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21 de outubro de 2010

Perfis, chapas, tubos, barras, cantoneiras e a dor de dentes

Até parece que percebo de construção civil. Mas é só aparência.

No outro dia, ao fazer um mapa comparativo, percebi que estava a fazer alguma coisa errada. Dei voltas e mais voltas e mais voltas e não consegui dar com o gato... tive de pedir a um colega que olhasse... estava a multiplicar o preço tonelada pelos quilos.. pois...

Ontem... deram-me um preço por hm. E eu precisava do valor por metro linear. Em vez de dividir por 100, reduzi o valor para metros... (como se fosse o número de hm e não o valor por hm)

Tudo isto muito bem temperadinho com uma dor de dentes daquelas. Daquelas provocadas pelo bruxismo. Mais um dente desvitalizado sem cárie nenhuma... "só" o nervo morto. (Obrigada Patrícia, e os comprimidos já estão a fazer efeito...)

Amanhã é dia de ir a Coimbra ao divã sem divã. Fazer uma perninha a ver guias de transporte e notas de encomenda de tubos e perfis e ir à manicura.

Já só queria passar bem a noite e não ter muitas dores amanhã....

13 de agosto de 2010

Fim da semana

Fim de uma semana que foi um verdadeiro teste à minha paciência e ao meu auto-controle.

Muitos problemas no trabalho. Muitos mesmo. Irreversíveis. Pelo menos para mim. Já chorei o que tinha de chorar e agora... é ter muita calma e não tomar decisões precipitadas.

E hoje morreu uma prima da minha mãe. Esposa do primo Martim Adriano. Que era filho do tio Martins, o irmão preferido da minha avó. Ainda me lembro quando a minha avó acordou do coma de que os médicos disseram que ela nunca acordaria, há 11 anos, e viu o primo Martim Adriano e lhe chamou Martins. Achava que o irmão ainda estava vivo, coitada. Não estava.

A prima tinha 61 anos. E é assustador ver pessoas da idade dos meus pais a morrer. Mexe-me com o sistema. E ver a minha mãe doente sem saber de quê. Magra magrérrima. A comer imenso e a continuar a emagrecer. A fazer exames atrás de exames atrás de exames... eu juro que tento não pensar estas coisas, mas penso. A psicóloga diz que não posso reprimir os pensamentos. Que tenho de aprender a aceitá-los como algo natural e que assim talvez deixem de me incomodar... eu tento!

E depois da 2ª alteração à medicação, consegui notar uma diferença. Já consigo estar deitada de barriga para cima. Claro que antes também conseguia, mas não me sentia confortável. E agora sinto-me tão relaxada e normal que adormeço nessa posição quando está muito calor. Nunca antes em 30 anos tinha acontecido.

Entretanto vou aproveitar os dias de sossego para estar comigo. Eu, o Seinfeld, e uma mega tablete de Cadbury :)

27 de julho de 2010

No outro divã - parte I

Ora. Novo médico. Explicar tudo outra vez. Nada de divã, mais uma vez.

É estranho como estas pessoas parece que nos despem só com o olhar. Que nos vêem por dentro.

Custou-me ouvir que nunca teria cura. Custou-me ouvir que tenho de aprender a viver com isto melhor. Porque viver vivo, mas não queria. E irrito-me por ser diferente. E a médica diz que enquanto eu não me aceitar como sou, com todas as minhas anormalidades, que nunca vou achar a minha normalidade. Que quanto mais me imponho não pensar, mais penso. E quanto mais penso, menos quero pensar e mais penso novamente. Eu criei um ciclo vicioso dentro de mim-mesma

Que a mania que eu tenho de racionalizar e de ter de perceber tudo me condiciona. Condiciona-me porque tudo o que me escapa, o amanhã, o mistério das coisas, da vida e da morte, tudo isso me causa angústia e sofrimento. Tenho de aceitar que não posso perceber tudo. Tenho de aceitar que não posso controlar tudo. Tenho de aceitar que há coisas que vão ser sempre um mistério. Sempre. E conseguir a minha paz.

Com medicação isto não vai lá. Pelo menos não só com medicação. Preciso efectivamente dos dois médicos e de algumas visitas a Coimbra por mês.

Eu entendo. E faz sentido tudo o que me foi dito. E eu quero mesmo desligar a treta do interruptor. Mas não consigo. Talvez um dia...

23 de junho de 2010

Objectivo cumprido

Só passou a ser um objectivo em fins de Março, inícios de Abril, quando percebi que tinha perdido algum peso. Basicamente, troquei massa, arroz, batatas, feijão, grão e pão, por salada. Carne e peixe, cozidos ou grelhados com salada. Não deixei os produtos lácteos. Não consigo. Muito menos o leite com Nesquick de manhã. Não como fruta. Nunca fui muito de comer fruta e é um mau hábito que continua. De vez em quando lá como qualquer coisa, mas longe das 2 a 3 peças de fruta por dia. Muita água. Custa-me, mas o calor veio ajudar à tarefa.

Quando tenho fome, bebo dois copos de água. E só quando volto a sentir fome é que como um iogurte de aromas ou bebo um yoggi líquido (nham nham!). Ao Domingo como o que me apetece. Incluindo sobremesa. Como do que houver e repito se tiver vontade. E como pão ao lanche. E há 3 semanas comi meia caixa de gelado :D.

À minha maneira, devagarinho, aos 500g por semana... parece pouco quando se fala em gramas, mas 500g por semana são 2kg no fim do mês. Ao fim de 6 meses seriam 12kg. Hoje é dia 23 de Junho e já foram 10,500kg. Atingi segunda-feira os 75kg a que me tinha proposto em fins de Março ou início de Abril, quando me pesei e vi que estava menos gorda 4kg.

Tenho noção que isto não vai baixar muito mais. Porque não vou deixar de comer o que me apetece ao Domingo, nem vou deixar de beber leite com Nesquick. Prefiro ser gorda. Do resto que como, já não posso cortar mais.

Gostava, objectivo cumprido, de o manter. Perfeito perfeito, era conseguir emagrecer mais uns 2kg até ao dia 10 de Julho, dia em que entro de férias e em que tenciono abandonar todas as dietas e comer o que me der na real gana... hamburguers, pizzas, bolas de berlim com creme, marisco muito marisco, gelados muitos gelados e tudo e tudo e tudo. E caipirinhas!!! E assim, engordava aqueles 2kg e voltava aos 75 :D

Sei que a maioria vai achar estúpido eu estar contente por pesar 75kg, mas quem me conhece sabe da luta que tem sido, do que me tenho esforçado para estar onde estou agora. Depois da doença, do controlo da doença, e agora o início da estabilização (assim o espero). Portanto, permitam-se estar felizes por mim. Mesmo eu continuando gorda. Mas estou menos gorda, e sem recorrer a médicos estranhos nem a comprimidos nem a mezinhas nem nada... só eu e a minha, às vezes periclitante, força de vontade.

Fica o registo, para a posteridade. Dia 23 de Junho de 2010, 75kg. E estou muito feliz.

24 de fevereiro de 2010

Tolices

Ontem, ao sair do trabalho, dei com uma cena estranha. Os gabinetes do R/C têm todos paredes de vidro. Logo, dá para ver lá para dentro. Eu vinha embora e, num dos gabinetes, estavam dois gajos (engenheiros) muito compenetrados a olhar para um telemóvel. Depois riam. Parecia que estavam a conspirar. Entretanto viram que eu ia a passar e um deles disse qualquer coisa. Eu cheguei-me à porta para desejar boa-noite e foi então que percebi o que se passava.... ora um estava com o telemóvel e o outro com a máquina fotográfica, a mostrarem um ao outro as quinhentas mil fotos dos filhos recém-nascidos (uma nasceu há um mês e o outro há dois).

Claro que me cheguei para ver. Uma menina cheia de cabelo e um menino louríssimo (sendo que o pai é moreníssimo). E eles a babarem, a verem foto atrás de foto. E pior. A fazerem a "apresentação" dos bebés. Quando me vinha embora o engenheiro que tinha o filho macho estava com o telemóvel em cima da máquina fotográfica do que tinha a filha fêmea e dizia: "salta-lhe para cima". LOL

Há palavras?

Entretanto esta noite sonhei que estava no Metro. Entrava numa carruagem vazia e sentava-me. Depois sentia umas mãos fortes de homem na minha cabeça... agarravam-me por trás. Primeiro nos cabelos. Depois na face. E depois desceram para o pescoço. Eu fechei os olhos. E ele partiu-me o pescoço. [a psicologia explica isto, ou tenho mesmo que recorrer à psiquiatria?].

Nunca mais é fim-de-semana.

[fui à endocrinologista hoje. Ficou feliz e contente com os resultados das análises e mandou reduzir a dose da medicação. A ver se encontramos a dosagem ideal. Em Novembro volto.]

22 de fevereiro de 2010

150

Depois dos 243 do ano passado. Depois da luta que foi. Da dieta ainda mais rigorosa. Depois da mudança total e radical da medicação em Outubro. Duvidei. Porque aumentei de peso. Porque voltei a ter alguns sintomas que tinha antes de me ter sido detectado o hipotiroidismo. Mas a endocrinologista pelos vistos tinha razão. Mantive a dieta (claro que cumpri menos nas festas e nas férias) e tomei a nova medicação meticulosamente.

Hoje senti-me muito feliz com a maruca cozida com legumes de todos os dias. Pareceu-me um manjar! Estou feliz! :)


[e a glicémia subiu, felizmente! Está nos 71, sendo que o mínimo é 70 e em Outubro estava a 50... está tudo em níveis normais, finalmente!]