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2 de outubro de 2010

Do Amor

Há homens que nem submetidos a tormentos confessariam o seu amor por uma mulher, sobretudo tratando-se de uma mulher honesta. É como se a palavra amor trouxesse um ar pestilento, ou, pelo menos, um ar em que se respira o conflito dos sexos. Já de si, homem e mulher são muito difíceis de harmonizar; são precisos padrinhos, sacramentos, certidões e um sem número de provas que lhes permitam coabitar sem perigo. Quanto mais se o amor se instala com eles; de certeza que não podem aguentar essa partilha de emoções e delitos, tanto morais como sexuais.

Agustina Bessa-Luís, Vale Abraão, Guimarães, p. 32.

Será? Serão precisas tantas coisas para nos sentirmos seguros numa relação? E estando seguros numa relação, quanto tempo demoramos a trair a confiança dessa relação?

Será assim tão difícil? Eu sei que anda meio mundo à procura do outro meio... mas estarão mesmo à procura? Preparados para o respeito, partilha e compromisso que o amor implica? Isso já é mais difícil...

Conheci alguns homens que me diziam que estavam à procura. Mas quando se vai às compras com uma ideia pré-definida do que se quer, fechamos a mente ao que mais está na loja. Por parva que pareça a comparação, não deixa de ser isto mesmo. Quando se procura não uma pessoa, mas um conjunto de características e mais não sei o quê, fica-se impedido de dar valor ao que a vida nos oferece.

O segredo (se é que há segredos) é não procurar. Procurar porquê? Onde é que está escrito que nos vamos apaixonar por uma lista de virtudes? O amor acontece... se tiver de acontecer... quando tiver de acontecer.

E entristece-me... ver pessoas desesperadamente à procura. Sem nunca encontrar, porque o que lhes aparece nunca corresponde exactamente ao que imaginam e idealizam e muito menos à lista que têm na cabeça... Pior que isso é queixarem-se... Como se não houvesse no Mundo alguém à sua altura. É que todas as pessoas que conhecem cometem o grave erro de não corresponder a todos os itens da lista...

Eu não tenho lista. Nem quero corresponder à lista de ninguém. Sou imperfeita. E não procuro. Pode ser que me caia no colo alguém sem uma lista e que seja completamente imperfeito... tão imperfeito que encaixe na minha imperfeição. Sem complicações e sem obrigações a cumprir.

O amor não é um objecto que se procure para comprar ou trocar ou whatever. O amor acontece.

6 de maio de 2010

Save room

Tu. Sim tu. Príncipe que me estás reservado. Demora o que tiveres de demorar. Faz o teu caminho. Mas não venhas estragado, ok? Vive a tua vida. Aprende o que tens de aprender antes de te cruzares comigo. Mas... guarda um bocadinho de ti para mim. Um bocadinho de coração... um bocadinho de alma... um bocadinho de respeito... um bocadinho de tempo e espaço... vem quando tiveres de vir... sem pressas... só não venhas estragado.





Say that you'll stay a little
dont say bye-bye tonight
say you'll be mine
just a little bit of love
is worth a moment of your time.
Knockin' on your door just a little
it's so cold outside tonight
let's get a fire burning
oh I know I'll keep it burning bright
if your stay, wont you save, save

Save room for my love
Save room for a moment to be with me

Save room for my love
Save a little, save a little for me
Won't you save a little
Save a little for me

This just might hurt a little
love hurts sometimes when you do it right
dont be afraid of a little bit of pain
pleasure is on the other side.
Let down your guard just a little
i'll keep you safe in these arms of mine
hold on to me pretty baby
you will see I can be all you need if you stay
won't you save, save

Oh c'mon, make time to live a little
don't let this moment slip by tonight
you'll never know what you're missing
'till you try,
ill keep you satisfied if you stay
won't you save, save

14 de fevereiro de 2010

Feliz dia do amorrrrr

Bora celebrar o Amor. Aquele de letra maiúscula. Aquele nos faz ser mais. Aquele que nos eleva. Aquele que nos supera.

Não exactamente aquele que vos une à pessoa que dorme ao vosso lado. Aquele que vos une aos vossos filhos ou pais ou irmãos ou amigos. Aquele amor que vos une a vocês próprios. Aquele AMor que vos une à vida.

Aquele amor que é mais que a própria vida. Aquele amor que vale uma vida.

Celebrem o Amor com as pessoas que vos amam. Com as que partilham a vossa vida desde sempre e para sempre. Este é o Amor a ser celebrado.

Um feliz dia do amor a todas as minhas pessoas. Um feliz dia do amor a todas as pessoas.

24 de dezembro de 2009

Riqueza

Hoje, quando cheguei a casa, estava o Zézinho Rodrigues dos Santos no "5 para a meia-noite". Gosto muito dele e, por isso, deixei a tv ligada. Falava-se em riqueza. E dizia ele que o conceito de "riqueza" é ambíguo. A maioria das pessoas diz que uma pessoa rica é uma pessoa com dinheiro. Um país como a Arábia Saudita (o exemplo que ele deu) é rico porque tem petróleo e dinheiro. Mas... quando precisam de uma ponte mandam chamar os engenheiros britânicos. Quando querem um carro, compram na Alemanha ou nos States. Quando querem seja o que for compram. E quando o petróleo se acabar? Deixam de ser ricos e passam a ser pobres. Porque, na realidade, eles não são ricos. Porque riqueza é conhecimento. Saber fazer as coisas. Se uma pessoa sabe fazer coisas nunca é pobre. Mesmo sem dinheiro, vai sempre conseguir dar a volta por cima. Porque tem conhecimento. Mesmo que perca tudo o resto, nunca será uma pessoa pobre.

Eu concordo com ele. Acho mesmo que a riqueza não advém do dinheiro. A riqueza está no conhecimento, como dizia o Zézinho, mas também nos sentimentos e nas pessoas. Numa data de coisas não palpáveis. Numa data de coisas que não se compram. Que se constroem ao longo do tempo. Com persistência. Com força. Com determinação. Com coração. Com alma...

Posso ter na conta a prazo os mesmos 100euros com que a abri. Posso neste ano de 2010 não conseguir comprar casa nem sequer arrendar casa, porque uma pessoa que tem uma poupança de 100euros não tem condições para isso. Posso não ter muitas coisas que gostaria de ter. Posso não ser herdeira de uma grande fortuna. Mas tenho conhecimento. Proporcionado pelos meus pais que sempre puseram a escola à frente de tudo. Proporcionado por mim mesma e pela minha sede de saber mais. Tenho pessoas boas na minha vida. Pessoas que me amam e que eu amo acima de tudo. A família próxima. E aqueles amigos que se contam pelos dedos das mãos.

Podemos perder tudo na vida. Mas estas são as coisas que permanecem. A nossa riqueza.
É quase Natal e estou triste por não o partilhar com a minha avó. Mas sei que ela me deixou a maior herança de todas... o seu amor e o seu exemplo de vida. E olhando à minha volta sinto-me a mais rica das pessoas. Mais rica que a Arábia Saudita.

E as pessoas que me fazem sentir assim tão bem. Que estão por mim sem que eu peça. Que me ouvem mesmo quando eu sou chata e repito a mesma história um cento de vezes. As pessoas que me vêem como seu sou realmente... essas pessoas merecem tudo de mim. E mais nunca será demais.

Hoje dei prendas. Eu adoro dar prendas. Fico com aquele nervoso miudinho... excitação... ansiedade... adoro. E jantei bem. Muito bem. E tive a segunda borla da semana. Depois de ontem não ter pago a consulta no dentista (obrigada!), hoje não paguei o jantar. Mas adorei as reacções a cada presente. Adorei a partilha. Adorei as risadas. Adorei ir ao bar. Adorei a leitura das histórias.

Amanhã há mais. Azáfama. Compras. Cozinhar. Risos. Discussões. Falar alto. Comer demais. Partilha. Prendas só dia 25... ainda falta tantoooooo!!!!!

27 de novembro de 2009

I just haven't met you yet... :)

Ouvi isto pela primeira vez hoje, no carro... cheguei a casa e procurei. Caramba que é isto mesmo. Sem tirar nem pôr.

Não é que eu não queira. Eu quero. Mas sei que não preciso disto para ser feliz. Não faço a minha felicidade depender disto. A minha felicidade é feita de muitas coisas. De muitas outras coisas. Quando aparecer, agarro, sinto, vivo. Enquanto não aparecer, sorrio, sinto, vivo. :)

I just haven't met you yet...




I'm Not Surprised
Not Everything Lasts
I've Broken My Heart So Many Times,
I Stop Keeping Track.
Talk Myself In
I Talk Myself Out
I Get All Worked Up
And Then I Let Myself Down.

I Tried So Very Hard Not To Loose It
I Came Up With A Million Excuses
I Thought I Thought Of Every Possibility

And I Know Someday That It'll All Turn Out
You'll Make Me Work So We Can Work To Work It Out
And I Promise You Kid That I'll Give So Much More Than I Get
I Just Haven't Met You Yet

Mmmmm ....

I Might Have To Wait
I'll Never Give Up
I Guess It's Half Timing
And The Other Half's Luck
Wherever You Are
Whenever It's Right
You Come Out Of Nowhere And Into My Life

And I Know That We Can Be So Amazing
And Baby Your Love Is Gonna Change Me
And Now I Can See Every Possibility

Mmmmm ......

And Somehow I Know That It Will All Turn Out
And You'll Make Me Work So We Can Work To Work It Out
And I Promise You Kid I'll Give So Much More Than I Get
I Just Haven't Met You Yet

They Say All's Fair
And In Love And War
But I Won't Need To Fight It
We'll Get It Right
And We'll Be United

And I Know That We Can Be So Amazing
And Being In Your Life Is Gonna Change Me
And Now I Can See Every Single Possibility

Mmmm .....

And Someday I Know It'll All Turn Out
And I'll Work To Work It Out
Promise You Kid I'll Give More Than I Get
Than I Get Than I Get Than I Get

Oh You Know It'll All Turn Out
And You'll Make Me Work So We Can Work To Work It Out
And I Promise You Kid To Give So Much More Than I Get
Yeah I Just Haven't Met You Yet

I Just Haven't Met You Yet
Oh Promise You Kid
To Give So Much More Than I Get

I Said Love Love Love Love Love Love Love .....
I Just Haven't Met You Yet
Love Love Love .....
I Just Haven't Met You Yet

20 de novembro de 2009

Alceste

O Amor.

O amor é um sentimento complexo. Não o sei pôr em palavras. Sei senti-lo. Sei como fico quando vejo o meu homem. Sei como o meu coração bate como se quisesse sair do peito. Sei como o meu sangue ferve nas minhas veias. Sei esses clichés todos de romance de cordel. Clichés muito verdadeiros. Clichés que soam a cliché… clichés que sabem a cliché… mas que são sentidos… reais… quase palpáveis.

O dormir acordado e o viver a dormir. A respiração que pára a cada toque. Os sentidos apurados ao máximo. O toque. O cheiro. O gosto. A voz. O olhar. Toda eu sou ele. Toda eu respiro ele. Toda eu vibro com ele. Eu sou ele e ele é eu. Arrepio na espinha quando o sinto olhar-me. Rubor quando o sinto tocar-me levemente no fundo das costas.

A mão na mão. O olhar no olhar. Os lábios nos lábios. A voz na voz. Eu e ele. Um só.

O amor feito de desejo, de respeito, de companheirismo, de entrega, de vontade, de construção, de loucura e de pés no chão… de voos rasantes e de passeios calmos… de conversas profundas e de risos… de serões no sofá… de tantas pequenas coisas… de tantas grandes coisas…

Duas pessoas. Um amor. Um mais um é um. Ou talvez fôssemos metades antes de nos encontrarmos. Talvez fôssemos metades e nos tivéssemos completado no amor. O amor fez-me mais completa. Não voltaria a ser completa sem ele. Não voltaria a ser eu sem ele. Agora que sei o que é estar com ele. Agora que sei o que é tê-lo. Agora que sei o que é sentir e viver o amor em plenitude. Eu sou eu com ele. Sem ele não seria mais que uma sombra de mim.

Quando se vive um amor assim pensa-se que se é eterno. Pensa-se que o amor é eterno e que nós seremos eternos com ele. Ficaremos para sempre. Em amor.

Os anos passam, o amor fortalece-se. Vêm os filhos. O amor gera uma família. Uma família construída e vivida em amor. O amor multiplica-se. Cresce. Evolui. E quando antes pensávamos que não podíamos amar mais, eis que sim… podemos amar mais. E amamos mais e mais e mais e mais e mais…

Mas a vida não é perfeita. Não podemos ter o que tanta gente quer e não tem sem contrapartidas. Ninguém vive em cor-de-rosa. Ninguém vive em perfeição, em idílio… uma vida inteira.

E quanto é uma vida inteira? Quanto tempo dura uma vida inteira? 20 anos? 40 anos? 100 anos? O que vale mais? Uma vida plena de 30 anos ou uma vida sobrevivida durante 100 anos?

Eu sinto que vivi mais que muitas pessoas com o triplo da minha idade. Tive o privilégio de amar e ser amada. Tive o privilégio de poder viver o meu amor. Tive o privilégio de ser feliz. Talvez demasiado feliz… os deuses não gostam quando os humanos vivem um Paraíso na Terra. Não gostam e trocam-nos as voltas.

Ele ia morrer. A sentença estava dada. A esperança não era nenhuma. Ele ia morrer. A não ser que alguém desse a vida por ele. A não ser que alguém tomasse o lugar dele na embarcação. A não ser que outra pessoa levasse o óbolo ao barqueiro e embarcasse em nome dele. A não ser que outra pessoa povoasse os Elísios. A não ser que outra pessoa o amasse mais que à própria vida e morresse por ele.

Eu vou morrer por ele. Eu amo-o mais que à minha própria vida. Eu amo-o mais que tudo. Por tudo o que vivemos, por tudo o que somos e fomos juntos… pelo amor que nos une ainda… eu vou morrer por ele.

A decisão não foi difícil de tomar. Foi simples. Rápida. Indiscutível. Porque a morte dele seria sempre a minha morte. Assim morro só eu.

Estava cheia de certezas. Sabia que era a coisa certa a ser feita. Mas hoje, quando a hora se aproxima, não deixo de sentir revolta. Sim… revolta… raiva… medo.

Não compreendo como é que nenhum dos meus sogros deu o pescoço ao machado pelo filho. Não compreendo como é que uma mãe não dá a vida pelo filho. Não compreendo como é que ela, tendo essa possibilidade, não o salva. Por que não o salva e não nos salva… porque se fosse ela a morrer, nós poderíamos continuar a viver o nosso amor. Por que não pode ela morrer e salvar-nos? Que egoísmo é esse que a impede de morrer pelo seu filho?

Não a entendo. Não entendo. Não entendo por que é que não podemos simplesmente viver. Sermos felizes. Sermos amor.

E ele… ele que aceitou o meu sacrifício. Ele que aceitou a minha vida pela dele. Ele que não se importa de carregar o peso da minha morte nos seus ombros. Ele que prefere viver, a morrer comigo.

Quando estamos bem e felizes… quando o amor é perfeito e idílico e tudo corre bem…não pomos nada em causa. Nem a nossa vida, nem o nosso amor. Se o amor é perfeito, por que se poderá pôr em causa? Não pode. É vivido com a máxima intensidade. Com todo o ardor. E não paramos para pensar. A razão não manda nada quando se trata de amor. Nada. Nada de nada. O amor é impulso. O amor é salto em precipício. O amor é queda livre. O amor é entrega. O amor não tem reservas… nem “mas”… nem condições…

E por isso, naquele dia, naquele momento, foi o meu amor que falou e não a minha razão. A minha razão não existia. Existia o meu amor. Só o meu amor. E o meu amor não podia suportar a perda. O meu amor não poderia nunca suportar… e não pensou se ele faria o mesmo por mim. Não pensou se ele estaria disposto a morrer por mim. Não perguntou se a intensidade do amor dele correspondia à do meu.

E se antes era altruísta e amava por amar e porque queria amar e gostava de amar e não esperava nada em troca… hoje sinto desconforto. Porque antes não havia a certeza do mesmo amor do outro lado, mas havia a dúvida. E dúvida, nestes casos, conforta-nos. Dá-nos alento. Dá-nos o podermos sonhar que do outro lado é igual. Porque há margem para erro, mas também há margem para certeza. Não perguntamos, porque não queremos saber. Não queremos saber quantas vezes já disseram “amo-te” a outras pessoas… não queremos saber da vida antes, porque a vida antes não existe e não pode existir. E assim, na nossa cabeça, o nosso amor é perfeito.

Estranho como, quando a razão não tem nada que ver com o amor, estranho como é só na nossa cabeça que as coisas são perfeitas. Na realidade não são. E nós abrimos os olhos da alma e fechamos os olhos da razão. E seguimos no comboio e seguimos na montanha russa. E não questionamos. E achamos que nos basta assim. Sentir amor. Sem saber de pesos… sem saber de medidas… vamos sabendo o peso e a medida do nosso amor… mas do amor dele nada sabemos… só sentimos.

Mas nos momentos de crise… nos momentos negros… nos momentos de decisão… nesses momentos sabe-se, além de se sentir. Sabe-se.

Soube agora que houve um engano… um terrível engano. Ninguém tem de morrer. Fomos salvos. Os deuses foram benevolentes. Ou não terão sido? É verdade que não vou ter de morrer… nem ele vai ter de morrer… vamos poder continuar juntos e viver o nosso amor… mas… esta situação… esta situação limite… este teste ao nosso amor imposto pela vida… matou um pouco de mim. Matou a minha incerteza. E no amor é bom haver incerteza… as certezas absolutas são aborrecidas. Amor que é amor traz risco… incerteza… incerteza…

Depois de tudo isto é claro que estou feliz. Eu não queria morrer. Eu sei que escolha foi minha… foi uma escolha do meu amor e não da minha razão. O meu amor morreria sempre… e morreu um pouco de qualquer forma. Porque hoje sei que mesmo depois da maior prova de amor incondicional, ele não me ama na mesma intensidade. Ele ama-me, mas não da mesma forma.

Poderei voltar a amá-lo como amava? Incondicionalmente? Sabendo hoje que ele tem condições no amor dele?

Não sei. Sei que algo morreu em mim. A inocência. O cor-de-rosa. A vida não é só montanha russa. A vida não é só amor. A vida tem outras coisas… importantes também. O meu amor hoje é diferente. É desconfiado. É prudente. É menos perfeito na minha cabeça. É talvez mais real. Mais verdadeiro? Mais verdadeiro…

Os antigos diziam que os grandes amores da alma davam grandes tragédias… fosse o amor entre homens e mulheres… fosse o amor à Pátria… fosse o amor aos pais… todas as paixões da alma nublam a razão. E sem razão não há consciência… nem distinção entre bem e mal… nem limites.

Continuo a amá-lo, mas amo-o de um amor diferente. Menos possessivo. Menos obcecado. Mais lúcido. Mais racional. Mas não menos intenso.

Os antigos tinham razão. O amor é para ser vivido em serenidade. O amor é para ser vivido em comunhão de almas. Em dias de céu pouco nublado. E em dias de tempestade agarramo-nos agarradinhos e esperamos conseguir superá-los… mais uma vez.