Hoje foi expulsa da Casa mais vigiada do país (ou de Tavira, vá) ianita. Depois de apenas 6 dias, a jovem participante de Leiria disse adeus à casa. Permanecem na disputa pelo prémio final Rony e Dido. A luta não será fácil e não há como perceber em quem o público vai votar. A verdade é que ianita era uma grande candidata à vitória, mas foi brutalmente expulsa pelas outras concorrentes.
Mas, antes da Gala Final, precisamente na Passagem de Ano, ianita volta para aplaudir a vencedora.
Obrigada à Vera pelo convite. Pela viagem animada. Pela guarida na noite de sexta. Pela boleia para Tavira no Sábado.
Obrigada à Rony pela companhia e pelas bolas de berlim tão deliciosamente cheias de creme.
Foram só dois dias, mas soube muito bem. Porque não tive de conduzir (ai Vera que cansada deves estar...)... porque foram momentos calmos, mas muito bons. É sempre bom estar com quem nos quer bem...
Obrigada à Dido pela recepção de braços abertos... aliás... de garras e dentes afiados!! E eu que até sou mais uma pessoa de cães, estou completamente rendida a este animal feroz! Que me acorda às 5h30m da manhã a querer brincadeira. Que me dá miminhos. Daqueles que deixam marcas, mas miminhos :) Ficam algumas fotos da nossa sessão fotográfica de hoje... até à próxima...
Outra vez... Pensei que não voltaria a sofrer. Pensei que a vida me sorria por fim. Depois de o meu irmão ter matado o meu marido, senti o Mundo a cair-me na cabeça. A dor da perda, a dor da desilusão, e a responsabilidade de ter de cuidar de todas as pessoas do reino...
Fugimos das tiranias do meu irmão e instalámo-nos aqui... no Deserto à beira-mar. Amo o meu país. Amei o meu marido. Mas só quando vi E. pela primeira vez é que soube o que era paixão. Com o meu marido era diferente... éramos amigos, confidentes, companheiros... respeitávamo-nos... com o E. é diferente. Sempre foi diferente...
Desde aquela noite em que a tempestade nos uniu... Desde aquela noite em que senti que ele também me via, me sentia, me amava... Senti que a vida me compensava por todo o sofrimento, todas as perdas...
Fi-lo meu rei. Rei do meu país e dos meus súbditos. O meu rei consorte. O meu amor. Acolhi o filho dele como se fosse meu. Acolhi os amigos dele como se fossem meus. Acolhi-o como se fosse parte de mim. E ele é parte de mim...
Parte de mim que agora me deixa, sem explicações, sem nada... Vejo ainda os barcos ao longe. Porque teve de ir embora? Porquê? Ontem falou-me em ir... disse que me amava, mas que tinha deveres a cumprir... Mas que deveres são esses? Não tem ele maior dever comigo? Comigo que partilho a cama dele? Comigo que o acolhi? Comigo que o amei mais que a mim-mesma?
Como se atreve ele a dizer que há coisas mais importantes que o amor? O que poderá ser mais importante que o amor? Ele não me soube responder... não argumentou... acariciou-me a face e sorriu-me... disse que me amava... e de repente tudo ficou como antes... como antes de ele falar em ir embora.
Enganou-me! Enganou-me... deixou-me acreditar que reconsideraria. E enquanto eu dormia e sonhava, ele fugiu. Deixou-me na nossa cama e fugiu... cobarde! Mentiroso! Assassino!
Sim, assassino! Mataste-me! Mataste a minha esperança. Traíste o meu amor! Traíste o meu amor... Traíste a minha vida. Um golpe de punhal teria sido menos brutal! Porque não terminaste o que começaste? Porque não afundaste a adaga no meu peito? Porque me deixaste a respirar quando a minha vida não é nada sem ti?
Vieste e tomaste conta de tudo... estás em todos os lugares, em todas as pessoas... vejo-te em cada esquina... ouço-te a cada minuto... é isto o Inferno? É isto o Inferno em vida?
Vai. Não te quero mais. Não quero um homem que não me quer. Não quero um homem que não honra o amor que sente nem os compromissos que assume. Não te quero. Não te quero.
Quero-te... quero-te muito. Mas não te tenho. Não te posso ter. Fugiste-me por entre os dedos. Escapaste-me... e para quê? Para quê? Serás mais feliz sem mim? Eu não sei o que é viver sem ti... não quero a vida sem sabor que vivia antes de te ver. Porque isso, sei-o agora, não era vida.
Tenho de rasgar tudo o que me lembra de ti. Queimar tudo o que, na pressa, deixaste ficar para trás. Acabar com as memórias de ti... com as memórias de nós... e este corpo? Este corpo que ainda cheira a ti... este corpo que te tem em cada centímetro de pele? Este corpo arde com o resto de ti.
Ergo ubi concepit furias, euicta dolore decreuitque mori, tempus secum ipsam modumque exigit...
DIDO: Thy hand, Belinda, darkness shades me, On thy Bosom let me rest, More I would, but Death invades me; Death is now a welcome guest. When I am laid in earth, may my wrongs Create No trouble in thy Breast; Remember me, but ah! forget my Fate.
CHORUS: With drooping wings you Cupids come, To scatter roses on her tomb. Soft and Gentle as her Heart Keep here your watch, and never part