Aprendemos na escola que quando a Terra treme devemos assumir uma posição de segurança... ir para debaixo de uma mesa... ficar de cócoras numa esquina interior... fugir de portas e janelas... e, assim que a Terra pare de tremer, sair com calma e procurar um lugar seguro ao ar livre.
Aprendi há muitos anos e ainda hoje sei. Ficou enraizado. O que não está enraizado é o que devemos fazer quando estamos em casas que vão abaixo como um castelo de cartas. O que não está enraizado é o que devemos fazer no pânico de ficarmos soterrados.
Toda a gente sabe que a Terra tremeu no Haiti. Toda a gente sabe o que se passou. Toda a gente viu imagens na TV. Sabendo disto tudo... pior! Vendo ao vivo isto tudo, não me admira que, ao sentir a Terra tremer outra vez, o jornalista da RTP, Vítor Gonçalves, tivesse saltado pela janela. Não esperou debaixo de uma mesa nem numa esquina. Saltou pela janela. E esse salto causou-lhe ferimentos cuja extensão ainda não se conhece.
Ainda no outro dia, penso que Domingo, estava a ver um programa na RTP2, apresentado pela Márcia Rodrigues (costumo ver, mas não me lembro do nome) e estava lá uma outra jornalista que contou qual tinha sido o momento mais marcante na vida dela enquanto jornalista. Disse que, enquanto repórter, tinha visto e vivido muitas coisas, que com o tempo as pessoas aprendem a viver com algumas coisas, mas que a marcou muito o que tinha vivido na Tailândia, depois do tsunami. Falou de uma mãe. Uma como muitas outras. Uma mãe que se salvou e que salvou uma filha, mas que chorava a dor de ter perdido o filho. Porque teve de o largar. Salvou um filho e deixou morrer outro porque não tinha forças para agarrar os dois.
Na altura comentei com a Rony que vida de repórter de guerra, ou repórter de catástrofes não é fácil. Não sei como é que se vive com isto tudo.
Nós... nós mudamos de canal. Fingimos que vemos, mas não vemos. Porque eles estão lá. 24h por dia, todos os dias. Não só vêem, como sentem, vivem.
E não sei como é que se pode ter uma vida normal depois do que eles passam por lá. As tragédias... os tiros... os raptos... os assassínios...
Gosto do Vítor Gonçalves. É daqueles poucos jornalistas que conheço pelo nome e pela voz. Contam-se pelos dedos das mãos. Gostei muito das reportagens que fez na campanha eleitoral americana. Um bem-haja para ele e para todos os que estão deslocados do seu país, a trabalho ou em voluntariado, abdicando do seu conforto e, mais que isso, arriscando as suas vidas.
As melhoras ao Vítor Gonçalves.
Aprendi há muitos anos e ainda hoje sei. Ficou enraizado. O que não está enraizado é o que devemos fazer quando estamos em casas que vão abaixo como um castelo de cartas. O que não está enraizado é o que devemos fazer no pânico de ficarmos soterrados.
Toda a gente sabe que a Terra tremeu no Haiti. Toda a gente sabe o que se passou. Toda a gente viu imagens na TV. Sabendo disto tudo... pior! Vendo ao vivo isto tudo, não me admira que, ao sentir a Terra tremer outra vez, o jornalista da RTP, Vítor Gonçalves, tivesse saltado pela janela. Não esperou debaixo de uma mesa nem numa esquina. Saltou pela janela. E esse salto causou-lhe ferimentos cuja extensão ainda não se conhece.
Ainda no outro dia, penso que Domingo, estava a ver um programa na RTP2, apresentado pela Márcia Rodrigues (costumo ver, mas não me lembro do nome) e estava lá uma outra jornalista que contou qual tinha sido o momento mais marcante na vida dela enquanto jornalista. Disse que, enquanto repórter, tinha visto e vivido muitas coisas, que com o tempo as pessoas aprendem a viver com algumas coisas, mas que a marcou muito o que tinha vivido na Tailândia, depois do tsunami. Falou de uma mãe. Uma como muitas outras. Uma mãe que se salvou e que salvou uma filha, mas que chorava a dor de ter perdido o filho. Porque teve de o largar. Salvou um filho e deixou morrer outro porque não tinha forças para agarrar os dois.
Na altura comentei com a Rony que vida de repórter de guerra, ou repórter de catástrofes não é fácil. Não sei como é que se vive com isto tudo.
Nós... nós mudamos de canal. Fingimos que vemos, mas não vemos. Porque eles estão lá. 24h por dia, todos os dias. Não só vêem, como sentem, vivem.
E não sei como é que se pode ter uma vida normal depois do que eles passam por lá. As tragédias... os tiros... os raptos... os assassínios...
Gosto do Vítor Gonçalves. É daqueles poucos jornalistas que conheço pelo nome e pela voz. Contam-se pelos dedos das mãos. Gostei muito das reportagens que fez na campanha eleitoral americana. Um bem-haja para ele e para todos os que estão deslocados do seu país, a trabalho ou em voluntariado, abdicando do seu conforto e, mais que isso, arriscando as suas vidas.
As melhoras ao Vítor Gonçalves.