Hoje, pela primeira vez em anos... hoje, pela primeira vez chorei em frente de pessoas. Chorei no trabalho. Coisa que nunca tinha acontecido antes, ou porque me controlo, ou porque até sou pessoa de reagir bem a situações de stress, ou porque choro em casa sozinha.
Há umas semanas que a situação se vinha a deteriorar. O sr. advogado (um gajo da minha idade com tiques de ditador e com a mania que é doutor) andava a pressionar com os contratos da Polónia. Não um pressionar saudável, mas um pressionar parvo de perguntar de hora em hora quantos contratos já tinha visto, mesmo eu tendo-lhe dito que no escritório não consigo ter tempo de ver qualquer contrato e que só os vejo em casa (uma vez que é importante).
Na 3ªfeira disse-me que até hoje tinham de estar todos vistos. Eu disse que não conseguia. Não foi mau feitio. Sou uma pessoa responsável. Gosto de fazer as coisas bem feitas. Disse que não conseguia porque de facto não conseguia e para, se fosse mesmo urgente, ele poder pedir a outras pessoas que ajudassem. Ele disse que se não estivessem todos vistos que teria de ir dizer ao LM, o patrão.
Ameaçou-me com o patrão. O cromo FDP deve achar que tenho medo do patrão! Devia achar que com aquilo eu ia conseguir fazer o que humanamente não é possível fazer.
Bem.... hoje foi a gota de água. Ontem saí do escritório eram 21h e ele viu que tinha estado a ajudar a minha colega com aditamentos de contratos. E hoje, às 9h da manhã, lembrou-se de me perguntar quantos contratos eu tinha visto ontem!! Disse-lhe que nenhum...
A coisa descambou, para resumir... voltei a dizer-lhe que se calhar era melhor pedir a outra pessoa para me ajudar. Ele disse que até à próxima 6º tinha de ter todos os contratos vistos. Eu que me organizasse e ficasse no escritório até à meia-noite todos os dias se fosse preciso e que parasse tudo o resto que estava a fazer, porque ele estava a mandar!
Ora... ele não manda (só se for em casa dele). E estava a berrar-me a dizer que não queria saber o que eu fazia ou deixava de fazer. Que me estava a mandar fazer aquilo e eu tinha de obedecer. Virei costas e deixei-o a falar sozinho.
Eram 19h30 quando consegui falar com o LM, a pessoa que tem a autoridade de mandar. A minha colega já lhe tinha dito que eu queria falar com ele. Ele inteirou-se do que se passava e quando fui falar com ele, ele já tinha falado com o advogado.
Não fui fazer queixinhas. Detesto queixinhas. Mas eu trabalho num grupo de empresas. No meu piso funcionam os serviços administrativos de 3 e eu faço coisas para as 3. O departamento jurídico está em 5º na minha ordem de prioridades. E se de facto é importante ver os contratos da Polónia tem de ser o patrão a mandar-me deixar de fazer tudo o que faço.
Não fui fazer queixinhas. Não falei dos berros nem das faltas de respeito. Disse apenas que estava com problemas em gerir prioridades e que o advogado me tinha mandado parar tudo, mas que eu não me sentia à vontade de cumprir a ordem sem falar com ele. Ele disse-me "Ele não tem noção! Já falei com ele e disse-lhe que tem de ser mais flexível".
E com isto o patrão ficou do meu lado. Não me disse para fazer um esforço. Não me disse que deixasse de fazer fosse o que fosse por causa daquilo.
O advogado achava que eu tinha medo do LM. Mas eu tenho a consciência tranquila. Faço o que posso. Dou tudo. Estou no escritório 12h por dia e ainda trago trabalho para casa. E porque tenho a consciência tranquila não tenho qualquer medo de falar com o patrão. É ele quem me paga. É ele que manda.
O advogadozeco de merda, que não tem outro nome, que passa a vida a culpar-nos pelas merdas que faz (ainda 4ªfeira aconteceu enganar-se numa procuração e culpar a minha colega), borra-se todo com o patrão. O patrão põe-o no lugar e ele pia fininho e depois vem vingar-se em nós. Pelo menos agora percebeu que não tenho medo dele. Que não tenho medo do patrão. Que não me pode tratar mal porque não me fico.
Fiquei enervada com o confronto. Fiquei mais enervada porque quis ir logo falar com o patrão e ele estava para Lisboa, tive de ficar o dia todo à espera... Fiquei enervada porque costumo andar sempre com calmantes na mala e hoje que precisei, não tinha. E fiquei enervada por me ter deixado enervar por aquele FDP anormal!
Uma autêntica novela mexicana... mas este primeiro round venci-o eu. Não tenho de ver os 65 contratos até 6ªfeira e o gajo não me pode chatear por isso. Palavra de patron é lei!
Há umas semanas que a situação se vinha a deteriorar. O sr. advogado (um gajo da minha idade com tiques de ditador e com a mania que é doutor) andava a pressionar com os contratos da Polónia. Não um pressionar saudável, mas um pressionar parvo de perguntar de hora em hora quantos contratos já tinha visto, mesmo eu tendo-lhe dito que no escritório não consigo ter tempo de ver qualquer contrato e que só os vejo em casa (uma vez que é importante).
Na 3ªfeira disse-me que até hoje tinham de estar todos vistos. Eu disse que não conseguia. Não foi mau feitio. Sou uma pessoa responsável. Gosto de fazer as coisas bem feitas. Disse que não conseguia porque de facto não conseguia e para, se fosse mesmo urgente, ele poder pedir a outras pessoas que ajudassem. Ele disse que se não estivessem todos vistos que teria de ir dizer ao LM, o patrão.
Ameaçou-me com o patrão. O cromo FDP deve achar que tenho medo do patrão! Devia achar que com aquilo eu ia conseguir fazer o que humanamente não é possível fazer.
Bem.... hoje foi a gota de água. Ontem saí do escritório eram 21h e ele viu que tinha estado a ajudar a minha colega com aditamentos de contratos. E hoje, às 9h da manhã, lembrou-se de me perguntar quantos contratos eu tinha visto ontem!! Disse-lhe que nenhum...
A coisa descambou, para resumir... voltei a dizer-lhe que se calhar era melhor pedir a outra pessoa para me ajudar. Ele disse que até à próxima 6º tinha de ter todos os contratos vistos. Eu que me organizasse e ficasse no escritório até à meia-noite todos os dias se fosse preciso e que parasse tudo o resto que estava a fazer, porque ele estava a mandar!
Ora... ele não manda (só se for em casa dele). E estava a berrar-me a dizer que não queria saber o que eu fazia ou deixava de fazer. Que me estava a mandar fazer aquilo e eu tinha de obedecer. Virei costas e deixei-o a falar sozinho.
Eram 19h30 quando consegui falar com o LM, a pessoa que tem a autoridade de mandar. A minha colega já lhe tinha dito que eu queria falar com ele. Ele inteirou-se do que se passava e quando fui falar com ele, ele já tinha falado com o advogado.
Não fui fazer queixinhas. Detesto queixinhas. Mas eu trabalho num grupo de empresas. No meu piso funcionam os serviços administrativos de 3 e eu faço coisas para as 3. O departamento jurídico está em 5º na minha ordem de prioridades. E se de facto é importante ver os contratos da Polónia tem de ser o patrão a mandar-me deixar de fazer tudo o que faço.
Não fui fazer queixinhas. Não falei dos berros nem das faltas de respeito. Disse apenas que estava com problemas em gerir prioridades e que o advogado me tinha mandado parar tudo, mas que eu não me sentia à vontade de cumprir a ordem sem falar com ele. Ele disse-me "Ele não tem noção! Já falei com ele e disse-lhe que tem de ser mais flexível".
E com isto o patrão ficou do meu lado. Não me disse para fazer um esforço. Não me disse que deixasse de fazer fosse o que fosse por causa daquilo.
O advogado achava que eu tinha medo do LM. Mas eu tenho a consciência tranquila. Faço o que posso. Dou tudo. Estou no escritório 12h por dia e ainda trago trabalho para casa. E porque tenho a consciência tranquila não tenho qualquer medo de falar com o patrão. É ele quem me paga. É ele que manda.
O advogadozeco de merda, que não tem outro nome, que passa a vida a culpar-nos pelas merdas que faz (ainda 4ªfeira aconteceu enganar-se numa procuração e culpar a minha colega), borra-se todo com o patrão. O patrão põe-o no lugar e ele pia fininho e depois vem vingar-se em nós. Pelo menos agora percebeu que não tenho medo dele. Que não tenho medo do patrão. Que não me pode tratar mal porque não me fico.
Fiquei enervada com o confronto. Fiquei mais enervada porque quis ir logo falar com o patrão e ele estava para Lisboa, tive de ficar o dia todo à espera... Fiquei enervada porque costumo andar sempre com calmantes na mala e hoje que precisei, não tinha. E fiquei enervada por me ter deixado enervar por aquele FDP anormal!
Uma autêntica novela mexicana... mas este primeiro round venci-o eu. Não tenho de ver os 65 contratos até 6ªfeira e o gajo não me pode chatear por isso. Palavra de patron é lei!
(Entretanto vou passar o fim-de-semana sem dormir... porque há festa na aldeia... mesmo em frente a minha casa e literalmente "até a barraca abana". As paredes vibram e há uns anos para cá há rave até de manhã! Oba oba! Durmo na próxima semana...)
Ianita 1 - Advogado de merda 0
:)