30 de janeiro de 2009

Do médico

As conversas com o meu pai conseguem desestabilizar qualquer pessoa... conseguem fazer-nos sair de nós-mesmos. Embora eu ache que nascemos, eu e os meus irmãos, com um gene que nos faz não ouvir metade... Ontem fui ao médico. Chego a casa ao fim do dia e eis a conversa:
Ele: então, o trombudo, sempre te atendeu?
Eu: Sim... (já sei a opinião que o meu pai tem do nosso médico de família e já nem discuto)
Ele: E então? O que é que ele disse?
Eu: Diz que deve ser um síndrome de qualquer coisa, que não é nada de mal. Mas ainda assim mandou-me fazer análises e um ECG com prova de esforço.
Ele: Ah... isso. Há pessoas que fazem esse exame, não acusa nada, e uma semana depois morrem de ataque cardíaco.

What?

Prémios

Ora... de uma só vez, dois prémios aqui para a je. O primeiro, mágico, veio direitinho de duas companheiras benfiquistas que, tal como a cor indica, vivem confortavelmente no Inferno :)



E, vindo de uma escritora daquelas a sério. :)

Um muito obrigada pelos prémios. E porque gosto de desconstruir. Porque gosto de todas as pessoas que me partilham. Todas as pessoas que se partilham comigo. Todas as pessoas que enchem os meus dias bloguísticos (sim, gosto de neologismos. Muito. Se quiserem, podem corrigir...). Estes prémios são para todos vocês. E a todos um sincero obrigada. Pela companhia e pela paciência. Para todos, os dardos e a magia! :)

As esquinas do Tempo

Foi mais uma tarde louca e de sonho e, fosse qual fosse a faixa do tempo em que se encontrassem, sentiram-se, como todos os amantes, fora de qualquer espaço e de qualquer tempo. Fizeram um amor sagrado, um amor profano, um amor devoto, um amor transgressor , um amor nómada, um amor sedentário, um amor viajante por ares e mares e terras e rios e desertos e florestas, um amor de bichos, um amor de deuses.
Ontem de manhã fui ao médico. Sabia que ia ter de esperar e então levei um livro. Não levei o Roma porque é demasiado grande para andar na mala. Levei o novo da Rosa Lobato de Faria porque me andava a fazer comichão. Comecei a ler, a ler, a ler, a ler.
Fui chamada para o consultório e acho que emiti um "Já?". Lá fui e depois tive de vir trabalhar... mas tinha deixado a leitura incompleta... a meio de uma página... a meio de tudo. Quando cheguei a casa, ao fim do dia, tinha imensas coisas para fazer. Sendo o imensas, tomar banho, secar o cabelo, vestir o pijama, jantar e levantar a mesa :) Ainda vi o Two and a half Men e depois recomecei a leitura...
Fui para a cama quando o terminei. Caramba! Deve ser bom ter-se certezas destas. Deve ser tão bom saber-se escrever assim. Reconheço ali o Post-Modernismo, mas só nas suas partes boas. Na parte em que nos aproxima do narrador, na parte da escrita corrida que nos engole... as partes chatas do Post-Modernismo não estão ali. Que delícia de escrita. Que delícia de história.
Mas, mais uma vez e tal e qual aconteceu em O romance de Cordélia, a Rosinha dá-nos a volta e leva-nos para um fim que não era o nosso. Um fim que nos angustia. Caramba! Mil vezes caramba! Esta mulher escreve bem! Não posso dizer que seja especialista... li, com este, 5 livros dela... Este "As esquinas do tempo" acaba por ser uma mistura de Romance de Cordélia (na forma como acaba tão fora das nossas expectativas) com A trança de Inês (nas viagens...), precisamente os dois livros dela de que mais tinha gostado.
As esquinas do Tempo... que livro fantástico. Que leitura enriquecedora. Que escrita tão tão boa. Que delícia de livro. Caramba que a Rosinha escreve bem! Deixa-me sempre a leste... Caramba! Que dinheiro tão bem empregue! Caramba!

29 de janeiro de 2009

Enjoy life... now!

Um anúncio. Eu sei que há comandos, mas eu tendo a ser um bocadinho preguiçosa até para mudar de canal... Ou seja, vejo muitos anúncios. Falei há uns meses das belíssimas promoções da RTP (e agora têm aquela promoção à 3ª temporada do "Conta-me como foi" que é uma delícia). A verdade é que os anúncios, muitas vezes chatos e mal feitos e parvos, conseguem surpreender. É difícil encontrar um bom anúncio? Talvez. Mas quando se encontra algo maravilhoso como este da Vodafone... Este anúncio tem uns anos. Lembrei-me dele porque de vez em quando passa a música do K-OS na Antena 3, música desse mesmo anúncio. Uma música belíssima que podem ouvir aqui, mas o anúncio é uma obra de arte.


A libelinha tem a esperança de vida de 24horas... If we embrace life like a mayfly... what a life that would be!! Make the most of Now.




Deixo ainda algumas palavras do refrão desta música... Inspirem-se! Enjoy life... Now!


It's funny how life can go
First you ride high then you might lay low
Don't get high off your own supply

Someone said first before a four comes five
This is my message to the world
Just tryin to reach every boy and girl
Not tryin to say if it's right or wrong
This is not a love song



It's easy not to care what people say
It's harder to pretend and try
Cuz they can only love you from yesterday
I'm looking at them now they pose high
I'm just a man who's walking
They stand around and keep talking
They tried to clip my wings
But wisdom fills so many things
Say it again
I'm just a man who's walking
They stand around and keep talking
They tried to clip my wings
But wisdom fills so many things

Sonhos

Fui desafiada pela Mi a revelar aqui os meus sonhos... Já respondi a este desafio em Novembro... Ainda reli a pensar que alguma coisa se poderia ter alterado desde o dia em que escrevi aquilo e hoje... mas não... os meus sonhos são aqueles... para quem quiser espreitar ou relembrar... aqui.
Mais uma vez obrigada à Mi. E quem não respondeu ainda... faça favor :)

Ganhar vs Perder

O que significa ganhar? O que significa perder? O esforço que se põe em determinada coisa... e depois... depois só um pode ganhar. É assim nos concursos, nos jogos... às vezes até na vida. Mas, não ganhar não significa perder, pois não? Podemos ficar na zona cinzenta... no empate. Mas viver de empates acaba por ser não viver... empatar é marcar passo... empatar é não ir em frente...
Mas... no fim de contas... os verdadeiros perdedores são os que não se atrevem sequer a entrar no jogo.

Little Miss Sunshine



Vi este filme ontem... e ontem precisamente eu falava de expectativas. Cada vez mais acho que, pelo menos ao que aos filmes diz respeito, o melhor é mesmo não ter expectativa nenhuma. Não ver traillers, não ler sinopses, nada! Sabia que tinha estado nomeado para o Oscar de melhor filme... na altura esta nomeação foi considerada uma coisa estranha, bizarra. Lembrava-me disso e apenas disso.
Adorei. É uma delícia de filme. Uma família disfuncional, como são todas. Um tipo de humor quase negro. A certeza que atrás de todas as disfuncionalidades, a nossa família nos ama.
Gostei do Steve Carrel neste registo. Muito mais do que nas comédias sem piada nenhuma. O Alan Arkin é fenomenal e a Abigail um show. A miss :) Não vou contar coisas. Vou só reafirmar que gostei. Não vou dizer de que se trata. Quem viu poderá dizer se gostou ou não... quem não viu poderá ver ou não...:)

28 de janeiro de 2009

UPA

UPA - Unidos Para Ajudar. Um cd que junta duetos improváveis contra a discriminação das doenças mentais. O site oficial é este e aí podem ver todos os duetos que fazem parte deste trabalho, ouvir as músicas, ver as letras. A música de que gosto mais é a que une Mariza e Boss AC, "Alguém me ouviu (mantém-te firme)".




(Boss Ac)
Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz…

(Mariza)
Chorei,
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

(Boss Ac)
Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Sou prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga, porque, me sinto assim?
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz…

(Mariza)
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo...
Busquei,
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo..

Great Expectations

Expectativas. Todos as temos. Uns mais que outros. Não tem que ver com sonhos... os sonhos são outras coisas. Mais irreais, mais inalcançáveis, mais difíceis. Lidamos com expectativas todos os dias. Levanto-me mais cedo para ir ao médico e desejo que ele me atenda. Fui com uma expectativa, que, só por acaso saiu gorada.
As expectativas são o que esperamos. Da vida, dos outros, de nós. As expectativas, como os sonhos, vão-se alterando com a vida. O que espero hoje da minha vida não é o que esperava há 20 anos. Hoje tenho os pés na terra e o que antes eram expectativas, hoje são sonhos.
Sonho com uma viagem à volta do Mundo, tenho expectativas relativamente ao aumento que há-de vir.
Principalmente, tenho expectativas relativamente às pessoas. Muitas. Já aqui se falou de intensidade. E este é o grande problema da intensidade... nem todas as pessoas são intensas, nem todas as pessoas dão na medida em que recebem. Nem todas as pessoas usam o mesmo dicionário. Nem todas as pessoas têm o mesmo conceito de amor, amizade, companheirismo. E quando dar é uma coisa tão tão boa, tão boa que nos enche a alma por estarmos a deixar alguém feliz, tão boa que nos alivia um pouco o peso dos ombros e da alma... quando dar é uma coisa tão boa que consegue ser o reverso da medalha... quando as pessoas não cumprem as expectativas que temos delas. Quando não recebemos na medida em que damos. Quando percebemos que somos dispensáveis, descartáveis, substituíveis.
Se calhar haverá vantagem em não esperar nada. Quando não se espera nada, somos normalmente surpreendidos pela positiva. Mas é triste viver assim, não é? Há duas ou três pessoas na minha vida de quem não espero nada. Pessoas que não vêem a amizade da mesma forma, pessoas que não são capazes de entrega. Dessas pessoas eu não espero nada, ou quase nada. E a verdade é que, ao longo do tempo, me têm surpreendido pela positiva. Mas... eu achava que tinha meia dúzia de amigos que me correspondiam em intensidade... e afinal...
Não me levem a mal. Não estou deprimida, nem chateada, nem de mal com a vida nem coisa que lhe valha. Nada disso. Isto é apenas uma reflexão. Quando reparo que tenho cuidados com as pessoas que elas não têm comigo. Quando vejo que era capaz de certos sacrifícios por algumas pessoas e que elas não o fazem por mim.
Um amigo meu dizia-me ontem que era uma besta. Que eu e ele éramos iguais. Que dizíamos o que queríamos e feríamos as pessoas à nossa volta sem nos importarmos. E que quem não gostasse.... Assusta-me que ele tenha razão. Não que hoje eu seja uma besta, mas já fui. Tenho consciência disso. Achava que a sinceridade era o único caminho e dizia sempre a verdade. Mas a verdadeira verdade, aquela mesmo verdadeira, é que a vida me tornou mais hipócrita. A verdade é que a vida me deu mais caras, mais máscaras.
No trabalho sou a conciliadora. Não digo o que penso quase nunca. Acho preferível isso a viver um ambiente de cortar à faca. Ainda assim, vejo que os meus colegas de trabalho não têm comigo o cuidado que eu tenho com eles. Entendam... eu não sou falsa... só não ponho lenha nas fogueiras... e respiro fundo 50 vezes antes de falar com alguém que me levantou a voz ou que disse uma barbaridade. Tento não ser uma besta e não lhes responder como merecem. E de vez em quando trago uns docinhos que deixo num prato ao pé da fotocopiadora... ou quando uma colega está triste, trago um ovo kinder para a animar... e quando eu estou triste? Quando eu estou mal? Quando eu preciso de atenção e que respirem fundo 50 vezes antes de falarem comigo?
As pessoas não dão na medida em que recebem. Nem eu. Estou farta de me sugarem as energias. Pelo que percebi sou boa ouvinte, dou bons conselhos, sou uma pessoa que toda a gente quer por perto quando está mal... e depois? Quando as suas vidas se resolvem, quando me sugaram todas as minhas boas energias.... nada é tão dramático como eu o pinto. A verdade é que sou demasiado intensa. E não posso passar a vida a pensar que o Mundo está mal e que só eu estou bem. Porque nunca é assim. Por isso, a solução é conhecermos as pessoas e só esperarmos delas o que elas nos podem dar. Nem mais nem menos. E pode ser que um dia tenhamos uma boa surpresa...
Quanto à vida... da vida continuo a esperar muito. Não abandono os meus sonhos. Não abandono as minhas expectativas de mim. Porque eu nunca me falhei.

27 de janeiro de 2009

Loop

Um loop... uma repetição de momentos... sempre os mesmos... on and on and on and on and on... como se estivéssemos numa roda gigante de feira popular... às voltas e voltas e voltas e voltas... sempre às voltas... reconhecemos que não estamos a sair do sítio, mas não temos forças para sair... como se estivéssemos encurralados num filme do David Lynch. Outro dia li aqui a melhor descrição de um filme do David Lynch que já tinha visto na vida:"Estou a meio do visionamento do Inland Empire do David Lynch e só não percebi se é aquela outra que aparece ou se a que vê que é essa que o outro, que está no filme e não está, parece ver, ou se é a que aparece no sonho da outra com a má. De resto, percebi tudo e até acho que já sei quem é que matou...caso alguém tenha sido morto."
Um loop... um furacão de emoções... sempre as mesmas pessoas a rir de nós... a apontar... como se fôssemos animais de circo.... sempre os mesmos lugares... sempre... sempre... sempre... uma espiral... um momento único que se repete pela eternidade... sempre... sempre... sempre.... e não podemos sair dele... não conseguimos e não podemos... não temos forças para lutar contra a corrente... não há forças... não há... não.






I was unconscious, half asleep
The water is warm till you discover how deep
I wasn't jumping for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and you can't get out of it
Don't say that later will be better now
You're stuck in a moment and you can't get out of it

Palhaço




Não sou pessoa de insultos. Nem de asneiras (bem... de asneiras sou um bocadinho, caramba!). Mas este tipo de coisas tira-me do sério! Mesmo... Há pessoas que merecem um par de estalos a ver se acordam para a vida!O sr. Bispo Richard Williamson é uma dessas pessoas...

(Para quem não tenha som... este senhor diz que o Holocausto não existiu e que não passa de uma invenção de Hollywood... cromo!)

Os direitos dos animais

- Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis.

- Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

- Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

- A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.


Para além de tudo o que me apetece dizer acerca de touradas dessa vida... conheço um animal a quem não são garantidos estes direitos, ditos universais. Um animal que passou a vida a ser submetido a actos cruéis, com maus tratos psicológicos... conheço um animal a quem já feriram de morte. Conheço um animal que se arrasta para poder trabalhar para o seu dono... a quem não são permitidos descansos... a quem não dão comida boa... um animal constantemente vítima de sofrimento físico e psicológico.... um animal em quem estão sempre a fazer experiências... sempre. Conheço esse animal vai para 28 anos. Esse animal sou eu.

26 de janeiro de 2009

Morrissey

You have Killed me...



E, dos tempos dos The Smiths... Ask


Shyness is nice and
Shyness can stop you
From doing all the things in life
You'd like to

Shyness is nice and
Shyness can stop you
From doing all the things in life
You'd like to

So, if there's something you'd like to try
If there's something you'd like to try
Ask me I wont say no, how could I?

Kindness is nice, and
Kindness can stop you
From saying all the things in
Life you'd like to

So, if there's something you'd like to try
If there's something you'd like to try
Ask me I wont say no, how could I?

Spending warm Summer days indoors
Writing frightening verse
To a buck-toothed girl in Luxembourg

Ask me, ask me, ask me
Ask me, ask me, ask me

Because if it's not Love
Then it's the bond, the bond, the bond,
the bond, the bond, the bond, the bond
That will bring us together

Nature is a language - can't you read ?
Nature is a language - can't you read ?

So, ask me, ask me, ask me,
Ask me, ask me, ask me

Because if it's not Love
Then it's the bond, the bond, the bond,
the bond, the bond, the bond, the bond
That will bring us together

If it's not Love
Then it's the bond
Then it's the bond
That will bring us together

So, ask me, ask me, ask me,
Ask me, ask me, ask me
Oh, la...

A maré

Amanheceu um dia como os outros. O Sol queria espreitar num céu nublado... o vento agitava as árvores levemente. Um dia de Inverno sem chuva, com algum frio. Acordava com uma sensação diferente... uma dor de cabeça lacinante. Tinha estado com ela toda a noite. E acordava ainda com aquelas pontadas nas têmporas. Ainda assim, não ia desistir.

Ia sair de casa, mas não pôde. Chegam pessoas e mais pessoas e mais pessoas. Depois telefonam. Tenta adiar para o outro fim-de-semana, mas não consegue. Depois a visita a uma pessoa conhecida... o dia passa. A dor de cabeça persistia... O dia estava a terminar... ainda assim seguiu.

Não para a praia, mas para o café. Aquele. O mesmo. O de sempre. Ali onde não há civilização. Ali onde os telemóveis não funcionam. Não fica na esplanada, está demasiado frio. O sol já se põe, embora de facto não veja o sol a pôr-se. O céu está nublado. Ouve o bater das ondas. Só este som. Inspira algumas vezes antes de entrar no café. Este ar marítimo faz milagres. A dor de cabeça esvanece-se. Persiste mais uns minutos. Sente o vento na cara... como mão humana que afaga a cara, que mexe nos cabelos... com força, mas ainda assim com ternura. Entra. Senta-se na mesma mesa. Sempre a mesma. Sempre na cadeira perto da janela. Pede o lanche e entretém-se a escrevinhar no caderno enquanto o pedido não chega. Lá fora a noite cai.

Está isolada do Mundo, está sozinha. Ainda assim nunca está sozinha. Mas aqui talvez seja o único local onde consegue estar bem, onde consegue que a sua solidão seja uma companhia. Agradável. Está consigo-mesma e conversa. Fala do dia-a-dia, fala do passado, dos planos para o futuro. Nem sempre estão de acordo, mas a conversa é agradável, prazeirosa.
Depois do lanche sai do bar... desce até à praia e passeia um pouco. Não está mais ninguém. Passa um carro na estrada, mas o som predominante ainda é o do mar. Respira fundo... profundo... como se quisesse guardar aquele ar dentro de si mais tempo... como se o quisesse levar consigo... e leva. A maré pode não trazer sereias nem príncipes encantados, mas traz energia, vigor, paz de espírito... e leva embora dores de cabeça...

Anoiteceu um dia como os outros. A lua queria espreitar num céu nublado... o vento agitava as árvores suavemente...

24 de janeiro de 2009

Rapidinha

  • O Suazo aprendeu a cair na mesma escola que o Jardel.
  • O Moreira soube que os adversários estavam tristes por não criarem oportunidades de golo e tentou ajudar. Moreira, o bom samaritano.
  • O Luisão mete impressão.
  • Quanto à arbitragem... what goes around, comes around...
  • Quem é da treta é o sr papa. Ele que veja quem é que enche estádios cá e lá fora e depois falamos de adeptos.

23 de janeiro de 2009

Update

Tenho a dizer-vos que, segundo o blog http://bebaagua.blogspot.com/, a Sara ficou em 2º lugar nos 200m Mariposa com um tempo de 2:21.58. Boa Sara!! (Embora, pelos tempos de viragem, me pareça que ela não estava no seu melhor... mas eu sou uma leiga!) Além disso, as duas atletas portuguesas nesta prova fizeram pódio. A Ana Catarina Monteiro conseguiu o bronze. (resultados junior e não absolutos).
Além disso, Portugal tem, neste momento, 5 medalhas: 1 de ouro, 1 de prata e 3 de bronze. E este foi só o 1º dia de prova. Somos o segundo país com mais medalhas, embora no ranking apareçamos em 5º (por causa do número de medalhas de ouro.).
Estamos no bom caminho. Amanhã há mais! :)
Força Sara!!

Euro-Meet


A minha (nossa) Sara está neste momento no Luxemburgo para participar na 11ª edição do Euro-Meet, competição que se realiza entre os dias 23 e 25 Janeiro no Aquatic Centre d'Coque. Foi convocada pela Selecção Nacional e vai nadar os 100 e os 200 metros mariposa.
Tirem um bocadinho do vosso dia de trabalho e mandem para o Luxemburgo os vossos melhores pensamentos, as vossas melhores energias. Vamos torcer que se repita o pódio desta foto, mas sem uns centésimos de segundo no tempo, sim? Força Sara!

22 de janeiro de 2009

Perhaps, Perhaps, Perhaps!

Epah... a verdade é que ando desmotivada. Chateada. Aborrecida. Cansada. Para combater isto, (não, trabalhar é uma muito má solução quando se está neste estado) nada como andar na net a ver coisas de que se gosta. :)
Coupling é uma das minhas séries preferidas de sempre, no que ao humor diz respeito. É british, obviamente, e é deliciosa. As personagens são um show. É uma série ao estilo Friends, mas melhor, embora eu goste dos Friends. Não consigo saber de quem gosto mais... se do Jeff e da sua verborreia sempre que se aproxima de uma mulher... ao ponto de dizer a uma que tem uma perna de madeira :) ... se do atrapalhado Steve e das suas teorias sobre a sanita como último reduto masculino, ou como um filme como "Inferno de lésbicas espancadoras" não é pornográfico, mas erótico :) ... ou o Patrick. O "burro", em todos os aspectos :) LOOOL ... a Susan Walker e o seu "aparently". A Sally e a sua obcessão pelo pescoço, e pelo que dizem dela, e por aranhas :) ... a Jane... que é perseguida, mas nunca pela mesma pessoa :)
A primeira vez que vi foi na Britcom na RTP2. Depois passou na Sic Mulher. Já tive os DVDs em casa e dava por mim a ver os mesmo episódios vezes e vezes sem conta. Há algumas passagens que são clássicos. Vou deixar-vos algumas:

[trying to come up with title for a movie about breasts that have brains]
Patrick Maitland: The Girl With Two Brains.
Steve Taylor: Three brains, Patrick.
Patrick Maitland: Oh, yeah, I forgot about that one!

Jeff: Oh, wouldn't that be great.
Patrick: What?
Jeff: Being a lesbian. All the advantages of being a man but with less embarrassing genitals. Plus, every time you have sex, there's four breasts! Two guest breasts and two you can take home afterwards, oh, it's bloody brilliant!

E porque gosto de ver este blog como um prolongamento de mim... uma segunda casa longe de casa, onde posso encontrar todas as coisas de que gosto... pelo menos algumas. Vou deixar aqui para a posteridade duas das cenas mais brilhantes desta série.

A primeira, de um dos meus episódios preferidos, Inferno. Esta é a cena final, em que o Steve tenta explicar que o filme "Inferno de lésbicas espancadoras" não é pornográfico, mas erótico.


Esta segunda cena é do último episódio da 3ª temporada. A Sally tinha inadvertidamente dito ao Patrick que o amava e aqui assistimos ao encontro deles depois disso... quando o Patrick lhe diz que ela é a mulher mais fantástica do Mundo, a melhor amiga, que merece o melhor homem do Mundo! :) Além disso, (e têm de persistir até ao fim da cena), a dança do Spider man é lindaaa!!





Patrick: Sally, you need someone good enough for you. You don't want some mutton-headed city boy who spends all his time thinking about his cars and his golf clubs. You want somebody who can love you the way you deserve to be loved; the way I want you to be loved. Sally, you need someone who will love you forever, properly. You're my friend, Sally. I want to see you with the best. You need Mr. Amazing, Mr. Incredibly-Superbly-Fantastic-Ness. In your heart, I'm sure you know I'm right.
Sally: I don't want Mr. Superbly-Incredibly Fantasticness- you stupid, stupid Ass. I want you.
Patrick: For God sakes, Sally.
Sally: What... *What*?
Patrick: I was talking about me!

Banda sonora

Todos os dias passo alguns minutos sozinha no meu bolinhas. À vinda para o trabalho e à ida para casa. A rádio está sempre ligada a fazer-me companhia. Os pensamentos voam, desordenam-se e põe-se em ordem outra vez. Andam ali a rodopiar à volta da minha cabeça e, quando o carro se imobiliza, eles voltam para dentro de mim. Brincamos assim todos os dias.
Ontem tive a companhia de uma belíssima banda sonora nos 13 km que separam o GM de minha casa. Adoro dançar, adoro música dançável, mas sou assumidamente uma baladeira. Sempre fui. Havia uma música que eu adorava quando era adolescente. Tanto ao ponto de alguém (e não vale desmascarares-me e dizeres que música é!) me oferecer, no meu 16º aniversário, uma k7 apenas e só com essa música. A mesma música repetida até ao limite de capacidade da k7... e eu fechava-me no quarto a ouvir, abraçada à ursa azul, a sonhar sei lá eu o quê.
Não acho que as baladas sejam deprimentes. Há muitas que me deixam alegre, de sorriso nos lábios. Outras que me ajudam a exorcizar alguns podres interiores. Ouvir o Crazy dos Aerosmith num carro em que eu vou sozinha, ainda para mais, por ser de noite, os outros automobilistas não me iam gozar, é qualquer coisa de catártico! Regressei no tempo uns 15 anos... a um tempo sem cds, com o top+ e as k7s virgens prontas a gravarem aquela música de que gostamos assim que passe na rádio. Guinchei e gritei (porque ao que eu faço não se pode chamar cantar...) até ao limite das minhas forças e foi bom, muito bom.
Cryin', Amaizing, I don't want to miss a thing. Todas grandes baladas dos Aerosmith. Mas o Crazy... Come here baby...


Pesadelo

Ontem... foi noite de Nightmare before Christmas...

21 de janeiro de 2009

Dire Straits

Gosto de muitas. Lembro-me bem do Money for nothing e de adorar o videoclip no Top +. Brothers in arms, Sultains of swing, Heavy fuel. Grandes músicas. A minha preferida, embora goste de todas, não é nenhuma destas. A minha preferida ao ponto de ter riscado o cd (sim, o cd está riscado só na música 6 do meu Money for nothing), é o Romeo and Juliet. Há qualquer coisa que me fascina nesta música. A sonoridade, a letra estranha.... não sei bem. Gosto muito e isso é razão suficiente.

Para quem quiser ouvir na brilhante cover dos The Killers, pode ouvir aqui.

A versão original, ao vivo, pelos grandes Dire Straits, Romeo and Juliet.



a lovestruck romeo sings a streetsuss serenade
laying everybody low with a lovesong that he made
finds a convenient streetlight steps out of the shade
says something like you and me babe how about it?

juliet says hey it's romeo you nearly gimme a heart attack
he's underneath the window she's singing hey la my boyfriend's back
you shoudn't come around here singing up at people like that
anyway what you gonna do about it?

juliet the dice were loaded from the start
and i bet and you exploded in my heart
and i forget i forget the movie song
when you gonna realize it was just that the time was wrong juliet?

come up on different streets they both were streets of shame
both dirty both mean yes and the dream was just the same
and i dreamed your dream for you and now your dream is real
how can you look at me as i was just another one of your deals?

when you can fall for chains of silver you can fall for chains of gold
you can fall for pretty strangers and the promises they hold
you promised me everything you promised me thick and thin
now you just say oh romeo yeah you know i used to have a scene with him

juliet when we made love you used to cry
you said i love you like the stars above i'll love you till i die
there's a place for us you know the movie song
when you gonna realize it was just that the time was wrong?

i can't do the talk like they talking on the tv
and i can't do a love song like the way its meant to be
i can't do everything but i'd do anything for you
i can't do anything except be in love with you

and all i do is miss you and the way we used to be
all i do is keep the beat and bad company
all i do is kiss you through the bars of a rhyme
julie i'd do the stars with you any time

juliet when we made love you used to cry
you said i love you like the stars above i'll love you till i die
there's a place for us you know the movie song
when you gonna realize it was just that the time was wrong?

a lovestruck romeo sings a streetsuss serenade
laying everybody low with a lovesong that he made
finds a convenient streetlight steps out of the shade
says something like you and me babe how about it?

Do Bem e do Mal

"Just because people do horrible things, it doesn't mean they're horrible people"


Anatomia de Grey

Um ser humano é mais que a soma das suas partes. No que ao humano diz respeito, 1+1 não são sempre dois. Mas se não podermos caracterizar alguém pelos seus actos, então que outra base temos? Nós não somos só os nossos actos, mas não serão os nossos actos aquilo que somos? Ou pelo menos um reflexo do que somos?
Quem passou uma vida a trair namorados... quem sempre o fez, com maior ou menos remorso, isso pouco importa. Mas quem sempre traiu, pode-se esperar dessa pessoa que nunca mais traia? Será o argumento "nunca gostei de ninguém como gosto de ti" válido? Não. Porque o trair ou o ser fiel não tem que ver com a quantidade de amor que temos pela pessoa, mas pela quantidade de respeito que temos pelo outro, pelos outros humanos. E quem desrespeita uma vez, vai desrespeitar mais vezes.
Mas seremos incapazes de mudança? Será que o que somos se irá reflectir para sempre nos nossos actos, ou conseguiremos refrear os nossos actos de forma a que não demonstrem quem somos? Mas se pudessemos todos mudar, mudar mesmo, não seríamos todos mais perfeitos? A perfeição não tem piada nenhuma... mas acho que todos gostaríamos de ser menos imperfeitos. Todos gostaríamos de não sofrer e de não fazer sofrer.
Bem... isto de ter espaço em branco para preencher dá nisto. Acredito que as pessoas possam mudar. Por força da vida. Mas são mudanças dolorosas, forçadas, quase impostas. É difícil mudar quem somos. No fundo, vamos sendo os mesmos, ao longo da vida. Os nossos valores, que estabelecem a nossa conduta, são os mesmos. Um mau-carácter será sempre um mau-carácter. Quem traiu, cedo ou tarde vai voltar a trair. Quem uma vez abandonou um melhor amigo por causa de um namorado, vai voltar a abandonar um amigo. Quem magoa alguém, mesmo sem querer, e não tem humildade para pedir desculpas, nunca vai ser amigo de ninguém. Quem não está lá por nós uma e outra e outra e outra vez, ai... essa pessoa não vai estar por nós nunca. Porque até podemos mudar o que pensamos e até o que fazemos, mas não poderemos jamais mudar quem somos. A nossa essência. O que podemos é chegar a um nível de auto-conhecimento tal que possamos não agir consoante o nosso ser. Fazer além do que somos. Mas, mais que humanos, somos animais. Como os animais temos instintos... e no final de contas, vamos sempre agir por impulsos, por vontades, por improviso... e vamos reflectir nos nossos actos a pessoa que somos.

20 de janeiro de 2009

Pixies

Pixies. Não, não é o Here comes your man. É música que passa em todo lado, sempre, como se toda a gente fosse indiferente à boa música dos Pixies. Não, nada de Here comes your man. Até me chateia que pensem no Here comes your man, ou que não possa escrever este post sem falar no Here comes your man... Hoje estou numa de algo... algo mais dançável... algo que me leva aos tempos áureos do Buraco Negro. A cada ano que passa, mais tenho consciência do Oásis que foi o Buraco Negro... e de como fui privilegiada por ter vivido Coimbra naquela altura. Porque a minha vivência de Coimbra está indelevelmente ligada aos lugares como às pessoas... e sempre estará ligada ao Buraco Negro.

Hey... been trying to meet you.... must be a devil between us... :)




E podia ficar para outra vez... Mas eu sou assim... Tenho muitas saudades. E depois estrufego (não sei se existe, mas se não existir eu registo aqui a patente da coisa!) as coisas como as pessoas, como se não houvesse amanhã... Fui ao youtube procurar o Hey e ouvi Gigantic e ouvi Vamos... e... e... e... Where is my mind? E pelo menos esta tem de vir para aqui hoje também. Só porque sim. Só porque me apetece que hoje seja aqui um bocadinho o Buraco Negro (Patinho, se precisares de ajuda para ir à casa-de-banho, é só avisar!). Quero packs de Safari... quero dançar a noite toda ao som de música de jeito... quero os meus amigos comigo na pista de dança... quero um sítio onde posso ser eu... esta era a minha música no Buraco Negro... era ao som destes primeiros acordes que eu, estivesse onde estivesse, corria para a pista e dançava... lá mesmo no meio... a pista era minha... esta era a minha música. Agora não tenho músicas... tenho memórias.
With your feet in the air and your head on the ground
Try this trick and spin it, yeah
Your head will collapse
If theres nothing in it
And youll ask yourself
Where is my mind

Não resisti...

Recebi isto no mail... Um teste chinês à vista. Ora... alguém consegue ler o que está aqui escrito?


Não?! Experimentem esticar os olhos... assim... puxar os cantos dos olhos... fazer olhinhos à chinês... e agora?! :)

Waiting on the world to change

Só porque sim... Porque haverá algum dia em que vamos ter de sair do sofá... mexer mais que o dedo que muda o canal. Não podemos ficar eternamente sentados a criticar e à espera que tudo mude. Quando tudo o que Mundo precisa é que nós mudemos. Algum dia será o dia... será o nosso dia. O dia em que vamos mudar e connosco o Mundo. Pode não ser hoje, mas um dia... e quando esse dia chegar, temos de estar prontos.
John Mayer, Waiting on the world to change. Há uma versão muito bonita desta música, cantada a meias com o Ben Harper. Mas... fica a versão acústica. Senhoras e senhores, John Mayer.



Me and all my friends We’re all misunderstood
They say we stand for nothing and There’s no way we ever could
Now we see everything is going wrong With the world and those who lead it
We just feel like we don’t have the means To rise above and beat it
so we keep waiting (waiting) Waiting on the world to change
We keep on waiting (waiting) Waiting on the world to change
It’s hard to beat the system When we’re standing at a distance
So we keep waiting (waiting) Waiting on the world to change
Now if we had the power
To bring our neighbors home from war
They would have never missed a Christmas
No more ribbons on their door
When you trust your television What you get is what you got
‘Cuz’ when they own the information oh,
They can bend it all they want
So while we’re waiting (waiting) Waiting on the world to change
We keep on waiting (waiting) Waiting on the world to change

It’s not that we don’t care
We just know that the fight ain’t fair
So we keep waiting (waiting) Waiting on the world to change
we’re still waiting (waiting) Waiting on the world to change
We keep on waiting (waiting) Waiting on the world to change

One day our generation Is gonna rule this population
So we keep on waiting (waiting) Waiting on the world to change
Know we keep on waiting (waiting) Waiting on the world to change
We keep on waiting (waiting) Waiting on the world to change
Waiting on the world to change Waiting on the world to change
Waiting on the world to change

O dia Obama

Agora é esperar... não pelo super-homem, mas pelo homem que tenha a coragem de fazer a mudança necessária. God speed!

19 de janeiro de 2009

Amor

Sonnet 116
Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments, love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.

O no, it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wand'ring bark,
Whose worth's unknown, although his height be taken.

Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come,
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom:

If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.
Shakespeare

18 de janeiro de 2009

Seven

Fui desafiada pela Lita. :)
O desafio traduz-se na confissão dos nossos 7 Pecados Mortais tendo em conta a seguinte definição dos mesmos:

Gula: Comer a toda a hora e/ou além do necessário;
Avareza: Cobiça de bens materiais e/ou dinheiro;
Inveja: Desejar atributos, status, posses e/ou habilidades de outra pessoa;
Ira: É a junção dos sentimentos de raiva, rancor e ódio. Por vezes é incontrolável;
Soberba: Falta de humildade, alguém que se acha auto suficiente:
Luxúria: Apego aos prazeres carnais;
Preguiça: Aversão a qualquer trabalho ou esforço físico.
As regras do desafio, por sua vez, são as seguintes:
Revelar a nossa relação com os pecados capitais;
Nomear outros 8 blogues para responder ao desafio.
Gula: Como pouco. Não vivo para comer. Não faço kms para comer seja o que for. Acho que há coisas que são boas, mas não valem o dinheiro que temos de pagar por elas. Dito isto... Chocolate... leite com Nesquick... chocolate... muito... do bom... sempre... não resisto.
Avareza: uma rapariga com quem trabalho, esta sexta-feira disse-me: "tu dás demais". Não acho que seja demais, mas sou uma pessoa de dar muito muito mais do que recebo. E não fico triste com isso. Tenha dinheiro e toda a gente à minha volta fica feliz :)
Inveja: epah... do pessoal que ganha o Euromilhões... :)
Ira: Não guardo rancores. Mas... na hora em que as coisas acontecem, expludo. Digo o que quero e o que não quero. Depois passa e até sou pessoa de pedir desculpas, mas na hora... às vezes é preciso paciência para me aturar.
Soberba: Preciso muito dos meus. Mais do que eles precisam de mim.
Luxúria: ora... pois... eu sou de um signo de Fogo... acho que este ar angelical já não engana ninguém :)
Preguiça: Adoro dormir. Adoro estar no sofá sem fazer nada. Adoro estar enroscada em alguém. Adoro estar quieta. Faço o que tenho a fazer depressa, em tempo record até... para me sobrar mais tempo para a dita cuja Preguiça.
A maioria das pessoas que me conhece diz que eu tenho mau feitio. Sinceramente, não é falta de auto-conhecimento, mas discordo. Dou tudo de mim a toda a gente à minha volta, mesmo a quem não merece. Sou um coração derretido e sou incapaz de dizer que não se me vierem pedir as coisas com jeito. Se me pisam os calos, digo o que penso. Isto não é ter mau feitio, mas ser honesta e querer pôr as coisas em pratos limpos. Sou orgulhosa, mas sei reconhecer quando erro. Mesmo sem querer, sempre que magoo alguém, não tenho vergonha de pedir desculpas. Não guardo rancores, porque os exorciso na hora...
Pessoal... quem quiser olhar para dentro... quem quiser dar-se a conhecer mais um bocadinho... pois agarrem este desafio. :)

Capelas Imperfeitas

Toda a gente conhece ou já ouviu falar no Mosteiro da Batalha. O Mosteiro da Batalha nasceu de uma promessa do Mestre de Avis, que viria a ser D. João I. Se os portugueses conseguissem vencer os espanhois em Aljubarrota, seria edificado um Mosteiro consagrado a Nossa Senhora da Vitória. Um Mosteiro desta dimensão demorou anos, dezenas de anos a ficar pronto. D. João I morreu e não estava pronto. D. Duarte prosseguiu na sua construção. Mandou aumentar o Mosteiro e fazer umas capelas onde pudesse vir a ser sepultado. Estas capelas não faziam parte dos planos originais do Mosteiro. Dizem que os planos incluiam uma cúpula. A mais bela cúpula alguma vez vista. A cúpula foi colocada, mas caiu. Mais uma vez tentaram colocar a cúpula que voltou a cair. Caiu sempre. Para os arquitectos esta era uma obra incompleta, imperfeita. Ficaram assim baptizadas as capelas... Capelas Imperfeitas. Está lá o túmulo de D.Duarte e de D. Leonor de Aragão. Lá, nas Capelas Imperfeitas. Digam-me se acham mesmo que esta obra fantástica poderá alguma vez ser imperfeita...








Sempre achei que este era um local perfeito. Mágico. Perfeito na sua imperfeição como somos todos nós. Estive lá no Sábado a tentar o Destino. Ele sabe que este seria o lugar ideal para um 1º encontro. Então eu fui. Sozinha. À espera que o Destino me enviasse o meu príncipe... foi uma tarde bem passada. Tirei muitas fotos. Apareceram muitas famílias, grupos de amigos, adolescentes, mas nada de príncipe. Depois lembrei-me que o Benfica estava a jogar e que o príncipe podia estar a ver o jogo e então fui à pastelaria. Estive lá bastante tempo... a comer um mil-folhas, a ver o futebol... ainda assim, nada de príncipe. Voltei para casa sem príncipe, mas bem disposta, mesmo com a cabeça ainda a doer da ida ao dentista... sem príncipe, mas bem disposta :)

16 de janeiro de 2009

Senhor Engenheiro

Eu sou de Letras. Sempre gostei de Matemática e tenho um bom raciocínio lógico, mas sou de Letras. Não percebo nada de Engenharia.
Dito isto, o meu boss é engenheiro civil. Temos que o tratar por engenheiro, embora, ele seja apenas e só licenciado em engenharia, tal Sócrates. Porque para se ser engenheiro daqueles a sério tem de se estar inscrito na Ordem dos Engenheiros como membro efectivo. E isso consegue-se de duas formas: com estágio ou pelo curriculum.
Ele estágio não fez. Entretanto, era mesmo preciso que ele fosse engenheiro a sério por causa do Alvará da empresa. Passaram os 5 anos da licenciatura e surgiu a oportunidade de ele se tornar membro efectivo da Ordem pelo curriculum. Tratei das papeladas que podia e deixei o processo na secretária dele, faltava o cv, as declarações das empresas e duas fotos. Passaram meses. Uma semana antes de terminar o prazo de validade do Alvará ele lembrou-se. Mandou a minha colega arranjar fotos dele (?!) e disse-me a mim que lhe fizesse o curriculum.
Ora... um curriculum específico, com coisas técnicas de engenharia. A dizer em que obras é que ele trabalhou e a fazer o quê. De notar que ele é administrador, logo, o cv foi todo inventado por mim, que sou de Letras. E depois andei a fabricar as declarações das empresas, das quais ele é administrador, a dizer que ele era bom funcionário e que tinha de facto feito aquelas coisas todas que eu mencionava no cv.
Preparámos tudo, ele assinou (e não, não nos mandou a nós assinar) e enviámos. Hoje chegou a resposta e foi com um prazer interior que lhe disse que ele era já membro efectivo da Ordem. E foi com um gosto muito pessoal que o vi olhar-me nos olhos e agradecer o bom trabalho. Tipo chapada sem mão. Vale de pouco, mas... Agora sim, ele é o senhor engenheiro! :)

Rise up

Ontem foi um dia mau que se foi tornando progressivamente pior. Saí do trabalho e fui às compras. Leiria não tem centros comerciais (pelo menos não daqueles que eu considero centros comerciais) e então fui ao Continente. Ver a meia-dúzia de lojas, jantar pizza com ananás, fazer um euromilhões, comprar aquele livro que eu queria na Bertrand com talão de desconto... Essas coisas que animam uma mulher. E sim, resultou. Vinha de lá mais leve. Meti-me no carro e ouço a berrar no rádio o Yves LaRock com o Rise up que me pôs de imediato um sorriso nos lábios.
Música da treta? Verdade. Mas música que me faz viajar no tempo e a música adequada àquele momento preciso... Viajo até ao Verão de 2007.
As aulas tinham acabado e eu ia ficar de férias até Setembro ou Outubro. Seria bom se as férias não fossem não remuneradas. Desde que acabei o curso que sou eu quem me sustenta. Não tenho feitio para voltar a pedir dinheiro ao meu pai depois de tudo o que já me deu. Empréstimos numa altura difícil sim, mas sabendo que vou poder pagar no mês seguinte ou coisa que lhe valha e para coisas importantes tipo a revisão do carro. Agora pedir dinheiro para pôr gasolina para poder ir para a praia....? Não.
A solução surgiu no jornal. Dois meses no Algarve, num self-service do Parque de Campismo de Albufeira. Pagavam ordenado e davam estadia e alimentação. Era o ideal. Ia estar a ganhar dinheiro e ao mesmo tempo mudava de ares. Lá carreguei o carro e fui. Sózinha. Rumo ao Algarve e ao Parque de Campismo de Albufeira. Vivia numa caravana que quando chovia metia água (e sim, choveu!) e tive de fechar as janelas com fita adesiva para não baterem durante a noite com o vento (e sim, fazia muito vento durante a noite).
O início foi difícil. Não conhecia ninguém. Tive mais facilidade em adaptar-me ao trabalho que os meus pés... eram bolhas em cima de bolhas em cima de bolhas... cãimbras nas pernas que me acordavam durante a noite. Comecei a tomar magnésio e a adormecer com os pés numa bacia de água a ferver e passsava o dia a arrastar-me. Mas nunca faltei um dia e nunca cheguei atrasada e nunca deixei trabalho por fazer.
O Parque tinha piscina e os funcionários podiam usá-la. Fui lá algumas vezes. Mais do que à praia onde fui acho que duas vezes nos dois meses em que lá estive.
Agosto ia ser um mês sem folgas. Eu já sabia. Entrava às 16h. As portas do self-service fechavam à meia-noite, mas ainda tínhamos de deixar tudo limpo e arrumado antes de irmos embora. Em Agosto os meus pés já não me chateavam tanto ou então era eu que os ignorava.
Mal fechavam as portas do self era uma correria. Limpar tudo para nos irmos embora. E via-me a lavar o chão com um sorriso nos lábios. Saía à 1h e ia tomar banho. E não, não ia para a cama. Ia para a disco do Parque, com uma garrafa de plástico cheia de Safari na mala. :) Havia dias em que, depois de a disco fechar às 4h, íamos ainda à Kadoc. Fui poucas vezes, mas só porque não era muito a minha onda e não por não ter dinheiro.
Acordava normalmente cedo. 7h30 ou 8h, com o calor. Ia tomar um banho frio e voltava para a cama. Dormia uma hora e voltava a acordar com calor, banho frio e cama novamente. Chegava a tomar 6 banhos por dia. O normal LOL. Normalmente ia comer qualquer coisa ao refeitório, que fechava às 14h. E pelo menos 3 vezes por semana ia a Albufeira... à lavandaria deixar a roupa e à garrafeira comprar Safari. :) Às vezes trocava o horário e ficava com um dia de "folga" e ia a Tavira, ou ia a V. ter comigo a Albufeira. Às vezes ia levar um colega de trabalho a casa. Ou íamos beber um copo a Albufeira-velha. Ou parávamos a ver as estrelas...
Rise up foi a música do Verão de 2007. Um Verão que significou mesmo uma mudança na minha vida. Tinha começado a tomar os comprimidos da tiróide em Abril e eles começavam a fazer efeito. Perdi 10 kg esse Verão (e sim, continuava gorda demais!). Ganhei alegria de viver. Deixei de estar deprimida.
Esta música ontem... esta é uma música que não está na moda. Não passa na rádio todos os dias. E passou ontem, exactamente quando me meti no carro para ir para casa. Para me lembrar o que é importante. Que fui muito feliz nesse Verão, sem estar a dar aulas. Para me lembrar que tenho de levantar a cabeça e seguir em frente... Dar mais um passo rumo à minha independência. Seguir em frente.
Rise Up
don't falling down again

As coisas boas da vida

Recebi um mail deste género e resolvi adaptar e fazer a minha lista. Porque há coisas más demais à nossa volta. Precisamos de nos lembrar do que é bom, do que queremos e seguir em frente, independentemente de quem nos tenta puxar para trás e impedir de avançar... As coisas boas da vida não se compram, mas sabem melhor se tivermos guito... principalmente, a mensagem de hoje é "podia ser pior e, para ser melhor, só depende de nós". Aqui está uma lista numerada, mas que não está por ordem... era demasiado difícil ordenar uma lista deste tipo. Bem... Acham que falta alguma coisa? Desafio-vos a acharem as coisas boas da vida :)
1. Apaixonar-se.
2. Rir tanto até que as faces doam.
3. Um chuveiro quente num Inverno frio.
4. Um supermercado sem filas nas caixas.
5. Um olhar especial.
6. Receber correio que não seja publicidade ou contas para pagar
7. Conduzir numa estrada linda num dia de sol (tipo uma estrada nacional que liga Lagoa Santo André a Porto Côvo pela marginal...)
8. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
9. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço.
10. Uma boa conversa.
11. A praia.
12. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
13. Amigos e tudo a que a eles diz respeito.
14. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós.
15. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir (adoro!)
16. O primeiro beijo
17. Ter um pescoço onde pôr o nariz
18. Chocolate quente.
19. Fazer-se à estrada com os amigos.
20. Andar num balancé.
21. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.
22. Ganhar um jogo renhido.
23. Andar de mão dada com quem gostamos.
24. Observar o contentamento de alguém que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
25. Ver o nascer ou o pôr-do-sol.

15 de janeiro de 2009

ESEL

A quem tem acompanhado este momento conturbado da minha vida... o boss disse que não... não, não posso ausentar-me 6 horas por semana para dar aulas na Escola Superior de Educação de Leiria... mesmo compensando ao fim do dia em dobro, em triplo e em quádruplo como tantas vezes já aconteceu. Não porque abre um precedente e não porque já disseram que não a outras pessoas noutras alturas. Embora um dos meus colegas dê aulas na ESTG... mas pronto.
Acabou. Capítulo fechado e encerrado. Agora... se não me dão um aumento de jeito, se não me passam a efectiva em Setembro... vai haver mortos e feridos, lá isso...
Obrigada pelo apoio e... pronto... estou pronta para novas aventuras. Preferia era que fossem outras as coisas que me tiram o sono :)

Again... no comments


YOU WILL SLEEP WITH 5 PEOPLE


You Will Sleep With 5 People



Better get cracking!

Speechless




Your Friendship Style is Empathetic


You deeply care about each person you're friends with. For you, friendship is all about the personal connection.

You tend to know everything about your friends' lives... and they know everything about yours. Your friends are your confidants.

You are always there for your friends. You celebrate their successes and support them in their times of need.


You are as loyal as they come. And you expect the same loyalty and understanding from your friends in return.

You and another Empathetic Friend: Have a amazing friendship, when it works. You care for each other deeply, but you often end up with hurt feelings and drama.

You and a Gregarious Friend: May have a bit of a one sided friendship. You adore your Social Friend, but you sometimes feel a bit neglected.

You and an Independent Friend: Struggle a bit. You are very interested in your Independent Friend's life, but your friend often needs more space.

You and a Philosophical Friend: Respect one another. You love to learn about your Philosophical Friend's brilliant ideas.


5ªfeira

Era só para avisar os seres mais incautos e distraídos por aí... Hoje é 5ª feira. Ontem foi 4ª feira e não 5ª feira. E como ontem foi 4ª feira, hoje é 5ª feira. O sr do rádio não se enganou quando ontem anunciou que era 4ª feira, nem se enganou quando hoje disse que era 5ª feira.

A sucessão dos dias e das noites até a um estado tal de alheamento que nem sabemos se é 4ª ou 5ª feira. Se é dia 15 ou dia 46 ou dia 5689 ou coisa que lhe valha. O tempo passa e não sabemos a quantas andamos.

Mas vá... o ano diz que é 2008 d. C. O mês diz que é Janeiro. Ontem foi o 14º dia de Janeiro o que faz com que hoje seja o 15º dia de Janeiro. E se ontem foi mesmo 4ª feira... pois então hoje estamos em pleno dentro de uma 5ª feira.

De Revolutionary Road a The curious case of Benjamin Button

Comecemos pelo princípio.
Revolutionary Road é um filme mais ou menos. Não sei se por ser só mais ou menos se por que não gostar do Di Caprio e de tudo o que vem dele. Mais uma vez, uma desilusão. Não me convence mesmo. Não acho sequer que represente bem, é sempre igual, e aqui não foi excepção. A história... A história não é má. Faz-me lembrar "As Horas" (livro), se As Horas fossem só a Mrs Brown. Ou seja, a personagem da Kate Winslet é uma Mrs Brown. A Mrs. Brown é a minha personagem preferida nas Horas. Mesmo. Por isso gostei muito desta April. Uma mulher encurralada. As estratégias de fuga não são as mesmas, mas elas são iguais. A Kate está muito bem, mesmo muito bem, mas a verdade é que o Leo está igual a si-mesmo (o que para mim é mau) e o filme não traz nada de novo.
The Curious Case of Benjamin Button.... uma delícia de filme. Um filme realizado por David Fincher, baseado num conto de Scott Fitzgerald, dois grandes actores. A receita do sucesso. Bem, há filmes que têm tudo para serem bons e não são. Este é.
O Brad é o melhor actor desta geração de actores e disto eu não tenho dúvidas. A Cate Blanchett é a melhor actriz desta geração de actrizes... E juntos... Juntos são uma delícia.
A história é fantástica. Eu não tinha visto imagens nem sinopses nem nada. Adorei todas as duas horas e quarenta e três minutos. :) O texto é lindo, inspirador. Dei por mim a procurar lápis e papel para escrever coisas... A fotografia é linda. Tudo.
Há algumas cenas que se destacam na maravilha total que é este filme... as cenas do pôr-do-sol, na casa de campo...
You can be mad as a mad dog about how things went... You can swear and course fates, but, when it comes to the end, you have to let go....
Há uma outra cena quando em Paris... que começa assim "Sometimes we're on a collision course amd we just don't know it, wether it's by accident or by desire, there's not a thing we can do about it. A woman in Paris was on her way to go shopping but she had forgotten her coat and went back to get it.....". Esta sequência é belíssima.
Estou a tentar dizer o que penso sem estragar o filme a quem ainda não o viu. Deixei algumas palavras, mas nada que indique o sentido do filme... Falta dizer que vale a pena ver filmes assim. Inspiradores. Bem feitos. Bem interpretados. Bem tudo. Um ensaio sobre o amor. Deixo-vos com algumas palavras inspiradoras do próprio Benjamin:
"For what is worth, it's never late, or in my case, never too early, to be whoever you want to be. There's no time limit. Start whenever you want. You can change or stay the same. There are no rules to this thing. You can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. I wish you can see things that staw you. I hope you'll feel things you never felt before. I hoppe you meet people with a different point of view. I hope you live a life you're proud of.

And if you find you're not... I hope you have the strength to start all over again."

14 de janeiro de 2009

Sweet Little Sixteen

Estou a ficar velha! Pronto... era só isto que eu queria dizer! Não sei a que horas foi, mas sei que foi neste dia. Era uma miúda, eu e ela. Não gostava nada dela no início, confesso, mas ela foi-me cativando até à conquista total! :) 16 anos passaram e todos os dias ela me conquista mais e mais e mais... um amor que eu não julgava possível. Parabéns à minha menina, és a luz dos meus olhos e tenho um orgulho imenso em ti. Mesmo. Estarei sempre por ti, sempre sempre sempre. Whatever, whenever... always!
Deixo-te uma música do meu tempo, mas que me faz sempre lembrar dos 16... Sub 16, GNR.
E quem causa inveja
E fuma escondido da mãe
Vida tao chata
Onda tao curta
Moda tao fora, sai
Que um raio a parta
E salta puxa pula ri até ao sol
Mas aos desasseis é so de uma vez
Tens o desgosto de vestir-te como os DJ's
E com desasseis
Já falta pouco para sentir noventa e seis
À volta do quarto
Nuvem de cabelo em pé
Pintura de guerra
Multiplica por quatro
Vejo o teu retrato em pó
E o radio berra:
Estou farto e farta e farto e farto de estar só!
Mas aos desasseis é so de uma vez
Tens o desgosto de vestir como os DJ's
E com desasseis
Nunca se teve tempo de ler o Senhor dos Anéis
Só de uma vez
Tens o desgosto de vestir como os DJ's
E aos desasseis
É de esperar alguém gritar
Sweet Little SixteenSweet Little Sixteen
Mas aos desasseis
Só de uma vez
Tens o desgosto de vestir como os DJ's
E com desasseis
Já falta pouco para sentir os noventa e seis
Só de uma vez
Tens o mau gosto de vestir como os DJ's
E aos desasseis
É de esperar alguém gritar
Sweet Little Sixteen!

13 de janeiro de 2009

Gran Torino

Vi ontem à noite este filme, realizado e brilhantemente interpretado por Clint Eastwood.
A história é uma delícia. As personagens não são perfeitas, mas são cativantes na sua imperfeição. Os diálogos são uma delícia. Penso que os diálogos são, com a actuação do Clint, o grande ponto forte deste filme. Há sequências magníficas mesmo.
Mas o Clint. O Clint tem carisma para dar e vender. Esta personagem foi feita à medida dele e ele não desilude mesmo. Acho que foi mesmo a melhor actuação dele que vi até hoje. Um homem sozinho, torturado pelo passado, pelos erros que cometeu e pela vida que não viveu. Uma personagem forte, mas cheia de fragilidades. Uma grande interpretação que leva às costas o filme que, embora bastante bom, perde com interpretações menos conseguidas dos actores secundários, sem carisma.
Agora... tenho de ver "A Troca". Mas tinha saudades de ver um grande a representar...

Certezas, precisam-se!

Preciso urgentemente de adquirir meia dúzia de valores absolutos,
inexpugnáveis e impenetráveis,
firmes e surdos como rochedos.

Preciso urgentemente de adquirir certezas,
certezas inabaláveis, imensas certezas, montes de certezas,
certezas a propósito de tudo e de nada,
afirmadas com autoridade, em voz alta para que todos oiçam,
com desassombro, com ênfase, com dignidade,
acompanhadas de perfurantes censuras no olhar carregado, oblíquo.

Preciso urgentemente de ter razão,
de ter imensas razões, montes de razões,
de eu próprio me instituir em razão.
Ser razão!
Dar um soco furibundo e convicto no tampo da mesa
e espadanar razões nas ventas da assistência.

Preciso urgentemente de ter convicções profundas,
argumentos decisivos,
ideias feitas à altura das circunstâncias.
Preciso de correr convictamente ao encontro de qualquer coisa,
de gritar, de berrar, de ter apoplexias sagradas
em defesa dessa coisa.
Preciso de considerar imbecis todos os que tiverem opiniões diferentes da minha,

de os mandar, sem rebuço, para o diabo que os carregue,
de os prejudicar, sem remorsos, de todas as maneiras possíveis,
de lhes tapar a boca,
de lhes cortar as frases no meio,
de lhes virar as costas ostensivamente.
Preciso de ter amigos da mesma cor, caras unhacas,
que me dêem palmadinhas nas costas,
que me chamem pá e me façam brindes
em almoços de camaradagem.
Preciso de me acocorar à volta da mesa do café, e resolver os problemas sociais
entre ruidosos alívios de expectoração.
Preciso de encher o peito e cantar loas,
e enrouquecer a dar vivas,
de atirar o chapéu ao ar,
de saber de cor as frequências dos emissores.
O que tudo são símbolos e sinais de certezas.
Certezas!Imensas certezas! Montes de certezas!
Pirinéus, Urais, Himalaias de certezas!
(António Gedeão)

12 de janeiro de 2009

Motown

Há 50 anos foi fundada a 1ª editora de um negro. Quando na próxima semana o 1º negro toma posse enquanto Presidente dos EUA. Há 50 anos a luta era outra... luta contra a segregação... luta pelos direitos básicos... luta pela igualdade... na música. :) De Marvin Gaye, aos The Temptations, Stevie Wonder, Jackson Five....
Berry Gord deu um passo importante no que vai ser conquistado de hoje a oito dias pelo Obama. E é de passos pequenos que se constrói a História da Humanidade.
Dos muitos sucessos da Motown, destaco dois. Desculpem-me os puristas, mas vou pôr estes clássicos a serem cantados em versões e não no original. Adoro os originais, mas a prova que a Motown de há 50 anos está viva é mesmo a quantidade de versões que se fazem das suas músicas... Podem pegar nelas e fazê-las inspirar os vossos dias... de arrepio na espinha à vontade de dançar... o espírito da soul, 50 anos depois. Sexual healing (original de Marvin Gaye), por Ben Harper (já disse que amo de morte este homem?) e My girl (original de The Temptations), por Phil Collins. Parabéns Motown.
When I get this feelling.......
I've got sunshine on a cloudy day...
PS pequenino - Estou, como estaremos todos, com o CR7 hoje. Se não for hoje, acho que não será nunca. Fez uma época brilhante (menos brilhante na Selecção, mas pronto...) e merece. Mesmo. O Messi ganha pro ano :)

10 de janeiro de 2009

Ivo Canelas

Gosto muito dele. É mesmo um grande actor. Embora mais magro, comecei a reparar nele no "Mistério na Estrada de Sintra" em que interpretou magistralmente um Eça de Queirós. Aliás, este é mesmo um grande filme e tenho pena que tenha passado ao lado de tanta gente. Está bem pensado, bem interpretado, bem realizado, bem tudo. Muito bom.

A partir daí passei a ter mais atenção... Da arte de roubar, Call girl, Princípio da Incerteza, Liberdade 21... Em grande sempre. O meu actor preferido na nova geração de actores portugueses e o meu preferido para interpretar o Tomás Noronha do José Rodrigues dos Santos, quando os seus livros vierem a ser adaptados ao cinema.

Além disso, perdoem-me, mas ele é LINDO!!!!