, em cada três palavras diz duas em inglês. Desta vez, lá veio ela, com o filho mais novo, a nora e os dois netos. Lá tive eu de ir fazer sala. Traduzir qualquer coisa para que o meu pai entendesse alguma coisa do que aquela gente dizia. E como chegaram milimetricamente à hora de almoço... já estão a adivinhar, certo?

Mas a verdade é que não foi totalmente uma má visita. Porque ainda me ri com o meu pai e a minha tia a fazerem comentários acerca do novo namorado da minha madrinha (irmã deles, com 65 anos). O meu pai, porque não sabia quem era, estava a tentar saber mais coisas. A minha tia, porque se lembrava dele em miúdo, lá contava que o sr era conhecido como o "ranhoso". Um fartote de rir, só vos digo! Isso e o meu pai que não conseguia encarrilhar com o nome do sobrinho-neto. Os meus primos, filhos desta tia, têm nomes muito originais: Mariam, Sayda e Achim. Mas o filho do Achim chama-se Jack que até é um nome bastante comum e fácil de pronunciar. Pois o rapaz foi durante todo o tempo, Tack, Mack e até Fred, mas Jack é que não!

E como até nem disseram mal da minha massa de atum (como da outra vez que disseram que os jaquinzinhos, na Inglaterra, eram comida de gato!), e como ainda me ri um bocado, não foi mau de todo.

À noite fui com a Sofia ver o Batman. Estava curiosa. Sempre gostei do Batman. Porque é o mais humano dos super-heróis. Ele não voa, não vem de nenhum planeta estranho nem foi mordido por nenhuma aranha super-sónica. É só um homem, cheio de gadjets, mas um homem. Por isso é que não gostava muito dos filmes do Batman, porque eram muito fantasiosos, com muita treta. Este tem interpretações fantásticas. Sim, o Heath Ledger morreu, mas não é por isso que a personagem dele passa a ser boa. Ele fez uma interpretação fabulosa, como nunca antes. Fica a certeza que teria ainda muito para dar... Este Batman, e não vou levantar o véu a quem ainda não viu, é o mais real de todos os Batmans. O mais humano e, por isso, o mais obscuro de todos. Recomendo.
Podia muito bem ter ido para casa depois do filme, mas decidimos ir à Praça Rodrigues Lobo beber um copo. Estavam lá uns amigos nossos, lá fomos. Digamos que foi uma noite interessante e divertida, com muita conversa de qualidade. Estava quente e por isso é que para além do Safari para o bucho, foi uma garrafa de cerveja por mim abaixo. Pois. A sra. funcionária do café devia achar que eu estava com calor. Pronto. Abona em seu favor que depois até me ofereceu um Safari, para se redimir (porque eu fiquei mesmo encharcada!), mas depois ia-me ficando com o troco de um outro Safari que eu bebi. A sra. estava mesmo para me lixar a noite.
Bem, entre mortos e feridos salvaram-se todos e a verdade é que aparte da minha roupa estar com um cheiro repelente, ficou tudo ok, não apanhei nenhuma pneumonia. :) Estou pronta para outra!




2 comentários:

Verónica disse...

Banho de cerveja! N apanho um desde Coimbra, na minha primeira queima, primeiro cortejo, fiquei encharcada, toda peganhenta... :)

Ianita disse...

Se bem me lembro, no cortejo da tua primeira queima choveu torrencialmente! O ano do Queimódromo que era Lamódromo! Lol

Nesse cortejo fiquei em casa, na caminha, a curá-la.

No do meu primeiro ano, com 40º, até soube bem o banho de cerveja!

Ó tempo...