Hoje acordei para o inevitável. É a ele que eu quero.
Já pensei muito sobre isto. Já medi as consequências. Já pensei no que as pessoas podem dizer. Já vi e revi tudo… o que fazer… o que dizer… Não posso mais manter-me assim… na angústia de o ver todos os dias e de todos os dias não lhe dizer o que sinto… que me arde o sangue nas veias… que o meu coração só bate quando o vejo… que os meus olhos só o procuram a ele… que o meu corpo só o quer a ele…
Imoral? O amor não pode ter restrições. Amor que é amor, daquele amor verdadeiro, tem de ser vivido em toda a sua plenitude. Totalmente. Sem amarras sociais…
Sem amarras sociais… então por que me demovo? Por que não avancei ainda? Medo? Talvez… há algo em mim que me impede de me envolver mais com ele. Mas não é medo de que descubram… é medo de ser rejeitada.
Ele é jovem. Vibrante. Atlético. Espirituoso. É perfeito… perfeito perfeito perfeito…. Tão perfeito. E eu… aqui estou quase nos 40. Com a cara marcada pelo tempo. Com as minhas conversas tão cheias de antigo. Não sei falar dessas coisas de que os jovens falam agora… Não sei de futebol… não sei de música… não sei de carros desportivos nem dos assuntos das aulas de Desporto da Universidade. Não sei. Não sei. Não sei. Não…
Contudo… eu não lhe sou indiferente. Sinto-o despir-me com o olhar. Sinto-o querer-me. Sinto-o em mim como se estivesse de facto em mim. Sinto-o.
Luxúria? Desejo? Amor. Daquele amor que corrói. Daquele amor que me mata por dentro se não o puder viver. Não quero saber de mais nada. Quero-o.
Quero vivê-lo. Hoje sei disso. Depois de meses de indecisões. Depois das trocas de olhares. Depois das trocas de sorrisos. Depois das conversas de circunstância à frente dos outros. Do pai dele…
Hoje vou saber. Se ele também me ama… se me quer… se me vê como mulher. Hoje… depois do jogo de futebol dele. Depois da festa de subida de divisão. Hoje. Não vou deitar-me cedo. Vou deixar-me ficar… beber um pouco de vinho e tomar uma atitude.
Recebi um bilhete. É dele. Ele quer-me na festa. Ele quer-me. Senti o seu olhar em mim enquanto o lia. Ele quer-me. Ele vai ter-me. Doa a quem doer. Um amor assim tem de ser vivido… nunca me senti assim… nem quando era adolescente… nem pelo meu marido… mas sinto-me assim agora e não posso virar as costas a isto. Não agora que sei que ele me quer. Não agora. Nunca mais. Ou não me chame Fedra.
Já pensei muito sobre isto. Já medi as consequências. Já pensei no que as pessoas podem dizer. Já vi e revi tudo… o que fazer… o que dizer… Não posso mais manter-me assim… na angústia de o ver todos os dias e de todos os dias não lhe dizer o que sinto… que me arde o sangue nas veias… que o meu coração só bate quando o vejo… que os meus olhos só o procuram a ele… que o meu corpo só o quer a ele…
Imoral? O amor não pode ter restrições. Amor que é amor, daquele amor verdadeiro, tem de ser vivido em toda a sua plenitude. Totalmente. Sem amarras sociais…
Sem amarras sociais… então por que me demovo? Por que não avancei ainda? Medo? Talvez… há algo em mim que me impede de me envolver mais com ele. Mas não é medo de que descubram… é medo de ser rejeitada.
Ele é jovem. Vibrante. Atlético. Espirituoso. É perfeito… perfeito perfeito perfeito…. Tão perfeito. E eu… aqui estou quase nos 40. Com a cara marcada pelo tempo. Com as minhas conversas tão cheias de antigo. Não sei falar dessas coisas de que os jovens falam agora… Não sei de futebol… não sei de música… não sei de carros desportivos nem dos assuntos das aulas de Desporto da Universidade. Não sei. Não sei. Não sei. Não…
Contudo… eu não lhe sou indiferente. Sinto-o despir-me com o olhar. Sinto-o querer-me. Sinto-o em mim como se estivesse de facto em mim. Sinto-o.
Luxúria? Desejo? Amor. Daquele amor que corrói. Daquele amor que me mata por dentro se não o puder viver. Não quero saber de mais nada. Quero-o.
Quero vivê-lo. Hoje sei disso. Depois de meses de indecisões. Depois das trocas de olhares. Depois das trocas de sorrisos. Depois das conversas de circunstância à frente dos outros. Do pai dele…
Hoje vou saber. Se ele também me ama… se me quer… se me vê como mulher. Hoje… depois do jogo de futebol dele. Depois da festa de subida de divisão. Hoje. Não vou deitar-me cedo. Vou deixar-me ficar… beber um pouco de vinho e tomar uma atitude.
Recebi um bilhete. É dele. Ele quer-me na festa. Ele quer-me. Senti o seu olhar em mim enquanto o lia. Ele quer-me. Ele vai ter-me. Doa a quem doer. Um amor assim tem de ser vivido… nunca me senti assim… nem quando era adolescente… nem pelo meu marido… mas sinto-me assim agora e não posso virar as costas a isto. Não agora que sei que ele me quer. Não agora. Nunca mais. Ou não me chame Fedra.