Coimbra.
É uma palavra que me emociona só de a lembrar.
Vejo agora o documentário sobre os estudantes da Briosa, antes do 25 de Abril. Contestatários. Como o Manuel Alegre. Adriano Correia de Oliveira. Tantos.
Ainda hoje via no Telejornal o que se passa na Venezuela. O Presidente Chavez mandou fechar um canal televisivo, apenas e só por ter uma linha editorial contra o Governo. Os estudantes saíram à rua e já morreram dois deles. Fora os feridos.
Os estudantes estão sempre na linha da frente. Pela juventude. Pela irreverência. Pelo sonho que ainda os comanda. Não têm ainda filhos nem hipotecas nem trabalho. Não têm responsabilidades. Têm ideais e defendem-nos.
Aconteceu em França, no Maio de 68. Em Coimbra, em 69. Na Venezuela hoje.
Coimbra esteve na linha da frente na contestação ao Estado Novo. Não sei o porquê de ter sido Coimbra e não outra cidade. Talvez por ser uma cidade pequena e quase exclusivamente de estudantes. Greve aos exames. Cancelamento da Queima das Fitas. A Académica onde jogavam estudantes da Briosa. Alguns destes acontecimentos já retratados no "Conta-me como foi".
Estão a falar dos saraus... das tertúlias.... da poesia e da música... estou arrepiada. Emocionada.
Sinto-me orgulhosa de ter vivido naquela cidade. Mesmo noutros tempos. Acho que ainda hoje a cidade está cheia de mística. A mística de ser uma cidade onde se fizeram tantas coisas... uma cidade onde se viveram tantas coisas. Coimbra.
Gostava de poder viver num tempo em que não fosse preciso ver pessoas sair à rua...
Como não podia deixar de ser... deixo uma música de uma das melhores duplas da música portuguesa... letra de Manuel Alegre, música e voz de Adriano Correia de Oliveira.
É uma palavra que me emociona só de a lembrar.
Vejo agora o documentário sobre os estudantes da Briosa, antes do 25 de Abril. Contestatários. Como o Manuel Alegre. Adriano Correia de Oliveira. Tantos.
Ainda hoje via no Telejornal o que se passa na Venezuela. O Presidente Chavez mandou fechar um canal televisivo, apenas e só por ter uma linha editorial contra o Governo. Os estudantes saíram à rua e já morreram dois deles. Fora os feridos.
Os estudantes estão sempre na linha da frente. Pela juventude. Pela irreverência. Pelo sonho que ainda os comanda. Não têm ainda filhos nem hipotecas nem trabalho. Não têm responsabilidades. Têm ideais e defendem-nos.
Aconteceu em França, no Maio de 68. Em Coimbra, em 69. Na Venezuela hoje.
Coimbra esteve na linha da frente na contestação ao Estado Novo. Não sei o porquê de ter sido Coimbra e não outra cidade. Talvez por ser uma cidade pequena e quase exclusivamente de estudantes. Greve aos exames. Cancelamento da Queima das Fitas. A Académica onde jogavam estudantes da Briosa. Alguns destes acontecimentos já retratados no "Conta-me como foi".
Estão a falar dos saraus... das tertúlias.... da poesia e da música... estou arrepiada. Emocionada.
Sinto-me orgulhosa de ter vivido naquela cidade. Mesmo noutros tempos. Acho que ainda hoje a cidade está cheia de mística. A mística de ser uma cidade onde se fizeram tantas coisas... uma cidade onde se viveram tantas coisas. Coimbra.
Gostava de poder viver num tempo em que não fosse preciso ver pessoas sair à rua...
Como não podia deixar de ser... deixo uma música de uma das melhores duplas da música portuguesa... letra de Manuel Alegre, música e voz de Adriano Correia de Oliveira.
Capa negra, rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te bem nos meus ombros
Como o vento numa bandeira.
Abre-te bem nos meus ombros
Vira costas à saudade
Capa negra, rosa negra
Bandeira de liberdade.
Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar.