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29 de julho de 2010

Coisas

Outra noite de um sono maravilhoso e reparador. Mais um dia a acordar de bom humor, apesar do calor, apesar da transpiração, apesar dos colegas, apesar de tudo. Mais um dia "on fire". O trabalho a render mesmo muito. Há muito tempo que não saía do trabalho com esta sensação de dever cumprido.

Não quer dizer que não trabalhasse. Trabalhava e muito. Mas chegava ao fim do dia e não se via o que tinha feito. Era uma coisa aqui, outra coisa ali e de repente o dia acabava.

Ontem e hoje não foi assim. A cabeça estava a funcionar bem e consegui fazer muitas coisas chatas sem ficar com dor de cabeça. Logo, sem dor de cabeça, consegui fazer ainda mais coisas.

E atendo o telefone e é alguém que quer falar com uma colega minha acerca do casamento. E eu sorrio. Olho o monte de papel já registado e já arquivado e sorrio.

Tenho a minha consciência tranquila. Posso não ter mais nada... nem casa própria, nem filhos, nem pulseiras Pandora, nem namorado rico, nem nada de nada. Tenho o mais importante. E por isso sorrio.

E agora, para descansar mais ainda e dar umas boas gargalhadas, vou ver o dvd da 1ª temporada de Mad About You. Uma das minhas séries preferidas e que chegou ontem pelo correio. E veio bem acompanhada. Veio com a box das 9 temporadas de Seinfeld e com as duas temporadas de Extras, do Ricky Gervais. E tudo isto por 129€ (incluindo despesas do banco e portes), sendo que só a box de Seinfeld cá custa 200euros. Estou completamente rendida às maravilhas da Amazon. E acho que vou começar a deixar lá a minha lista de presentes de Natal e aniversário :)

E sim. A minha vida gira em volta de umas quantas futilidades. Mas eu trabalho muito para receber pouco. E já que me esforço, gosto de gastar o meu dinheiro em coisas que me dão prazer... tipo, manicure, roupa, sapatos, Viagens!, séries, livros, spa, massagens... and so on.

Sou boa pessoa. Amiga do meu amigo. Amiga até do meu inimigo. Tenho ar de animal feroz, mas só faço mal a melgas e mosquitos. Trabalho. Mereço mimar-me :) aliás, mereço mimos em geral, mas como mais ninguém me mima... ehehhe! (mentira que ainda há 10 minutos a mummy veio aqui dar-me um pouco de chocolate para me adoçar a boca).

E assim acontece... :)

17 de janeiro de 2010

- Sometimes our best isn't good enough.
- True. But that's no reason to give anything less.


NCIS Los Angeles

19 de novembro de 2009

Borderless :)



Não ligo a estas tecnologias... basicamente porque não entendo... estou sempre muito por fora dos grandes avanços da tecnologia... gosto de coisas básicas :) mas adoro este anúncio. Como adorava o das libelinhas da Vodafone (enjoy life)... este é numa de quebrar barreiras. Não temos de dar saltos de fé todos os dias... nem sequer andar de montanhas russas... mas se forçarmos os nossos limites um bocadinho todos os dias... chegamos lá! :)

28 de outubro de 2009

Doing mistakes is how you learn.
(Já tinha saudades dos pedacinhos de sabedoria made in Anatomia de Grey... a vida só é vida se tiver quedas e tropeços e lágrimas e dor e porrada e erros... muito erros... porque só assim nos podemos levantar e caminhar e sorrir com mais prazer e ser verdadeiramente feliz e aprender. Viver. Sabendo que podemos ser mais e melhor a cada erro cometido... acho que vou errar muito amanhã... a ver se a vida me sorri ainda mais)

22 de julho de 2009

Todos somos um pouco mórbidos... por isso temos o instinto de olhar para os acidentes... por isso não conseguimos desviar o olhar da serpente que engole o rato mesmo quando isso nos mete um nojo descomunal.

Eu sou um pouco assim. É preciso muito para me fazer mudar de canal...

Mudei de canal... acho indecente passarem imagens de uma miúda a ser mutilada... a miúda sem anestesia... agarrada por meia dúzia de mulheres... e uma delas, com uma tesoura ou com um vidro partido, corta-lhe o clítoris e os grandes lábios... a menina grita e eu mudei de canal. Nem bolinha vermelha isto tem...

Noutro dia falava com a Verónica daquele caso das mulheres que foram chicoteadas no Sudão porque tinham vestido calças em público. E ela dizia-me que muitas vezes dizemos que temos sorte em ter nascido neste Tempo, mas que falta dizer que temos muita sorte em termos nascido neste lado do Mundo...

Como se mudam mentalidades? E como se tira aquela imagem da minha cabeça?

26 de junho de 2009

Thriller

Eu até nem queria falar disto. Só acho que isto está muito bem feito... um sketch hilariante que tem como base o Thriller. Enjoy!

24 de junho de 2009

Ressurreição

"Não sei se acreditas. Se acreditas Nele. Se te dá conforto, quando alguns muros se desmoronam. Não sei se sabes. Que Ele pode até nem existir. Que pode tudo ser uma longa história que nos contaram desde cedo, só para termos uma força superior a apoiar-nos. Das que mais recordo, nos tempos em que ouvir falar Dele era uma obrigação. Aquela em que alguém se sentia abandonado, porque na praia via apenas as próprias pegadas. E Ele respondia qualquer coisa do género. Se não me sentiste ao teu lado, foi porque nessa altura te peguei ao colo.

(...)

Por isso. Seja Ele, seja quem for. Hoje, ou noutros momentos. Sempre que precisares. Há-de haver quem te leve ao colo. Quem te ajude a levantar. Quem te diga uma palavra. Ou, simplesmente, quem fique em silêncio a ouvir-te. Hoje, sempre. Para o que precisares. Eu posso..."


Escreveram-me isto (Obrigada Vera pelas palavras sempre certas)... e a verdade é que nem eu sei se acredito. Quer dizer... não é que acredite, porque não acredito. Mas também não quer dizer que não acredite, porque acredito. Estou no limbo... Gostava de ter a paz que reconheço nos que acreditam e nos que não acreditam. Eu acredito, mas não acredito. Eu não acredito, mas acredito.

Entretanto ontem, andava a meias entre a novela dos indianos e o Bairro Alto, onde estava a ser entrevistada a escritora Siri Hustvedt que falava do seu último livro, "The Sorrows of an American". E houve algo que ela disse que me fez pleno sentido... o Fialho Gouveia Filho perguntava-lhe por uma personagem. Uma menina que está em coma e que acorda. Dizia ele que ela como escritora tinha o poder de vida e de morte das suas personagens e perguntou o porquê de aquela personagem em particular ter sobrevivido (pergunta deveras interessante, devo dizer). E ela falou em ressurreição... Não a Ressurreição cristã, daquela dos catecismos, aquela de morrer e voltar a viver, mas uma Ressurreição em Vida. Voltar à vida enquanto se vive. Reencarnar em vida...

E nisto eu acredito. Acredito na força sobre-humana que nos move. Acredito na luz que carregamos e que nos carrega, que nos leva ao colo. Acredito na Força. A menina em coma simboliza-nos a todos... todos nós... quando estamos mal, quando nos deixamos ir abaixo pelas circunstâncias da vida, quando estamos deprimidos, cansados, subjugados... quando baixamos os braços e paramos de lutar... lutar pela vida, lutar por nós, pelos outros, pelo que nos rodeia. E todos nós temos a capacidade de acordar desse torpor... todos podemos, todos conseguimos... voltar à vida!

Nesta força eu acredito. Acredito no ser-humano e na sua capacidade de fazer mais, ser mais, viver mais. Ressurreição em vida. Gostei.


Deixo-vos a epígrafe do livro, uma frase de Rumi, poeta persa do século XI: “Don’t turn away. Keep looking at the bandaged place. That’s where the light enters you.”

E, como não poderia deixar de ser, a música da Jem que a Vera escolheu para mim :) I will keep on walking...


25 de maio de 2009

I'm in heaven!

Hoje descobri um blog. Nada de extraordinário, dir-me-ão. Mas este é um blog diferente. Um blog onde estive horas seguidas sem parar. Sempre a rir. Sempre cheia de vontade de descobrir mais coisas. Falava com a Verónica no msn e ela dizia "you are in heaven". E onde é este céu? É, pois está claro, no mundo dos desenhos animados! (aqui)

Encontramos neste mundo encantado quase tudo o que passou na televisão portuguesa dos anos 70 aos 90. Cada post fala de uma série, com a história, os enredos, os genéricos originais e em português.

Aqui encontramos também os maravilhosos reclames do nosso tempo e algumas publicações.


Faltam algumas séries, mas o rol vai ficando cada vez mais completo. E se cada um de nós der lá uma saltada e contribuir com um nome que falte, já deve ajudar.

Eu deliciei-me com a Ana dos Cabelos Ruivos, A floresta encantada, o Bocas, o Tom Sawyer... o Puchi! E o Dartacão... o seu lema é um por todos e todos por um... O amor da Julieta é o Dartacão e ela é a predilecta do seu coração... Lindo lindo lindo!




Adenda... não consigo parar!!! Pronto... deixo aqui dois genéricos de dois desenhos animados que não estão ainda naquele blog... a minha querida Bia, a pequena feiticeira e o Panda Tao Tao (que a Verónica disse que se tinha portado mal e que por isso é que não estava lá, mas eu protesto!!). :)



24 de maio de 2009

Roma - 2009 d.C.



Acabei de ver isto na RTP... caramba que estes fulanos são bons! Esta promo é fabulosa! E 4ªfeira, a ver se saio do trabalho a tempo de ver este combate de gladiadores :)

23 de maio de 2009

Marinho vs Moura Guedes

Bem... vi em directo e ri-me muito. Comentei a respeito com a Vera no concerto solidário. Cheguei a casa e revi no blog da Neni. Não gosto do senhor. Acho que ele não sabe ser diplomático e é tudo na ordem do vai ou racha. Tenho amigos advogados que não o vêem com bons olhos. Não teria tido a coragem que ele teve... quer dizer... não foi coragem, mas displante. Eu sou uma pessoa educada (cof cof!). Mas a verdade é que esta senhora não faz jornalismo. Ela não é jornalista e a verdade é que ao intitular-se jornalista está a envergonhar os verdadeiros jornalistas. Pessoas como a Judite de Sousa não deviam ser postas no mesmo saco... mas vá, há maus profissionais em todos os meios. E embora não goste do senhor e não concorde com a forma da coisa, a verdade é que a sra. Manuela Moura Guedes estava a precisar de ouvir umas verdades. Porque ela faz juízos de valor. Porque ela não faz perguntas. Porque ela toma posição. Porque ela faz insinuações. Porque ela é bruta. Deu para rir e muito!!

18 de maio de 2009

Telenovelas



(obrigada Verónica... chorei a rir!)

Venha o Diabo...

... e escolha.




5 de maio de 2009

O pai da Pantera cor-de-rosa



Isto diz muito do sentido de humor e de quem era este senhor. Esta foi uma verdadeira homenagem, em vida e com humor. Há sempre que desconfiar de alguém que se intitula o pai da pantera cor-de-rosa, ou talvez não! Vá... continuem, mas cuidado. :)

17 de abril de 2009

Da programação televisiva

Ora. Estou a ver o programa dos livros na RTP2. Fala-se do Delfim hoje. Não gosto do livro, mas estou a gostar do programa. Amanhã na sessão dupla, dois filmes que queria há muito tempo ver: "Control" (filme sobre o gajo dos Joy Division) e "Últimos dias" (filme sobre o Kurt Cobain). A sessão dupla começa às 22:40 e não tem intervalos. Eu sei que quem tem vida própria não vai poder ver, mas pronto, pode gravar. :) Daqui a pouco, "Irmãos e Irmãs". Já disse que adoro a RTP? Pois é... adoro a RTP. É só miminhos :)

14 de abril de 2009

I dreamed a dream

Bem... Vi isto no blog do Pedro Ribeiro. Vi por três vezes porque ia chorando e aqui no work não dá jeito dar em Madalena arrependida. Vejam se quiserem. Aqui.

4 de abril de 2009

Lágrimas

Faz-me impressão isto dos programas com crianças. Gosto de ver. Há miúdos que representam bem e fazem falta nas produções cinematográficas e televisivas. Há miúdos que sabem cantar e fazem-se programas. Tudo OK. Mas no fim... eles convencem-se ou deixam-se convencer que são os melhores e depois nem sempre são. E quando não ganham, ou não são escolhidos ou nunca mais os chamam para castings ficam tristes, choram. E isso derrete-me o coração.
Quando era mais nova pensava que eram os pais que os empurravam. Hoje penso diferente. Os pais incentivam e talvez até os convençam que são os melhores (porque provavelmente até acreditam nisso, os nossos são sempre os melhores), mas não os obrigam. Eles querem. Eles gostam. Eles sonham aquilo. Claro que os adultos know best. E deviam ter cuidados... Mas vejo a minha sobrinha que foi inscrita na natação aos 4 anos. Para aprender a nadar e para praticar desporto. Esteve também na patinagem e a minha irmã ainda lhe perguntou se ela queria ir para a música. Ela nunca quis. É estranho, mas aos 4 anos ela já sabia o que queria. Claro que não sabia o que ia fazer no futuro, mas sabia do que gostava. Andou "obrigada" na patinagem uns dois anos e depois deixou. Era da natação que ela gostava e foi lá que continuou. Nunca nenhum de nós sonhou isto para ela. Nunca nenhum de nós a empurrou para isto. Ainda me lembro do tempo em que a minha irmã lhe dizia que se ela tivesse negativas na escola que a tirava da natação.
Ainda assim, o que eu acho que falta a alguns daqueles miúdos que vejo na TV é acompanhamento psicológico. Não necessariamente profissional, mas acompanhamento. Eles nao sabem lidar bem com as emoções ainda. E quando são os príncipes e princesas das suas casas e das suas famílias, os meninos dos olhos dos pais e das mães, é-lhes difícil encaixar a rejeição dos outros. E dói-me o coração vê-los chorar. E penso mal daqueles pais que sujeitam aquelas crianças, tão novas, àquilo. Depois penso nas provas que correram mal à Sara e das vezes que a vi sair da piscina a chorar.
É difícil. Muito. Custa vê-los assim, mas também sei que se calhar é pior afastá-los daquilo que eles gostam.
Uma nota ainda para o fantástico século XXI. Com as diferenças que vivemos ainda, acho bom que no mesmo programa tivesse oportunidade de estar um rapaz sem pais e pobre e logo a seguir outro miúdo que estava a chegar de uma viagem a Nova Iorque. O que conta é o talento. Há circunstâncias difíceis, miúdos que têm de deixar de estudar por falta de dinheiro, mas cada vez são menos os casos. E não houvesse tanta fraude, tantos senhores que ganham milhares de euros por mês e declaram o ordenado mínimo e ainda têm a cara de pau de pedirem bolsas de estudo para os filhos, não fosse isso, e estaríamos ainda melhor. Já se fez muito. Mas há ainda que arregaçar as mangas. Se eu tivesse dinheiro... ui... mas com pouco podemos ajudar as instituições que apoiam crianças abandonadas e que têm de lhes sustentar os estudos. Podemos ajudar a igualar oportunidades. Custa muito ver as lágrimas de uma criança, mas custa mais saber que não podemos fazer nada por elas...

25 de março de 2009

Grandes livros

Um recado. Não sei se os programas vão ser bons, mas... prometem. Narração de Diogo Infante. No 1º programa, sobre os Maias, já vi que vão ter o Carlos Reis (que não podia faltar), por isso, rigoroso também há-se ser.
Grandes livros (e não apenas livros grandes), 6ªfeiras às 21h na RTP. Podem consultar o site, aqui.
Cada programa terá como base um grande livro da literatura portuguesa e, a 1ªtemporada, é composta pelas obras abaixo. A ver se não fazem disto um programa chato. :)

Lista de obras para a primeira série de "Grandes Livros":
- Os Maias (Eça de Queirós)
- Os Lusíadas (Luís Vaz de Camões)
- O Delfim (José Cardoso Pires)
- Aparição (Vergílio Ferreira)
- Histórias da Terra e do Mar (Sophia de Mello Breyner Andresen)
- Livro do Desassossego (Fernando Pessoa)
- Sinais de Fogo (Jorge de Sena)
- Sermão de S. Ant. aos Peixes (P. Ant. Vieira)
- Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
- Mau Tempo no Canal (Vitorino Nemésio)
- Peregrinação (Fernão Mendes Pinto)
- Amor de Perdição (Camilo Castelo Branco)

Bairro Alto

"O Bairro Alto, em Lisboa, é um espaço de tertúlia e de boémia, de lojas vanguardistas e de espaços tradicionais, de cultura contemporânea e de tradições bairristas. No Bairro Alto funcionaram muitos jornais e é ainda ali que se encontram as elites culturais e uma nova geração cheia de ideias, de projectos e de histórias para contar.

Na RTP2, o Bairro Alto é isso mesmo. Um espaço de conversa com figuras que têm algo para dizer sobre si e sobre o que fazem. José Fialho Gouveia entrevista artistas, ensaístas, cientistas, gente da moda e do espectáculo, gente do pensamento e da acção, portugueses e estrangeiros. O tom é próximo, informal. E as perguntas pedem mais que as habituais respostas politicamente correctas. Bairro Alto é um face a face com ritmo e sem mesa." (no site da RTP)

Ontem o convidado foi o Nicolau Breyner. E por mais que olhasse para o relógio e visse que tinha de ir para a cama, não consegui levantar-me do sofá enquanto o José Filaho Gouveia não me olhou nos olhos e se despediu.

Gosto do Nicolau. Lembro-me de ver as rábulas do Sr. Contente e do sr. Feliz (em reposição, lógico), lembro-me do Nico d'Obra e da Vila Faia. É uma daquelas pessoas que não nos conhece, mas que cresce connosco. Era muito bom em comédia e é muito bom em drama. Para quem quiser espreitar as suas "confissões", pode espreitar, aqui.

O José Fialho Gouveia é giro. Tem pinta. Encontro-o ainda um pouco inseguro. A olhar muito para as perguntas que tinha programado. Ainda assim destaca-se. Imagino uma Manuela Moura Guedes num formato daqueles e sorrio. O José tem calma. Ouve. Neste programa ouve-se muito. Dá-se tempo ao convidado para que respire, pense, para que responda curto ou longo. Espaço para dizer o que quer. Perguntas directas, mas sem ofensas muito menos com pressão. Parece uma conversa de café e nota-se. Os convidados estão relaxados e às vezes, parece-me, até dizem mais do que tinham planeado.

E é bom. Quando os convidados são menos conhecidos, consigo desligar e ir dormir. Ontem não fui capaz. Foram 45 minutos de conversa, sem intervalo. Fiquei presa às palavras, bem ditas, bem pronunciadas, tranquilas, serenas, duras, sinceras.

Gosto muito deste Bairro Alto. Para quem quiser espreitar, às 3ªfeiras (logo após a Anatomia), pelas 23h30 na RTP2. Vale a pena.

5 de março de 2009

Boobies

Two and a half men. Habituei-me a ver e agora não passo sem eles, às 20h40 na dois, de segunda a sexta. Na 4ªfeira foi brutalíssimo. O Charlie como uma espécie de Avô Cantigas, o Charlie Waffles. Claro que tudo serve para o engate e o episódio é uma delícia. A melhor cena é mesmo a do concerto de Charlie Waffles ao vivo, completamente bêbedo e a cantar a alto e bom som "I like boobies! I like boobies 'cause I'm a big boy now!!" LOL

4 de março de 2009

Da tecnologia

A verdade é que não podemos já viver sem ela.
Eu sou um bocado burra para estas coisas tecnológicas. Muitas vezes tenho receio de perguntar porque pior que não saber é admitir que não sei. LOL. Em 10 anos tive 3 telemóveis e mudei sempre por avaria e podridão e não porque os modelos novos são melhores ou mais bonitos. E este que tenho há-de durar até dar o berro. Computador tive 1. Portátil, durante 8 anos. Comprei um novo no fim do ano e apenas e só porque o outro morreu.
Entretanto tenho blog e já me sinto mais novinha. Mais por dentro das coisas. Ontem aderi ao twitter. Não porque lhe ache particular piada, mas porque está na berra (até a Presidência da República tem twitter!) e porque eu queria, pelo menos, perceber como aquilo funciona. E é porreiro, mais que conseguir mandar pequenas mensagens via telemóvel, esteja onde estiver, mas porque ando a seguir a Presidência da República e o David Fonseca! Que show! O meu sonho era seguir o David... :)
Entretanto a TV da minha mãe avariou. Antigamente o pessoal juntava-se em roda de uma TV e via o mesmo programa. Agora, a oferta é tanta que uma tv não chega. Lá em casa somos 3 e há 3 tvs. Uma na sala para o meu pai. Uma no quarto dos meus pais para a minha mãe. A minha não está no meu quarto basicamente porque passo muito do meu tempo a ver tv. Quer dizer... tenho o estranho hábito de ter sempre a tv ligada, mesmo quando estou a ler, mesmo quando estou ao computador. E porque passar a vida no quarto era um bocadinho deprimente, decidi que a minha tv estaria na outra sala. Mais pequena, aconchegante, tenho lá uma secretária e alguns livros do ensino básico e secundário. É ali que recebo os meninos das explicações. Tenho o sofá-cama e a minha tv com o meu leitor dvd e ali passo o meu tempo.
Sem a tv da minha mãe, levantou-se um problema grave. O meu pai não pode ser perturbado nos seus milhares de programas sobre futebol e relatórios da OCDE sobre as reformas daqui a 30 anos. Então, sobra para mim que, enquanto faço um joguinho de majjong no computador, tenho que levar com as novelas da TVI. Pior... ontem era dia da Anatomia de Grey. Combinei com a minha mãe que ela poderia ver todas as novelas antes e depois, mas que das 22h45 às 23h30 a tv era minha. Tudo OK. Começo a ver a Anatomia e ela sai da sala. Depois volta e diz que era naquele dia que a Alice ia contar toda a verdade ao Henrique. Depois perguntou se não dava para eu ir à sala onde estava o meu pai programar o vídeo para lhe gravar o dito momento em que a Alice conta toda a verdade ao Henrique. Ora... isso implicaria ir perturbar o meu pai enquanto via pela 15ª vez que a OCDE diz que vamos ter as reformas mais baixas do mundo civilizado daqui a 30 anos e ter de me chatear e perder metade da Anatomia...
Conclusão? Com uma grande neura, lá me levantei e fui para a cama, deixando o meu sofá e a minha tv à mercê da Alice e das coisas todas que ela tinha para dizer ao Henrique que era só ontem que ela as dizia e eram importantes e por isso se desculpa isto tudo.
Já na cama percebi que eu sou com as minhas séries como a minha mãe é com as novelas e como o meu pai é com os programas dele. Gosto de ver e não gosto de não poder ver. Não posso levar a mal a minha mãe querer ouvir da Alice o que ela tinha a dizer ao Henrique e não esperar para ler nas revistas, nem para que lhe contassem, porque eu queria ver como se ia safar a Christina quando foi pela 1ª vez posta ao serviço da Hahn, queria ver se a Izzie finalmente via que não tem nada que ver com o George, queria ver se....