30 de abril de 2009

Capitão Romance

O album "O monstro precisa de amigos" alcançou o 1º lugar numa votação lançada pela Antena 3 para achar o album português mais relevante dos últimos 15 anos. Esta é uma das minhas músicas preferidas destes extraordinários Ornatos Violeta. "Capitão Romance".




Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar
Parto rumo à primavera
Que em meu fundo se escondeu
Esqueço tudo do que eu sou capaz
Hoje o mar sou eu

Esperam-me ondas que persistem
Nunca param de bater
Esperam-me homens que desistem
Antes de morrer
Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei em nada
Do que em mim tocou

Eu vi
Mas não agarrei

Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver pra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro pra sentir
E dar sentido à viagem
Pra sentir que eu sou capaz
Se o meu peito diz coragem
Volto a partir em paz

Carta à Manuela

Já te disse que és linda fantástica e maravilhosa e que te adoro e que tenho saudades tuas? Gostava de poder estar contigo... de poder estar fisicamente presente. Para a ida ao cinema ou às compras ou jantar ao chinês ou simplesmente ficar em casa a conversar...

Agora anda a dar uma novela de indianos... lembra-me "O Clone".... que me lembra de ti. :) E gostava que estivesses do outro lado do sofá a ver comigo... E veres que mais uma vez escolheram mal os actores protagonistas e que a gaja devia ficar com o gajo do casamento arranjado. E veres os bordões e dizê-los comigo... mas não estás do outro lado do sofá. Estás do outro lado do Atlântico. Às vezes tento esquecer-me de ti. Tento não me lembrar dos velhos tempos. Tento não me lembrar da falta que me fazes. E fazes-me tanta falta... tanta tanta tanta... Dói-me a alma de te saber mal e não te poder ajudar. Basta-me esperar que possas ligar... esperar que te tenhas rodeado de pessoas boas e que alguma delas te consiga ajudar. Basta-me dizer-te que estou aqui... sempre.
[Ela vem!! :)]

28 de abril de 2009

Malabarismos




Nunca fui pessoa de perícias. Nas aulas de desenho ou de trabalhos manuais conseguia ter um 3 ou um 4, mas nunca consegui fazer trabalhos perfeitos. A minha mãe tentou incutir-me o gosto pelas rendas e bordados, mas essa também nunca foi a minha onda. Faço o que posso, dou o meu máximo, mas não deixo de ser um bocado trapalhona e atrapalhada.

No outro dia falava de escolhas. Falava nas muitas coisas que nos são impostas e de termos de tomar responsabilidade pelas nossas escolhas. Eu tento. Isso de tomar responsabilidade pelas minhas escolhas. Nem sempre são fáceis, mas tento que sejam tomadas em consciência. Escolho mediante aqueles que são os meus objectivos de vida, mediante aquilo que eu quero. É facto que o que eu quero até pode não ser o que eu preciso, mas tenho de ter um critério e o meu critério é este.

O que eu quero é independência. Poder sair de casa dos papás e ir viver sozinha (sim, sozinha!) antes dos 30 anos. Foi por isso que deixei o Ensino. Aliás, tivesse deixado o Ensino mais cedo e talvez já tivesse alcançado este objectivo, mas... lá está... fiz as minhas escolhas em consciência e não me arrependo delas. Deixei o Ensino para ir trabalhar numa empresa de construção civil a receber o ordenado mínimo. Atendia telefones e pouco mais. Passava os dias a oferecer ajuda às minhas colegas que me iam dando algumas tarefas para fazer. O patrão ia-me pedindo mais umas coisitas. Nunca saí à hora certa. Nunca piquei o ponto às 18h, assim como nunca disse que não a trabalho nenhum que me pedissem para fazer, por mais assustada que estivesse.

Não vale a pena dizerem-me que os patrões se aproveitam. É facto. Cheguei a sair do trabalho à 1h da manhã e a ter de, no dia seguinte, entrar às 9h. Mas nunca ninguém me obrigou a nada, nem me deram a entender que se não ficasse mais tempo não me renovariam os contratos. Passaram 10 meses e chamaram-me para me perguntarem quanto queria de aumento. Pedi e deram-me exactamente o que pedi. Em 10 meses, vi o vencimento quase duplicar, quando tenho colegas de trabalho que estão ali há 4 anos, já efectivas e que continuam no ordenado mínimo. Mas, lá está, todos os dias saem às 18h. Não fazem mais do que são as suas funções... Aliás, mantiveram sempre as mesmas funções ao longo de 4 anos.

E por mais que tudo tenha corrido bem e eu tenha tido o que pedi, a verdade é que não estou satisfeita. Quero mais. E por isso continuo a dizer que sim, quando talvez devesse dizer que não. Continuo a ajudar as minhas colegas, mesmo quando as minhas funções são 30 vezes mais do que no dia em que ali entrei. Faço traduções, mesmo detestanto fazer traduções. Vou a provas de kart quando o que me apetecia era ficar em casa a vegetar. É a minha escolha. É o que sinto que tenho de fazer agora.

Posso, claro está, estar a esforçar-me e em Setembro não passar a efectiva. Ou posso passar a efectiva e em Fevereiro não ter o aumento que pretendo. Isso pode acontecer. Mas, se acontecer, não vai ser por falta de empenho meu. Vou estar de consciência limpa e de bem comigo. Se esta escolha falhar, não vai ser por falta de entrega.

E, assim, vejo-me a fazer malabarismo. Escolhi deixar algumas bolas de fora. Não é o tempo delas ainda e isso não me deixa infeliz. Esta é a minha escolha. As bolas que faltam no meu malabarismo não estão lá porque eu não quero que estejam. Será que algum dia as vou querer? Talvez. Não sei do futuro. Sei que esta é a minha escolha agora. Hoje. Nos próximos meses. Mantenho as bolas trabalho, família e amigos. Mesmo que às vezes a bola amigos quase fuja... mesmo que em vez de um telefonema demorado eu só tenha tempo para uma sms curta. Mesmo abdicando de um fim-de-semana com os amigos para ir para uma qualquer actividade da empresa. Estou a fazer o meu melhor para manter as bolas no ar. Posso até vir a deixar cair as bolas todas, uma vez que sou uma atrapalhada de natureza... mas vou ter dado o meu melhor. Esta é a minha escolha. Para o bem, e para o mal.

27 de abril de 2009

Quase despida

[isto faz-me lembrar o Calvin e as cuecas dos foguetões...:) ]

Hoje é dia :) Este desafio vem da minha querida e quase conterrânea Brigitte.


Regras:
1. Escrever uma frase, citar um título ou contar uma historinha sobre os seguintes seis assuntos: vida, cinema, literatura, viagem, amor e sexo;
2. Indicar seis blogues que realmente consideres femininos e inteligentes; (Não podem ser todos? As mulheres dos blogs que visito são todas fantásticas, cada uma por seu motivo. Por isso, todas merecem!)
3. Linkar o blogue que te indicou; (Done!)
4. Postar as regras para que outros as repassem; (Done!)
5. Inserir o selinho recebido do "Papo Calcinha". (Done!)

Vida:
Vida é tudo. Vida é viagem. Vida é caminho. Vida é perdição. Vida é salvação. Vida é amor e é morte. Vida é respirar. Vida é andar e é estar quieto. Vida é sorrir e é chorar e é desespero e é emoção e é pessoas... muitas pessoas... pessoas que nos tocam, pessoas que nos emocionam, pessoas que nos fazem sorrir, pessoas que nos fazem chorar. Vida é tudo.

Cinema:
Adoro. Sendo que o meu filme preferido é "Fabuloso Destino de Amélie". E sendo que detesto Leiria por não ter cinemas que passem filmes de jeito!

Literatura:
Pois... Literatura é vida. Literatura sou eu e somos nós. Literatura é História e é ficção e é vida e é tudo também, embora, não seja nada.

Viagem:
Não gosto de ir de viagem, mas gosto de viajar. Gostei muito de todas as viagens que fiz. Com os papás. Com a Verónica, país fora. Viagens até aos amigos. Cada viagem uma história. As viagens valem pelo destino, mas valem sobretudo pela companhia e nisso tenho sido privilegiada. A próxima, a S. Miguel... espero que passado o efeito dos comprimidos que vou tomar para me aguentar 2 horas num avião, eu consiga aproveitar tanto o lugar como a companhia :) Mas... a minha maior viagem tem sido comigo mesma, dentro de mim. Uma viagem de descoberta, de partilha, de lágrimas e sorrisos. E tem sido uma fantástica viagem :)

Amor:
Amo as minhas pessoas. A minha família e os meus amigos. É nessas pessoas que invisto. É com estas pessoas que sou feliz. Imensamente feliz. Obrigada!

Sexo:
Pois... Faz-me lembrar, entre muitas mais coisas, uma música da Rita Lee. :) Quente, intenso, terno e violento... uma verdadeira viagem de emoções.


Atrevam-se! Respondam lá!

Atrás da orelha



Fui a modos que desafiada pela Izzie.

Regras:
1) Exibir a imagem do prémio. (Done!)

2) Postar o link do blog que te indicou. (Done!)


3) Relatar um episódio a partir das expressões indicadas.
a) O que me deixa fora de série
b) Sonho mais estranho que tive
c) Apetece-me tanto...
d) Som que não me sai da cabeça
e) O primeiro pensamento que tenho ao acordar
f) Se pudesse ser um super herói seria...
g) A última coisa que faço antes de me deitar

a) O que me deixa fora de série é a falta de responsabilidade das pessoas. E quando falo em falta de responsabilidade, falo de quase tudo. Pessoas sem responsabilidade a conduzir e uma pessoa está sujeita a levar com um carro em cima sem ter culpa... Pessoas sem responsabilidade no trabalho e uma pessoa leva sempre por tabela... Pessoas sem responsabilidade nas relações humanas e uma pessoa apanha desilusões atrás de desilusões... Pessoas que não assumem a sua responsabilidade nas suas vidas e passam o tempo a queixar-se dos outros...

b) Não costumo sonhar. Quando sonho é sinal que não dormi bem... sonhos estranhos? Desde sonhar que o avião em que viajava era sequestrado por árabes e eu me levantava e começava a falar árabe com eles e conseguia convencê-los a desistir de nos matar a todos.... desde, sonhar que estou a fazer orais... o professor está à minha frente e eu passo a noite toda a debitar matéria... Mortos e feridos... Tragédias... Sou uma pessoa de sonhos cor-de-rosa, como podem ver :)

c) Apetece-me tanto, mas tanto, tanto ir para casa! Acordei com um humor horrível. Tenho sono, dói-me a cabeça e estou cheia de trabalho. Já desmarquei o dentista que tinha hoje, porque isso era demais. Tirando isto... World Peace! :)

d) Sou muito influenciável. Acabei de ouvir Pearl Jam na Antena 3 e agora nem consigo pensar em outra música. Gosto tanto de música moderna, actual, como dos clássicos de tempos que não vivi. Agora, ando numa de descobrir este grupo novo, se quiserem, espreitem: Oquestrada.

e) "Já?!" Quer dizer... depende das manhãs... manhãs de acordar cedo e ir trabalhar leva com o referido "Já?!". Manhãs de levantar cedo e ir passear levam com um "Toca a levantar!". Manhãs de levantar tarde levam com um "acho que vou ficar a preguiçar mais um pouco". Tardes de acordar tarde... "Tenho fome!". :)

f) O meu super-herói preferido sempre foi o Batman. Porque ele é humano e não tem super-poderes. Acho que todos somos Batman. Podemos não salvar uma cidade nem o Mundo, mas temos o poder de nos salvar a nós.

g) Deitar onde? Na cama? Antes de ir deitar-me na cama, normalmente estou deitada no sofá :) Normalmente vou à casa-de-banho e depois vou beber um copo cheio de água para ir à casa-de-banho durante a noite.

Só para os homens:
O mundo acabou e, a fim de preservar a humanidade, terá de ter procriar com uma das três mulheres que, curiosamente, estão vivas e dependem de si - Luciana Abreu (sem a perna direita e o braço esquerdo), Amy Winehouse (com a boca com cheiro deveras intenso a peixe podre. Porque sim) e Odete Santos. Quem escolhes e porquê?

Só para mulheres: Substituam Luciana Abreu por Vin Diesel, Amy Winehouse por Brad Pitt e Odete Santos por José Cid.

Pois... escolha difícil. A modos que o José Cid adeus! Sem hipótese. Nunca gostei de homens musculados, mas o Vin é giro e consegue continuar a ter ar meiguinho mesmo quando está a dar pancada ao pessoal... Mas o Brad é sempre o Brad... e desculpem-me, mas o mau hálito resolve-se bem com um bom elixir e uma boa pasta de dentes :) E o Mundo merece ser repovoado por descendente do Brad... aliás, ele anda numa de dar o seu contributo! Portanto, Brad Pitt it is :)


4) Indicar 10 blogs da tua preferência que aches que são... de orelha!
Pois... a todos. Cada um por seu motivo... Todos os que estão ali ao lado. Obrigada.

25 de abril de 2009

Aos "Capitães" de Abril

Este é o meu feriado preferido. Não sei explicar o porquê, mas simplesmente é. Muitas pessoas vão falar dos capitães de Abril. Na televisão vão passar filmes. Vai-se ouvir a Grândola Vila Morena e o E depois do Adeus. Vai-se falar na madrugada de 24 e dos sinais. Vai-se falar na Guerra Colonial e no Salazar e no Marcelo Caetano.

Mas o 25 de Abril começou a fazer-se muito antes daquela madrugada. O 25 de Abril começou muito antes do descontentamento de uma dúzia de capitães. O meu elogio vai para os poetas. Os poetas que nos mostraram que as palavras ferem. Os poetas que nos mostraram que sem armas também se luta. Os poetas que nos mostraram que nem só de amor fala um poema. Aliás, poetas que nos mostraram que não é de amor que falam os poemas. Poetas que fugiram à censura com metáforas. Metáforas que são armas que ferem. Apontaram armas ao regime e foram abrindo os olhos das pessoas. Lutaram com as armas que tinham: as palavras.

Dei aulas de Português no ano dos 30 anos do 25 de Abril. No programa, "poetas do século XX". E foi tão bom ir de Jorge de Sena, a Alexandre O'Neill, passando por Manuel Alegre e Vasco Lourenço. Uns trechos do Felizmente há luar! do Stau Monteiro. António Gedeão. José Carlos Ary dos Santos. Ouvir dos meus alunos "Ó stôra, como é que eles não perceberam que a Tourada era a falar mal deles? Até nós percebemos!". Porque eles não sabem nem sonham, meus queridos. Eles não sabem nem sonham.

Adriano Correia de Oliveira e Sérgio Godinho e Zeca Afonso e o Carlos Paredes e o Fernando Tordo e tantos tantos tantos. Tantos esquecidos. Tantos que não são lembrados suficientemente pelo grande serviço que fizeram a este País. Os mais belos poemas de amor que alguma vez li foram escritos em tempo de ditadura. Aquela, a dita dita dura. Não um amor carnal, sexual, de homem mulher, mulher mulher, homem homem whatever. Um amor muito mais profundo, mais visceral. O verdadeiro amor. O amor à Humanidade. O amor à Justiça. O amor à Liberdade.

Hoje, a minha sentida homenagem aos homens e mulheres que escreveram poemas com voz de liberdade. Aos homens e mulheres que lutaram com metáforas. Aos homens e mulheres que nos ensinaram que mesmo na noite mais triste, em tempo de servidão, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não. Poetas que sentiram, no dia da Liberdade, a mágoa de não o partilharem com os que com eles lutaram... "Tantos morreram sem ver, o dia do despertar! Tantos sem poder saber, com que letras escrever, com que palavras gritar!".

Às palavras. Aos poetas. À luta. À liberdade. Vivamos a Liberdade que conquistaram para nós. Em ano de eleições, deixem a praia para outro dia, deixem os passeios para outras alturas e vamos votar. Agora podemos. Votar, escolher e mudar o Mundo.



Ser ou não ser

Qualquer coisa está podre no Reino da Dinamarca.
Se os novos partem e ficam só os velhos
e se do sangue as mãos trazem a marca
se os fantasmas regressam e há homens de joelhos
qualquer coisa está podre no Reino da Dinamarca.

Apodreceu o sol dentro de nós
apodreceu o vento em nossos braços.
Porque há sombras na sombra dos teus passos
há silêncios de morte em cada voz.

Ofélia-Pátria jaz branca de amor.
Entre salgueiros passa flutuando.
E anda Hamlet em nós por ela perguntando
entre ser e não ser firmeza indecisão.

Até quando? Até quando?

Já de esperar se desespera. E o tempo foge
e mais do que a esperança leva o puro ardor.
Porque um só tempo é o nosso. E o tempo é hoje.
Ah se não ser é submissão ser é revolta.
Se a Dinamarca é para nós uma prisão
e Elsenor se tornou a capital da dor
ser é roubar à dor as próprias armas
e com elas vencer estes fantasmas
que andam à solta em Elsenor

(Manuel Alegre)


24 de abril de 2009

Segredos

Os cds que tenho no carro são gravações. Não são gravações directas de um qualquer cd, mas mixs. Mixs daquelas sem qualquer tipo de edição. Vou pondo as músicas para dentro do cd até ele encher e pronto. Normalmente ficam bem. Vários estilos musicais no mesmos cd é mesmo o que eu quero. O que me aconteceu ontem foi, no mínimo, bizarro. Estava eu a curtir o som do "No worries" do Simon Webb quando me vem a "Balada de despedida do 5º ano de Direito".

Não sei o que me deu para ter posto esta música num dos cds de andar no carro. Mas a cada vez que a ouço (e não são assim tantas as vezes) sinto um aperto no peito e lacrimejo. Não sei explicar a catadupa de emoções que me percorre só aos primeiros acordes. As memórias. As pessoas. Os lugares. As palavras ditas. As palavras ouvidas. O amor. O choro. A alegria. Tantas coisas ao mesmo tempo.

É a saudade. Saudade daquela "caramba que foi tão bom!". Saudade daquela "tenho de telefonar àquela pessoa com quem não falo desde Coimbra". Saudade daquela de querer que aquele pessoal estivesse comigo e que pudéssemos ir beber uns copos ao som das histórias de sempre. Todo o bom e todo o mau. Porque só faz sentido reviver Coimbra no seu todo.

Este vídeo é de uma serenata da Queima das Fitas. Fui a uma. As minhas serenatas preferidas eram as da Latada, do início de um novo ano, do recomeço. E já disse aqui uma vez que, para mim, Coimbra não tem mais encanto na hora da despedida. Coimbra sempre teve encanto. Coimbra sorri-me a cada regresso e pisca-me o olho a cada despedida. Quando as coisas são vividas intensamente não deixam saudade má, mas saudade boa. Saudade da que me faz sorrir e chorar de felicidade, pelas memórias que tive o previlégio de viver. Os segredos desta cidade, por mais que os vá contando, vão comigo para a vida. Coimbra faz parte de mim e vai estar em mim sempre. Faço questão de a partilhar precisamente por isso, porque me corre no sangue. Os segredos que partilhamos vão unir-nos sempre e para sempre, mas eu tenho saudades daquilo que eu sei que ela ainda me vai dar. Porque ela encerra ainda tantas possibilidades... :)




Sentes que um tempo acabou,
Primavera de flores adormecida.
Qualquer coisa que não volta que voou,
Que foi um rio, um ar na tua vida.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada,
Recordações de um passado,
O bater da velha cabra.

Capas negras de saudade,
No momento da partida.
Segredos desta cidade
Levo comigo para a vida.

Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar
E, no lento cerrar dos olhos teus,
Fica a esperança de um dia aqui voltar.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada,
Recordações de um passado,
O bater da velha cabra.

Capas negras de saudade,
No momento da partida.
Segredos desta cidade
Levo comigo para a vida.


(E hoje, na véspera do 25 de Abril e já que calhou falar de Coimbra, há que calhar também lembrar o papel que esta cidade e o seu corpo estudantil tiveram na luta contra a Ditadura. Por mais na lama que o prestígio desta Universidade esteja, há que não esquecer o passado e homenagear quem merece ser homenageado e já nem falo do largo que vai ser inaugurado em Santa Comba Dão para não me dar uma indisposição logo de manhã.)

23 de abril de 2009

Bolas de sabão



Somos adultos. Como adultos que somos achamos que não podemos ser crianças. Temos de ter atitudes adultas, pensamentos adultos, temos de deixar para trás os nossos brinquedos e muitas vezes até os nossos sonhos patetas de crianças. Temos de crescer. Temos de mostrar que somos adultos. Mas de que vale não jogar às escondidas nem à apanhada se depois temos comportamentos imaturos com quem nos rodeia? Há coisas que fazíamos na nossa infância e que deixámos de fazer (não sei bem porquê) que nos fazem felizes. Balões, castelos na areia, bolas de sabão...


No Verão passado, a Maggie esteve em minha casa com os pais. Fomos à praia e eu não me lembro da última vez que me tinha divertido tanto na praia. Eu fiz castelos na areia. Eu fiz bolos de areia. Eu mandei água ao corpo dela. Eu fiz piscinas. Eu diverti-me. Onde está escrito que a partir de determinada idade temos de deixar de fazer castelos na areia? Por que é que não podemos comprar baldes e formas e encinhos e divertirmo-nos? Por que é que só as crianças recebem balões e chupa-chupas?



Ontem fiz bolas de sabão e foi muito muito bom :)

21 de abril de 2009

Absolute beginners



I've nothing much to offer
There's nothing much to take
I'm an absolute beginner
But I'm absolutely sane
As long as we're together
The rest can go to hell
I absolutely love you
But we're absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same

If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true

Nothing much could happen
Nothing we can't shake
Oh we're absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you're still smiling
There's nothing more I need
I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
We're certain to succeed

If our love song
Could fly over mountains
Could sail over heartaches
Just like the films
If it's reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true

Irresistível. Obrigada! :)

Pérolas

Domingo de manhã.

Eu: esta noite não dormi nada bem. Dói-me a cabeça.
Papi: Eu também não. Tive um pesadelo horrível.
Eu: Então?
Papi: Não sei o que foi, mas sei que foi horrível.
Eu: Mas não te lembras?
Papi: Não... sei que sonhei que estava a bater a alguém. Às tantas ainda bati à tua mãe sem querer. Foi mesmo horrível. Uma agonia...
Eu: Mas foi a noite toda nisso?
Papi: Não. Tive o pesadelo e depois tive um sonho.
Eu: Um sonho?
Papi: Sim. Do sonho lembro-me. Eras tu pequena e entrava um homem cá em casa e levava-te e depois eu e a tua mãe não sabíamos de ti e íamos à polícia...
Eu: Outro pesadelo...
Papi: Não. Foi um sonho.


WHAT?

Crianças

Acho que deve ser muito angustiante ser-se pai ou mãe ou educador. O sair de casa deve ser horrível. O sair e deixar as crianças em casa, nem que seja por um bocado. Pensamos que têm 10 ou 11 anos e que já podem ficar sozinhas, mas também sabemos que vão passar metade do dia a discutir sobre bolachas ou sobre brincadeiras ou sobre o comando da tv. E sabemos que quando chegarmos a casa vamos ouvir as queixinhas de um contra o outro. Imagino que a vontade seja desaparecer outra vez...
É mais ou menos assim que me sinto ao sair de casa para trabalhar, deixando os meus pais em casa sozinhos. Discutem por tudo e por nada. Ficam sem se falar e é quando eu chego a casa que me vêm fazer as queixinhas todas. Ou quando os levo de carro a algum lado e tenho de lhes berrar "Ou se calam ou paro o carro e deixo-vos aqui!".
Bem... ontem o meu pai conseguiu "atropelar" a minha mãe com o carro parado. Ela teimou que havia de sair do carro. Ele teimou que ela não deveria sair do carro. Teimaram e a minha mãe saiu do carro e não se afastou do carro. O meu pai, como exímio condutor que é, principalmente no que toca a fazer manobras, esqueceu-se de voltar a olhar para o lado direito do carro. Virou o volante e o espelho do carro bateu na minha mãe que caiu e partiu o cotovelo.
Foram fazer o raio-x e o médico disse à minha mãe que ela tinha de levar gesso, mas, teimosa, não levou o gesso. O médico disse-lhe que não podia mexer o braço e, estava eu no banho, senti duas pessoas na cozinha. Saio da banheira, enrolo a bela da toalha, e vou à cozinha onde apanho a minha mãe a pôr a louça na máquina. Mandei-lhe dois berros e a resposta dela "o teu pai tinha posto o prato dele torto". Há palavras? O meu pai, coitado, que lá assumiu que "parte" da culpa era dele e até lhe descascou a laranja e pôs o jantar a aquecer e pôs os pratos na máquina.
Conclusão. Não vim trabalhar descansada. Porque sei que a minha mãe não vai ficar quieta. Porque sei que ainda se vão pôr a discutir mais. Será que tenho de contratar uma ama?
Outra coisa, com pais assim, como é que eu e os meus irmãos haveríamos de ser normais? A minha sobrinha já disse que se a sister for assim quando for mais velha que a interna :) Estaremos destinados a sermos iguais a eles?
Vim trabalhar e deixei duas crianças sozinhas em casa. Uma de 62 e outra com quase 60.

20 de abril de 2009

Joy Ride



When your hopes and dreams
Lose the will to go
Joy ride
Reaching for the light
More than we can win
And something in the distance
A glorious existence
A simple celebration
A place you never went before
(Why don't you kiss me
And tell me that you want it?)
Reaching for the light
More than we can win
When your chips are down
(When your chips are down)
When your highs are low
Joy ride
(Joy ride)
All your hopes and dreams
All you need to know
Joy ride


A música... a música embala-nos, a música acorda-nos, a música chora connosco, a música ri connosco, a música dança connosco, a música pára connosco, a música avança connosco... se pensarmos bem, temos música em todos os momentos, bons maus assim assim. Melodia e letra. Estão para o que precisarmos. Hoje... hoje uma música que me fez companhia hoje de manhã. Que esteve em repeat todo o caminho de casa para o trabalho.
Enjoy :)

19 de abril de 2009

Cânone

No Câmara Clara fala-se de cânones literários, mais propriamente no cânone para os romances de amor. É lógico que nunca vai haver concensos relativamente a isso. O que me espantou, nos primeiros dois minutos de programa, enquanto enunciavam os títulos que fariam parte de um possível cânone, foi a quantidade de livros que quero ler e nunca li. Acho mesmo que uma vida inteira não chega para tudo o que o Mundo tem para nos oferecer. Duas opções... ou baixo os braços e desisto, sabendo de antemão que nunca vou conseguir ler tudo o que quero... ou posso tentar aproximar-me mais. :) Tenho uma compulsão para a compra de livros. Muitas vezes, tenho a plena consciência que não vou ler o livro que comprei, mas... A cada livro que leio estou mais próximo. Devagar, devagarinho... o último livro que comprei foi do Vasco Graça Moura, que está precisamente neste programa, mas não o vou ler já. Shakespeare? Só conheço os sonetos e conheço os enredos das peças, mas nunca as li. Ele que construiu o humano, como estão a dizer agora, ele, o poeta do amor... talvez. :)
(as sugestões dos convidados do programa... é, pelo menos, um bom ponto de partida):
Colette, Verdes Amores
Madame La Fayete, A princesa de Clèves
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
Gustave Flaubert, Madame Bovary
Camilo Castelo Branco, A sereia
Stendhal, O vermelho e o negro
Dostoiévski, O eterno marido
James Joyce, Ulisses
Henry James, Retrato de uma senhora
Agustina Bessa-Luís, Fanny Owen

Control




Controlo. É difícil termos o controlo total sobre tudo. Há alturas em que achamos que o temos. Controlamos as palavras, os actos, quase controlamos os pensamentos. Até que acordamos um dia a percebemos que o controlo é uma mera ilusão. Nada está sob controlo. Tudo nos foge pelos dedos das mãos. Nada depende apenas de nós. Neste momento, quando percebemos que já não controlamos nada, quando vemos as palavras que saem sem querermos, as coisas que fazemos sem querermos e as coisas que pensamos... nesse momento temos a escolha. Ou nos deixamos ir, aceitando que as coisas até são melhores quando não são controladas. Ou ficamos presos à ideia de controlo e ficamos. Para termos controlo total sobre nós, basta que não entreguemos a nossa vida nas mãos de ninguém, a nossa mente, o nosso coração. Enquanto for neta, filha, irmã, cunhada, tia, amiga, confidente, tenho de ter consciência que não tenho o controlo. Às vezes custa, quando vemos o nosso Mundo de pernas para o ar, tão distante daquilo que tínhamos pensado. Mas é tão melhor quando conseguimos dar o salto de fé...

Adorei este filme. Adorei mesmo. E o problema do Ian foi precisamente esse... quando perdeu o controlo, quando as coisas deixaram de depender apenas de si, não soube fechar os olhos e deixar-se ir. Não soube entregar-se à mulher que realmente amava, como não se soube entregar à música e ao sucesso. E esse foi o seu fim.

18 de abril de 2009

Do mau feitio

Eu sou conhecida pelo meu péssimo feitio. Não faço fretes. Sou mesmo mesmo muito teimosa. Daquelas teimosas que quando põem uma ideia na cabeça, não há nada que as demova. Se calhar a eu meter na cabeça que o céu é vermelho às riscas verdes, nem vale a pena discutirem e virem com falinhas mansas porque eu nunca mudo de ideias. Nunca jamais. E se tentarem discutir comigo ouvem logo meia dúzia de bocas para vos pôr na linha!

Dito isto, hoje fui à apresentação daquele ginásio que tem protocolo com a empresa onde trabalho. Lembram-se de vos ter falado disso? (aqui). Pronto. Disseram-me que tenho excesso de peso (Não!). Aliás, o que eu acho é que tenho défice de altura. Mas surpreendi nas provas de equilíbrio e resistência. Agarro o pézinho cá atrás sem precisar de ajudas nem de me apoiar em lado nenhum. Levo os dedinhos das mãos 7 cm além dos pés. E aguentei 40 segundos lá numa posição para ver a resistência abdominal (é muito!). Já flexões... a modos que não fiz nenhum.. :D

Depois de sair dali, e uma vez que o jogo de futebol inter-empresas foi cancelado devido ao mau tempo, eis que fui comer um bolo à pastelaria mais perto! E fui passear... lá onde vou às vezes. Sem guarda-chuva. Cheguei lá e pus-me bem no centro a olhar para cima... a chuva a cair-me na face... foi bom.


(acho que qualquer dia o sindicato dos maus feitios me expulsa... sou um péssimo exemplo para a classe...)

Dusk




You Are Dusk



You are a naturally idealistic and creative person. You look forward to nights where everything is possible.

You spend most of your energy on play. Work is okay, but the true you emerges after the work day is done.



You're an offbeat type that doesn't like rules or schedules. Life's too short to waste at a desk in a cube.

Whether you spend your night socializing or working on side projects, you like that your time is yours.



(Vi este teste no blog da Izzie... e sim... encaixa... sempre gostei de ficar a manhã na cama... gosto do quentinho das cobertas... gosto de estar enroscadinha, mesmo que não esteja a dormir. Mesmo quando passo o dia com sono, chego à noite e parece que tenho energia vinda não sei de onde. Claro que bocejo, mas não digo que não a programa nenhum porque tenho sono... já de manhã... só mesmo o trabalho me faz levantar cedo. O trabalho e passeio, confesso. Esta semana vou tirar um dia... tenho de ir a Lisboa. Mas não vou ficar mais tempo na cama. Vou-me levantar cedinho e fazer-me à estrada. Eu e o rádio novo do meu animal (aka carro). Não me interessa o que faça, interessa que aproveite bem o meu tempo. Ponho a minha alma em tudo o que faço e assim sou feliz)

17 de abril de 2009

Da programação televisiva

Ora. Estou a ver o programa dos livros na RTP2. Fala-se do Delfim hoje. Não gosto do livro, mas estou a gostar do programa. Amanhã na sessão dupla, dois filmes que queria há muito tempo ver: "Control" (filme sobre o gajo dos Joy Division) e "Últimos dias" (filme sobre o Kurt Cobain). A sessão dupla começa às 22:40 e não tem intervalos. Eu sei que quem tem vida própria não vai poder ver, mas pronto, pode gravar. :) Daqui a pouco, "Irmãos e Irmãs". Já disse que adoro a RTP? Pois é... adoro a RTP. É só miminhos :)

:)



Porque sim. Preciso de motivo melhor? Porque sim. Bora cantarolar? Esquecer que lá fora chove? Pensar num céu azul, numa leve brisa pelo rosto... e sorrir.

(e porque não me apetece postar outra vez o "how to save a life" que é o que está a passar agora e que me arrepia... esta sempre é mais alegrinha...)

Manias?




O desafio veio da Yiskay e consisite em enumerar as minhas 5 manias... Primeiro, tenho a dizer que não tenho manias, nem esquisitices nem coisa que lhe valha. Tudo em mim é perfeitamente anormal :) E porque é difícil escolher só 5...... ai... aqui vai!

1. Tomo banho, pelo menos, duas vezes por dia. (sou obcecada por cheiros... adoro o cheiro das pessoas, o natural... não que não goste de perfumes, mas o perfume de que mais gosto é o natural... vindo directamente do pescoço alheio! De preferência, lavadinho!)

2. Tenho a pele seca, por isso, o creme hidratante não pode faltar. Ando com ele na carteira porque... porque sim!

3. O cabelo... contra todas as opiniões de todas as pessoas que conheço, eu lavo o cabelo todos os dias. Dizem-me que não, mas se não o lavo num dia, no outro parece que levou com uma lata de óleo em cima. Sim, isto está muito perto de ser uma mania... mas é como se não me sentisse lavada se tomasse banho sem lavar o cabelo. Ah... e seco no secador :) a não ser que esteja sol e calor e nesse caso seca ao natural e fica cheio de caracóis. Lá está, se eu não o lavar e não puser condicionador, não o consigo pentear. E já sei que quem tem caracóis não tem de pentear o cabelo com escova, mas eu detesto nós no cabelo e tenho de conseguir penteá-lo perfeitamente!

4. Decotes... Mesmo de Inverno... sempre gostei e acho que sempre vou gostar. Acho que me favorece a figura e então uso muitas vezes... gola alta também gosto. Decotes redondos é que estão absolutamente fora de questão porque pareço um saco de batatas ambulante!

5. Adoro saltos rasos, mas... desde que a mãe natureza me pregou a partida de me fazer engordar, habituei-me aos saltos. Agora parece que me sinto despida sem eles.

Pronto. A modos que é isto. A maquilhagem, perguntam? A maquilhagem é para os dias em que durmo bem. Porque se eu estiver com sono, meia hora depois estou a esfregar os olhos com sono e já sabem o que acontece ao eyeliner e ao rymel e afins, né? Ponho base daquela com protector solar e creme hidratante... e nunca pinto os lábios... só os olhos. Agora sim, acho que é tudo! Agora imaginem isto tudo em 20 minutos. Sim. De manhã despacho-me em 20 minutos. Faço aquelas coisas todas e tomo o pequeno-almoço e ainda faço a cama, como menina prendada que sou :)

Era suposto passar isto a 5 pessoas, mas, já sabem. Passo a toda a gente que se sinta desafiado. Mas, neste caso em particular, gostava de ver um homem a ter coragem de responder.

16 de abril de 2009

Awakening

Sabendo que o cocktail ansiedade, mais noites sem dormir, mais cansaço excessivo, mais trabalho demais pode despoletar um daqueles ataques epilépticos, decidi dormir. O Johny Pestana não cedeu aos meus pedidos e nem às ameaças :) e eu tomei um belo ansiolítico. O comprimido não me faz dormir, mas acalma-me. Tomo-os em situações de stress, antes de exames ou de entrevistas. Faz a ansiedade ir embora e deixa-me a cabeça limpa. Neste caso em particular, com tantos dias sem dormir, fez-me acalmar e dormir. Dormi. Dormi. Dormi. Penso que devo ter adormecido algures durante a 2ª parte do Porto. Acordei às 23:30 e fui para a cama. Acordei com o despertador tal e qual me tinha deitado. :)

E hoje estou bem. Consigo pensar. Consigo olhar para as coisas e consigo traduzir melhor que ontem. Consigo ser mais eu. Consigo sorrir. Consigo dizer que, mesmo tendo dormido aquelas horas todas, queria ter podido ficar na cama, a ouvir a chuva a cair lá fora. Enroscada na ursa azul e ficar ali.

Obrigada. Awakening...

15 de abril de 2009

All in my mind




It started with a low light,
Next thing I knew they ripped me from my bed
And then they took my blood type
It left a strange impression in my head.
You know that I was hoping,
That I could leave this star-crossed world behind
But when they cut me open,
I guess I changed my mind.

And you know I might
Have just flown too far from the floor this time
Cause they're calling me by my name
And the zipping white light beams
Disregards the bombs and satellites

That was the turning point
That was one lonely night

The song maker says, "It ain't so bad"
The dream maker's gonna make you mad
The spaceman says, "Everybody look down
Its all in your mind"

Well now I'm back at home, and
I'm looking forward to this life I live
You know its gonna haunt me
So hesitation to this life I give.
You think you might cross over,
You're caught between the devil and the deep blue sea
You better look it over,
Before you make that leap


And you know I'm fine,
But I hear those voices at night sometimes-
They justify my claim,
And the public don't dwell my transmission
Cause it wasn't televised

But, it was the turning point,
Oh what a lonely night


The song maker says, "It ain't so bad"
The dream maker's gonna make you mad
The spaceman says, "Everybody look down
Its all in your mind"

The song maker says, "It ain't so bad"
The dream maker's gonna make you mad;
The spaceman says, "Everybody look down
Its all in your mind"

My global position systems are vocally addressed
They say the Nile used to run from East to West,
They say the Nile used to run...
From East to West.

And you know I'm fine
But I hear those voices at night
Sometimes...


The song maker says, "It ain't so bad"
The dream maker's gonna make you mad
The spaceman says, "Everybody look down
Its all in your mind"
The song maker says, "It ain't so bad"
The dream maker's gonna make you mad;
The spaceman says, "Everybody look down
Its all in your mind"

It's all in my mind
It's all in my mind
It's all in my mind
It's all in my mind
It's all in my mind



(is it? all in my mind?)

Da vida...

O que é que acontece quando não conseguimos dormir há três noites? Chegamos ao trabalho e temos actas para traduzir. Não sou tradutora. Não tenho inglês desde o 12º ano e passo a vida a dizer que o inglês que sei é o comum, do dia-a-dia, mas ninguém me ouve. Não sei como se diz em inglês "cartório notarial", ou "forma de obrigar", ou "ano da prestação de contas", ou "sociedade de revisores oficiais de contas", ou "alterações ao contrato de sociedade e designação de membros de órgãos sociais". Além disso, os advogados não sabem escrever. As poucas partes que isto tem de texto corrido são imperceptíveis. Agarro na treta da acta e vou ao advogado:

- Miguel, ajudas-me nesta frase?

- Queres que traduza para inglês?

- Não... quero que primeiro traduzas para português...

Não põem acentos, esquecem-se de preposições, whatever! Se isso não bastasse, o prazo é para anteontem antes do almoço. Ainda ontem dizia à minha irmã que quando pensamos que a vida está má, o Universo arranja formas de nos mostrar que pode ser ainda pior.

O que eu queria? É preciso termos uma sucessão de dias e noites da treta para descermos drasticamente os nossos níveis de exigência. Queria ter a tradução feita. Queria mimo. Queria um abraço apertado. Queria um pescoço onde enfiar o meu nariz. Queria poder enroscar-me e dormir... Simples.

Carta



My darling Johny Pestana:

Pedi-te que viesses. Deixei a porta aberta. Esperei que me embalasses no teu doce abraço. Mas não vieste. Mais uma noite e não vieste. Anseio por ti. Quero-te. Preciso de ti. Já não consigo trabalhar. Não consigo comer. Não consigo pensar... Só te quero a ti. Vens hoje? Por favor? Para mim é o de sempre: 8 horinhas de sono ininterrupto e sem sonhos e sem pesadelos e sem dentes a ranger e sem bochechas mordidas. No fim-de-semana podem ser 10 ou 11, mas hoje... por favor. 8 horinhas? Por favor? Só quero poder dormir...

All my love,

Ianita

14 de abril de 2009

I dreamed a dream

Bem... Vi isto no blog do Pedro Ribeiro. Vi por três vezes porque ia chorando e aqui no work não dá jeito dar em Madalena arrependida. Vejam se quiserem. Aqui.

O que o meu carro ouve :)

Sim. Eu sei que comprei cds dos MGMT e Killers e John Mayer. Sei que tenho o Ten, dos Pearl Jam. Tudo novidades. Tudo boa música. Eu sei. Mas não são estes os cds que andam comigo no carro. Eu que ainda noutro dia gozei com o meu irmão que tinha a berrar no computador o José Augusto e depois o Leandro & Leonardo com o seu lendário "Chuva no telhado" ou coisa que lhe valha. Estes são os senhores que andam comigo no carro, cujo cd já risquei uma vez e tive de comprar outro. Tocam invariavelmente as mesmas três canções, a 1, a 4 e a 8. Ficam a 4 e a 8. Penso que devem conhecer (conhecer e não necessariamente gostar...)... Senhoras e senhores, Roupa Nova (acústico).



I am Sam, Sam I am

Ontem esteve a dar o I am Sam, na RTP. Embora o filme tenha começado muito antes de as novelas dos canais concorrentes terem terminado, ainda assim, foi demasiado tarde aqui para a cinderela. Prolonguei a hora de deitar em 20 minutos e vi um bocadinho. Vi a cena na sapataria que é fantástica. De facto, não percebo por que é que só as crianças recebem balões. Se nos dessem um balão de vez em quando, será que não andaríamos mais felizes?



O Sean Penn é um grande grande actor. E por mais que goste dele no Mystic River, não consigo acreditar como é que ele ganhou aí o Óscar e não aqui. E esta miúda, a Dakota Fanning, brutal.

Fui dormir a pensar na vida. E, mais uma vez, não consegui dormir (hoje sou, oficialmente, uma zombie). A maior parte das coisas na nossa vida são-nos impostas. Não escolhemos o tempo que vai estar. Não escolhemos o nome com que nascemos, nem o sexo com que nascemos, nem as doenças com que nascemos, nem tão pouco as deficiências... Não escolhemos se está trânsito ou não. Não escolhemos de quem gostamos e muito menos quem gosta de nós.

As circunstâncias são-nos impostas. O que fazemos com elas é que já é nossa escolha. Escolhemos se fugimos ou enfrentamos. Escolhemos se vamos ou se ficamos. Escolhemos se somos homens ou ratos. Escolhemos. Temos portanto de parar de nos desculpar com as circunstâncias, com a conjuntura, com os outros. Temos de parar de nos desculpar com o que não escolhemos e com o que não podemos mudar, e tomar responsabilidade pelas nossas escolhas. E perceber que podemos não conseguir mudar o passado, mas fazer um futuro diferente está nas nossas mãos.
Escolhas. Tanta coisa que não podemos mudar... podemos pelo menos ser mais assertivos nas nossas escolhas. Podem até revelar-se erradas, mas que sejam certas quando as fazemos.

13 de abril de 2009

Silêncio e tanta gente




Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

(Maria Guinot)

Cavalo à solta




Cavalo à solta

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.



José Carlos Ary dos Santos

12 de abril de 2009

Mongas à solta II

Acoustic Lights, ao vivo no Anúbis. O vocalista, um rapaz que andava no liceu ao mesmo tempo que nós, o Nelo. O repertório era muito bom: Pearl Jam, Pixies, Placebo, Cure, Radiohead... Aqui fica, Boys don't cry, para a posteridade. A qualidade da imagem é culpa da máquina e das condições do local e não da magnífica operadora :)

Neste vídeo, um bocadinho do Creep. Ouvem-se duas vozes esganiçadas que não sei de quem sejam..... Ainda assim... as minhas desculpas por quaisquer danos permentes causados nos vossos tímpanos. :)

11 de abril de 2009

Mongas à solta!


Adoro dias assim. Pegar no carro, carregar a outra monga e seguir viagem. A contar as novidades, a falar do passado, do presente e do futuro. Forum. H & M e o primeiro estrago do dia :) Depois FNAC. Esqueci-me da lista que tinha feito, mas já andava de roda dela há tanto tempo que a tinha memorizado. Ainda houve tempo para uma troca de última hora e para as compras de impulso que eu faço sempre que entro na FNAC. Vieram dois cds dos Killers, um cd duplo do John Mayer e um cd dos MGMT (era para ser Amy MacDonald, mas...). Por impulso, um livro do Kafka e outro do Dostoievsky.

Almoço. Chinês. Crepe, gambas com caril e coca-cola. O chocolate foi-me oferecido pela Andreia, que foi ter connosco um bocadinho, e que achou que eu estava fraquinha e a precisar de um miminho destes. Ainda não o comi, mas tenho a dizer que já comi amêndoas roxas hoje :)







Mais compras. Umas camisolas giras e fashion para a Sara. Umas sandálias lindas e maravilhosas para mim. Completamente desnecesssárias, mas lindas e maravilhosas. Estou feita uma consumista. Incrível como gosto de comprar coisas. Incrível como o simples facto de comprar coisas me deixa mais feliz e contente e bem-disposta. Cafézinho nas docas (lá dentro, porque na esplanada estava agreste). Uma amiga da Sofia foi lá ter e ainda tivémos tempo de a incentivar a dar um passo importante num amor daqueles que está a começar. (Aguardam-se desenvolvimentos ainda esta noite).
A caminho... este blast from the past. Passado mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo longínquo. Ace of base, The sign... Tantos anos...

Life is demanding without understanding
I saw the sign and it opened up my eyes
I saw the sign
No ones gonna drag you up
To get into the light where you belong



Voltámos para casa. Agora é a banhoca, jantar em família e sair para um copito. Aproveito para avisar Leiria e arredores: as Mongas vão para a night :)


Perfeito? Quase perfeito. A cheirar a perfeição. Espectáculo de dia.

10 de abril de 2009

Páscoa

Todas as Páscoas ouço a mesma história. Parece-me que já começa a ser tradição na minha família e eu sei que posso evitar ouvir sempre esta história, pelas mesmas palavras, mas eu cumpro sempre o meu papel e faço desencadear a dita cuja.
Tradicionalmente os padrinhos de baptismo e até os do Crisma dão um folar aos afilhados. Dantes era mesmo aquele bolo com o ovo cozido, depois as amêndoas, agora andamos na moda dos ovos de chocolate. Há quem dê prendas ou dinheiro ou afins.
Tradicionalmente os padrinhos davam o folar até ao casamento dos afilhados. Antigamente isso era cedo. Lá pelos 20 anos os padrinhos "viam-se livres" dos afilhados e de lhes ter de dar folar.
Ora, há já uns 10 anos que eu digo à minha madrinha que não preciso de folar. Mesmo. Não é só da boca para fora. Digo-lho com sinceridade. Então é assim...
A minha madrinha, irmã do meu pai, a mesma que me deu a ursa azul no dia em que nasci, vem cá a casa trazer o folar.
Eu - Obrigada madrinha, não era preciso.
Madrinha - Então, és minha afilhada. E eu é que pedi para ser tua madrinha.
Eu - Mas madrinha, já fiz 29 anos, já não tenho idade para receber folar.
Madrinha - Mas ainda não casaste!
Eu - Imagine que nunca me caso! Vai-me dar folar a vida toda?
Madrinha - Olha a tua tia Luz ainda hoje foi levar o folar ao teu primo Arnaldo. Ele já fez 52 anos, mas não é casado e a tua tia ainda lhe dá o folar! Um parzito de meias, mas dá.
Eu - Mas madrinha, não é preciso.
Madrinha - Enquanto eu puder, enquanto eu puder... nem que seja um par de meias! Enquanto não te casares dou-te o folar.
Esta conversa repete-se todos os anos, apenas mudando a minha idade, claro está. E eu já sei que se não puxar a conversa, não ouço a história do meu primo Arnaldo que ainda recebe folar da tia Luz, mas... Acho que até gosto e por isso é que todos os anos digo as mesmas coisas e ouço as mesmas coisas.
E pronto. Já recebi as minhas amêndoas e o guito que amanhã vai direitinho a uns quantos cds que já estão na listinha. E daqui lá ia ela para o baile. Com 65 anos, lá ia ela para o bailarico dos viúvos. As mulheres da minha família têm pelo na venta e isso é mesmo mesmo muito bom!

Quaresma




Hoje é dia do dito cujo jejum. Esta é uma das coisas relativamente à religião que não me caía bem. Não achava que não comer carne era um jejum. Fazia basicamente a vida negra às catequistas, embora comesse peixe nas sextas-feiras de Quaresma como menina bem mandada e educada e católica.
Com o passar dos anos fui vendo que tinha razão. Ainda hoje comi peixe grelhado, porque embora ninguém aqui vá à Missa, parece que temos sempre de cumprir o ritual. Na RTP passaram uma reportagem. Andaram a perguntar às pessoas se ainda cumpriam estas tradições. Achei imensa piada a uma senhora que disse que sim, que cumpria o jejum, que não comia nunca carne, principalmente na Sexta-feira Santa e que então hoje ia comer um arrozinho de marisco. LOL.

Gostei do que disse o padre que apareceu na reportagem. Este dia é um dia de sacrifício. Nos primórdios, se tirássemos a carne e seus derivados da alimentação das pessoas, eles quase não comiam nada. Hoje em dia não é bem assim, como bem sabemos. A ideia é as pessoas abdicarem de comer coisas de que gostam e tentarem ter refeições mais modestas. Disse o sr. padre, e eu acho que disse muito bem, que não adiantar pararmos de comer carne se nos vamos empanturrar de arroz de marisco.
Amêndoas. Acho que foi a única coisa que me lembro de o meu padrinho me dar. E uma vez veio cá a casa e deu-me 500 escudos e um pacote de amêndoas tipo francês. A minha madrinha sempre foi diferente. Eu faço anos perto da Páscoa e ela sempre me deu duas prendas, por mais simbólicas que fossem. Coisas para o enxoval, ouro e mais recentemente dinheiro. O enxoval tenho-o guardado, há-de dar jeito. O ouro também está guardado, mas porque não ligo. Ainda assim, sempre que a vou ver, encho-me do ouro todo que ela já me deu, basicamente porque ela fica contente. O dinheiro... pois. Desse nem sinais.

Tenho aqui à minha beira um pacote de amêndoas. Diz amêndoas, mas isto de amêndoas não tem nada. É chocolate e açúcar. Também não gosto muito das ditas amêndoas tipo francês porque essas é só amêndoa e açúcar. As amêndoas de que eu gosto, aquelas mesmo boas que conseguia alimentar-me unica e exclusivamente daquilo, são as roxas. As amêndoas roxas têm amêndoa, chocolate e açúcar. :) Nham nham!

Já é normal a RTP encher-nos de filmes sobre a Paixão de Cristo. O que não me parece assim tão normal é o Sozinho em Casa. Livrámo-nos dele no Natal e levamos com ele na Páscoa. Precious TVI... Nem vale a pena pensar por que é que é um coelho que entrega os ovos na Páscoa. Pensemos apenas que são bons. :)




Este é um dia religioso, mas também é um dia que na História dos tempos se confunde com rituais pagãos de adoração à Natureza e de recepção à Primavera. Eu tenho uma relação estranha com a Primavera, mas ela é boa para nos lembrar dos recomeços que acontecem à nossa volta todos os dias.

Por isso... podemos nem ser religiosos, mas isto do jejum podemos adoptar anyway. Para nos lembrar do que as coisas custam, para nos lembrar do que verdadeiramente é importante. Não vou comer carne, mas também não vou comer arroz de marisco. Não vou comer amêndoas roxas. Talvez amanhã ;) Feliz Páscoa! :)

Girls night out



Girls night out... ou seja... loucura total. Há muitos motivos pelos quais não levamos homens e um deles, e talvez o principal, é porque não os queremos a ver-nos fazer figuras destas. Entenda-se que isto foi no intervalo do filme. Não gosto de intervalos no cinema. EU sei que eles querem facturar, mas nós já tínhamos comprado o pacote XL e a coca-cola XL, por isso... O filme era um filme de gaja, nada de especial, mas bom para desanuviar depois de um dia de trabalho. Gosto de saber que amanhã não tenho de me levantar cedo. Parece que assim o dia rende mais. Jantei com os papás. Fui comprar um rádio novo para o meu animal. Fui ao cinema. Vim para casa. Cá estou. Sabe-me bem assim... E ouvir qualquer coisa como "estás a trocar saliva comigo" vindo da minha Sara, tem qualquer coisa de espectacular. :)

Voltemos ao filme. He is not that into you... pois. A verdade é mesmo essa. Iludimo-nos e pensamos que ele não liga porque não pode, não nos leva a jantar porque não dá mesmo, não nos convida para ir com ele e com os amigos porque nós não "pertencemos", esquecemos a merda toda que nos fazem todos os dias porque a meio da noite nos liga e nos diz que gosta muito de nós e whatever. Quando as pessoas estão interessadas, estão interessadas e agem em conformidade. No games. Quer dizer... com alguns jogos, mas sem merdas.




Houve a certo momento, um diálogo fantástico. Qualquer coisa como:
Ela - I'm the exception... ?

Ele - You're my exception.

(ao som deste fantástico somewhere only we know dos keane....)




I walked across an empty land
I knew the pathway like the back of my hand
I felt the earth beneath my feet
Sat by the river and it made me complete
Oh simple thing where have you gone?
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

I came across a fallen tree
I felt the branches of it looking at me?
Is this the place we used to love?
Is this the place that I've been dreaming of?

Oh simple thing where have you gone?
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

So if you have a minute why don't we go
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?

Oh simple thing where have you gone?
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

So if you have a minute why don't we go
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
So why don't we go

This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?

9 de abril de 2009

Last night



Só porque sim....

Pró-actividade

Acho que não gosto desta ideia. Acho mesmo que não sou uma pessoa pró-activa. Pelo menos no que toca aos homens. Acho que teria gostado de ter nascido homem porque gosto do jogo, da caça, da conquista. Mas, enquanto mulher, não consigo ultrapassar um sem-número de convenções que me foram impostas. Não consigo chegar e dizer "gosto de ti" ou "atrais-me" ou "tenho um fraco por ti" ou "gosto do que me escreves" ou "gosto do que me dizes" ou whatever! Irrita-me ser assim, mas sou. Irrita-me não conseguir ser pró-activa... Já falei deste assunto algumas vezes. Aqui e aqui. Vejo que os anos passam e eu na mesma... Acho que a pró-actividade is over rated :)

8 de abril de 2009

Os deuses devem estar loucos

"Caros colegas,

No sentido de valorizar a saúde física dos seus colaboradores, o GM vai organizar no dia 18 de Abril (das 10h30 às 13h00 e das 14h00 às 16h00 no Auditório da BT) uma apresentação do Ginásio O2, com o objectivo de proporcionar, de uma forma descontraída, uma avaliação física (IMC). Após esta avaliação, os técnicos do desporto e a nutricionista irão aconselhar e orientar a escolha das modalidades desportivas que podem praticar no Ginásio O2.

O incentivo à prática do desporto e a um quotidiano mais saudável, passa pelo apoio do GM nas mensalidades do Ginásio para os colaboradores que pretendam começar a fazer exercício físico e a ter um estilo de vida mais equilibrado.

Quem ficar interessado em inscrever-se em alguma das actividades físicas apresentadas, deve informar o Dep. de Recursos Humanos."
Será que eu quero mesmo ir para o ginásio onde está esta gente toda que eu vejo todos os dias? Será que me apetece ouvir as bocas e as graçolas? NOT!
E que tal, em vez de comparticiparem o ginásio, deixarem-nos sair mais cedo para podermos ter vida própria? Não? Era só uma ideia...
Sou só eu?

Living on a prayer

Desculpem-me, mas eu gosto. Quase que desatei a berrar a letra aqui no local de trabalho... é uma boa música para ouvir no carro :)




Whooah, were half way there
Livin on a prayer
Take my hand and well make it - I swear
Livin on a prayer

WOW

Por que é que já não tendo 14 anos, os meus joelhos ainda tremem quando eu ouço isto? Por que é que lembro das matinés e dos slows? Por que é que o sorriso me vem aos lábios e o coração parece querer sair do peito? Por que é que sinto um arrepio espinha abaixo? Por que é que... Ai...




Talk to me softly
There's something in your eyes
Don't hang your head in sorrow
And please don't cry
I know how you feel inside I've
I've been there before
Somethin's changin' inside you
And don't you know
Don't you cry tonight
I still love you baby
Don't you cry tonight
Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry tonight
Give me a whisper
And give me a sigh

Give me a kiss before you
tell me goodbye
Don't you take it so hard now
And please don't take it so bad
I'll still be thinkin' of you
And the times we had...baby
And don't you cry tonight

Don't you cry tonight
Don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry tonight
And please remember that I never lied
And please remember
how I felt inside now honey
You gotta make it your own way
But you'll be alright now sugar
You'll feel better tomorrow
Come the morning light now baby

And don't you cry tonight
An don't you cry tonight
An don't you cry tonight
There's a heaven above you baby
And don't you cry
Don't you ever cry
Don't you cry tonight
Baby maybe someday
Don't you cry
Don't you ever cry
Don't you cry
Tonight

7 de abril de 2009

Campo Aventura :)


Andam doidos... ele é torneios de futebol, tardes de kartting, visitas de estudo, e agora... um dia aventura. Assim que li as palavras mágicas "prova de ginja", inscrevi-me logo. :) Acho estas iniciativas boas, porreiras, produtivas. Dá-nos oportunidade de conviver e confraternizar e falar e afins com os coleguinhas de trabalho :) Eu vou!

Ad aeternum



Do tempo do 1º ano de faculdade. Quando me apaixonei. Quando tive o meu coração partido. Quando dizia que nunca mais ia amar. Quando... foi um ano de grandes emoções. Um ano vivido ao máximo. O ano do Buraco Negro até de manhã. O ano de beber até cair com apenas 1 coca-cola no cartão. O ano de dormir nas Escadas Monumentais. O ano de ir aos saltinhos para casa a cantarolar "quero mi-ja-ar". O ano de muito nariz em pescoço alheio. O ano de muitos novos amigos. O ano da descoberta da liberdade. O ano do riso. O ano do choro. Um ano em grande. Muitas músicas me levam imediatamente para esse ano, Bush, Chemical Brothers, RAM, Pixies, Smashing Pumpkins, dEUS... esta lembra-me esse ano e lembra-me esse amor. E lembra-me como somos dramáticos quando estamos apaixonados! Tantas asneiras que se dizem... tantos nuncas... tantos jamais... tantos para sempre... ainda bem que o que é ad aeternum é a nossa capacidade de amar. The gift, OK, do you want something simple? (eu não!)

Can you read my mind?



On the corner of main street
Just tryin' to keep it in line
You say you wanna move on and
You say I'm falling behind

Can you read my mind?
Can you read my mind?

I never really gave up on
Breakin' out of this two-star town
I got the green light
I got a little fight
I'm gonna turn this thing around


Can you read my mind?
Can you read my mind?

The good old days, the honest man;
The restless heart, the Promised Land
A subtle kiss that no one sees;
A broken wrist and a big trapeze

Oh well I don't mind, if you don't mind
'Cause I don't shine if you don't shine
Before you go, can you read my mind?

It’s funny how you just break down
Waitin' on some sign
I pull up to the front of your driveway
With magic soakin' my spine

Can you read my mind?
Can you read my mind?


The teenage queen, the loaded gun;
The drop dead dream, the Chosen One
A southern drawl, a world unseen;
A city wall and a trampoline

Oh well I don't mind, if you don't mind
'Cause I don't shine if you don't shine
Before you jump
Tell me what you find when you read my mind


Slippin’ in my faith until I fall
You never returned that call
Woman, open the door, don't let it sting
I wanna breathe that fire again

She said I don't mind, if you don't mind
'Cause I don't shine if you don't shine

Put your back on me
Put your back on me
Put your back on me

The stars are blazing like rebel diamonds cut out of the sun
When you read my mind


Podia dizer muitas coisas interessantes sobre isto... isto de lermos a mente um dos outros. Às vezes basta um olhar, uma palavra, um toque, um sussurro, um sorriso... outras vezes precisamos de um mapa. Gostava de voltar a sentir-me assim. Gostava de sentir assim.

Dia 18 de Julho... The Killers :) enjoy! (Can you read my mind?)

6 de abril de 2009

Eu?

Os desafios das Internetes são assim, andam e andam e agarramos se quisermos. E eu quis. O desafio vem da Lita. E aqui estão as minhas respostas e, claro, estão desafiados todos os que se sintam desafiados. :)

Quatro trabalhos que tive na minha vida:
1 - Professora de Português e Latim
2 - Gerente e directora pedagógica de ATL
3 - Funcionária de bar, café, restaurante...
4 - Administrativa

Quatro lugares onde vivi (espero vir a aumentar esta lista... se bem que já vivi dois meses numa roulotte em Albufeira...)
1 - Pocariça
2 - Coimbra
3 - Cantanhede
4 - Queluz

Quatro lembranças boas (todas as lembranças são boas, mesmo as más)
1 - Uma certa tarde de Domingo nas festas de Santiago, em A-do-Barbas - um amor à 1ª vista, e à 2ª e à 3ª... saudades do tempo em que tudo era tão fácil!
2 - O meu 1º ano de Faculdade... Buraco Negro... Latada, Queima... Gastroentrite, tudo! :)
3 - O medo antes da minha 1ª aula. O coração apertado e acelerado... O receio de não saber dar bem a matéria, de eles me gozarem... maravilha! :)
4 - Sara... se tiver de escolher um momento... talvez o dia dos 90 anos da minha avó. Excelente!

Programas de TV que assistia quando era criança (basicamente, via tudo o que mexia... filmes e séries e desenhos animados... tudo!)
1 - Ana dos Cabelos Ruivos
2 - MacGyver
3 - Top +
4 - Dartacão

Programas de TV que assisto (adoro TV... e gosto de a ter ligada, mesmo quando não estou a olhar)
1 - Anatomia de Grey
2 - Irmãos e Irmãs
3 - Conta-me como foi
4 - Liberdade 21 (Ivo.....)

Quatro lugares que estive e que quero voltar:
1. Mérida
2. Covilhã e Tavira (queremos sempre voltar onde estão os nossos amigos)
3. Porto
4. Vila Viçosa

Quatro formas diferentes que me chamam
1. Ana
2. Ianita (e a variante, Ianita de Nazaré)
3. Monga
4. Anita (esta tem exclusividade, só a minha avó me chama assim)

Quatro pessoas que me mandam emails quase todos os dias:
1. Poucas pessoas, desde que decidi que abolia o FWD :)

Quatro comidas favoritas (como quase de tudo...):
1. Massas (desde que mal cozida e com molho)
2. Chocolate
3. Marisco
4. Ananás e melão e cerejas e morangos :)

Quatro lugares onde desejaria estar agora (o que eu gostava era de não ter de trabalhar para viver, aparte disso...)
1. Tavira (para poder ir às compras)
2. México
3. Itália (toda!!)
4. Numa qualquer praia, de pé descalço na areia, o mar como som de fundo. Um bom livro e melhor companhia.

Amigos que creio que me responderão:
Pois não sei...

Amigos que acho que não me responderão:
Pois também não sei...

Espero que neste ano de 2009 eu possa:
1. Dar mais uns passos rumo ao futuro
2. Conhecer mais um amor da minha vida
3. Ser aumentada! (eu sei que já fui aumentada este ano, mas sonhar não faz mal, pois não? Fica com mais força para 2010 :) )
4. Passear muito, sempre com boa companhia :)

É proibido

É Proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

100 maneiras



Abriu portas no Bairro Alto o 100 Maneiras. O chefe jugoslavo Ljubomir Stanisic, um dos mais talentosos da actualidade, fechou o seu restaurante 100 Maneiras em Cascais e aposta agora em Lisboa. O espaço funciona onde era o Olivier Bairro Alto. A qualidade e a criatividade da sua cozinha contemporânea mantém-se, a grande diferença é o preço, um menu de degustação que antes custava 68 euros custa agora 28. O menu muda diariamente consoante os produtos da praça, comprados no Mercado da Ribeira.

Vi uma reportagem na TV, no mesmo dia em que li a reportagem na revista Única, que sai com o Expresso. Adorei o conceito. Principalmente o facto de serem tantos pratos (há-de haver sempre qualquer coisa de que gostemos) e o preço acessível. A apresentação dos pratos é excelente. Ele serve os filetes de peixe dentro de caixas de conserva. É engraçado que todos os dias os pratos são diferentes, dependendo do que ele encontra no Mercado ou não. Queria experimentar isto... :)

TELEFONE
210990475
LOCAL
Lisboa, Rua do Teixeira, 35 - Bairro Alto
HORARIOS
Segunda a sábado das 20h00 às 02h00
PREÇO MÉDIO
35,00 €
OBSERVAÇÕES
Especialidades: Menu de Degustação Único, com cerca de 9 a 10 pratos, inclui entradas, pratos quentes e sobremesas. Aceita cartões. Estacionamento difícil.
COZINHA
Autor

5 de abril de 2009